28 de dezembro de 2011

Opressão feminista

Opressão feminista

Olavo de Carvalho
Hoje em dia, nos Estados Unidos, um pai de família pode ser expulso de casa, proibido de ver os filhos e obrigado a pagar quase todo o seu salário em pensão de alimentos, sem que haja uma só prova de que ele fez ou pensou em fazer qualquer coisa de errado. Basta que sua mulher diga à polícia — sem uma testemunha sequer — que ele ameaçou surrá-la ou abusar das crianças.
Quando o infeliz é avisado de que tem vinte e quatro horas para sair do pedaço e ver sua vida desfazer-se no ar como fumaça, ele vai ao delegado e reclama que não é justo ser condenado sem o mínimo direito de defesa. E a autoridade, com o ar mais tranquilizante do universo, responde: "Meu amigo, não há necessidade de defesa, pois o senhor não está sendo acusado de nada. É apenas uma medida cautelar — que pode, é verdade, ser renovada indefinidamente e durar pelo resto da sua porca vida. O senhor só será preso se violar a ordem, tentando encontrar-se com seus filhos fora dos horários prescritos (se algum há), passando perto da sua antiga casa num raio de, digamos, dois quilômetros, ou se metendo a besta caso a sua digníssima, liberta da sua opressiva presença, vá para a cama com um, dois ou quinze homens. Passe bem."
Cinquenta por cento das crianças americanas vivem sem um dos pais — quase sempre o pai. Uma das consequências diretas é o aumento exponencial dos casos de pedofilia doméstica, onde as estatísticas mostram que o culpado é quase que invariavelmente o namorado da mãe.
Nas universidades, os discípulos de Georg Lukács e Theodor Adorno esfregam as mãos, excitadíssimos, vendo cumprir-se sem maiores dificuldades, e com o comovido apoio do bom-mocismo protestante e católico, o projeto marxista de destruição da família, que seus mestres viam como condição indispensável ao triunfo do socialismo.
Tudo isso começou com os ares mais inofensivos que se pode imaginar, como campanha de proteção à mulher contra a "opressão machista". Quem, em sã consciência, seria contra uma coisa dessas? Pouco a pouco, à medida que adquire força de lei, a providência humanitária vai ampliando seu raio de alcance até transformar-se num pesadelo, num instrumento de opressão mil vezes pior do que os males que lhe serviram de pretexto, porque agora é oficial e se sustenta no poder da polícia, dos tribunais, do sistema educacional e da propaganda maciça que demoniza os acusados ao ponto de ninguém ter mais a coragem de dizer uma palavra em favor deles.
E os resultados sociais catastróficos? São explicados como efeitos de outras causas, que por sua vez dão motivo a novas medidas humanitárias, entregando cada vez mais a grupos ativistas cínicos o monopólio da autoridade moral e estendendo ilimitadamente o poder de intervenção da burocracia estatal na vida privada.
O problema é, por exemplo, a pedofilia? Acusa-se a educação católica (embora o número de pedófilos entre os padres seja menor do que em qualquer outro grupo de educadores) e, com um pouco de jeito, persuade-se até o Papa a se prosternar ante a mídia vociferante.
Os meninos criados sem um pai são inseguros, tímidos, fracos? Ótimo. Com alguma lábia, são levados a crer que são transexuais latentes, inadaptados, coitadinhos, no meio social machista. São turbulentos, anti-sociais? Melhor ainda. Eis a prova de que a sociedade capitalista é intrinsecamente violenta, geradora de brutalidades. E assim por diante.
Cada novo efeito maléfico da guerra cultural já traz preparada, de antemão, uma teoria engenhosa que lança as culpas sobre a família, a religião, a cultura, o capitalismo — sobre tudo e sobre todos, exceto os autores do efeito, os ativistas pagos com dinheiro dos contribuintes para planejar, nas universidades, a destruição meticulosa e sistemática da sociedade.
O restante do artigo está no Mídia Sem Máscara
Divulgação: www.juliosevero.com
Organização americana faz campanha em favor de uma emenda à Constituição para proteger direitos dos pais

8 comentários :

Anônimo disse...

Júlio, sou assídua leitora aqui do blog mas infelizmente tenho que lhe dizer que essa situação "hoje em dia" nos EUA é fruto do comportamento do próprio sexo masculino. Não sou feminista mas não é preciso ser um gênio para saber que foi necessário anos a fio de mulheres sendo mortas ou pegando MUITA porrada do sexo oposto para as coisas chegarem nesse ponto. Eu já vivi com um covarde que me batia (inclusive grávida) e te digo: os homens estão colhendo o que plantaram!!! E agora muitos inocentes vão pagar pelos verdadeiros culpados do passado, infelizmente.

Anônimo disse...

Em seu comentário está havendo uma confusão! A senhora está confundindo covardes, mal caráter e irracionais com homens! Homem - eu disse homem - não agride mulher nem com palavras. Se um relacionamento não está dando certo, o casal deve sentar conversar e resolver. Se não exitir mais diálogo, mais amor entre um casal, o melhor é mesmo separar. Agressão é coisa de irracional. Quendo por cabeça quente digo - olhe bem, coisa boba - algo que possa magoar minha mulher, sou muito homem para pedir desculpa, peço perdão mesmo.
Minha esposa é meu "tudo", a quem devo muito respeito e consideração. É minha heroina!

Um abraço amigo Julio Severo e Feliz Ano Novo para você e sua família!

Do amigo baiano,
Lúcio

Henrique disse...

Ninguém está a colher o que plantou nada, pois o desconstrutivismo familiar, da religião e do capitalismo é uma arma comunista desde sempre. Isso sempre esteve planejado, assim como a exaltação a pessoas que vivem à margem da sociedade, como prostitutas, bandidos, drogados e toda essa gente defendida e bem pela esquerda... a população não-marginal estaria a colher o que plantou? Não, pois isso foi planejado desde Herbert Marcuse há décadas.

O feminismo é mais do que necessário para a desconstrução familiar e é justamente esse disfarce de salvar as mulheres e dá-las direitos é que impede que um grande número de pessoas lute contra ele.

Uma das consequências mostradas, o aumento de casos de pedofilia, feitos pelo "bom homem" que entrou no lugar do "macho opressor" que havia saído, é um dos grandes objetivos da cúpula gayzista, como sempre foi alertado aqui. A pedofilia é o próximo objetivo deles. Mulheres já estão com vantagens demais. Gays estão quase lá. Falta a pedofilia, e ela será a neta do feminismo e gayzismo. Talvez a existência de partidos políticos formados por gays e pedófilos ajude alguém a ver essa tendência tão óbvia.

O homem que casa-se/junta-se com a mãe solteira é um verdadeiro microcosmo do que acontecerá EM MASSA no futuro. Quer saber como funciona a sociedade olhe pro vizinho.

Henrique Camilo - homenshonrados.com

Anônimo disse...

Homens em massa no Brasil jamais viveram sob regalias, adultério e farras como afirma a propaganda feminista; tampouco viviam espancando sua mulheres, isso tudo é propaganda feminista para arrancar mais dinheiro do governo.

Feminismo é um movimento político social criado por mulheres perversas e semente ruim não pode resultar em coisa boa.

Ontem estavam no Senado discutindo sobre direitos sexuais e reprodutivos da mulher, isto é, o aborto, e ridicularizavam as propostas de leis que defendem a vida do feto, como se fosse a coisa mais absurda do mundo.

A maldade das mulheres chegou a um ponto de extremo egoísmo; a mulher atual está cada vez mais egocentrista, diferente das mulheres virtuosas que se preocupavam com o bem-estar da família, do marido e dos filhos.

A mulher moderna está se perdendo nessa criatura chamada feminismo.

Aprendiz disse...

Respondendo à anônima que fez o primeiro comentário, discordo totalmente. As mulheres de minha família nunca apanharam de seus maridos, elas jamais se casariam com um homem assim. Uma mulher decente e normal não aceita viver assim, uma mulher de mente normal ñão aceitaria ser vítima da violência dentro de sua própria casa, e nem permitiria que seus filhos fossem vítimas de violência.
Prova disso é o fato de que as mulheres que já foram casadas (ou amigadas) com homens violentos tendem a se casar (ou se ajuntar) novamente com homens violentos.

O que eu diria a uma mulher assim? Abandone esse tranqueira. Mas se ela diz "uim com ele, pior sem ele", eu respondo: Vá se tratar! É absurdo que, por causa de homens e mulheres desequilibrados, o estado faça uma lei injusta para todos os homens. O problema das mulheres que são atraídas por homens violentos, está dentro da cabeça delas, nós não temos cuplpa nenhuma disso, e elas que ponham sua cabça em ordem.

Bruno Sama disse...

Esse texto é muito bom!

LÍRIO DOS VALES! disse...

apesar de estar chegando tarde no comentário eu respeito a opinião dos outros mas o que essa moça do 1° comentário disse não tem nada haver,existem várias mulheres que o cara bate,bate a família os amigos ou vizinhos falam pra ela largar e a infeliz não larga e ainda enche a boca pra dizer que ama.

Esse feminismo radical de hoje em dia é em parte culpa de muita mulher radical que tem por aí mal amada,mal resolvida com a vida e que vive de influenciar a mente de outras mulheres só pq ela não é ou foi feliz acha que as outras tbm não serão.

As vezes eu tenho a sensação que o negócio vai ficar pior do que já está.
É esperar pra ver.

roger pires disse...

o problema é que 90 das feministas fervorosas são homo ou bi ssexuais, dae fica dificil revindicar direitos sobre os homens nõ gostando deles.