7 de novembro de 2011

Bachmann: Obama está violando a Constituição e o Décimo Mandamento

Bachmann: Obama está violando a Constituição e o Décimo Mandamento

Michele Bachmann, candidata à presidência dos Estados Unidos pelo Partido Republicano, falou a uma multidão de líderes conservadores no Conselho de Pesquisa da Família na segunda-feira, focando em seu compromisso para com a Constituição e questões sociais.
Michele Bachmann
O discurso dela foi direcionado para os valores tradicionais, mas Bachmann aproveitou o tempo para repreender o presidente Barack Obama por não sustentar as leis vigentes.
“O propósito do governo é proteger a vida, a liberdade e a propriedade”, disse ela. “O presidente Obama crê que o propósito do governo é suprir nossas necessidades e algumas de nossas carências. E ele está disposto a se ocupar com uma redistribuição de riqueza em massa e com políticas de cobiça para alcançar esse propósito”.
De acordo com Bachmann, Obama não só está violando a Constituição, mas está também violando o Décimo Mandamento.
“As políticas econômicas do presidente, mais conhecidas como Obamacare, representam o mais ambicioso projeto de engenharia socioeconômica da história deste país. E essas políticas ameaçam reescrever as concepções fundamentais do papel do governo na vida dos americanos desde [as políticas governamentais socialistas] do New Deal e a Grande Sociedade”, disse ela. “O Décimo Mandamento ensina que não devemos cobiçar os bens do nosso próximo. É hora de agirmos de acordo com essa verdade óbvia”.
A congressista de Minnesota mirou republicanos que pegam leve em questões em que ela tem assumido uma postura firme.
“Desgraçadamente, um número muito grande de republicanos aspira a ser socialistas frugais”, disse ela. “O motivo por que o presidente Obama e alguns republicanos conseguem apoiar uma medicina sob controle socialista é porque eles têm a mesma filosofia política fundamental acerca do propósito do governo. Não podemos preservar a liberdade para nós mesmos e nossa posteridade se a escolha na eleição do próximo novembro for entre um socialista frugal e um socialista fora de controle”.
Bachmann se recusou a explicar em detalhes quais candidatos ela considera como “socialistas frugais”. Contudo, ela prometeu revogar o Obamacare.
“Não podemos nos dar ao luxo de ter um candidato que não compreende a complexidade do Obamacare ou a urgência de revogá-lo”, disse ela.
Bachmann, que afundou nas pesquisas de opinião pública desde que ganhou a eleição informal feita pela Pesquisa de Opinião Pública Ames em agosto, tentou se apresentar como a candidata mais dedicada à Constituição e mais firme em questões da vida, casamento, rejeição de leis de estrangeiros, redução da dívida e combate ao excesso de regulamentações.
“Por exemplo, o Congresso usou a Cláusula do Comércio para fechar todas as fábricas de lâmpadas incandescentes nos Estados Unidos e substitui-las pelas tão chamadas lâmpadas favoráveis ao meio-ambiente. Em resposta, eu introduzi a Lei de Liberdade de Escolha das Lâmpadas Incandescentes”, disse ela, explicando que há áreas da vida em que o governo não tem direito nenhum de se meter.
“Como presidente, garanto-lhes duas coisas”, disse ela. “Primeira, vetarei toda nova lei do Congresso que busque acrescentar ainda outra camada de regulamentos inconstitucionais com o pretexto da Cláusula do Comércio. Segunda, começarei o processo de reverter os danos provocados por décadas de programas governamentais assistencialistas tipo Grande Sociedade”, disse ela.
Bachmann discordou de oponentes cujos nomes não foram citados (por exemplo, Mitt Romney, ex-governador de Massachusetts), que estão mostrando indecisão em questões como casamento.
“Alguns candidatos republicanos parecem confusos acerca [do casamento tradicional]. Eu não estou — é o coração de minha convicção”, disse ela. “Quero uma Emenda Federal de Proteção ao Casamento de modo que os tribunais não consigam impor sua vontade em nós”.
Bachmann não citou nenhum outro candidato republicano, mas falou de “surpresas” que apareceram até agora — provavelmente uma alusão às acusações de assédio sexual contra Herman Cain ou o nome dos velhos campos de caça de Rick Perry. Ela explicou que não tem segredos sujos.
“Este período eleitoral foi cheio de surpresas”, disse ela. “Posso lhes assegurar que não há surpresas com relação a mim. Estou longe de ser uma pessoa perfeita, mas sei quem sou e nunca me desviarei dos princípios pelos quais tenho lutado a minha vida inteira”.
Traduzido por: www.juliosevero.com

10 comentários :

Fernando Rodrigues disse...

Julio, primeiramente parabens pela ousadia, e pela veemente defesa de seus principios em busca de conservar os principios cristão. Que Deus lhe de graça e paz para continuar o seu trabalho e que tenhas direcionamento para fazer isso.
Quanto ao texto publicado, não entendo como podemos nós cristão apoiar um projeto societário neoliberal capitalista. O discurso da liberdade adotado por essa linha de pensamento garante que todas as pessoas sejam levadas por um tipo de pensamento, o pensamento de quem tem os meios de comunicação na mão (os capitalistas), de quem tem educação de qualidade (os capitalistas) enfim de quem tem as condições de vida necessárias para ser um cidadão consciente e pensante, e principalmente critico. Os modelos socialistas que já existiram realmente não foram dos melhores, mas existe ainda alternativas cabiveis. È claro que assim como você não falo de uma sociedade em que o Estado seja dono das pessoas, mas uma sociedade em que o Estado tem a responsabilidade de proporcionar as mesmas condições para a fomração de um cidadão, seja ele pobre, seja ele rico. É um absurdo que possamos defender que cada um tem os meios necessarios para fazer a sua história, não tem, as pessoas não têem nem condições de sobreviver como poderão pensar a respeito da sociedade. Eu defendo o socialismo, mas um socialismo democratico, de condições iguais a todos sem distinções, sem controle de ninguém sobre ninguém, uma sociedade justa e livre.
Dizer que um governo que proporciona a distribuição de renda é ruin no mínimo soa como hipocrisia, como no Brasil a bolsa concedida pelo Estado para quem não necessita dela é uma esmola e dinheiro dado pelo governo, mas pra quem não tem o que comer, não tem emprego, não tem condições de estudar pode ter certeza que é uma assistência e tanto. E a distribuição de renda não existe para criar dependentes, mas para que eles possam pelo contrário, ter os minimos sociais para sobrevivência e assim possam sair dessa situação através de outras políticas, de saúde, de educação, de emprego.
Não conheço o trabalho so Obama, até porque não sou dos EUA, então não defendo ele, ou aquele, mas a minha linha de pensamento.
Se o Socialismo é essa maldade toda que dizem, o que dizer então do capitalismo monopolista neoliberal, que deves conhecer bem neste país.
Como cristãos, queremos o direito de poder falar o que entendemos como verdadeiro, mas como Jesus disse, não é por força nem por violência, assim como podemos falar e proclamar nossa fé, as outras pessoas também têm seu direito de discordar.

Valeu pelo espaço, parabéns pelo blog, Deus te abrace..

A paz ..

Julio Severo disse...

Prezado Fernando, minhas observações sobre Cristianismo, socialismo e Estado estão nestes três artigos:

Teologia da Missão Integral

http://juliosevero.blogspot.com/2011/10/teologia-da-missao-integral.html

Teocracia socialista: a tirania em nome da compaixão

http://juliosevero.blogspot.com/2011/01/teocracia-socialista-tirania-em-nome-da.html

Por que não sou socialista

http://juliosevero.blogspot.com/2010/01/por-que-nao-sou-socialista.html

Anônimo disse...

Julio

Essa mulher não é também uma daquelas feministas, que destroem
sem dó e nem piedade os lares cristãos, e querem ser iguais aos homens e a Deus?

Isso pra mim é sutileza do diabo...

Julio Severo disse...

Eu diria que ela tem um coração muito bom, mas está ambicionando o posto errado:

“Os opressores do meu povo são crianças, e mulheres dominam sobre ele; ah, povo meu! Os que te guiam te enganam, e destroem o caminho das tuas veredas.” (Is 3:12 ACF)

É claro que Obama e um bilhão de vezes pior.

Anônimo disse...

Julio, eu sempre fico preocupado quando vejo uma mulher liderando alguma política contra a imoralidade. Não é preconceito de minha parte, não.

Mulher é mais emocional, então tende a querer levar a situação muitas vezes para esse lado.

Por falar em mulher na política: Julio fiquei sabendo que a desistência da Sarah Palin nessa "corrida para a presidência" foi devido a uma denuncia de que ela teve um caso com um ex jogador de basquete da NBA, e também diziam que ela tinha aquelas aberrações de fetiches de querer ir para a cama com uma equipe toda de basquete.

Essa notícia é verdadeira?

Porque se for verdade, agora eu sei por que ela desistiu da campanha.

André

Julio Severo disse...

Até onde sei, André, essa acusação contra Sarah Palin não tem fundamento.

Quando a Bachmann lutando contra a imoralidade, acho que não há nada de errado. A fraqueza surge dependendo da posição que ela ocupa.

Mas os EUA não têm muita escolha: ou ela ou Obama, o arauto do anticristo.

Rick Perry, um evangélico, poderia ser uma opção, mas Bachmann tem qualidades muito melhores do que as dele.

PRESBÍTERO VALDOMIRO disse...

Júlio,

Eu estive lendo minuciosamente este artigo, e aproveito para dar uma opinião. Não sei se o meu ponto de vista vai estar 100% certo, mas eu vou dizer exatamente o que eu penso (você pode até me corrigir se, por acaso, eu estiver errado).

Politicamente falando, os Estados Unidos estão vivendo uma situação crítica. Ouvi dizer que Obama, com sua política socialista (pelo menos eu vejo desta forma), está apostando todas as suas fichas para se reeleger. E eu também ouvi dizer que um dos trunfos que ele certamente vai utilizar na sua campanha é a morte de Osama Bin Laden.

Já esta candidata (Michele Bachmann) parece, num primeiro momento, ter as melhores intenções possíveis. Pelo tom do discurso dela, ela promete lutar pelos valores cristãos (tanto que ela citou o Décimo Mandamento). Enfim, parece que a eleição presidencial americana é uma disputa do bem contra o mel (pelo menos, é assim que, momentaneamente, dá a entender).

Independente de qualquer coisa (politicamente falando), a verdade é que os Estados Unidos era, há pouco tempo, considerado o país mais protestante do mundo. E muita gente dizia que era o país mais cristão do mundo. Só que, atualmente, não aparenta ser nada disso.

Estive conversando com uma professora americana que esteve há alguns meses aqui em Recife (onde eu moro). Quando eu perguntei a ela como ela via os Estados Unidos no sentido moral e espiritual, ela me disse precisamente o seguinte:

"O nosso país (Estados Unidos) tinha tudo para ser um país abençoado (e até para servir de referência cristã para o mundo). No começo, éramos muito tementes a Deus. O problema é que, com o passar do anos, o desenvolvimento científico e o progresso material e financeiro subiu à cabeça de alguns dos nossos governantes, e, com isso, eles já passaram a não se importar mais com a Palavra de Deus".

E ela ainda me disse algumas coisas assustadoras:

"Em muitas cidades, há locais onde se pratica a bruxaria, existem pessoas que fazem parte de movimentos (como a Nova Era), há as que estão metidas em seitas satânicas (sem contar que a Igreja de Satã está situada na Califórnia), o homossexualismo está aumentando a cada dia, pregadores evangélicos envolvidos em escândalos, enfim, o nosso país está se destruindo. Que esperança podemos ter, ou melhor, qual será o futuro da nação americana se esse estado de coisas continuar?"

Eu não queria ser muito direto, mas eu disse a ela o seguinte:

"Quando uma nação despreza a Palavra de Deus e passa a confiar somente na sua própria sabedoria, ela fica entregue à própria sorte (como um barco à deriva num mar revolto, prestes a afundar). Os verdadeiros cristãos precisam voltar à obediência à Palavra de Deus para recolocar a nação no caminho certo". Não sei se esta minha resposta foi 100% satisfatória, mas ela aprovou. E eu até citei o Salmo 33:

"Feliz é a nação cujo Deus é o Senhor" (Salmo 33:12)

Ela agradeceu a minha resposta e disse que iria divulgar o nosso diálogo num encontro evangélico.

Fico pensando aqui comigo, Júlio: será que aqui no Brasil não estaria acontecendo a mesma coisa? Se você estivesse dialogando com essa americana, como você avaliaria os Estados Unidos, ou melhor, qual seria o diagnóstico que você daria dos americanos no sentido espiritual?

E outra: o que o Brasil precisa fazer para se tornar uma nação abençoada (como os Estados Unidos foi no princípio)?

Aguardo uma resposta da sua parte.

Filipe Rosa disse...

Julio,

Queria saber:

1) Em que posição ela está na pesquisa para os republicanos?

2) O que você acha sobre o Cain? Ele também é cristão conservador não é? Talvez seja mais forte que ela para combater o Obama? O que acha?

Anônimo disse...

Julio, também concordo com você que existe exagero nas denuncias envolvendo Sarah Palin.

Tirando o negócio do fetiche que eu mencionei mais acima, e que eu também acho que são acusações infundadas, o caso que eu mencionei de ela ter tido um caso com um jogador de basquete da NBA parece não ser invenção, não.

O próprio jogador, do qual não lembro o nome, parece ter confirmado que ele teve sim um caso com Sarah Palin.

André

Anônimo disse...

Confio e desconfiando ao mesmo tempo esses candidatos a política para serem ELEITOS eles fazem promessassssssss.
Porque afinal quem não quer desfrutar do status de ser um PRESIDENTE DE SEU PAÍS?
Eles podem fingir sim que são TEMENTE A DEUS E RESPEITA A PALAVRA ETC... TAL MAIS QUANDO ESTÃO NO PODER PODEMOS TER SURPRESAS BEM DESAGRADÁVEIS E PESSOA MOSTRAR A SUA VERDADEIRA FACE.
Como uma vez me dizeram:
"A gente só conhece uma pessoa verdadeiramente quando ela consegue está numa posição privilegiada de destaque em qualquer área ela chega no ápice no topo". ISSO É UMA VERDADE MAIS QUE REAL. Ester Costa!!!!!!