31 de agosto de 2011

Entrevista com Ricardo Marques: “Ser contra o PLC 122 não é homofobia”


Entrevista com Ricardo Marques: “Ser contra o PLC 122 não é homofobia”

No jornal O Estado em 06.06, por Bruno Pontes e por Rodolfo Oliveira
A verdadeira homofobia pode ser enfrentada, mas, se aprovado, o PLC 122, que torna crime qualquer crítica aos homossexuais, “cria uma casta intocável”. Repetindo o que têm dito diversos juristas no país, assim opina Ricardo Marques, psicanalista clínico, biólogo e membro da Igreja Batista Central de Fortaleza.
De autoria da ex-deputada petista Iara Bernardi, o PLC 122 condena à prisão quem praticar “qualquer tipo de ação violenta, constrangedora, intimidatória ou vexatória, de ordem moral, ética, filosófica ou psicológica” contra homossexuais. Aprovado em 2006 na Câmara, enfrenta resistência no Senado, onde foi arquivado ao fim da legislatura passada. A senadora petista Marta Suplicy, porém, conseguiu desarquivá-lo e trabalha para aprová-lo.
“É importante mostrar para a sociedade e para as próprias pessoas homossexuais que o posicionamento contrário a projetos como o PLC 122 não representa combate contra os homossexuais, que merecem respeito e consideração. O real problema gira em torno de políticas ideológicas impostas, injustas e persecutórias, que visam um estado de direito para um grupo em detrimento dos direitos fundamentais de todos os demais cidadãos”, diz Ricardo Marques.
O Estado: Para defender a aprovação do PCL 122 a militância gay tem usado estatísticas de homossexuais assassinados no Brasil como evidência de que o país está mergulhado em crimes de homofobia. Isso tem fundamento?
Ricardo Marques: Não sou especialista no assunto, mas tenho lido documentos de especialistas revelando que o governo não tem estatísticas oficiais sobre isso; os números usados para promover a idéia de uma “epidemia homofóbica” no país, a fim de justificar leis especiais de proteção aos homossexuais, têm sido produzidos por um grupo homossexual da Bahia. O movimento ativista LGBT, que nem sempre conta com a simpatia de todos os homossexuais, diz que foram assassinados cerca de 3.448 homossexuais nos últimos 20 anos, isso num país onde são registrados cerca de 50.000 homicídios por ano. Primeiro, não sabemos se o número produzido por eles é real, pois a fonte é suspeita; segundo, se estão corretos, não são representativos de um “holocausto homofóbico”, diante da multidão de assassinatos de todos os tipos de pessoas que ocorre aqui diariamente; terceiro, ainda que os números fossem representativos, a militância omite que grande parte desses 3.448 assassinatos de LGBT nos últimos 20 anos é cometida por outros homossexuais, em crimes passionais, ou pelas mesmas causas pelas quais são mortos heterossexuais, como latrocínio, brigas, drogas, etc.; grande parte dos homicídios de travestis dizem respeito a disputas por pontos de prostituição, problemas com drogas e tráfico, entre outros.
A própria estatística da militância revela que “gay morre dentro de casa e travesti morre na rua”, demonstrando que a maioria dos assassinatos de gays e lésbicas é crime passional, e dos travestis, relacionados aos fatores de risco da prostituição. Os militantes também informam que muitos dos assassinos são “profissionais do sexo”, indicando que as mortes não são por homofobia, mas pelas condições inerentes aos próprios relacionamentos conflituosos de parcela dos LGBT e ao envolvimento desta com práticas e ambientes de alto risco. São comparativamente poucos os casos de assassinatos por real homofobia, isto é, violência e ódio a homossexuais. Curiosamente, é tudo desconsiderado pela militância, com estranho apoio da Secretaria de Direitos Humanos, ao classificarem qualquer assassinato como crime de homofobia. A quem interessa manipular essas informações?
O Artigo 16º do PLC 122 prevê prisão e multa para quem praticar “qualquer tipo de ação violenta, constrangedora, intimidatória ou vexatória, de ordem moral, ética, filosófica ou psicológica” contra homossexuais. Que conseqüências negativas essa lei pode trazer?
O que significa “ação constrangedora”? Pode ser qualquer coisa. Todos sofremos algum tipo de constrangimento na vida e lidamos com isso com naturalidade, faz parte do viver em sociedade; e para constrangimentos graves já existe legislação em defesa de qualquer cidadão, independente de sua sexualidade. Mas sob o PLC 122 qualquer situação em que um homossexual se sinta constrangido será considerada crime. Um homossexual pode se dizer constrangido se um pastor ou um padre ler partes da Bíblia onde Deus diz que o ato homossexual é pecado; pode alegar constrangimento até se alguém simplesmente olhar para ele de forma que julgue ser “preconceituosa”. Quem dará a interpretação? Mesmo que um juiz tenha discernimento na aplicação da lei, o réu que for acusado levianamente já terá sofrido prejuízos irreversíveis antes de sair a sentença. Observe que o art. 16 começa falando de prisão e multa para quem praticar “ato de violência”, para em seguida pôr no mesmo nível da violência o constrangimento, o vexame e assim por diante. O texto é construído de modo a induzir as pessoas a fixar atenção no combate à violência – todos combatemos a violência – para, assim, se sentirem impelidas a apoiar toda a parte restante do PLC, que é injusta e intolerante.
Além do PLC 122, quais são as ações do governo federal em prol do movimento gay?
Além do PLC 122 e de leis estaduais e municipais, há o Plano Nacional de Promoção da Cidadania e Direitos Humanos de LGBT. Se implementado, tornaria o PLC 122 coisa de criança – exige a desconstrução da heteronormatividade, cotas para homossexuais, programa primeiro emprego para LGBT, reforma agrária para LGBT, “bolsa gay”, criação de polícia gay, etc. Há também o Plano Nacional dos Direitos Humanos-3 (PNDH-3), contendo diversos privilégios especiais para pessoas LGBT e igualmente intolerante e persecutório. A situação ficará de um jeito que o assédio sexual de uma mulher por um homem, no trabalho, continuará podendo ser punido; mas se o assediador for um homossexual, corre-se o risco de a coisa inverter-se e a vítima do assédio ser demitida ou o próprio empregador ser punido, entre outras aberrações. Já temos sabido de injustiças decorrentes do medo que as ameaças dos militantes têm causado, a exemplo de conhecidos que estão vendendo seu apartamento porque os novos vizinhos, gays, fazem orgias e farras com janelas abertas e muito barulho, e os inquilinos temem denunciá-los e serem acusados de homofobia. Se os vizinhos farristas e promíscuos fossem heterossexuais, como poderia ocorrer, a denúncia seria considerada normal.
A ação da militância gay busca o poder político?
Certamente. Não apenas o poder no sentido político-partidário e dos cargos de autoridade, a exemplo do Jean Willys (PSOL-RJ), ex-BBB e eleito deputado por ser um homossexual famoso, justo num país que eles dizem ser o mais homofóbico do mundo; mas um projeto de poder mais complexo, de moldar a sociedade e suas leis de forma a colocar a militância de um grupo específico de pessoas acima dos demais cidadãos, tornando-se uma casta intocável. Nada a ver com os homossexuais em si, muitos dos quais se sentem bem inseridos e aceitos na sociedade, e se contrapõem à agressiva e intolerante agenda do movimento ativista; eles reclamam que tal agenda tem acirrado desnecessariamente os ânimos, fazendo pessoas crerem erroneamente que todo gay ou lésbica é conivente com a censura, ameaça e perseguição de quem discorda da prática homossexual, mas tolera, respeita e até ama os homossexuais.
O Grupo Gay da Bahia queimou fotos do Papa em frente à Catedral da Sé, no Pelourinho, quando de sua visita ao Brasil em 2007. Será possível criticar um gesto desses com o PLC 122 em vigor?
O Código Penal diz que atos ofensivos à fé e até a objetos de culto religioso constitui-se em crime. Qualquer pessoa que queimasse a foto do líder máximo do catolicismo romano, a maior religião do Brasil em número de fiéis, poderia ter sido presa. Mas quem fez isso foram militantes homossexuais; aí, nesse caso, os católicos que agüentem. Ofensa só é crime quando é contra LGBT? É isso que heterossexuais e homossexuais deste país estão tentando mostrar: está-se criando um estado de exceção de direito que não deveria existir, e as bases apresentadas para esse estado são falaciosas e manipuladas. Enquanto militantes LGBT queimaram, impunes, a foto do papa em praça pública, gritando palavras de ordem contra a religião católica, em Campina Grande alguns evangélicos colocaram pacificamente outdoors com um versículo do livro de Gênesis: “E Deus fez o homem e a mulher e viu que isso era bom”. Imediatamente militantes LGBT protestaram, entrando com um processo na Justiça acusando os evangélicos de ato homofóbico e incitação ao ódio. Pasmem: a juíza mandou tirar os outdoors. Isso é democracia? É combate à intolerância? Não é. O fato é que a maioria dos homossexuais se tornou massa de manobra de uma ideologia política extremista. Um simples olhar na história e facilmente se vê que essas mesmas estratégias de manipulação foram usadas para legitimar todas as ditaduras: repete-se algumas mentiras até que se tornem verdades, depois legitima-se os interesses de um grupo específico através de leis aceitas e aprovadas pela desinformação e pelo engano, até que se instale um estado de controle social e patrulhamento em que o grupo dominador se posiciona acima dos demais cidadãos, inclusive perseguindo e prendendo quem for considerado inconveniente.
O senhor acha que o PL 122 será aprovado?
Não duvido. O lobby é muito forte, a manipulação e a desinformação são assustadoras. O PL estava arquivado e a Marta Suplicy (PT-SP), assim que eleita, conseguiu assinaturas para desarquivá-lo; para piorar, parte dos parlamentares contrários ao projeto está aceitando que ele vá adiante, desde que sejam alterados alguns itens. Nesse ponto, prefiro a linha do senador Magno Malta (PR-ES): o PL 122 tem de ser sepultado, pois o projeto como um todo é ruim. É importante mostrar para a sociedade e para as próprias pessoas homossexuais que o posicionamento contrário a projetos como o PLC 122 não representa combate contra os homossexuais, que merecem respeito e consideração. O real problema gira em torno de políticas ideológicas impostas, injustas e persecutórias, que visam um estado de direito para um grupo em detrimento dos direitos fundamentais de todos os demais cidadãos. Há juristas declarando não somente a inconstitucionalidade do PLC 122, mas também a injustiça que representa em um estado democrático. São taxativos: esse projeto mata todos os direitos fundamentais da Carta Magna. Rasga a Constituição e a coloca como mero objeto de enfeite.
Divulgação: www.juliosevero.com
PLC 122: propaganda, fantasia e farsa na promoção do homossexualismo

9 comentários :

Anônimo disse...

O movimento homossexual brasileiro vive dizendo que o Brasil é o “país mais homofóbico do mundo”. Bem, sendo assim, não existe, segundo este movimento, nenhum outro país que supere o Brasil em homofobia, certo? Então, porque não desafiar o movimento homossexual para que realize paradas gays em países menos homofóbicos do que o Brasil, como, por exemplo, o Irã e a Coreia do Norte? Pois, levando em conta que o Brasil, (que tem a maior parada gay do mundo), é o “país mais homofóbico do planeta”, segundo diz o próprio movimento homossexual, porque então no Irã e na Coreia do Norte não existe uma parada gay maior do que a daqui, ou melhor dizendo, porque nestes países nunca houve parada gay alguma? Seria apenas por má vontade, preguiça ou então por pura covardia dos “corajosos” gayzistas em fazê-la? Pois se estes vivem exigindo de ti, Júlio, a coragem de vir ao Brasil só para ser escorraçado ao bel prazer deles, deveriam, então, demostrar tal coragem fretando um avião com ativistas, descerem no Irã ou na Coreia do Norte, e Bradarem diante de Mahmoud Ahmadinejad ou de Kim Jong il: “viva a diversidade, ser gay é lindo!” Porém voltando ao mundo real, como bem disse o Conde Loppeux de la Villanueva em um artigo publicado neste blog : “Mas os covardes são sempre assim: são poderosos com os fracos e cachorrinhos de madame com os poderosos! “

Que Deus te abençoe e te guarde aonde você estiver, Júlio.
Assinado: Luis Matos

ronie disse...

O jurista esqueceu de dizer que a mídia também da uma mãozinha.
é o que parece alguns parlamentares tentando negociar, o porco do Crivela
nem conta esse sempre foi cãozinho do PT.não confio no magno ele é esquerdista e se quisesse mostrar firmeza contar as politicas gayzistas de seu partido, ele se desligaria dele.
o plc 122 não só vem para levar todos os cristãos que tiverem peito para resistir, e cristo no coração para guiar essa aberração, a cadeia mas também para manter os homossexuais nesse estado deplorável até que sejam condenados, a doutrinação nas escolas obrigatória tornando o filho de pais até cristãos homossexuais, também os levara a essa mesma condenação, a normalização da pedofilia acabando com a vida de crianças na sua inocência para serem condenadas também no futuro com traumas quando adultas, essa é a meta do governo e do diabo.
e se não fizermos nada agora vamos perder mais que uma geração nesse pais..

Anônimo disse...

Parabéns para o jornal o estado e zero para o povo...vejam os comentário 80% gayzistas...no ceará?Meu querido não me diga!Minha esposa que é Bacharel em Direito publicou um comentário e cade que eles publicaram?Nada!

Paulo César Cândido

http://www.opovo.com.br/app/opovo/fortaleza/2011/08/31/noticiafortalezajornal,2289840/justica-nega-pedido-de-registro-civil.shtml

Anônimo disse...

"""O real problema gira em torno de políticas ideológicas impostas, injustas e persecutórias, que visam um estado de direito para um grupo em detrimento dos direitos fundamentais de todos os demais cidadãos”, diz Ricardo Marques.""""

Julio ! Quando Lula vai a Cuba se encontrar com o Tirano Fidel Castro,a maioria do povo brasileiro não acha demais. Até apoia o ex-presidente. O povo critica mesmo é se ele encontrar com Bush.

Quando o ditador do Iran visita o Brasil e lula vai ao Iran se encontrar com Ahdimadejad.
Também o povão e até a elite,a classe culta apoia o ex-presidente.

Senti vergonha de ser brasileiro quando o ditador do Iran visitou o Brasil e só teve protesto no Rio(organizado por judeus) e em Brasilia. Admire ! Feito por estrangeiros.

http://www.youtube.com/watch?v=ydSGEy0dtZQ

Voltemos as palavras do senhor Riardo Marques acima, tá na cara que esse governo é seguidor de uma ideiologia totalitária.

E que busca um jeito de implantar uma ditadura no Brasil. Agora não dá para repetir os mesmos metódos do passado.
Por isto tiverão que apelar muito para" Criatividade".
E na sua criatividade em busca de implantar uma ditadura no país,virão uma ótima oportunidade no apoio a legitimação do homossexualísmo.
Essa Pl 122 é uma maneira que encontrarão para cercear a liberdade.
Dai com criatividade vão encontrando outras maneiras de cercear a liberdade.

O povo brasileiro é burro em não desconfiar do Pt e Lula quando tem por amigos Fidel,Chaves e Ahdimaneijad.
Um humorista israelense percebeu a má indôle de Lula . Fazendo uma paródia, onde critica que Lula por "não saber escolher seus amigos".

http://www.youtube.com/watch?v=ydSGEy0dtZQ


Se tivessemos a visão deste humorista israelense o Brasil não passaria a vergonha de ter a primeira "ditadura gay" do mundo.

Produto de maldita criatividade esquerdista.

José Porfírio disse...

O psicanalista falou em "polícia" gay, não foi?

Pois bem. O site pró-gayzismo UOL traz essa notícia hoje: POLICIAIS LGBT FORMAM REDE PARA LUTAR CONTRA A HOMOFOBIA NO BRASIL

http://cenag.uol.com.br/noticias_ler.php?id=NjQ0NA==

Neokoros disse...

..."O lobby é muito forte, a manipulação e a desinformação são assustadoras".

Sim, desinformação! E isto é o pior, num país que se diz tão evangélico!
Não é certo que todo cristão deveria saber quais os perigos que podem impedir a declaração de sua fé?

SR. Anônimo Luís Matos tem razão: cadê a parada gay do Irã e e outros países árabes?

SR. Ronie: Marcelo Crivella não é o cãozinho do PT. Ele é o cão-mor da Universal no Congresso. E um dos bons, já que não têm feito as besteiras que o ex- bispo Carlos Rodrigues fez quando teve seu quinhão de poder (sim, eu me lembro! Sempre lembrarei...)
Eles -universalmente falando- por mais poder, fazem qualquer coisa.

Tolher a liberdade de expressão cristã é o objetivo principal da PL 122.

Defender esta liberdade, -esclarecendo os fiéis a respeito dos perigos desta lei- deveria ser praxe de muitos pastores e rotina de cantores evangélicos (já pensou se eles falassem apenas por um minuto a respeito do assunto em seus shows?!?

Nosso lobby a favor de nossa fé também deveria ser forte, esclarecimentos na igreja a respeito da PL 122 deveria ser regra. Nosso poder de informação deveria ser assustador!
Pena que isto só aconteça meses antes das eleições, quando pastores vão aos púlpitos esclarecer, informar e orientar os fiéis a respeito dos candidatos apoiados por suas congregações!
Afff!!! Afff ao cubo!!!

Anônimo disse...

Sinceramente dá vontade de me mudar para Hungria.

Porfírio disse...

Anônimo, não mude não, precisamos de guerreiros aqui, para impedir que os degenerados ativistas gays com apoio de toda imprensa, partidos e judiciário destruam o Brasil.

Anônimo disse...

Uma certa Frente Nacional contra a Criminalização das Mulheres e pela Legalização do Aborto, encabeçada por feministas, se reuniu recentemente em Brasília-DF.

Contou com o apoio e participação entusiástica de Dilma Rousseff e grupos homossexuais.

Outros apoiadores e participantes foram: Marcha Mundial de Mulheres, Liga Brasileira de Lésbicas e União Nacional dos Estudantes (UNE), todos ONGs esquerdistas.

Aborto, homossexualismo, descriminalização das drogas e crime são bandeiras intrinsecamente aliadas que visam descristianizar a sociedade.