20 de outubro de 2011

Igrejas esquerdistas da África do Sul sofrem espionagem do próprio partido marxista que ajudaram a colocar no poder

Igrejas esquerdistas da África do Sul sofrem espionagem do próprio partido marxista que ajudaram a colocar no poder

Comentário de Julio Severo: A notícia a seguir, da Associated Press, mostra o que igrejas cristãs de tendência esquerdista ganharam ajudando o igualmente esquerdista Congresso Nacional Africano a governar a África do Sul. O governo imoral está assumindo cada vez mais controle sobre a liberdade de expressão e religião. Se até cristãos esquerdistas acabam sofrendo suas próprias tolices políticas, o que dizer de conservadores? Depois que o Congresso Nacional Africano dominou a África do Sul, o aborto, o homossexualismo e a bruxaria foram legalizados pela primeira vez na história desse país.
Desde o governo Lula, a marxista África do Sul é aliada do Brasil.

Igrejas acusam Congresso Nacional Africano de intromissão

MICHELLE FAUL
JOANESBURGO (AP) — Líderes de denominações que representam dezenas de milhões de sul-africanos acusaram, na terça-feira, o Congresso Nacional Africano (CNA), que está no poder, de tentar cooptá-los e manipulá-los, numa declaração com redação enérgica que reflete dois anos de tensões em estado de ebulição.
“Motshekga, retire sua presença da igreja!” foi o aviso enviado por uma declaração conjunta para Mathole Motshekga, líder parlamentar do CNA e responsável pela secretaria de assuntos culturais e religiosos do partido.
Motshekga deu de ombros, dizendo que tudo não passava de “tempestade em copo d’água”.
No passado, essas mesmas igrejas e o CNA eram aliados na luta para acabar com o governo racista branco da África do Sul, mas hoje estão separados. O fato é que os líderes cristãos estão cada vez mais criticando a corrupção do governo e do CNA e sua evidente incapacidade de lidar com os fracassos nos sistemas de educação e saúde. Eles têm criticado as crescentes desigualdades que deixaram os mais pobres em situação financeira muito pior do que estavam sob o regime do Apartheid, enquanto uma elite de minoria negra liderada por funcionários do partido vem se enriquecendo de forma fantástica.
A declaração dos líderes das igrejas católica, anglicana, protestante, presbiteriana, episcopal, evangélica, Exército de Salvação, batista e africanas tradicionais acusa Motshekga de enviar quatro subordinados para “se infiltrar” na reunião de portas fechadas da Consulta de Líderes da Igreja Nacional.
Eles disseram que essa infiltração foi parte das medidas de Motshekga de “interferir e manipular as estruturas da liderança das igrejas”.
O Cardeal Wildrid Napier, da Igreja Católica, disse para a Associated Press que pelo menos três funcionários do gabinete de Motshekga entraram escondidos na reunião e estavam roubando documentos antes de serem descobertos.
“Esse é o caso de um partido político interferindo diretamente nos assuntos das igrejas”, disse ele.
As críticas dos líderes das igrejas são parte de uma desilusão crescente que a África do Sul vem experimentando com o partido que está sob a liderança de Zuma, um polígamo que tem três esposas, várias amantes e pelo menos 20 filhos.
Tradução e edição: www.juliosevero.com

Um comentário :

Casal 20 disse...

Julio, nada de mais nessa notícia. A história só se repete e ninguém aprende. Não foi exatamente isso que Stalin fez com todos os que o colocaram no poder, inclusive amigos e apoiadores: espionou e ainda mandou matar!

Abraços sempre afetuosos.