26 de dezembro de 2011

Uso de pornografia aumenta em cinco vezes a probabilidade de meninas terem sexo grupal

Uso de pornografia aumenta em cinco vezes a probabilidade de meninas terem sexo grupal

BOSTON, EUA, 21 de dezembro de 2011 (Notícias Pró-Família) — De cada 13 meninas entre as idades de 14 e 20 anos que participaram de um recente estudo da Escola de Saúde Pública da Universidade de Boston, uma, ou 7,7 por cento, disse que havia se engajado em “Sexo com Múltiplos Indivíduos” (SMI), conforme reportagem do jornal Daily Mail. Os pesquisadores acreditam que a causa principal é que elas estavam imitando pornografia.
O estudo envolveu 328 meninas de áreas desprivilegiadas da cidade que haviam feito uma visita a uma clínica da vizinhança para resolver questões de saúde sexual. Contudo, a condição econômica não pareceu ser um fator decisivo para conduta sexual de alto risco.
O estudo revelou que mais da metade das meninas que se engajaram em SMI haviam sido forçadas a ter sexo grupal por um namorado ou forçadas a serem estupradas por um grupo, e um terço das participantes haviam usado drogas ou álcool antes do encontro sexual. Em 45 por cento dos encontros de SMI, pelo menos um dos participantes do sexo masculino não havia usado camisinha.
A idade média em que as meninas começaram a ter relações sexuais com múltiplos parceiros era 15,6.
Os pesquisadores disseram que o uso da pornografia — por qualquer um dos parceiros — era a principal influência. “As meninas tinham probabilidade cinco vezes maior de se engajarem em SMI se elas ou seus namorados haviam visto pornografia”, disse Emily Rothman, professora adjunta do Departamento de Ciências de Saúde Comunitária da universidade. “Das que se engajaram em SMI, 50 por cento fizeram coisas que seus parceiros haviam visto pela primeira vez na pornografia. A pornografia pode estar influenciando a conduta sexual dessas adolescentes”.
Livro: Sexo Oral é o Novo Beijo de Boa Noite
As descobertas dos pesquisadores dão maior credibilidade às conclusões da cineasta canadense Sharlene Azam, cujo documentário de 2009, “Oral Sex is the New Goodnight Kiss” (Sexo Oral é o Novo Beijo de Boa Noite), documentou como meninas até de 11 anos de idade estão indo para farras sexuais e fazendo sexo com múltiplos parceiros. Azam atribuiu a conduta hipersexual das adolescentes ao consumo de pornografia.
Patrick A. Trueman, presidente de Morality in Media, disse para LifeSiteNews.com, “Embora o relatório [da Universidade de Boston] seja chocante, não é totalmente uma surpresa porque… sabemos a partir de estudos científicos que o [uso da pornografia] leva as pessoas a se engajarem nas mesmas atividades que são vistas nos filmes pornográficos”.
Uma pesquisa de 2005 revelou: “Pornografia indesejada entrou na vida de 17 por cento dos meninos de 11 anos e de 16 por cento das meninas de 10 a 11 anos de idade”.
Trueman, ex-chefe da Seção de Exploração e Obscenidade Infantil do Ministério da Justiça dos EUA, disse que a pornografia distorce uma parte que ainda não está desenvolvida do cérebro das adolescentes, conhecida como córtex pré-frontal, que é o “centro do bom senso e raciocínio moral”.
Os cientistas e psicólogos têm concluído que a pornografia tem um impacto que dura a vida inteira em meninos e meninas que estão se desenvolvendo. “Enquanto está se masturbando vendo pornografia, o cérebro do adolescente está sendo moldado em torno de uma experiência sexual que é isoladora, intuitiva e completamente vazia de amor ou compaixão”, escreveu Alexandra Katehakis da revista Psychology Today. “Isso tem o potencial de levar a grandes problemas de compulsividade sexual e vício sexual durante a vida inteira do adolescente, pois seu cérebro é moldado a esperar que a dopamina da pornografia (que é como a heroína) ocorra em todas as suas experiências sexuais de vida real”. Essa expectativa levará o adolescente a “buscar experiências mais arriscadas e internas que ressoem com o uso passado de pornografia”.
Uma pesquisa de opinião pública da CyberSentinel em 2009 afirma que adolescentes de 13 a 16 anos passam quase duas horas por semana vendo pornografia. A idade média em que uma criança é exposta pela primeira vez à pornografia de internet é 11 anos.
De acordo com a Psychology Today, um estudo de 2010 envolvendo 73 adolescentes suecos de idades entre 14 e 20 revelou que os meninos adolescentes que viam a pornografia aceitavam a noção de que “as mulheres existem unicamente para satisfazer as necessidades dos homens… mais ou menos sem questionar”.
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Traduzido por Julio Severo: www.juliosevero.com
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Um comentário :

Anônimo disse...

Não sou religioso, e muito menos um moralista ou conservador que acha que a relação sexual deveria se limitar unicamente à posição papai e mamãe apenas pra fazer neném, porém concordo que o que temos visto hoje em dia em termos de deterioração moral tem chegado às raias do abominável. O ser humano cada dia mais se supera na prática do que antes era visto como perversão e tara, e hoje é encarado como coisa normal. Antes, homem era homem, e mulher era mulher, é claro que o homossexualismo sempre existiu, mas hoje o que vemos é a promoção descarada deste tipo de comportamento e a ridicularização progressiva do heterossexualismo, a ponto de se considerar alguém que se diga cem por cento heterossexual como ultrapassado. Tá na moda ser homem do tipo Pepeu Gomes, homem feminino ou metrossexual, e a geração restart personifica muito bem o ideal da nova geração, caracterizada por uma juventude colorida e bissexual. O sexo tem sido propagado cada vez mais como um produto a ser consumido como qualquer comestível e o ser humano utilizado como qualquer coisa descartável. Nisso a pornografia tem sido propagadora de comportamentos estranhos, escabrosos e até nojentos como orgias dos mais variados tipos como swing, menage, em que nem mesmo a dignidade de um casal casado escapa, onde maridos chegam a entregar suas próprias esposas para a satisfação sexual de outros homens, gang-bang, que é uma prática onde vários homens transam com uma mulher ou vice versa, coprofagia, gente que se excita comendo fezes, urolagnia, gente que se excita bebendo urina, bareback, gente que transa sem camisinha excitando-se com o risco de pegar aids, sim, isso existe! sadomasoquismo, indivíduos que gostam de torturar ou de ser torturados, entre outras aberrações. E a perda do senso de dignidade e decoro é tanta, que os protagonistas de tais atos sequer se resguardam, chegando a fotografar e filmar suas participações em tais atos, colocando-se na internet para que o mundo inteiro os veja em tal situação, sem vergonha alguma! Penso que, é claro, que o ser humano é diverso em personalidade, preferências e gostos pessoais, pois como já disse, acho que tanto anormal quanto tais aberrações é o conceito dos indivíduos que fazem do ato sexual de um casal uma mera atividade reprodutiva, transformando-o em uma espécie de estupro consentido. Entendo que a relação sexual do casal deva ser sobretudo uma relação prazerosa com base no amor e comunhão do casal. Mas existe sem dúvida um divisor de águas entre o aceitável e o inaceitável, entre o saudável e o doentio, pois tudo o que desfigura o real sentido da existencialidade humana, acaba por destruí-la, ainda que seja momentaneamente prazeroso.

Um abraço do Aldo Sampaio