27 de outubro de 2011

Por que eu nunca deveria ter tido oito filhos

Por que eu nunca deveria ter tido oito filhos

21 de outubro de 2011 (Notícias Pró-Família) — Poucos meses atrás, contei aos meus leitores no meu blog como criar oito filhos sem nem mesmo tentar. Hoje, vou lhe dizer o motivo por que eu nunca deveria ter tido oito filhos em primeiro lugar, isto é, se eu tivesse dado atenção ao diabo e ao que todo mundo hoje acha melhor.
Leila Miller com seu marido e 8 filhos
Quando eu era uma feliz mãe de quatro filhos, considerando seriamente e desejando profundamente outro filho, um estranho sentimento se apoderou de mim. Durante vários dias, minha excitação com a ideia de numa nova alminha se misturou com sentimentos de desânimo e medo. Começaram a despertar pensamentos de que eu era mal uma “mãe material” boa o suficiente para os quatro tesouros que eu já tinha, e que criar mais filhos seria irresponsável. Veio-me à cabeça numa noite: lembro-me de estar em pé na cozinha, cheia de medo e preocupação, dizendo a mim mesma que eu não tinha direito algum — absolutamente nenhum direito! — de ter outro bebê. Nem agora, nem nunca.
Todos os meus defeitos e pecados vieram à frente de minha mente, e fiquei ali cambaleando com a verdade desses pensamentos:
Não sei cozinhar.
Não sei fazer compras no mercado.
Não sei levar as crianças para um passeio lá fora sem ajuda.
Não tenho nenhumaaa paciência.
Não tenho um mínimo de inteligência e esperteza.
Não sei costurar.
Não sei dar uma festa.
Não sou amante de esportes ou de coisas ao ar livre.
Não sei como deixar um lar bonito.
Não sei como fazer qualquer coisa ficar divertida.
Sou preguiçosa e costumo deixar as coisas para amanhã.
Estou acostumada a ser servida, não a servir.
Sou sarcástica e mal-humorada.
Sou queixosa.
Gosto de ficar só.
Detesto ser interrompida ou incomodada.
Não sou particularmente boa com crianças.
Nesse momento, eu sabia de todas essas coisas. E fiquei desanimada. Qualquer uma dessas razões poderia ser suficiente para uma mulher se convencer de que é imprudente ter outro filho. Aliás, nesse ponto você já deve estar dizendo para você mesmo: “Deus do céu, essa mulher não deveria ter um filho, muito menos oito!”
Mas, entenda, há a coisa principal: As mães de famílias grandes têm constantemente de ouvir outras mulheres dizendo que “Eu não conseguiria fazer o que você faz!” ou “Você deve ter muita paciência!” ou “Você deve ter um jeito especial com crianças!” Elas acham que nós recebemos algum dom especial ou que temos algum gene mutante que elas não possuem. Mas elas não têm ideia de quanto somos igualzinhas a elas. Aliás, a maioria das mulheres que dizem essas coisas para mim são mais aptas a cuidar de uma família grande do que eu.
Enquanto eu estava ali em pé na cozinha naquela noite, um momento de graça tomou conta do momento de desânimo. Quantas vezes eu havia dito aos outros: “O desânimo não é de Cristo, pois Cristo só anima. O desânimo é do diabo!” Lembrei-me disso naquele momento, e meus temores e preocupações foram expulsos. Só o próprio diabo, aquele que desde suas entranhas mais podres odeia os seres humanos, zombaria de mim [colocando-me na cabeça] a noção de que minha falta de experiências e habilidades refinadas deveria impossibilitar que eu tivesse um novo bebê em meu casamento. Vi o diabo nisso naquele momento, e o expulsei. Eu muito o resisti e amaldiçoei então, e tenho bastante certeza de que eu disse ao diabo o que ele poderia fazer com sua enxurrada pútrida de pensamentos desanimadores. Ah, esse foi um momento muito bom.
Desde aquele dia, cinco almas eternas foram criadas em nossa família, quatro das quais meu marido e eu temos o privilégio de criar nesta terra. E, embora eu não possa afirmar que conquistei todas as deficiências e imperfeições na minha lista (nem mesmo de perto! droga!), a existência de todos os meus filhos me fez avançar na vereda da santidade. Pois é assim que funciona: As almas em sua vida são presentes, cada uma das quais tem a finalidade de santificar você de um modo particular. Meus pequenos “santificadores” são os artesãos que me mudam e me moldam em todas as maneiras que Deus sabe que preciso, e eles são os artesãos de seu pai e de seus irmãos também.
Que a família exista do jeito que existe é prova viva de que “com Deus, todas as coisas são possíveis” — até mesmo com Leila Miller sendo mãe para oito fantásticas crianças.
Deo gratias.
Publicado com a permissão do blog de Leila Miller.
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Traduzido por Julio Severo: www.juliosevero.com
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2 comentários :

Chamelly Sobreira disse...

Lindo, lindo, lindo!!! De arrepiar!!!

Glórias a Deus, pois essa mulher sábia edifica a sua casa, seu marido e seus filhos.

Parabéns por publicá-lo.

Deus abençoe você e sua família, Julio =]

Anônimo disse...

Comprovação de mais uma verdade que "diabo" como ele ataca a MENTE DO SER HUMANO e trás uma confusão infernal para nos enganar é barrar nossas "bençãos" mais quando ele é desmacarado ele que se dá mal né tenha que se dar mal mesmo MUITOS FILHOS CARNAIS SÃO BENÇÃO DE DEUS.
Eu já aprendi essa verdade de Deus irmão graças a seus artigos tive uma revelação lendo a palavra Deus como Senhor Deus é bom para aqueles estão LIGADOS NELE não tem nem palavras para agradecê-lo ele me mostrou senti de ir no livro de Ester e no capítulo 1) versículos: 11,12,15,16,17
Me mostrou esse espírito maligno do "movimento feminista" essa rebelião se manifestou pela primeira vez na mente, vida e no coração da "Rainha Vasti" ela simplismente bateu o pé e recusou ir ao encontro do seu marido o
Rei Assuero pela lei que aconteceu fez a cair e a ser destronada simplismente jogou para alto um REINO E A HONRA aff.
Eu orei em seguida e pedi a Deus perdão pela minha cegueira espiritual estava tendo a acerca sobre a benção do casamento e filhos não deveria ter medo e insegurança e revendiquei essas bençãos coloquei a duas mãos no meu ventre e já o abençoe-i e no meu coração bateu que vou ter gêmeos depois de eu me casar vou ficar na FÉ para essas duas bençãos chegar pra mim em breve.
Obrigada irmão pela sua vida e seus artigos proféticos. Ester Costa!!!!!