10 de novembro de 2011

Modesta proposta para deter divórcios desnecessários

Modesta proposta para deter divórcios desnecessários

9 de novembro de 2011 (Breakpoint.org/Notícias Pró-Família) — Em seu livro excessivamente sentimental sobre divórcio escrito em 1968, Tammy Wynette cantou sobre seu filho e aquele que logo seria seu ex-marido: “Eu amo vocês… Oh, como eu queria que pudéssemos parar este DIVÓRCIO”.
Pesquisas recentes mostram que Tammy não está sozinha.
Trabalhando para o Instituto de Valores Americanos, os investigadores Prof. William Doherty da Universidade de Minnesota e Leah Ward Sears, juíza aposentada do Supremo Tribunal da Geórgia, descobriram que “Cerca de quarenta por cento dos casais que já estão profundamente no processo do divórcio relatam que um ou ambos os cônjuges estão interessados na possibilidade de reconciliação”.
De acordo com seu estudo, “Segundas Chances: Uma Proposta para Reduzir Divórcios Desnecessários”, isso significa que um número significativo de divórcios é evitável e assim desnecessário.
A maioria das pessoas crê que o divórcio é o resultado de discórdias e conflitos conjugais ocorrendo por longo tempo, mas resulta que isso não é verdade. Conforme o Dr. Doherty e a juíza Sears escreveram no jornal Washington Post: “Só uma minoria dos casais que estão se divorciando experimenta elevado conflito e abuso durante seus casamentos. A maioria dos divórcios ocorre com casais que se distanciaram e lidam com os desacordos do dia-a-dia de forma deficiente”.
Eles acrescentam: “É esses divórcios ‘comuns’ que a pesquisa mostra são os mais prejudiciais para as crianças”. E pelo fato de que o Estado tem um interesse urgente no bem-estar das crianças, o Estado também tem um interesse urgente em impedir esses divórcios desnecessários.
É por isso que Doherty e Sears foram muito além da pesquisa para desenvolver uma proposta para mudar as leis dos estados.
Primeiro, eles recomendam um período de espera de um ano antes que se conceda um divórcio. A decisão de divorciar é muitas vezes feita quando as emoções estão quentes. Logo que os documentos legais são judicialmente apresentados, os casais se acham no que a juíza Sears chama de “supervia do divórcio”.
Como consequência, os casais descobrem que não têm o tempo, as ferramentas ou o espaço para reconsiderar. Uma via mais lenta, principalmente para casais com filhos, permitirá que os casais reconsiderem as consequências do divórcio contra outras opções.
Segundo, eles recomendam uma carta obrigatória de aviso logo no começo da parte do cônjuge que está decidido a iniciar legalmente o divórcio. É um jeito de avisar o outro cônjuge que “temos um problema” antes que o processo legal se inicie. E acionaria um programa obrigatório de conscientização, antes do processo legal do divórcio, para pais que têm filhos menores de idade.
Doherty e Sears recomendam que os casais que estão considerando o divórcio tenham acesso a serviços de reconciliação de casamento quer o usem ou não. Embora muitos casais com casamentos atribulados busquem aconselhamento, a maioria dos terapeutas não é adequadamente treinada em aconselhamento de casais e muitos sentem que deveriam ficar neutros na questão do divórcio. Segundas Chances recomenda treinamento específico e uma inclinação pró-casamento para os conselheiros.
Segundas Chances é uma “proposta modesta” para reduzir os divórcios, e estou completamente a favor dessa iniciativa. Minha pergunta para os cristãos e para as igrejas é, por que aguardar uma nova lei? Será que realmente acreditamos que o casamento foi instituído por Deus, que Ele o tencionou para o florescimento da humanidade, e que o casamento e a unidade da família são os alicerces da civilização?
Então, pelo amor de Deus, vamos usar nossa criatividade e dons para fazer tudo o que pudermos para ajudar os casais que estão passando por lutas a permanecerem unidos.
Publicado com a permissão de Breakpoint.org
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Traduzido por Julio Severo: www.juliosevero.com
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