10 de novembro de 2011

Michele Bachmann fala de suas raízes carismáticas

Michele Bachmann fala de suas raízes carismáticas

Marcus Yoars
Na parte 1 desta entrevista exclusiva para Marcus Yoars, editor da revista Charisma, a candidata à presidência dos Estados Unidos e antiga leitora da Charisma Michele Bachmann abre o coração para falar de sua fé e raízes carismáticas.
Charisma: Ficamos sabendo que você é leitora da Charisma — estamos honrados. Como foi que você conheceu a revista?
Michele Bachmann
Bachmann: Talvez na igreja. Meu marido, Marcus, e eu íamos a uma igreja muito pequena cheia do Espírito Santo — talvez 50 a 60 membros. Tínhamos 19 anos de idade. Em 1975, as coisas estavam realmente ficando quentes, penso, espiritualmente no país. O que apreciávamos na Charisma mais do que qualquer outra coisa era que a revista nos dava um resumo dos eventos atuais a partir de um ponto de vista bíblico. Todos tínhamos assinaturas da Charisma. Isso era simplesmente básico para todos nós.
Charisma: Como foi que você chegou a conhecer o Senhor?
Bachmann: Nasci numa família de luteranos e nossos pais nos levavam para a igreja toda semana. Eles eram fiéis. Estou certa de que o Evangelho era pregado de nosso púlpito, mas eu não o compreendia. A única coisa que eu realmente via era a tradição. Eu não entendia aquele aspecto todo sobre fé. Na escola secundária, me juntei a uma reunião de oração. E meus amigos sabiam que eu não conhecia o Senhor de forma pessoal. Eu era uma menina bem comportada, mas isso não importava. Eu ainda não conhecia o Senhor. Eu ainda tinha um coração mau e precisava dEle. Por isso, em 1 de novembro de 1972, dobrei os joelhos com três amigas. O Espírito Santo nos conduziu e confessamos nossos pecados diante do Senhor. Entregamos nossa vida a Ele e iniciamos uma nova direção. Foi isso. Fui para casa naquela noite e disse ao Senhor: “Não sei o que aconteceu, mas sou uma pessoa completamente diferente. Seja o que for que eu tenha me tornado, entregarei radicalmente a mim mesma e minha vida a Ti e agora é Teu plano que vale”.
Charisma: Você é a primeira candidata presidencial que fez faculdade de direito na Universidade Oral Roberts. Como foi que uma menina luterana de Minnesota terminou num dos pontos de referência do movimento carismático?
Bachmann: Meu marido e eu éramos cheios do Espírito e íamos a uma igreja cheia do Espírito. Estávamos de acordo em que seria importante ter uma base cristã para minha educação universitária de direito. Mas não havia realmente nada à vista. Na universidade, havíamos assistido a uma série de filmes do Dr. Francis Schaeffer que nos desafiava a ter uma cosmovisão bíblica para ver que Deus é o Deus da criação e todas as disciplinas de estudo, e isso incluía o direito. A Faculdade de Direito da Universidade Oral Roberts ia ser estabelecida como uma escola de direito que estaria ensinando cosmovisões bíblicas. Por isso, fui a essa faculdade. Não tinha nenhum reconhecimento. Então, foi um ato de fé ir, mas eu realmente estava mais interessada em obter uma cosmovisão bíblica do direito e uma boa educação. E foi uma educação fenomenal. Nossos professores também queriam se derramar pelo Senhor e assim estou emocionada que fiz essa decisão de ir à faculdade. Essa escola de direito acabou fechando, mas se tornou a Faculdade de Direito Regent. Acho que sou o primeiro membro do Congresso a me formar da Faculdade de Direito Regent.
Charisma: No último período eleitoral, vimos Sarah Palin sendo completamente zombada por sua fé, principalmente pelas ligações carismáticas e pentecostais dela. Você parece ter sofrido um pouco do mesmo tipo de propaganda negativa feita pela mídia secular porque — não só contra a postura pró-vida que você tem — mas também contra qualquer tipo de raiz carismática. Você acha que existe uma coincidência que os que são carismáticos sejam os alvos preferenciais de tal propaganda?
Bachmann: Acho que tal propaganda negativa é feita contra qualquer um que não sinta vergonha de falar sobre sua fé ou que queira ser conhecido e identificado por sua fé. Penso que realmente tem mais a ver com o fato de que alguém crê que a Bíblia é o que diz que é. É nisso que acredito. Tenho um respeito elevado e uma consideração elevada pelas Escrituras. E eu não sou perfeita. É por isso que fui até o Senhor, pois eu sabia que era pecadora e tenho fraquezas óbvias. Mas minha meta é continuamente me entregar ao Senhor e diariamente morrer, por assim dizer, para o que meus desejos são e viver para o Senhor. Morrer é ganho. É viver para Cristo. É isso o que espero fazer, andar numa caminhada mais profunda com o Senhor diariamente.

4 comentários :

PRESBÍTERO VALDOMIRO disse...

Júlio,

Já tinha postado esta minha mensagem num artigo anterior, mas faço questão de colocar novamente aqui (para que você faça uma análise). Não sei se o meu ponto de vista vai estar 100% certo, mas eu vou dizer exatamente o que eu penso (você pode até me corrigir se, por acaso, eu estiver errado).

Politicamente falando, os Estados Unidos estão vivendo uma situação crítica. Ouvi dizer que Obama, com sua política socialista (pelo menos eu vejo desta forma), está apostando todas as suas fichas para se reeleger. E eu também ouvi dizer que um dos trunfos que ele certamente vai utilizar na sua campanha é a morte de Osama Bin Laden.

Já esta candidata (Michele Bachmann) parece, num primeiro momento, ter as melhores intenções possíveis. Pelo tom do discurso dela, ela promete lutar pelos valores cristãos (tanto que ela, no artigo anterior, citou o Décimo Mandamento). Enfim, parece que a eleição presidencial americana é uma disputa do bem contra o mal (pelo menos, é assim que, momentaneamente, dá a entender).

Independentemente de qualquer coisa (politicamente falando), a verdade é que os Estados Unidos era, há pouco tempo, considerado o país mais protestante do mundo. E muita gente dizia que era o país mais cristão do mundo. Só que, atualmente, não aparenta ser nada disso.

Estive conversando com uma professora americana que esteve há alguns meses aqui em Recife (onde eu moro). Quando eu perguntei a ela como ela via os Estados Unidos no sentido moral e espiritual, ela me disse precisamente o seguinte:

"O nosso país (Estados Unidos) tinha tudo para ser um país abençoado (e até para servir de referência cristã para o mundo). No começo, éramos muito tementes a Deus. O problema é que, com o passar do anos, o desenvolvimento científico e o progresso material e financeiro subiu à cabeça de alguns dos nossos governantes, e, com isso, eles já passaram a não se importar mais com a Palavra de Deus".

E ela ainda me disse algumas coisas assustadoras:

"Em muitas cidades, há locais onde se pratica a bruxaria, existem pessoas que fazem parte de movimentos (como a Nova Era), há as que estão metidas em seitas satânicas (sem contar que a Igreja de Satã está situada na Califórnia), o homossexualismo está aumentando a cada dia, pregadores evangélicos envolvidos em escândalos, enfim, o nosso país está se destruindo. Que esperança podemos ter, ou melhor, qual será o futuro da nação americana se esse estado de coisas continuar?"

Eu não queria ser muito direto, mas eu disse a ela o seguinte:

"Quando uma nação despreza a Palavra de Deus e passa a confiar somente na sua própria sabedoria, ela fica entregue à própria sorte (como um barco à deriva num mar revolto, prestes a afundar). Os verdadeiros cristãos precisam voltar à obediência à Palavra de Deus para recolocar a nação no caminho certo". Não sei se esta minha resposta foi 100% satisfatória, mas ela aprovou. E eu até citei o Salmo 33:

"Feliz é a nação cujo Deus é o Senhor" (Salmo 33:12)

Ela agradeceu a minha resposta e disse que iria divulgar o nosso diálogo num encontro evangélico.

Fico pensando aqui comigo, Júlio: será que aqui no Brasil não estaria acontecendo a mesma coisa? Se você estivesse dialogando com essa americana, como você avaliaria os Estados Unidos, ou melhor, qual seria o diagnóstico que você daria dos americanos no sentido espiritual?

E outra: o que o Brasil precisa fazer para se tornar uma nação espiritualmente abençoada (como os Estados Unidos foi no princípio)?

Espero uma resposta da sua parte na primeira oportunidade.

Chamelly Sobreira disse...

Caro Valdomiro,

Infelizmente não tem mais volta.
O governo brasileiro é quase que totalmente corrompido. Temos pastores totalmente corrompidos. Temos igrejas que mais parecem o mundo do que a casa de Deus. Faz pactos com tudo e com todos. Nossos governantes, e muitos pastores e ministros do Evangelho não tem discernimento algum, levam almas pro inferno. Acham que tem sabedoria, mas como diz na Palavra, o conhecimento de Deus é loucura para os homens.

O Governo Mundial matará milhares de cristãos, sabe por que??? Porque o Apocalipse tem que se cumprir!!! Deus não é homem pra mentir, muito menos para se arrepender.

Bem aventurado aquele perder a vida por Jesus, que resistir à esse governo bestial, à perseguição e tantas outras coisas abomináveis desse mundo.

Sabemos mais do nunca que a volta de Jesus está próxima!

Aquele que está de pé, vigie para que não caia.

Continuemos a pregar o evangelho, sabendo que a perseguição está chegando, e que nos será imposto um governo bestial. Dizer NÃO à este governo é assinar sua sentença de morte, que nos levará a vida eterna! Quem tem coragem de entregar sua vida por amor à Jesus???? Quem????

Ontem vi uma peça na minha igreja, ''Tortura'' da Cia de Teatro Jeová Nissi (pessoas que foram chamadas para missões, cheias de unção), que falava justamente disso. De missões, de pregar o Evangelho em cavernas em cidades muçulmanas, de perder parentes e sua própria vida por não negar ao nome santo de Jesus.

Tem lugares no mundo onde você é morto se descobrirem que é cristão. Eles não tem Bíblia, mas tem a convicção de que Jesus os guarda em todos os momentos, amam a Jesus mais que TUDO nessa vida. É lindo, é chocante, é revelador.

As pessoas tem sede de Jesus, mas poucas tem coragem de seguí-lo, seja por comodismo, seja por medo, seja por fé. Todos querem ir pro céu, mas nada fazem para chegar à sala do Trono.

Busquemos a Deus, cada vez mais, pois o mundo espiritual está em uma guerra por nossas almas.

Se puder assista essa peça , ''Tortura'', e dê uma olhada nesse vídeo (1 hora da mais profunda verdade), vale a pena:

http://www.youtube.com/watch?v=N5lw809gB94

Que Deus te abençoe grandemente.

Abraço, Julio, que Deus te guarde e abençoe grandemente sua família. Ele te ama! Obrigado por esse blog.

yuna007 disse...

Michele Bachmann é a anti brasileira..não é arrogante, feminista, pró gay, promiscua, favoravel ao aborto...este tipo de mulher no brasil esta praticamente extinta....se fosse brasileira eu votava nela..

EDMILSON disse...

Eu observei as 2 primeiras opiniões que foram dadas aqui (a do presbítero Valdomiro e a da Chamelly), e aproveito a presente oportunidade para fazer alguns comentários sobre ambas (e também dizer o que eu penso).

O primeiro a se manifestar foi o presbítero Valdomiro. E ele disse uma coisa muito certa:

"Quando uma nação despreza a Palavra de Deus e passa a confiar somente na sua própria sabedoria, ela fica entregue à própria sorte (como um barco à deriva num mar revolto, prestes a afundar)."

Realmente, Valdomiro, você disse tudo nesse seu ponto de vista. Quantas pessoas ditas "cultas" acham que podem ser maiores ou melhores que Deus só porque possuem um determinado nível de instrução? Infelizmente, existe uma filosofia (muito errada, por sinal) de que ter diploma de universidade significa competência ou inteligência.

Temos que ter a humildade de reconhecer que todo o nosso conhecimento não é absolutamente nada diante de Deus. O apóstolo Paulo afirmou com autoridade:

"Porque a sabedoria deste mundo é loucura diante de Deus; pois está escrito: Ele apanha os sábios na sua própria astúcia" (1 Coríntios 3:19).

A Chamelly também disse o que pensa. E ela falou uma coisa que me chamou a atenção:

"O governo brasileiro é quase que totalmente corrompido. Temos pastores totalmente corrompidos. Temos igrejas que mais parecem o mundo do que a casa de Deus."

Chamelly, eu assino embaixo o que você colocou. Lula (governo anterior) e Dilma (governo atual) são exatamente iguais. Além de serem do mesmo partido (PT), possuem a mesmíssima agenda: políticas pró–homossexualismo, pró–aborto e anti–família. Ora, o que podemos esperar de bom de governantes que agem totalmente a favor do diabo e de seus comparsas (e contra os mandamentos da Palavra de Deus)?

O que hoje se denomina politicamente correto (que é o que o governo segue, juntamente com alguns pastores e líderes religiosos) é, na verdade, o que chamaríamos de biblicamente imoral. Para que prova maior disso do que o homossexualismo, que, além de ser apoiado e patrocinado pelo governo, é propagado em toda a mídia (e tolerado em algumas igrejas)?

Se Jesus aparecesse repentinamente em muitas dessas igrejas que adotam o "politicamente correto", com certeza Ele iria expulsar todos os que compactuam com isso. E com certeza Ele diria as mesmas palavras que disse ao expulsar os vendilhões do templo:

"Está escrito: A Minha casa se chama casa de oração; mas vós a transformastes num antro de malfeitores" (Lucas 19:46)

Eu pergunto: o que tem acontecido ultimamente com muitas das igrejas (e pessoas) que se dizem cristãs não é confirmação destas palavras de Jesus?

E você está coberta de razão quando você diz que o Apocalipse tem que se cumprir. Eu diria que não só o Apocalipse, mas toda a Palavra de Deus. A respeito disso, Jesus afirmou com autoridade:

"Passarão os Céus e a Terra, porém as Minhas palavras não hão de passar" (Mateus 24:35)

De uma coisa eu tenho certeza: a cada dia que passa, a volta de Jesus está ficando cada vez mais próxima. O cerco está se fechando, e fatalmente vai chegar o dia em que muitos que se dizem cristãos serão postos à prova para saber quem realmente é cristão de verdade (e não só de boca)! E quantos estarão preparados para este dia?

Para finalizar minha mensagem, deixo este versículo para a reflexão de todos:

"Cada um de nós dará conta de si mesmo a Deus" (Romanos 14:12)