13 de dezembro de 2011

Jornada para a masculinidade: ex-transexual conta seu testemunho

Jornada para a masculinidade: ex-transexual conta seu testemunho

CARLSBAD, Califórnia, EUA, 3 de novembro de 2011 (Notícias Pró-Família) — Walt Heyer era um menininho crescendo na Califórnia em meados da década 1940, interessado em cowboys, carros e violões quando certo dia, a avó dele teve a imaginação estranha de que ele queria ser uma menina. Ela ingenuamente lhe fez um vestido roxo de baile, com fita de enfeite, que ele costumava usar quando a visitava.
De acordo com Walt, usar aquele vestido roxo com fita de enfeite desencadeou algo que o colocou numa longa trajetória de 35 anos que o levou a um vale escuro de “tormento, desilusão, mágoas e tristezas”. Sua confusão com sua identidade sexual o levou ao alcoolismo, vício de drogas e tentativa de suicídio.
No fim, Walt recorreria à “cirurgia de mudança de sexo” com vaginoplastia para fazê-lo se parecer como uma mulher, algo que ele veio a lamentar profundamente e que ele agora aconselha indivíduos com confusão sexual a evitar. “Ele (Deus) havia me criado como homem, do jeito que eu era, e nenhuma faca iria jamais mudar isso”, Walt disse para LifeSiteNews.com numa recente entrevista.

Envergonhado de Ser Homem

Em seu livro de 2006, “Trading my Sorrows” (Negociando minhas Tristezas), Walt relata que o vestido roxo foi apenas a primeira de muitas influências em sua vida que fizeram com que ele sentisse vergonha de ser homem. Houve o abuso sexual que ele sofreu nas mãos de seu tio que ele diz que fez com que ele sentisse vergonha de seus órgãos sexuais. Havia a austera disciplina de seu pai — praticamente indistinguível de abuso físico, diz ele — que fez com que ele se sentisse incapaz de ser o menino que seu pai queria que ele fosse.
Walt se lembra de nunca se sentir bem o suficiente para seus pais, nunca conseguir agradar a eles e nunca receber os elogios que ele muito desejava.
“O que eu desesperadamente queria era elogios dos meus pais pelas coisas que eu fazia muito bem, e encontrar meu próprio lugar ideal onde eu pudesse me expressar, desenvolver meus talentos e fazer algo de que eu gostasse”, explicou Walt em seu livro.
O menininho que não tinha nenhuma autoestima começou a desprezar a si e a seu corpo. Walt começou a se consolar se vestindo como menina e guardando esse segredo de seus pais. Vestir-se como uma menina se tornou seu esconderijo onde ele se sentia a salvo da disciplina e conflitos dolorosos que seu pai e mãe lhe davam.

A Mulher Tirana Interior

Quando passou pela adolescência, Walt diz que a menina que estava dentro de sua cabeça foi ficando mais forte e exigia mais de seu tempo. Apesar do fato de que Walt adorava carros que chamavam a atenção e namorou mocinhas atraentes no colegial, não importava quanto ele se esforçasse, ele não conseguia expulsar a obsessão de se tornar uma mulher. Depois da escola secundária, Walt saiu da casa de seus pais e foi morar em sua própria casa, de modo que ele pudesse usar roupas de mulher na privacidade de seu próprio lar. Nessa altura, ele havia amontoado muitas roupas femininas, mas ainda sentia uma vergonha profunda de seu hábito secreto.
Walt acabou se casando, ficou rico e a partir de todas as aparências exteriores, estava vivendo o sonho americano. Ele continuava suas contínuas escapadas para o mundo de seu segredo de mulher.
Walt diz que estava vivendo três vidas diferentes de “homem de negócios bem-sucedido e beberrão, o quadro perfeito de um pai e marido amoroso e um travesti mulherzinha”. Contudo, por dentro, Walt estava experimentando desastre e desilusão. Tudo na vida dele começou a desmoronar.
Ele recorreu ao álcool como um mecanismo para lidar com seus problemas, mas isso só aumentou seu desejo de se tornar uma mulher. Ele diz que permitiu que a menina que estava dentro de sua cabeça se expressasse mais e mais à medida que ele desesperadamente tentava agarrar momentos de alívio do furioso mar de sofrimento e tristeza que estava sua vida.
No fim, Walt colocou todas as suas esperanças na cirurgia de sexo como a solução que faria seu sofrimento desaparecer permanentemente.

A Cirurgia

Primeiro, vieram os grandes peitos, implantados pela cirurgia plástica. Então, veio o procedimento que Walt mais lamenta, a transformação cirúrgica de seu órgão reprodutor masculino para a aparência de um órgão reprodutor feminino.
Walt havia esperado que o procedimento aliviasse sua “debilitante angústia psicológica” e fizesse cessar, uma vez por todas, o conflito que o havia atormentado desde sua infância. Mas para seu desânimo e grande tristeza, rearranjar seus órgãos sexuais e mudar sua aparência não efetuou a mudança correspondente em seu interior.
Walt Heyer viveu oito anos como Laura (à direita)
Depois da cirurgia, a mente de Walt se tornou um campo de batalha de pensamentos e desejos conflitantes que ele só poderia descrever como “agravantes, desoladores, deprimentes, contraditórios, distorcidos e imprevisíveis”.
Depois da cirurgia, cada dia que passava deixava mais claro para Walt que ele havia cometido um “erro imenso”. Seu vício à cocaína e ao álcool, numa tentativa de entorpecer o sofrimento emocional, só aumentou seu tormento, depressão e solidão.
Walt agora sabia que a faca do cirurgião e a amputação consequente não o haviam transformado de homem para mulher. Ele percebeu que a cirurgia era uma “fraude completa”. Ele sentia que não tinha escolha, senão viver uma vida como uma mulher cirúrgica, um “impostor”.

Tentativa de suicídio

Nesse ponto, ele chegou ao fundo do poço. A cirurgia havia destruído a identidade de Walt, sua família, seu círculo social e sua carreira. Ele estava sentindo que nada mais lhe restava, a não ser morrer. Walt, que estava se passando pelo nome de Laura Jensen, tentou atirar-se de cima de um prédio, mas foi impedido por um transeunte.
Sem ter onde morar e sem um centavo no bolso, o arruinado “transexual” teria terminado vivendo na rua se um bom samaritano não tivesse lhe dado um lugar para dormir numa garagem. Esse novo amigo incentivou Walt a frequentar as reuniões dos Alcoólatras Anônimos onde ele percebeu que precisava se conectar a uma “força mais elevada” se quisesse escapar da bagunça em que havia se metido.
Walt começou a compreender mais e mais que ele era verdadeiramente um homem, mas um homem que estava encoberto num “disfarce de mulher”.
“Eu estava muito consciente de que estava agora na lata de lixo da raça humana, uma vida desperdiçada e jogada fora, pervertida por minhas próprias escolhas. O álcool, as drogas e a cirurgia haviam me deixado inútil para qualquer um. Eu havia fracassado de forma desgraçada como o homem que Deus havia me criado para ser”.

Saindo do Vale da Escuridão

Com a ajuda de alguns amigos cristãos que ele havia descoberto recentemente, Walt começou uma jornada em direção à cura e à descoberta de sua verdadeira identidade como homem. Walt percebeu que a chave para ganhar a batalha que assolava dentro de si era a sobriedade. O lema e constante oração interior dele se tornaram: “Permaneça sóbrio — não importa o que aconteça — permaneça sóbrio”. Ele colocou de lado o álcool e se voltou para Jesus como uma fonte recém-encontrada de força.
Certa vez, durante um tempo de oração com seu psicólogo cristão, Walt diz que sentiu espiritualmente o Senhor, todo vestido de branco, que se aproximou dele com os braços estendidos, abraçou-o completamente e disse: “Agora você está para sempre a salvo comigo”. Foi nesse momento que Walt soube que encontraria a cura e a paz que ele desejava tão intensamente em Jesus.
Walt disse para LifeSiteNews numa entrevista que aqueles que estão passando por lutas com relação à sua identidade como homem ou mulher e acham que a operação de sexo é a solução “precisam ir a um psicólogo ou psiquiatra e iniciar uma terapia e cavar profundo para descobrir o que está provocando esse desejo, pois há alguma questão psicológica ou psiquiátrica obscura que não foi resolvida e que precisa ser investigada — quer seja abuso sexual, quer seja abuso físico ou quer seja uma questão de modelos na vida. Pode levar um ano investigar as questões profundas que estão ocorrendo e então, quando você faz essa investigação, você pode levar a pessoa a um ponto em que ela pode começar a entender seu sexo e começar a aceitar seu sexo e querer viver o sexo que Deus lhe deu”.
Agora, como um homem idoso, Walt crê que se pudesse voltar no tempo e dizer algumas palavras significativas para si como um homem mais jovem, ele orientaria o homem mais jovem a evitar a cirurgia de sexo, e descobrir a causa principal por trás do desejo pela cirurgia.  
Walt acredita que sua vida dá testemunho do poder da esperança, que nunca devemos desistir de alguém, não importa quantas vezes ele ou ela falhe ou quantas reviravoltas haja no caminho para a recuperação. Acima de tudo o mais, diz Walt, nunca devemos “subestimar o poder curador da oração e amor nas mãos do Senhor”.
Para entrar em contato com Walt Heyer
E-mail: waltsbook@yahoo.com
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Traduzido por Julio Severo: www.juliosevero.com
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6 comentários :

Anônimo disse...

Graças a Deus mais uma alma liberta das garras de satanás e da prática homossexual.
Senhor Jesus Cristo liberta sim ele tem todo o PODER. Ester!!!!!

Pagão Brabo. disse...

Tenho pena desse idiota não. Depois de passar a vida inteira enchedo o saco das pessoas normais, fazendo passeata para tentar destruir a vida de qualquer um que olhasse torto para ele, lutando para corromper o significado das palavras e todo resto de desgraças que esta raça de gays fazem, na hora em que o maldito finalmente resolve se matar, aparece um cristão para salvar o desgraçado. Eu teria gritado: Pula!

Que a cocaina, a Aids e toda a sorte de desgraças carreguem esta gente infernizadora e maldita.

Julio Severo disse...

Pagão Brabo, nós cristãos pensamos diferente. Nós dizemos a verdade aos gays porque os amamos. E quando um deles pede ajuda, nós não negamos. Esse é o espírito do Evangelho. Amamos você também, Pagão Brabo, por causa de Jesus Cristo.

Fabiano disse...

GRANDE resposta ao "pagão", Julio...
Eles se julgam muito esperto.
Desovar ofensas para denegrir blogues Cristão, é a arma maior deles.
Tu ainda fostes muito legal com essa criatura... fosse eu, nem publicava esta provocação do diabo!!!

Anônimo disse...

Eu também sou ex-transexual e ler histórias como essa quase me levam às lágrimas.Principalmente porque,embora quisesse há tempos atrás,nunca me submeti a nenhuma operação.Graças a Deus!
Ele está certo ao afirmar que,quando alguém pensa em se submeter a algo tão drástico como uma cirurgia para mudança de sexo,deve primeiro consultar um psiquiatra.O problema é que os psiquiatras modernos,em casos como este,simplesmente afirmam ao paciente que ele é um "transexual",que nasceu assim,não pode mudar e não há nenhuma explicação para seu caso,e a única solução para seus dilemas pessoais é fazer a tal cirurgia.Os militantes gays trabalham muito para impor suas visões do mundo à toda a sociedade,e os profissionais da psicologia tendem a ser obedientes ao lobby gay.
Lembro-me de ter lido uma entrevista com a transexual Lea T,onde ela dizia que não recomendava a cirurgia para mudança de sexo a ninguém,e que se arrependia de não ter amado mais o corpo que nasceu.Era mais que notória a agressividade de alguns gays nos comentários dos sites que exibiam essa reportagem.
Odiar o próprio corpo é uma coisa muito triste,que gera um sofrimento muito grande à pessoa.Sofrimento este que,duvido muito,que seja superado com uma mudança de sexo,pois é impossível que um ser humano que nasça com um pênis desenvolva uma psique feminina,ou que nasça com uma vagina e desenvolva uma psique masculina.
Não existe mudança de sexo!Felicidade é aceitar e amar a si mesmo como é!E superar as carências,traumas ou más lembranças do passado.

Anônimo disse...

Minha professora de Gênero e diversidade sexual na UFF é a pesquisadora e palestrante Márcia Brasil, assistente social do acompanhamento de teanssexuais no Hospital Pedro Ernesto no RJ. Ela nem toca no assunto dos ex-gays e muito menos na polêmica dos transsexuais que desistem de mudar de sexo , porquê Segundo ela"poe a perder todo o trabalho que ela fez para a pessoa levar a mudança de sexo a diante e reforça o preconceito conservador contra as transsexuais. Ela pensa primeiro no trabalho dela e depois no que você sente. Até no meio acadêmico esses militantes e defensores gays São hipócritas.