15 de agosto de 2011

Primeiro-ministro da Inglaterra cai em armadilha de suas próprias palavras


Primeiro-ministro da Inglaterra cai em armadilha de suas próprias palavras

Don Hank
No final de fevereiro, David Cameron realizou uma coletiva televisionada à imprensa relatando muitas sanções graves por parte de seu governo contra o governo de Kadafi, que é considerado ilegítimo por todas as nações europeias e pela OTAN com base no “uso da força militar contra seu próprio povo”.
O próprio Cameron disse num discurso televisionado:
“Não devemos tolerar este governo que usa a força militar contra seu próprio povo”.
Ele terminou seu discurso “heroico” dizendo para Kadafi:
“SAIA AGORA DO GOVERNO!”
Que grande guerreiro da liberdade é esse Cameron!
Na verdade, de acordo com as reportagens os rebeldes cometeram atrocidades e destruíram propriedades públicas na Líbia, coisas que todos os rebeldes fazem. Será que o governo de Kadafi deveria ficar sentado de braços cruzados e ficar assistindo enquanto o país é destruído?
Ao que tudo indica, os líderes europeus unanimemente pensam dessa forma.
Ocorreu a muitas cabeças pensativas na hora do discurso direto de Cameron que tal violência poderia ocorrer na Europa em algum momento.
Então, o que Cameron deveria fazer?
Como ele poderia defender seu próprio povo se ele aceitasse seu próprio conselho para Kadafi e o aplicasse para Inglaterra, não fazendo uso da força para deter a violência?
Pois bem, agora que os rebeldes estão fazendo para a Inglaterra apenas uma fração do que os rebeldes da Líbia estão fazendo lá, parece como se o governo de Cameron estivesse considerando fazer exatamente o que ele condenou Kadafi por fazer sob circunstâncias vastamente desesperadoras. Aliás, na Inglaterra não há nenhuma reportagem acerca das atrocidades generalizadas cometidas pelos rebeldes — apenas notícias sobre saques e incêndios.
Mas Cameron, desde que as turbas rebeldes tomaram as ruas, está parecendo tão duro como sempre:
“Ninguém deve ter nenhuma dúvida de que faremos tudo o que for necessário para restaurar a ordem para as ruas da Inglaterra e para torná-las seguras para os cidadãos que obedecem às leis”.
Tudo necessário? Quer dizer, do jeito que Kadafi fez na Líbia?
No final das contas, é isso mesmo.
De acordo com a BBC News:
“…Theresa May, ministra de Segurança Nacional, fez questão de incluir várias opções, inclusive o uso de canhões de água, apoio militar para a polícia ou toque de recolher”.
Por muitos anos, ativistas britânicos avisaram que Cameron — junto com todo mundo mais no governo — nada mais é do que um traidor, ou fantoche de um ilegítimo governo estrangeiro, isto é, da União Europeia, que foi fundada por um movimento dissimulado que começou na década de 1920 e nunca foi aprovado pelo povo europeu, só pelos seus “líderes”.
Apesar de que Cameron e a União Europeia descreveram o governo de Kadafi e o de Mubarak como ilegítimos simplesmente porque um grupo de barulhentos rebeldes se opunha a eles, o governo de Cameron e a União Europeia em grande parte são dignos da mesma descrição!
Um crescente número de cidadãos ingleses que estão sofrendo perda de seus direitos está ansiando o dia em que a Inglaterra voltar para o controle dos ingleses e os laços de sua nação com a autocrática UE sejam cortados para sempre.
O estado geral de ânimo na Inglaterra é que os rebeldes foram longe demais ao fazer violência na Inglaterra, e já está havendo rumores da população querendo agir com as próprias mãos se o governo de Cameron continuar a fazer discursos inúteis enquanto se recusa a demonstrar uma postura dura com os que fazem tumultos.
Contudo, David Cameron caiu na armadilha das duras palavras que ele usou contra Kadafi. Despachar tropas militares às ruas da Inglaterra faria com que os duros avisos de Cameron (e outros líderes ocidentais, inclusive Obama) ao líder líbio parecessem extremamente hipócritas. Por sua vez, a UE caiu em sua própria armadilha ao importar — contra a vontade de sua população — milhões de imigrantes estrangeiros que não são obrigados de forma alguma a se integrar, aceitar qualquer aspecto da cultura ou estilo de vida local, ou até mesmo de trabalhar para se sustentarem. O crime subiu em proporção ao número desses novos imigrantes.
Em vista da ineficaz resposta do governo, se ou não Cameron acabará empregando força militar para reprimir os tumultos — e talvez ele não terá nenhuma outra escolha — ele não precisa ficar surpreso se milhões de súditos ingleses lhe disserem:
Sr. Cameron, SAIA AGORA DO GOVERNO — e leve com você essa UE fedorenta!
Traduzido por: www.juliosevero.com
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4 comentários :

ronie disse...

É seu cameron e agora o que fara ?
pobre povo inglês, lembro de artigos falando da repulsa de cidadãos europeus em criar essa união essa união que como a ONU esta tomando a soberania dos países.
que Deus abençoe julio, secuide boa semana para você, não pare com o excelente trabalho estamos nessa

Ungern disse...

http://www.telegraph.co.uk/news/uknews/law-and-order/8693558/Immigrants-love-this-country-more-than-we-do.html

O autor do texto diz : "Por sua vez, a UE caiu em sua própria armadilha ao importar — contra a vontade de sua população — milhões de imigrantes estrangeiros que não são obrigados de forma alguma a se integrar, aceitar qualquer aspecto da cultura ou estilo de vida local, ou até mesmo de trabalhar para se sustentarem. O crime subiu em proporção ao número desses novos imigrantes."

Tem certeza de que o problema são os imigrantes mesmo ? (Claro afinal nós sabemos que os hooligans vieram da terra do nunca e não do UK, além disso as filmagens que temos de um garoto da malásia sendo roubado - depois de já estar com o maxilar deslocado - por um sujeito com biotipo bem britânico na verdade são falsas, provavelmente era um somali pintado de branco)

Julio Severo disse...

Ungern, sempre há exceções, que nunca são a regra. A mídia inglesa, que trata o islamismo como "religião de paz" está desconversando o fator dos imigrantes, especialmente islâmicos, na recente violência. Por mais que apanhem, vão dizer que seus agressores são gente de paz. É a própria espiral do derrotismo.

Roberto disse...

A intervenção da OTAN no líbano é uma intervenção em uma guerra civil de outro país. Esses líderes da Europa escolheram um lado pra apoiar e se meteram num conflito alheio. Que interesses há por trás disso?
Sera´que Kadafi representa algum perigo além do mostrado? Kadafi, além do ditador doente que é, seria ainda uma pedra no sapato de alguém?
Se Kadafi resistir às pressôes e arrastar mais essa guerra já será uma sucesso parcial pra ele.
Afinal, luta contra os rebeldes e a OTAN, nossa.
É difícil ficar torcendo por um tirano que também não deve valer nada, mas em vista da prepotência desses líderes europeus nesse conflito, seria bem vergonhoso Kadafi ficar de pé.