30 de dezembro de 2011

Brasil: dos eleitos e seus eleitores

Brasil: dos eleitos e seus eleitores

Edson Camargo
Temos aí o governo do PT. Os eleitos. Vamos lá:
(1) Começando por algo de mais recente: Carlos Marighella é o novo herói nacional, segundo o PT. Vamos a um trecho da sua obra “intelectual”:
“os modelos de ação que o guerrilheiro urbano pode realizar são os seguintes:
a. assaltos
b. invasões
c. ocupações
d. emboscadas
e. táticas de rua
f. greves e interrupções de trabalho
g. deserções, desvios, tomas, expropriações de armas, munições e explosivos
h. libertação de prisioneiros
i. execuções
j. seqüestros
l. sabotagem
m. terrorismo
n. propaganda armada
o. guerra de nervos”
(do Mini-Manual do Guerrilheiro Urbano, cap. 9)
Alguém aí ainda estranha por que o PCC orienta seus cães a votar no PT?
Quanto às famílias das vítimas da “obra” de Marighella e da sua Aliança Libertadora Nacional, fico esperando (sentado) as honrarias, reparações e indenizações vindas das hostes petistas encalacradas no governo.
Adiante.
(2) A seguida queda de ministros enlameados até o cocoruto — e as desconversas após a demissão, como se a mera perda do cargo os anistiasse diante da Justiça e da opinião pública. Alguém aí sabe se algo de realmente sério, do ponto de vista jurídico, foi aplicado ao caso Palocci, o ministro que enriquece à velocidade da luz?
(3) O governo paralelo do Pajé Dirceu, que visa, sobretudo, manter, compensar, e se possível (e é, infelizmente) “lavar a égua” com os esquemões surgidos desde a chegada de Lula a Brasília.
(4) A tentativa de calar a imprensa, por meio do “controle social” revolucionário, apoiado por todo um bando de jornalistas contrários à liberdade de imprensa, grande invenção brasileira for export.
(5) A doutrinação socialista descarada nas escolas, além do kit-gay (aguarde o kit-Marighella), e as palhaçadas fraudulentas e ideologicamente manipulatórias do ENEM.
(6) A insistência nas políticas pró-aborto e as intervenções na família por meio de leis como a da “palmada” (anticristã, sobretudo), e da proibição do homeschooling.
(7) Nem é necessário falar do histórico e contínuo apoio do PT às FARC, ao ELN, a Chávez, a Fidel, a Evo Morales, vide o papel central do PT nas atividades do Foro de São Paulo. Da desinformação ao narcoterror em toda a América Latina, o PT sempre dá seu empurrãozinho.
(8, 9, 10, 11...) E há mais absurdos, mas é impossível lembrar de tudo. Opa, lembram do Aerolula? Há alguns escândalos que basta a menção de um nome, ou um mero substantivo, e logo se percebe que é impossível reaver tantas investigações nas estranhas do poder político, para tentar, nem digo lavar a roupa suja, mas ao menos manter alguma legitimidade jurídica à permanência do PT no governo. Delúbio. Erenice. Valdomiro. Sarney. Cueca. Rafale. Lulinha. ONG's. Petrobras. Orlando Silva. Aloprados. Francenildo. Cartões Corporativos. Mensalão. A carga tributária. A dívida pública exorbitante: 1,5 trilhão. Fernando Pimentel. Its never ends...
Abomino a ideia do governo se metendo no mercado, na saúde, e na economia. O PT ama, é da essência totalitária. E o grosso do nosso povo também, afinal, para muitos Getúlio Vargas ainda é ícone. E o que o PT prometeu? O de sempre, o paraíso proporcionado pelo Estado. E como estão as coisas após uma década de PT no governo? SUS para um adoentado queridinho da mídia e da elite acadêmica? "Ah, pare, que ofensa."

É difícil listar, num breve artigo, tantos escândalos, tanto golpes, tanta patifaria.
Diante de tudo isso, só se pode concluir que, no Brasil, a impunidade do PT e sua trupe se tornou o fundamento da governabilidade.
E os eleitores, onde entram nessa? Como se comporta nosso típico eleitor "politizado", aspirante a formador de opinião no Facebook (aquele aterro sanitário)?
Bem, ele não sabe quem é Aleksandr Dugin, ou Herman Von Rumpuy, e quer falar do jogo geopolítico no mundo.
Não sabe o que é keynesianismo, nem da estratégia Cloward-Piven, e quer falar da economia mundial.
Confunde gay com gayzista, negro com afronazi, trabalhador rural com militante do MST, e quer não só posar de bem informado, como impor rótulos odiosos a quem discorda.
Louva o saber científico, mas adere a qualquer slogan catastrofista de ongueiro vegan. Só para ficar na moda.
Louva a liberdade, mas, da regulação dos mercados à proibição de certas palavras, ele defende absolutamente tudo. Afinal, ele é “do bem”.
E ele é sempre “crítico”. Mas sua “crítica” não é nada além do que o repeteco do consenso. Afinal, ele é “antenado”. “Antenado” é o novo nome do “maria-vai-com-as-outras”, da vaca que vai ao matadouro seguindo “as novas tendências, as novas ‘demandas sociais’”. Tanto que, veja só, ele acreditou piamente na “primavera árabe”. E na seriedade do Protocolo de Kyoto, afinal, as “mudanças climáticas” estão aí... Pergunta se ele soube do primeiro Climategate? Nunca! E do segundo? Jamais.
E até se diz cristão. Mas diante da foto de um entusiasta do aborto amigo de velhos terroristas, que foi financiado a vida toda pela elite saudita, perseguidora brutal de cristãos, a figura vibra: “Esse Obama é o cara!”
Eis a “pessoa bem informada” dos dias de hoje.
Ele até tem um amigo que pensa bem diferente dele, e o confronta: “Ih, o fulano, o “teórico da conspiração”! (No Brasil, esse é o nome de quem sabe mais do que o Bonner contou, ou, dependendo do ambiente, mais do que saiu nas páginas 2 e 3 da Falha de São Paulo.) Para este cidadão “bem informado”, o amigo “vê coisas”, é “paranóico”, “se acha muito inteligente”, está sempre “revoltado” e “gosta de discordar”. Como Festus ao apóstolo, ele escarnece: “as muitas leituras o deixam louco”.
E nem desconfia que essa afetação de superioridade não passa de uma variante modernete do velho farisaísmo.
Nem desconfia que conhecer a realidade tem um preço. E que dificilmente são muitos os que querem pagá-lo. E que assistir ao telejornal não basta, e do jeito que as coisas andam, mais atrapalha do que ajuda.
Nem desconfia de que mais importante que o “acesso democrático à informação”, é a conquista árdua, solitária e exigente, de uma autêntica formação. Intelectual e moral. Sem ela, não se interpretam os fatos, nem se identificam os nexos entre eles. Sem a formação, não se conhece a história, nem as implicações de se interpretá-la deste ou daquele jeito.
Sim, formação. Que o eleitor médio no Brasil hoje confunde com o seu diploma, com sua especialização, com os cursos que concluiu. Tudo com o carimbo do MEC, é claro. Esse, do Haddad. Das últimas colocações nos exames internacionais.
Faz algum sentido o fato de um povo que tem o “malandro” como ícone seja feito de otário da forma que tem sido, e ainda esbanje uma confiança prepotente em si mesmo, na grande imprensa e nesta classe política delinquente que controla o país?
Divulgação: www.juliosevero.com
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6 comentários :

PRESBÍTERO VALDOMIRO disse...

Diz um ditado popular que "o povo tem o governo que merece". Nunca, aqui no Brasil, esse ditado se confirmou de maneira tão clara como nestes últimos anos.

Basta fazermos uma análise dos governos de Lula (anterior) e de Dilma (atual). Ambos são rigorosamente iguais em todos os aspectos. Senão, vejamos alguns dos pontos que eles têm em comum:

- Promoção de políticas de apoio aos "direitos humanos" (leia-se privilégio para os homossexuais e perseguição aos cristãos);

- Descriminalização do aborto, já que o aborto é somente um "caso de saúde pública" (ou seja, o aborto, para eles, não é um crime contra uma vida inocente e indefesa);

- Censura à liberdade de imprensa (e ainda dizem, com a maior cara de pau, que vivemos num país democrático!);

- Tolerância às religiões afro–descendentes, sob o argumento de que elas fazem parte da nossa cultura, e, portanto, não podem ser discriminadas (como o diabo dessas mesmas religiões se disfarça em anjo de luz, só falta eles dizerem que todas essas religiões são de Deus);

- Distribuição de "kits educativos" nas escolas, com a alegação de combater a homofobia (uma forma bem sutil de fazer com que as nossas crianças sejam induziadas ao homossexualismo, promovido por Fernando Haddad e por toda a corja do governo e dos homossexuais);

- Homenagem às "vítimas" do regime militar (ninguém jamais procurou saber o passado de Dilma Rousseff).

Enfim, estes são apenas algumas das muitas semelhanças entre os governos de Lula e o de Dilma.

E por que o povo, mesmo assim, ainda vota neles? Por uma razão muito simples: recebendo a "ajuda" (Bolsa–Família) do governo, quem não quer ser sempre beneficiado pelo governo de alguma forma?‏ É como aquela antiga máxima do Império Romano: "Dai pão e circo ao povo que o império sobrevive".

Se o povo tivesse vergonha na cara, não colocaria corruptos no poder (porque nem mesmo os da bancada evangélica não são dignos de confiança). Enquanto prevalecer esta mentalidade clientelista (de só votar em troca de ajuda), o nosso país vai estar sempre sendo governado por corruptos.

Que estas palavras sirvam de alerta para que todos sejam cuidadosos nas próximas eleições!

Fabiano disse...

Se o povo tivesse vergonha na cara, não colocaria corruptos no poder (porque nem mesmo os da bancada evangélica não são dignos de confiança). Enquanto prevalecer esta mentalidade clientelista (de só votar em troca de ajuda), o nosso país vai estar sempre sendo governado por corruptos.
- 2 (Dois)
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Agora, quanto a ser cuidadoso na próxima eleição, acho que não funciona muito. Vocês sabem muito bem porque o Brasil é o único país a ter a tal urna eletrônica, né?
Sem contar nas pesquisas manipuladas que, na minha opinião, deveriam ser proibidas, pois faz uma lavagem cerebral em um povo que já tem pouco cérebro.

carloshenrique disse...

Em um certo filme um certo homem vendeu sua própria alma ao diabo.
E o que isso têm a ver com o caso?
Muito a ver: vamos aos fatos
O Governo oferece bolsa-família a população mais pobre, e o povo aceita isso na maior normalidade, como se fosse algo correto, sem se suspeitar que está vendendo sua própria alma, e torna com essa atitude escravo daquele que lhe oferece tal coisa, não tendo outra alternativa a não ser votar naquele que lhe oferece tal coisa para não perder tal coisa. Resumo:> aceitar esse bolsa família é vender sua própria alma ao diabo, e não é por menos que às coisas no Brasil estão como estão. Enquanto o povo não acordar e não romper com essa aliança maldita que fez com o diabo, chamada Bolsa-família, será impossível acabar com os políticos corruptos no Brasil. Ponto final.

Eduardo disse...

O presbítero Valdomiro está de parabéns pela sua opinião (muito sensata, por sinal). Realmente, nunca tivemos governos tão semelhantes (em todos os sentidos) nestes últimos anos.

Eu ainda diria mais: o governo de Dilma, na verdade, é a continuação do governo de Lula: a agenda política de ambos é a mesma (não muda rigorosamente nada).

Quanto ao que o Fabiano colocou sobre as pesquisas manipuladas (que fazem uma lavagem cerebral em um povo que já tem pouco cérebro), eu não só assino embaixo o que ele disse, como eu ainda acrescentaria mais algumas coisas:

- O povo tem que ser suficientemente esclarecido através dos verdadeiros servos de Deus para não se deixar manipular por nenhum órgão informativo "oficial" (leia-se Rede Globo);

- Orar a Deus, pedindo discernimento na hora de votar (para não ser enganado por lobos em pele de cordeiro que sempre aparecem em todas as campanhas eleitorais);

- Cobrar de quem for eleito que cumpra as promessas feitas durante a campanha;

- Mobilizar o povo para protestar todas as vezes que for necessário.

Não estou dizendo que isso vai acabar de uma vez com a sujeira da nossa política, mas já é o primeiro passo para uma conscientização política do povo em geral. Isso para que o governo saiba que nem todo mundo pode ser facilmente manipulado.

Espero que estas sugestões sejam analisadas por pessoas de bom senso, para termos um povo esclarecido o suficiente em termos de conscientização política.

Tom disse...

Todas as opiniões que foram dadas aqui a respeito do assunto deste artigo foram sensatas. De todas elas, a que mais me chamou a atenção foi a do Carlos Henrique. E ele disse uma coisa muito séria (faço questão de transcrever aqui):

"...Enquanto o povo não acordar e não romper com essa aliança maldita que fez com o diabo, chamada Bolsa-família, será impossível acabar com os políticos corruptos no Brasil. Ponto final."

Realmente, Carlos Henrique, você disse tudo com essa colocação, ou melhor, você resumiu tudo o que todos daqui certamente diriam. O povo precisa parar de ser totalmente dependente de um assistencialismo governamental. E digo mais: esse mesmo assistencialismo é dado pura e simplesmente com finalidades eleitoreiras. Como se diz no popular, "ninguém dá prego sem estopa", ou seja, ninguém faz nada que não seja por algum interesse. Ou será que o povo ainda não se conscientizou disso? Ninguém dá nada de graça!

Assim como o povo se vende por qualquer assistencialismo barato (como o Bolsa Família), muitos dos políticos do Congresso Nacional também se vendem por cargos, vantagens e outras mordomias oferecidas pelo governo.

O mais vergonhoso disso tudo é que até os políticos da bancada evangélica, que deveriam dar o bom exemplo, têm se aliado ao governo. Eu pergunto: como confiar em pessoas que fazem jogo duplo?

Quem puder, responda de forma sincera a esta pergunta!

Fabiano disse...

Não seria uma resposta da minha parte, Tom.
Mas um simples desabafo.
Não foi só a bancada evangélica quem se vendeu. Os evangélicos em si, na hora em que caíram na lábia da "terrorista", ao negar cinicamente o aborto, já mostraram a sua fraqueza em deixar-se levar por malandros!
Evangélicos, sinceramente, perderam a razão.