2 de dezembro de 2011

Direitos civis e erros civis

Direitos civis e erros civis

Joseph Farah
Um rapazinho está morto. Outro está na prisão, onde permanecerá pelos próximos 21 anos
Por quê?
Por causa da engenharia social nas escolas do Sul da Califórnia.
O caso começa com um adolescente confuso chamado Larry King. Quaisquer que fossem as razões, o adolescente de 14 anos estava exibindo comportamento estranho vestindo roupas de menina, usando maquiagem e dando em cima, de modo agressivo, dos meninos em sua escola de 7ª e 8ª séries em Oxnard.
O que não surpreende ninguém fora desse distrito escolar é que essa conduta deixou os outros estudantes bastante desconfortáveis e sujeitou Larry King a abuso verbal e até ameaças.
A mãe dele estava preocupada com seu bem-estar e segurança. Ela rogou às autoridades escolares que a ajudassem a estabelecer alguns limites para seu filho. Dawn King disse que entrou em contato com as autoridades escolares para solicitar sua cooperação para ajudar seu filho a abrandar sua conduta. Dois meses antes, as autoridades haviam tirado Larry King de seus pais por causa de problemas domésticos.
Em vez de reconhecerem o perigo que estava pairando sobre Larry e o nível de desconforto que os outros estudantes estariam experimentando como consequência da conduta dele, a Sra. King foi informada pelas autoridades escolares de que o filho dela tinha um direito civil de explorar sua identidade sexual.
“Eu sabia, meu instinto estava me avisando, que algo grave iria acontecer”, disse ela. “Deviam tê-lo refreado, refreado a conduta dele”.
Quatro dias mais tarde, Brandon McInerney, um adolescente então de 14 anos de idade, deu dois tiros na cabeça de Larry numa sala de aula. McInerney foi sentenciado nesta semana a 21 anos de prisão. Ele ficará ali até completar 38 anos.
Antes do tiroteio, a diretoria da escola havia enviado um comunicado advertindo os professores de que eles não deveriam incomodar Larry, mas deviam denunciar problemas de segurança. Os professores, no julgamento do tribunal, deram depoimentos de que quando tentaram denunciar crescentes tensões entre Larry e vários rapazes adolescentes, as autoridades escolares os evitavam.
A vice-diretora Joy Epstein passou a ser criticada por alegadamente ter mais intenção de proteger os “direitos civis” de Larry do que de reconhecer que o vestido que ele estava usando e a conduta que ele estava exibindo estavam causando problemas.
“Houve denúncia, mais de uma vez, feita por mais de uma pessoa”, disse Dawn Boldrin, professora de inglês. “Estava tudo documentado. Há documentação sobre isso. Ela ficava dizendo que não sabia e sabia. Ela sabia. Ela realmente sabia. Todo mundo sabia”.
Na esteira dessa tragédia totalmente evitável, Eliza Byard, diretora-executiva da Rede de Educação Gay, Lésbica e Hetero, disse numa declaração que o acordo entre acusação e defesa encerra um capítulo trágico:
“O Município de Ventura junto com as comunidades e distritos escolares em toda parte precisam se unir para promover uma cultura de respeito e criação do verdadeiro potencial que se encontra em todos os indivíduos, independente da orientação sexual, identidade de gênero e expressão sexual”.
Mas não é exatamente isso o que as escolas do Município de Ventura fizeram nesse caso? Elas não seguiram à risca a prescrição politicamente correta? E no que foi que deu?
Deu em assassinato.
Deu em destruição de outras vidas.
Eu poderia sugerir várias políticas de bom senso para evitar tais tragédias no futuro. Mas de que adianta? Ninguém em nossas escolas públicas vai dar atenção ao bom senso. Portanto, o melhor conselho que eu poderia dar aos pais que amam seus filhos e querem que eles evitem o abuso de crianças que está ocorrendo nas escolas — não só da Califórnia, mas também as de costa a costa nos Estados Unidos — é tirar seus filhos desses asilos de insanos.
As escolas públicas estão entre os lugares mais perigosos que você poderia deixar seu filho por sete horas por dia.
Você quer que seu filho sofra uma cantada ou avanços sexuais indesejados — por membros do mesmo sexo ou do sexo oposto?
Se não, tire-os dali.
Você quer que seu filho seja incentivado a expressar, de forma anormal, seus impulsos sexuais sem respeitar ninguém?
Se não, tire-os dali.
Você quer seu filho debaixo da autoridade de engenheiros sociais que não reconhecem o perigo quando aparece na cara deles?
Se não, tire-os dali.
Fonte: WND
Divulgação: www.juliosevero.com

Um comentário :

Anônimo disse...

Ministério DO PT lança política de atenção à população LGBT

Ministro Alexandre Padilha assinou também uma resolução que estabelece um plano operacional para orientar a implementação das ações nos estados e municípios

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, assinou nesta quinta-feira (1) a portaria que institui a Política Nacional de Saúde Integral de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (LGBT). Aprovado pela Comissão Intergestores Tripartite (CIT), que reúne representantes da gestão federal, estadual e municipal do Sistema Único de Saúde (SUS), a portaria representa um marco por assegurar o direito da população LGBT ao acesso integral, e livre de preconceitos, aos serviços da rede pública de saúde e hospitais conveniados.

A assinatura da portaria ocorreu durante o Café com Ideias, evento que promove debates sobre saúde e que, nesta quinta-feira (1), discutiu diversidade e preconceito, na 14ª Conferência Nacional de Saúde, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília.



Um dos focos da portaria é a luta contra a discriminação nos serviços. “O SUS não pode ser espaço para preconceitos. Por isso, os conselhos, o Ministério da Saúde e os secretários estaduais e municipais de saúde são parceiros na luta contra o preconceito”, afirmou o Ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

Entre os objetivos da portaria estão a eliminação das desigualdades no acesso aos serviços. Para isso, será reforçada a capacitação dos profissionais do SUS para o atendimento a essa população, além do estímulo à participação no controle social, por meio dos conselhos de saúde nos estados e municípios.

Durante a conferência, Padilha também assinou resolução criando o Plano Operativo da Política Nacional de Saúde Integral LGBT, que estabelece estratégias e ações para a implementação da política, cujos eixos são promoção e vigilância em saúde para a população LGBT, educação permanente e educação popular em saúde.

Para superar os desafios na implementação da Política Nacional de Saúde Integral LGBT, a portaria também estabelece como objetivos a criação de mecanismos de gestão no SUS, com especial atenção às necessidades específicas dessa população; a qualificação da informação em saúde relativa à população LGBT; além de iniciativas voltadas à redução de riscos e oferta de atenção os problemas decorrentes do uso prolongado de hormônios femininos e masculinos para travestis e transexuais.

Também constam na portaria itens como a necessidade de oferecer atenção e cuidado à saúde de adolescentes e idosos integrantes da população LGBT e a prevenção de novos casos de cânceres ginecológicos (cérvico uterino e de mamas), entre lésbicas e mulheres bissexuais, bem como a ampliação do acesso a tratamento qualificado. Entre gays, homens bissexuais, travestis e transexuais, as ações devem assegurar a prevenção de novos casos de câncer de próstata e o tratamento.

Entre outros objetivos específicos, o texto também estabelece os direitos sexuais e reprodutivos dessa população; a extensão da cobertura dos planos e seguros privados de saúde ao cônjuge dependente, para casais de lésbicas, gays e bissexuais; a promoção do aperfeiçoamento das tecnologias usadas no processo transexualizador, para mulheres e homens; bem como a realização de estudos e pesquisas relacionados ao desenvolvimento de serviços e tecnologias voltados às necessidades de saúde da população LGBT.



Por Ubirajara Rodrigues, da Agência Saúde – ASCOM/MS
61-3315-6258/3315-3580