29 de setembro de 2011

Mãe diz: abortar meu filho me tornou uma mãe melhor

Mãe diz: abortar meu filho me tornou uma mãe melhor

20 de setembro de 2011 (LiveAction.org/Notícias Pró-Família) — Em 13 de setembro de 2011, Ann Kingsleigh postou um artigo intitulado “How My Abortion Enabled Me to Be a Better Mother” (Como o Aborto que Fiz Me Possibilitou Ser uma Mãe Melhor). Ela confessa, em detalhes, como com a idade de 24 anos, já com uma criança nova, ela se encontrava sem marido, e grávida de um relacionamento obviamente casual.
Encho-me de compaixão e simpatia por Ann, e pela situação em que ela se encontrava, assim como me encho de compaixão por tantas mulheres que se encontram em semelhantes situações difíceis. Provavelmente, parece ofensivo para alguns refutar a opinião dela de que ela é uma mãe melhor desde que abortou um filho a fim de cuidar melhor de outro. A sabedoria e o bom senso popular ficariam pensando: “Como é que uma mulher em tal situação como essa, uma gravidez indesejada numa época em que ela já está sobrecarregada financeira e emocionalmente, não poderia considerar um aborto?” (Notei que Ann, como a maioria das mulheres em circunstâncias semelhantes, nem mesmo mencionou, nem de longe, a adoção.)
Contudo, estou aqui para dizer que, lamentavelmente, abortar uma criança a fim de cuidar de outra não torna uma mulher uma mãe melhor. Os problemas de Ann são mais antigos e mais profundos do que esse incidente de gravidez indesejada (que terminou de forma trágica). A situação difícil de Ann é o que se tornou uma consequência comum dos apuros das mulheres em nossa cultura ocidental, que mais e mais se proclama livre da moralidade, livre de uma vida de pureza e livre de dar satisfação a qualquer autoridade mais elevada ou um senso de certo e errado do que a própria consciência muitas vezes deficientemente formada.
Ann proclama seu senso dessa falsa liberdade nas sentenças finais de sua postagem, onde ela declara que está contente que tinha o “direito de escolher o que era certo” para sua família. Ann tem uma ideia interessante, e demasiadamente comum, acerca da verdade, direitos e liberdades. Mas escolher o aborto é realmente liberdade?
Não, o aborto de Ann foi a consequência de uma escravidão, de permitir que ela fosse usada e humilhada como mulher (tanto pela sociedade quanto pelos homens que ela escolheu ter na vida dela) e de ter o que ela percebia como falta de escolha, agora que ela havia feito muitas escolhas infelizes, surgidas de uma vida inteira de influências e experiências que formaram a mente dela, os valores morais dela e a mente dela.
O predomínio do aborto em nossa cultura, que é na verdade mortal de muitas maneiras, é o resultado inevitável de décadas de educação medíocre, espiritualidade falsa ou inexistente, cultura popular, raciocínio distorcido e uma mentalidade contraceptiva egoísta que está agora tão impregnada — e é aliás a moda predominante — em nossa sociedade e permanece em grande parte incontestada, exceto por algumas vozes solitárias. O aborto é muitas vezes a consequência de uniões sexuais sem sentido, egoístas, promíscuas e distorcidas, de tentar achar um atalho para o conforto, consolo e alegria do verdadeiro amor mútuo que dá vida e se doa no contexto de um casamento amoroso. O fato é, há princípios e leis que governam o mundo físico e espiritual, e rejeitá-los, por exemplo, mediante uma vida promíscua ou de outra forma negligente com nossa sexualidade, é nos abrir para o abuso, escravidão, doença e outros males (até mesmo o mal de matar o próprio filho), como vemos no exemplo de Ann.
Em todas as partes da postagem de Ann, vejo que a mente dela foi bastante formada pelas ideias acerca do casamento, da felicidade, do apoio, dos direitos e da liberdade transmitidas pelos meios de comunicação e pela indústria do entretenimento. A própria mãe dela, por exemplo, com um depravado senso de compaixão, a ajudou a passar pelo procedimento médico do aborto. Que mais dá para se dizer acerca da provável criação moral que ela recebeu? Além disso, posso ver que Ann não acredita que a verdade existe, conforme se revelou em sua “última oração desesperada para qualquer poder mais elevado que estivesse escutando” e na proclamação de que ela estava grata que tinha o direito de escolher o que era “certo para nossa família”, como se “direito” dependesse de circunstâncias, situações e sentimentos, em vez de uma realidade objetiva de certo e errado, de verdade.
Além disso, Ann afirma que seu parceiro (o pai do bebê indesejado) era “incrível” e “dava muito apoio” (com o que os que comentaram muito concordaram). Esse é o nível de decadência que atingiu a sociedade. Um homem usou a ela e o corpo dela como objeto de prazer (assim como ela fez com ele e o corpo dele), então a levou de carro a uma clínica, pagou-a para abortar a criança dele e subsequentemente terminou o relacionamento. Esse é um homem incrível? Não, um homem incrível é um que entende o verdadeiro amor, que respeita uma mulher o suficiente para não tirar dela o que ela não deveria dar, e um que tem controle sobre seus instintos e desejos, não pondo a mulher que ele ama e seus filhos potenciais em tal situação difícil, até que tenham sido feitos votos e promessas de amar e cuidar um do outro e dos filhos um do outro, haja o que houver. Esse seria, e é, um homem incrível.
É claro que Ann escolheu o aborto porque sentia que não tinha outra escolha. Sua escolha não foi feita por liberdade, foi feita por escravidão. Ann, uma no meio de milhões entre milhões, é escrava do pensamento, atitudes e mentalidades em nossa sociedade que ajudaram a provocar essa experiência toda e suas situações difíceis: que o sexo é simplesmente para o prazer e pode ser gozado a qualquer momento que alguém queira, que os homens não precisam ser responsáveis ou se casarem com uma mulher para gozar o sexo com ela e vice-versa, e que o único pecado envolvendo o sexo é não se proteger de forma adequada contra doenças ou uma gravidez indesejada. Essas ideias e filosofias são entronizadas, institucionalizadas, promovidas e perpetuadas por organizações tais como a Federação de Planejamento Familiar, nossos governos federais e locais, nossos sistemas de saúde, os grandes meios de comunicação e assim por diante, para um povo que cada vez mais as aceita quase que inquestionavelmente.
Ann, encontrando-se grávida de uma união egoísta (conforme se evidencia pelo fato de que o marido dela a deixou logo que as coisas não mais eram gratificantes para ele) e outra criança resultante de uma segunda união egoísta, e não tendo a fé, força ou recursos para saber o que fazer nessa altura — agora que a casa construída na areia havia se desmoronado por causa da água que irrompeu contra ela — tem o que ela percebe como nenhuma escolha senão abortar seu filho.
Se ela permanecer em seu atual caminho, imagino que algum dia Ann se sentará com sua filha e lhe dirá acerca da escolha muito difícil que teve de fazer, e como é importante que as mulheres tenham essa escolha. E ela perpetuará a escravidão e o cativeiro pelos quais ela mesma se tornou vítima. E esse cativeiro será passado para a próxima geração (que, tragicamente, já ocorreu de forma bastante concreta para seu segundo filho).
Aborto é morte. Ann pode se sentir bem agora com ele, pois ela está aliviada. Contudo, a verdade triste é que isso acabará voltando para ela. Ela terá de lidar com isso cedo ou tarde, pois uma mulher não consegue ficar sem as marcas de um aborto que ela provocou contra seu próprio filho. Fico contente que Ann achou alguma estabilidade financeira e uma carreira que ela ama e está gozando seu filho mais velho. Estou feliz. Mas lamento o preço grande que tudo isso custou a ela — que uma vida preciosa e insubstituível foi extinta. Não tinha de ser desse jeito.
Este artigo foi publicado com a permissão de LiveAction.org
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Traduzido por Julio Severo: www.juliosevero.com
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2 comentários :

Abraão Isvi disse...

Triste muito triste. Fico pensando, a humanidade caminha para o esfriamento completo do amor, pensando coitados que o amor aumenta. Para mim o aborto é a prova disso, os incrédulos pensam que o mundo está mais solidário, mas só vejo o mundo piorar e a falta de amor só aumentar.

Anônimo disse...

Por isso eu disse hoje ao meu velho pai, o Céu não estará vazio, porque com governo e organizações míopes feito a infernal ONU, dando apoio a infanticídio de bebes, podem ter certeza! Anos de mortes de bebes em regime Chines, regime Coreano, e nos Estados Unidos também, creio eu que o Números de habitantes que irão estar na Glória sera da mesma proporção que os perdidos que serão julgados, os governos apoiam esse tipo de matança, podem crê que o no céu não faltara habitantes.

Deus é bom! e recebera todas essas pobres crianças que estão literalmente sendo sacrificadas para poder "aliviar" dessas mães inescrupulosas e sem qualquer pingo de amor, o que pra elas é um peso carregar uma vida na qual Deus presenteou a toda mulher de ter, essas mães prestarão contas ao Deus justo e verdadeiro, e verão seus filhos salvos ao lado do dono da vida! e elas irão perecer por toda eternidade junto com líderes mentirosos e inescrupulosos como nossa atual presidente da República, que apoia inteiramente esse tipo de politica ( porque suas raízes Socialistas, a fazem desejar isto)

Que Deus tenha misericórdia dessas mães para que se arrependam de ter tirado a vida dos seus preciosos filhos, e que tenha ainda mais misericórdia dos Cristãos covardes que não se manifestarem , ou se calarem diante dessa barbaridade.

Um abraço caro amigo Julio, e a todos os leitores.

Ronie Peterson