9 de novembro de 2011

“Que eles cortem toda assistência”: países africanos se revoltam contra ameaça da Inglaterra de cortar assistência por causa da homossexualidade

“Que eles cortem toda assistência”: países africanos se revoltam contra ameaça da Inglaterra de cortar assistência por causa da homossexualidade

África, 8 de novembro de 2011 (Notícias Pró-Família) — O presidente de Gana está liderando a investida enquanto vários países africanos estão assumindo posturas contra a ameaça da Inglaterra para que eles legalizem os atos homossexuais ou sejam excluídos de receber assistência financeira.
John Evans Atta Mills, presidente de Gana
“Eu, como presidente desta nação, nunca iniciarei nem apoiarei tentativa alguma de legalizar a homossexualidade em Gana”, disse o presidente John Evans Atta Mills numa declaração oficial para o governo da Inglaterra sob o primeiro-ministro David Cameron na quarta-feira passada.
Na Reunião de Chefes de Governo da Comunidade Britânica de Nações em Perth, Austrália no final de outubro, na qual o primeiro-ministro Cameron esteve presente, a questão da homossexualidade nos países em desenvolvimento foi levantada num relatório interno que recomendava que todos os países da Comunidade eliminassem as leis que proibiam a atividade homossexual, conforme disse uma reportagem da BBC.
Cameron, falando no programa de televisão The Andrew Marr Show em Perth durante sua estada na Austrália, disse: “A assistência britânica deveria ter mais obrigações específicas”.
“A Inglaterra é agora uma das nações que mais dão assistência no mundo. Queremos ver os países que recebem nossa assistência respeitando direitos humanos específicos, e isso inclui o modo como as pessoas tratam os indivíduos gays e lésbicos”, continuou Cameron.
“Estamos dizendo que esta é uma das coisas que determinarão nossa política de assistência”, disse ele, acrescentando que “esses países [africanos] estão todos num percurso [para superar a discriminação] e cabe a nós ajudá-los ao longo desse percurso”.
Entretanto, o presidente Mills respondeu rapidamente que a Inglaterra não tem o direito de decretar ou anular os valores culturais e morais de Gana.
“Ninguém pode negar ao primeiro-ministro Cameron seu direito de fazer políticas, adotar iniciativas ou fazer declarações que reflitam as normas e ideais de sua sociedade. Mas, ele não tem o direito de dirigir outras nações soberanas quanto ao que devem fazer, principalmente em áreas em que as normas e ideais de suas sociedades são diferentes das normas e ideais que existem na sociedade do primeiro-ministro Cameron”.
“Embora agradeçamos toda a assistência financeira e toda a ajuda que nos foi dada por nossos parceiros de desenvolvimento, não aceitaremos nenhuma assistência que venha acompanhada de ‘imposição de condições’ se essa ajuda não beneficiar nossos interesses, ou se a implementação — ou a utilização — dessa ajuda com condições impostas particularmente piorasse nossa difícil situação como nação, ou destruísse a própria sociedade onde queremos usar o dinheiro para trazer melhorias”.
Malaui
Antes das declarações de Mills, Patricia Kaliati, porta-voz do governo de Malaui, disse que era “deplorável” que a Inglaterra estivesse considerando “condições pró-homossexualismo” para dar assistência, acrescentando que os atos homossexuais são ilegais em Malaui. Ela comentou que tais leis são um legado do governo britânico, conforme disse reportagem do jornal Nyasa Times.
Uganda
Igualmente em 31 de outubro, John Nagenda, conselheiro presidencial de Uganda, fez uma declaração forte para a BBC, dizendo que os ugandenses estavam “cansados desses sermões” e não deveriam ser tratados “como crianças”, acrescentando que a “mentalidade de truculência” de Cameron é “muito errada”.
“Uganda, se você recorda, é um Estado soberano e estamos cansados de pessoas que nos passam esses sermões”.
“Se eles querem levar seu dinheiro, que assim seja”, concluiu ele.
Tanzânia
Depois das declarações de Mill, a Tanzânia se adicionou à crescente lista de países africanos que estão dizendo que não farão concessões com seus valores culturais e morais, ainda que isso signifique perder o apoio financeiro da Inglaterra.
“A Tanzânia jamais aceitará a proposta de Cameron porque temos nossos próprios valores morais. A homossexualidade não é parte da nossa cultura e jamais a legalizaremos”, disse Bernard Membe, ministro das relações exteriores, de acordo com o jornal Guardian da Tanzânia.
“A Tanzânia está pronta para terminar suas relações diplomáticas com a Inglaterra se o governo inglês impuser condições na assistência que dá para pressionar em favor da aceitação de leis que reconhecem a homossexualidade”.
“Somos guiados por nossa tradição. Temos famílias compostas por uma mãe, um pai e filhos. O que Cameron está fazendo pode levar ao colapso da Comunidade Britânica de Nações”.
Zanzibar
Zanzibar, o arquipélago semiautônomo da Tanzânia, também se manifestou publicamente contra a assistência britânica acompanhada de condições impostas.
“Temos uma forte cultura zanzibar e islâmica que detesta as atividades gays e lésbicas, e para qualquer um que nos disser que a assistência de desenvolvimento está ligada à aceitação da homossexualidade, vamos dizer ‘não”, disse Ali Mohamed Shein, presidente do Zanzibar, para jornalistas na última sexta-feira.
“Não podemos fazer concessões desonrosas com relação à nossa cultura profundamente enraizada nem permitir algo que é completamente contra nossa religião. Que eles cortem sua assistência [para nós]”.
Os atos homossexuais são ilegais, em maior ou menor grau, em 40 dos 53 países africanos, de acordo com um levantamento feito pela Associação Internacional de Gays e Lésbicas.
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Traduzido por Julio Severo: www.juliosevero.com
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13 comentários :

Anônimo disse...

Aprenderam pastores, como se deve sustentar os valores morais acima dos valores financeiros?

Felipe.

Anônimo disse...

Tirando Zanzibar, que apesar de ser contra desastrosa pratica homossexual é um país pelo que eu vi, de cultura Islâmica, é louvável execrar politicas pró gayzismo, mas sendo Islâmico perde um pouco a razão
(ainda sim uma to louvável)

David Cameron, quer trazer a porcaria que esta introduzida no país dele para os países africanos, já não basta o que as famílias, e os cidadãos Ingleses (cristãos claro) estão sofrendo nas mãos dessa politicas! mas era de se esperar que pressão internacional fosse feita, e até diminuir a ajuda de recursos a países que não sigam essa política porca eles fazem.

podem ter certeza, esses países no Futuro serão os países agraciados com ameaças das nações unidas de represálias caso não atendam ao clamor! das politicas internacionais pró gayzismo

Ronie Peterson

Anônimo disse...

A coisa está começando a "ferver" e vai ferver muito mais.

A Àfrica do qual sempre é mostrada pela sua pobreza material, surpreende e mostra uma riqueza moral. Que não existe nos países ricos e nem em emergentes como o Brasil.

A coisa está fervendo e isto é uma má noticia para os "tranquilos" e "acomodados" evangélicos brasileiros.

Pois as atitudes dos africanos podem demonstrar o quanto são:frouxos,covardes,cachorro vira-lata.

Que as coisas Fervam muito mais na Àfrica. Pois ali os esquerdistas sem-vergonhas que promovem homossexualísmo e aborto enfrentarão uma durrissíma e super inesperada resistência aos seus maus intentos.

Irônia da histôria . Logo á Àfrica aquele povo tão pobre,faminto,coitado,indo contra nós. Dirão eles.

Olha o pensamento dos esquerdistas, como eles veêm os africanos como maltrapilhos,passa-fome,pensarão era só falar em cortar á assistência material.

Que essas nações pobres viriam como cachorro com rabo entre as pernas aceitar suas nojentas imposições.

E quebrarão a cara. Com a recusa destas nações.

Fico a pensar se ameaçassem o Brasil com restrições e retaliações qual seria nossa atitude ?

Pelo que tenho visto(infelizmente) os brasileiros não fariam nenhum esforço grande de rejeição e resistência.

E particularmente nós, evangélicos,poderiamos ceder de maneira vergonhosa. (Gostaria de estar errado,mas vendo as coisas por aqui me leva a essa conclusão)

Quando pensar na Àfrica lembre-se que pobreza material não leva necessariamente á pobreza moral e espiritual.

Nil Soares

Anônimo disse...

Até paupérrimos e atrasados países africanos, superam o Brasil na defesa de certos valores morais.

O Brasil é o lixo do lixo ocidental!

Fabiano disse...

Impressionante é saber que ainda existe ser humano que não acredita nos SINAIS DOS TEMPOS.
O colega Nil Soares ainda questiona se os brasileiros acatariam tal ordem... Nem pracisa tanto, Nil, este atual governo sem vergonha já está nos enfiando goela abaixo essa maldita "cultura" gayzista.

Brasil, um país de TOLOS.

yuna007 disse...

a africa pode ser pobre financeiramente...mais não vai se tornar um puteiro igual o brasil..

Anônimo disse...

Julio, também acho que é uma atitude louvavel desses governos africanos. Mas será que também já não é uma jogadinha da esquerda?

Digo isso, pegando como exemplo, o presidente de Gana John Evans Atta Mills que é esquerdista.

Sabemos melhor que ninguém que é típico da esquerda se "transformar".

Uma coisa parecida está acontecendo também na Zambia que tem um presidente de esquerda e que disse que seu governo será baseado nos Dez Mandamentos:

http://conservador.blog.br/2011/10/na-zambia-presidente-catolico-pretende.html

André

silvio ricardo disse...

É um babaca arrogante e patético esse primeiro-ministro David Cameron e esses ingleses progressistas também.

Para o inferno com suas políticas gayzistas malditas.

Querem arruinar a África como em ruínas morais já se encontra todo o Reino Unido.

Na Inglaterra quem não dá a bunda é cidadão de segunda classe. Estão esperando o que para mandar os cristãos para os campos de extermínio em massa?

PRESBÍTERO VALDOMIRO disse...

Sílvio,

O mais irônico disso tudo é que o continente africano (que é pobre economicamente, e que ninguém dá nenhum valor) está dando uma verdadeira lição de moral em muitos países que se dizem cristãos (inclusive o Brasil).

Não sei se esses mesmos países são cristãos (religiosamente falando), mas eles tiveram, pelo menos, uma postura firme (que muitos que se dizem cristãos não estão tendo): foram corajosos o suficiente para dizer um "NÃO" bem sonoro às investidas dos homossexuais e de seus comparsas (como o primeiro-ministro David Cameron).

De uma coisa eu tenho certeza: a cada dia que passa, a volta de Jesus está ficando cada vez mais próxima. O cerco está se fechando, e fatalmente vai chegar o dia em que muitos que se dizem cristãos serão postos à prova para saber quem realmente é cristão de verdade (e não só de boca)! E quantos estarão preparados para este dia?

Que esta atitude desses países africanos sirva de exemplo para muitos que se dizem cristãos!

"PARA QUE O MAL VENÇA, BASTA QUE OS HOMENS DE BEM NÃO FAÇAM NADA"

Trindade disse...

Isso me faz lembrar de uma entrevista onde um ativista pelos direitos humanos dos negros disse assim: NÃO DEVEMOS LUTAR JUNTO NEGROS E HOMOSSEXUAIS POR DIREITOS, POIS EXISTE UMA GRANDE DIFERENÇA EU NÃO ESCOLHI SER NEGRO EU NASCI NEGRO, pois é escolhas trás conseqüências, mas o problema é que eles (os gays) não querem arcar com as conseqüências de suas decisões, querem é ganhar privilégios com elas.
E os negros brasileiros? Estarão até quando atrelando suas reivindicações aos movimentos gays? Eu sou brasileiro filho de uma ruiva com um moreno bem escuro e poderia ser “um ativista” da causa dos negros, mas não o faço porque nesses encontros só tem defesa das religiões de origem africana que são oficialmente minoria até na áfrica, pois lá a maioria é composta de cristãos e muçulmanos e aliado a isso a outra bandeira que vai atrelada é a do gayzismo, pois o movimento negro brasileiro se mistura com tudo que é ruim da esquerda e a bandeira do movimento negro é uma bandeira de tantas cores que na verdade é só ideologia política aplicada.
Mas também poderíamos perguntar a nossos lideres, os paises da Africa podem perder muito dinheiro em ajuda dos ingleses para se dobrar à causa gayzista e bravamente estão lutando e nós nação rica que não precisa de ajuda dos paises ricos o que estamos oferecendo de resistência quando a ONU impõe seus valores podres? A resposta é estamos de joelhos (ou de quatro) diante dessas imposições e o que mais me deixa indignado é que os políticos ditos cristãos são aliados dessa podridão.
POR ISSO PEÇO ATENÇÃO, EM 2014 TEREMOS ALGUÉM A DEFENDER NOSSOS VALORES, OU VAMOS APOIAR ALGUÉM PARA OS NOSSOS HERÓIS DO CONGRESSO FICAR CORRENDO PARA ENXUGAR GELO POR MAIS QUATRO ANOS TENTANDO SEGURAR OS PROJETOS PRÓ-GAYZISMO?

Anônimo disse...

Nossa quem diria um país como toda ÁFRICA hoje está abraçando a FÉ CRISTÃ EVANGÉLICA defendendo com unhas e dentes a palavra do Senhor Jesus Cristo muito lindo tá colhendo frutos bons.
Graças a Deus que as igrejas evangélicas introduziram levar o EVANGELHO DE CRISTO que maioria lá do povo estão estão se convertendo de todo coração e abraçando o EVANGELHO DE JESUS CRISTO e deixando de lado era um país berço afro da feitiçaria, bruxaria, ocultismo.
LIBERTANDO ESSE POVO TÃO SOFRIDO QUE SÃO OS AFRICANOS POR TODA MAZELA EXISTE LÁ MAIS A SEMENTE DO EVANGELHO FOI PLANTADA DE UMA FORMA GENUÍNA.
Glória a Deus!!!
Por eles não cederem a chantagem de países os ajudam querendo em troca que eles apoiem o que anti-natural que prática homossexualismo e suas vertentes eu como uma neta de portugueses e brasileira fiquei orgulhosa com os irmãos africanos.(2)
....Repetição do meu comentário do artigo de baixo dos nigerianos cabe nesse tbm...

Ester Costa

Anônimo disse...

Se fosse o Brasil, já teria pedido perdão em rede internacional, e ainda de brinde ofereceria barris de petróleo, ou até um estado inteiro se possível. Brasil, um país que alem de subserviente a politicas podres internacionais, internamente tem pessoas no poder dispostas a vender a própria alma para o diabo, e ainda vender a dos outros cujo qual, não pertence a elas.

Ronie Peterson

Felipe(soldado de cristo) disse...

A Africa está de parabéns.


É o continente que o cristianismo mais está ganhando forças.

Louvável a atitude desses países