14 de agosto de 2011

Uso de controle da natalidade aumenta risco de coágulos sanguíneos fatais em 1.700% em mulheres com problemas arteriais comuns


Uso de controle da natalidade aumenta risco de coágulos sanguíneos fatais em 1.700% em mulheres com problemas arteriais comuns

10 de agosto de 2011 (Notícias Pró-Família) — Enquanto o uso da pílula anticoncepcional eleva o risco de coágulos sanguíneos fatais em 500 por cento, o risco dispara para mais de 1.700 por cento para mulheres dos EUA com malformações arteriais comuns, descobriram pesquisadores da Califórnia.
No estudo publicado pela Revista Americana de Obstetrícia e Ginecologia, o Dr. Lawrence Hofmann, da Faculdade de Medicina da Universidade de Stanford, e sua equipe observaram que até 25 por cento da população têm malformação arterial ou estreitamento das veias, problema conhecido como estenose, nas artérias ilíacas esquerda.
Comparando 35 mulheres com profunda trombose nas artérias (PTA), um problema de coagulo sanguíneo que é potencialmente fatal, em relação a 35 mulheres sem esse problema, o grupo da Stanford constatou que o risco de PTA em mulheres com uma estenose venosa de 70 por cento que também usam contraceptivos orais combinados (COC) — contendo tanto os hormônios estrógeno e progestina — é aproximadamente 20 vezes maior. Essa constatação compara com um risco 3,5 vezes maior para mulheres com estenose venosa e 5 vezes maior para mulheres que usam o COC.
O estudo chegou à sua conclusão usando escaneamentos de tomografia computadorizada (TC) ou imagem por ressonância magnética (IRM) para avaliar as mulheres com PTA, e comparando as mulheres a um número igual de mulheres da mesma idade que foram aos prontos-socorros com dores abdominais.
Os pesquisadores comentaram que cerca de 1 a 3 mulheres jovens de cada 10.000 mulheres que não estão tomando anticoncepcionais orais desenvolverão PTA a cada ano. Esse risco é 6 vezes mais elevado para mulheres jovens que tomam a pílula durante um ano.
De acordo a Reuters, aproximadamente 12 milhões de mulheres nos EUA usam o COC como modalidade de pílula de controle da natalidade.
Os pesquisadores da Califórnia recomendaram mais estudos para investigar sua conclusão e suas potenciais implicações clínicas.
Comentando acerca do estudo da Stanford, o Pe. Tadeusz Pacholczyk, diretor de educação do Centro Católico Nacional de Bioética, disse para LifeSiteNews: “Eu conheci um farmacologista que adorava recordar a seus estudantes: ‘nenhuma droga tem só um efeito’. A pílula anticoncepcional exemplifica isso”.
“A medicina é direcionada para restaurar funções perdidas ou em situação difícil”, disse o Pe. Pacholczyk. “A pílula, quando usada para propósitos contraceptivos, não constitui medicina no devido sentido do termo; em vez disso, representa uma decisão por parte da comunidade médica de conspirar juntamente com os pacientes na busca de fins não médicos e agendas de estilos de vida moralmente problemáticos que ameaçam o casamento, a fidelidade e a castidade dos jovens”.
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Traduzido por Julio Severo: www.juliosevero.com
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