24 de junho de 2011

O texto preconceituoso de Gilberto Dimenstein contra os evangélicos

O texto preconceituoso de Gilberto Dimenstein contra os evangélicos

Reinaldo Azevedo
Gilberto Dimenstein, para manter a tradição — a seu modo, é um conservador, com sua mania de jamais surpreender — , resolveu dar mais uma contribuição notável ao equívoco ao escrever hoje na Folha Online sobre a Marcha para Jesus e sobre a parada gay. Segue seu texto em vermelho. Comento em azul.
São Paulo é mais gay ou evangélica?
Sem qualquer investimento voluntário na polissemia, é um texto tolo de cabo a rabo; do título à última linha. São Paulo nem é “mais gay” nem é “mais evangélica”. Fizesse tal consideração sentido, a cidade é “mais heterossexual” e “mais católica”, porque são essas as maiorias, embora não-militantes. Ora, se a diversidade é um dos aspectos positivos da cidade, como sustenta o articulista, é irrelevante saber se a cidade é “mais isso” ou “mais aquilo”, até porque não se trata de categorias excludentes. Se número servisse para determinar o “ser” da cidade — e Dimenstein recorre ao verbo “ser” —, IBGE e Datafolha mostram que os cristãos, no Brasil, ultrapassam os 90%.
Como considero a diversidade o ponto mais interessante da cidade de São Paulo, gosto da idéia de termos, tão próximas, as paradas gay e evangélica tomando as ruas pacificamente. Tão próximas no tempo e no espaço, elas têm diferenças brutais.
Nessas poucas linhas, o articulista quer afastar a suspeita de que seja preconceituoso. Está, vamos dizer assim, preparando o bote. Vamos ver.
Os gays não querem tirar o direito dos evangélicos (nem de ninguém) de serem respeitados. Já a parada evangélica não respeita os direitos dos gays (o que, vamos reconhecer, é um direito deles). Ou seja, quer uma sociedade com menos direitos e menos diversidade.
Está tudo errado! Pra começo de conversa, que história é essa de que “é um direito” dos evangélicos “não respeitar” os direitos dos gays? Isso é uma boçalidade! Nenhum evangélico reivindica o “direito” de “desrespeitar direitos” alheios. A frase é marota porque embute uma acusação, como se evangélicos reivindicassem o “direito” de desrespeitar os outros.
Agora vamos ver quem quer tirar o direito de quem. O tal PLC 122, por exemplo, pretende retirar dos evangélicos — ou, mais amplamente, dos cristãos — o direito de expressar o que  suas respectivas denominações religiosas pensam sobre a prática homossexual. Vale dizer: são os militantes gays (e não todos os gays), no que concerne aos cristãos, que “reivindicam uma sociedade com menos direitos e menos diversidade”. Quer dizer que a era da afirmação das identidades proibiria cristãos, ou evangélicos propriamente, de expressar a sua? Mas Dimenstein ainda não nos ofereceu o seu pior. Vem agora.
Os gays usam a alegria para falar e se manifestar. A parada evangélica tem um ranço um tanto raivoso, já que, em meio à sua pregação, faz ataques a diversos segmentos da sociedade. Nesse ano, um do seus focos foi o STF.
Milhões de evangélicos se reuniram ontem nas ruas e praças, e não se viu um só incidente. A manifestação me pareceu bastante alegre, porém decorosa. Para Dimenstein, no entanto, a “alegria”, nessa falsa polarização que ele criou entre gays e evangélicos, é monopólio dos primeiros. Os segundos seriam os monopolistas do “ranço um tanto raivoso”. Ele pretende evidenciar o que diz por meio da locução conjuntiva causal “já que”, tropeçando no estilo e no fato.  A marcha evangélica, diz, “faz ataques a diversos segmentos da sociedade” — neste ano, “o STF”. O democrata Gilberto Dimenstein acredita que protestar contra uma decisão da Justiça é prova de ranço e intolerância, entenderam? Os verdadeiros democratas sempre se contentam com a ordem legal como ela é. Sendo assim, por que os gays estariam, então, empenhados em mudá-la? No fim das contas, para o articulista, os gays são naturalmente progressistas, e tudo o que fizerem, pois, resulta em avanço; e os evangélicos são naturalmente reacionários, e tudo o que fizerem, pois, resulta em atraso. Que nome isso tem? PRECONCEITO!
Por trás da parada gay, não há esquemas políticos nem partidários.
Bem, chego a duvidar que Gilberto Dimenstein estivesse sóbrio quando escreveu essa coluna. Não há?
Na parada evangélica há uma relação que mistura religião com eleições, basta ver o número de políticos no desfile em posição de liderança.
Em qualquer país do mundo democrático, questões religiosas e morais se misturam ao debate eleitoral, e isso é parte do processo. Políticos também desfilam nas paradas gays, como todo mundo sabe.
Isso para não falar de muitos personagens que, se não têm contas a acertar com Deus, certamente têm com a Justiça dos mortais, acusados de fraudes financeiras.
Todos sabem que o PT é o grande incentivador dos movimentos gays. Como é notório, trata-se de um partido acima de qualquer suspeita, jamais envolvido em falcatruas, que pauta a sua atuação pelo mais rigoroso respeito às leis, aos bons costumes e à verdade.
Nada contra –muito pelo contrário– o direito dos evangélicos terem seu direito de se manifestarem. Mas prefiro a alegria dos gays que querem que todos sejam alegres. Inclusive os evangélicos.
Gilberto Dimenstein precisa estudar o emprego do infinitivo flexionado. A inculta e bela virou uma sepultura destroçada no trecho acima. Mas é pior o que ele diz do que a forma como diz. Que história é essa de “nada contra”? Sim, ele escreve um texto contra o direito de manifestação dos evangélicos. O fato de ele negar que o faça não muda a natureza do seu texto. Ora, vejam como os militantes gays são bonzinhos — querem que todos sejam alegres —, e os evangélicos são maus: pretendem tolher a livre manifestação do outro. SÓ QUE HÁ UMA DIFERENÇA QUE A ESTUPIDEZ DO TEXTO DE DIMENSTEIN NÃO CONSIDERA: SÃO OS MILITANTES GAYS QUE QUEREM MANDAR OS EVANGÉLICOS PARA A CADEIA, NÃO O CONTRÁRIO. São os movimentos gays que querem rasgar o Artigo 5º da Constituição, não os evangélicos.
Civilidade é a diversidade. São Paulo, portanto, é mais gay do que evangélica.
Hein??? A conclusão, obviamente, não faz o menor sentido nem decorre da argumentação. Aquele “portanto” dá a entender que o autor demonstrou uma tese. Bem, por que a conclusão de um texto sem sentido faria sentido? Termina tão burro e falacioso como começou.
Divulgação: www.juliosevero.com
Julio Severo fala de em Gilberto Dimenstein:
Um país de tiriricas?

10 comentários :

Anônimo disse...

Gostei muito desse texto de Reinaldo Azevedo.
Hoje pela manhã tive o desprazer de ler esse texto de Gilberto Dimenstein e fiquei indignado. Eu nunca havia lido um texto tão injusto que defendesse a ditadura gay e os pintasse como "anjos d alegria" e falasse dos evangélicos como "demônios raivosos".
E fiquei muito indignado quando eles ignoraram todo apoio político dos gays no texto. Fiquei triste ao pensar como as mentiras escritas nesse texto iriam se espalhar, e me sentir impotente e sem direito de resposta.
Pra não me prolongar muito no texto, queria agradecer a Deus por ter levantado Reinaldo Azevedo para escrever esse texto e Julio Severo por tê-lo divulgado. Eu sei que Deus, diante da minha impotência, ouviu meu clamor e levantou vocês para que pudéssemos responder a insanidade desse texto.
Um abraço e que Deus o abençoe

Jorge Victor disse...

Essa promoção da grande mídia ao homossexualismo, a meu ver começou mais ou menos no início dos anos 90, até então a mídia era até um tanto parcial no assunto mas pessoas contrárias ao homossexualismo podiam dar a sua opinião, mas aí começaram a divulgar em massa certas músicas e danças apelativas ( dança da garrafa, é o tchan ,etc), para aumentar a pontuação no IBOPE, passaram a envolcer até mesmo crianças nessas danças apelativas , só que vieram muitas críticas, inclusive que os meios de comunicação estavam promovendo a pedofilia, diantes ds críticas os profissionais da mídia passaram a defender sua programação apelativa com crianças dizendo que não a nada de errado nisto e que não faz mal nenhum para as crianças, foi a partir daí que eu passei a ver a mídia como não só grande defesora do homossexualismo mas também da prostituição , do adultério, a promisciudade em geral, já a mídia como grande defensora do aborto coincidiu com entrada do governo pró aborto do Presidente Lula.

Anônimo disse...

O problema do relativismo, que esse povo esquerdista adora invocar, é que por exigir ignorar a lógica, acaba atrofiando a razão.

Nem ao menos parece ter sentido.Só apela mesmo para uma dicotomia idiotizada.

Silvio Ricado disse...

Olha, se eu que não sou evangélico fiquei puto da vida com o texto deste vagabundo de quinta categoria que atende pelo nome de Gilberto Dimenstein, imagino só vocês!

Com a licença dos termos, Julio, mas que PORRA é essa de "Mas prefiro a alegria dos gays que querem que todos sejam alegres"?

Se existe um movimento político mais CANALHA, MENTIROSO, FRAUDULENTO na face da terra, é o movimento gay, que deseja mandar TODO MUNDO PRA CADEIA!!!!

Esse Dimenstein é um cretino!

SILVIO RICARDO disse...

O UOL mente quando divulga que a manifestação do dia 1º DE JUNHO em Brasilia, contra o PLC 122, teve um público de apenas... 15 mil pessoas.

"...as bancadas religiosas apoiaram uma manifestação em Brasília, no dia 1º de junho, contra o projeto de lei que criminaliza a homofobia. O evento reuniu cerca de 15 mil pessoas, segundo a Polícia Militar".

http://noticias.uol.com.br/cotidiano/2011/06/25/conflito-no-senado-atrapalha-tramitacao-de-projeto-contra-homofobia-no-congresso.jhtm

ana maria zaiden disse...

Para aqueles que não aceitam Jesus Cristo como Deus Verdadeiro e a Bíblia como Palavra Viva de Deus, tudo o mais que se refere à religião é tristeza, fanatismo, exagero, raiva, homofobia etc e tal, e por aí vai.
A inversão de valores já prega que religião faz mal e tudo o mais que é contrário à religião é que é motivo de alegria e vida.
Devemos elevar nossas orações aos céus e, com o mesmo clamor de Noé, suplicar a Misericórdia Divina para todos que não compreenderam o que Cristo veio pregar e sua Mensagem ao Morrer na Cruz para a nossa salvação. Já vivemos a "Grande Tribulação" que nos preparará para a Segunda Vinda de Jesus Cristo. Os verdadeiros Cristãos nunca aceitarão o homossexualismo, a adoção de crianças por homossexuais,a destruição paulatina das famílias, do sacramento do matrimônio...
Devemos aumentar ainda mais as nossas orações, pois quem pensa que rezamos muito está muito enganado. Nós rezamos muito pouco. O mundo precisa de muita ORAÇÃO.
Ana Maria Zaiden

Sérgio Coscarelli disse...

Li esse artigo, e fiquei pensando como a Folha permite que seja escrito um artigo tão mal feito, preconceituoso e mentiroso!!!! Mas para uma midia louca, sedenta de prostituição e homossexulismo qualquer artigo mixuruca que atenda seus desejos e colocado sem nenhuma análise.

Anônimo disse...

Julio, quando li o artigo fiquei indignada. Mas, me diga: Cabe direito de resposta? Os evangélicos forma ofendidos, e temos que aceitar isto?
eu já achava o Dimenstein limitado, agora ele ratificou a burrice e o preconceito. Não aguento mais a midia tratando mal os evangélicos e nenhum processo contra ela movido. Se os gayzistas fazem isto, pq não podemos?

Anônimo disse...

Nada contra —muito pelo contrário— o direito dos evangélicos terem seu direito de se manifestarem.

O problema não é só a flexão do infinitivo, qualquer um que construa uma frase com “o direito de ter o dirieto de se manifestar” merece a guilhotina.

Anônimo disse...

Todos podem e devm se manifestar (eu também). Nao sou gay, nem evangelica. Tenho pena que nao haja manifestaçoes contra os corruptos, com cartazes com nomes, fotos e os crimes cometidos! Ai sim, gostaria de ver multidoes, por todo o nosso querido Pais, engajadas lutando pelo maior mal que nos aflige!