21 de dezembro de 2011

Jovens amasiados não se casam por medo de divórcio

Jovens amasiados não se casam por medo de divórcio

ITHACA, N.Y., EUA, 20 de dezembro de 2011 (Notícias Pró-Família) — Um estudo conduzido na Universidade Cornell revelou que jovens amasiados não estão se casando porque temem as devastações do divórcio.
O estudo, “The Specter of Divorce: Views from Working and Middle-Class Cohabitors” (O Espectro do Divórcio: Opiniões de Amasiados da Classe Trabalhadora e da Classe Média), foi publicado na revista Family Relations (dezembro de 2011) e tem a autoria conjunta de Sharon Sassler, professora de administração e análise de políticas públicas na Cornell, e de Dela Kusi-Appouh, doutoranda da Cornell na área de sociologia de desenvolvimento.
“Os jovens americanos cada vez mais expressam apreensão com sua incapacidade de administrar bem relacionamentos íntimos. Parcialmente em resposta, a coabitação se tornou a norma durante as últimas décadas”, escreveu a Dra. Sassler.
A publicação do estudo coincide com o lançamento de um relatório do Centro de Pesquisa Pew que revelou que apenas 51% dos adultos nos Estados Unidos estão atualmente casados, o índice mais baixo de toda a história, e que o número de novos casamentos nos EUA declinou em 5% entre 2009 e 2010.
As pesquisadoras da Cornell entrevistaram 122 casais amasiados da classe trabalhadora e da classe média e constaram que dois terços, ou cerca de 70 por cento, dos entrevistados confessaram que têm preocupações sobre lidar com as consequências sociais, legais, emocionais e econômicas de um divórcio.
Entretanto, as pesquisadoras descobriram diferenças em atitudes baseadas na classe a que os entrevistados pertenciam.
O estudo revelou que os casais amasiados da classe trabalhadora são mais propensos a ver o casamento como “apenas um pedaço de papel”, praticamente idêntico ao seu relacionamento existente. Eles têm uma probabilidade duas vezes maior de confessarem temores de estarem presos no casamento sem nenhuma saída logo que estejam se apoiando na parte da renda de seu parceiro para sobreviver.
“As mulheres da classe trabalhadora, de modo particular, veem o casamento de maneira menos favorável do que os homens e as mulheres da classe média, em parte porque elas veem o casamento como difícil de sair e relutam em assumir restritivos papéis sexuais”, escreveram as pesquisadoras.
Entretanto, elas descobriram que “os amasiados da classe média têm mais probabilidade de ter concretos planos de casamento e acreditam que o casamento significa um compromisso maior do que a coabitação”.
As autoras disseram que esperam que suas descobertas poderiam ajudar os conselheiros pré-maritais a adaptarem melhor suas aulas para amenizar os temores generalizados de divórcio e para mirar as necessidades específicas de várias classe socioeconômicas.
Um resumo do estudo da Universidade Cornell está disponível aqui.
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Traduzido por Julio Severo: www.juliosevero.com
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Um comentário :

Anônimo disse...

Amigo Júlio:

Aqui no Brasil a situação também está ficando cada vez pior neste sentido. O matrimônio é uma instituição que tem recebido ataques cada vez mais vorazes por parte de satanás, tendo como principal propagadora desses ataques a grande mídia, que incessantemente, por meio de um eficaz trabalho de engenharia social, milita por destruir os valores da família, a castidade, a heteronormatividade e a fidelidade no casamento. Vemos então artistas, intelectuais e ícones da mídia propagando que tais valores são “caretice” e “reacionarismo” e que o “bacana” e “moderno” é ser “legal” e “descolado” abrindo a cabeça para as novas tendências de relacionamento afetivo-sexual, tais como casamento gay, pegação, casamentos periódicos sem compromisso vitalício, casamentos abertos (com a prática do chamado adultério consensual), e até mesmo a poligamia e a poliandria. Sendo assim, temos visto que o percentual de homens e mulheres honrados no lar tem diminuído cada vez mais, tendo como consequência o crescimento cada vez maior de homens cafajestes e mulheres vadias que mutuamente se usam hedonisticamente durante algum tempo para, logo após, impiedosamente se descartarem. Resultado deste quadro é que o casamento no Brasil tem se tornado um contrato de altíssimo risco. Sem dúvida, sinal e final dos tempos.

Na graça do Senhor Jesus
Magno