23 de junho de 2011

O Supremo Tribunal de exceção petista

O Supremo Tribunal de exceção petista

Leonardo Bruno
O senador Demóstenes Torres, do DEM de Goiás, deu uma entrevista a Revista Veja, datada de 05 de junho de 2011, onde revela certa lucidez em alguns pontos de vista. Reconhece a carência da oposição, o viés autoritário do governo petista e a covardia dos partidos conservadores em se assumirem como tais, temerosos com a popularidade fabricada pelo governo Lula. No entanto, percebo nele uma deficiência de perspectiva. Aliás, é o mal dos políticos, mesmo os cheios de boas intenções. Demóstenes, como muitos políticos de oposição, carece de uma visão de conjunto da realidade política. Ainda que estivesse correto em relação às falhas da oposição e a tentativa de aparelhamento do Estado, ele ainda não percebe que as intenções do governo são muito mais ambiciosas do que mero aparelhamento do Estado, disputa de cargos públicos ou inchaço governamental.
Seria difícil convencer a um político experiente, acostumado aos bastidores do Congresso Nacional, de que há grupos políticos muito mais pretensiosos na modificação radical da sociedade civil e política. Muitas vezes os políticos, acostumados às visões práticas do cotidiano, não percebem que há projetos mirabolantes de poder que vão muito mais além de suas próprias ambições. Projetos que são elaborados bem além das assessorias ou sedes de partidos democráticos, através de grupos militantes de cunho radical e muitas vezes secreto. No silencioso laboratório dos engenheiros sociais e no lado oculto de grupos revolucionários e subversivos, formam-se as idéias de sujeição da sociedade civil e estabelecimento de um sistema político destruidor das liberdades.
Será que alguém, incluso o senador, se pergunta de onde surgem todas as agendas totalitárias e politicamente corretas que hoje idiotizam o país? Por onde saem os projetos esquerdistas de controle estatal cada vez maior da economia, da cultura, do pensamento e da sociedade política? É ingênuo achar que os petistas são arautos da velha corrupção que é lugar-comum do país. O PT, fundamentalmente, não quer apenas cargos públicos. Não quer apenas inchar uma burocracia. Não quer apenas dinheiro público. Fundamentalmente, o PT quer o poder absoluto e ilimitado. Quer, em suma, implantar o totalitarismo no país. É muito mais abrangente: o projeto totalitário tomará conta não só do Brasil, como de toda a América Latina.
Essa percepção só é válida se alguém obsevar o todo, o conjunto, a trajetória do PT na ideologia e nos esquemas de poder que construiu durante mais de 30 anos de vida política. E isso implica um estudo de campo, observando quais são as idéias, as alianças, os tipos humanos e os métodos de se fazer política desse partido. E ao que se revela, ninguém aprendeu muito com o que ocorre no país atualmente. Com a exceção de algumas opiniões isoladas na internet, nos jornais e revistas, as políticas petistas passam incólumes para a opinião pública, demasiado tola ou cúmplice para entender por qual caminho o país está sendo levado. O príncipe Dom Bertrand de Orleáns e Bragança, em uma feliz reportagem, disse que o Brasil está sendo levado aonde não quer. Nisto ele tem razão. O problema é que o grosso do país ainda insiste em ignorar para onde está sendo levado. Não consegue ver. Ou se nega ver.
Neste ínterim, o senador Demóstenes, reconhecendo, ainda que fragmentariamente, essa expansão do Estado-partido na vida civil, toca no assunto em voga, que é a atuação do STF. Na entrevista à Revista Veja, ele diz que só nos resta confiar no Supremo do país, na carência de confiança no resto. E neste ponto, mais uma vez aqui ele se equivoca. As altas instâncias do STF já estão dominadas. Basta ver quem está na lista dos ministros indicados pelo governo, para perceber que um escritório de advocacia do PT e o STF é a mesma coisa. Resta saber quem poderemos confiar além do STF. Talvez só Deus no reste. No entanto, o STF brinca de Deus, tal como o governo federal.
A alegação do ilustre senador, muito antes de denotar confiabilidade, é a comprovação do mais espantoso fracasso da democracia brasileira. Se o povo não pode confiar no Congresso, no executivo e apela ao judiciário, é sinal de que as coisas vão de mal a pior. E mais, nem no judiciário há de confiar, conforme se revelam os fatos óbvios. O STF, junto com o governo federal, é uma das maiores ameaças à democracia atual.
Exemplos não faltam. A desastrosa decisão do STF sobre os destinos da região de Raposa Serra do Sol, arruinando a vida de milhares de agricultores de Roraima e expulsando-os para as favelas da capital, Boa Vista, além da entrega de uma parte da nossa soberania nacional às ONG's indigenistas, já era motivo de sobra para defenestrar todo esse corpo de ministros despreparados. A decisão do STF foi literalmente criminosa, delinquente, porque foi realizada ao arrepio da segurança jurídica e embasada num relatório fraudulento de antropólogos vigaristas da FUNAI. Ninguém vai pagar o enorme preço em prejuízos dos agricultores jogados na mais extrema miséria, nem a ruína de uma parte significativa da economia de um estado da federação. Ao contrário, quem pagará é o cidadão brasileiro que perdeu suas terras e o direito de viver em qualquer parte do território nacional, como elemento principal de uma nação soberana. A Constituição foi rasgada no seu elemento basilar, que é o da legitimação do poder do Estado brasileiro e de seus cidadãos sobre seu chão que é por direito. Sob o beneplácito dos ministros do Supremo, o Conselho Indigenista Missionário e a Fundação Ford mandam e desmandam no território nacional. E a polícia federal serviu para expulsar os nacionais de suas terras, como se fossem bandoleiros e invasores de seu próprio território! Se o STF gerou um precedente jurídico, foi o da negação da soberania nacional e dos direitos elementares dos brasileiros sobre seu próprio país. A população foi expulsa e suas propriedades roubadas! E o Estado se tornou um inimigo de seus cidadãos!
Todavia, essa atitude ignominiosa não se limita a isso. A legitimação da união estável de homossexuais, mais uma vez, não poupou a Constituição Federal. O Supremo, ao agir como poder constituinte e invadindo a esfera legislativa do Congresso Nacional, modificou radicalmente um dispositivo constitucional, a revelia de toda uma legislação constituída, que afirmava justamente o contrário.
Neste aspecto, a canalhice não teve fim. Os militantes do movimento gay e seus sequazes juristas defendiam a reformulação do Supremo embasada na ideia de que o Congresso Nacional e o próprio povo responsáveis pela consecução das leis não seriam partes interessadas na mudança da legislação em favor das minorias. Como a maioria do povo é "ignorante", "preconceituosa" e "cristã", deve-se ignorá-la solenemente em nome de grupos e idéias "progressistas".
Em outras palavras, basta que um grupo minoritariamente organizado, mas com milhões de dólares injetados por fundações estrangeiras e pelo próprio governo federal, além de possuir forte influência midiática e política, tenha o poder de pressionar o judiciário para que ele se torne o poder legislativo por excelência, acima dos valores e dos interesses das instituições democráticas legalmente competentes para tal fim. As ONG's já estão dando o recado, junto com o STF: o legislativo e a opinião do povo não interessam. Não são competentes para legislar. Quem faz isso é uma minoria escusa, que despreza a vontade popular, junto com juízes presunçosos, que se acham acima de todos os poderes constituídos da república. Salvo, é claro, quando essa vontade popular se torna a vontade do partido-Estado petista. O ódio à democracia está mais explícito do que nunca. É espantoso que escutemos isso da boca de juristas, advogados e juízes, pretensos ativistas sociais "democráticos", essa pecha de que são mais iluminados do que o povo. Naturalmente essa camarilha esquerdista tem um conceito muito particular de "democracia".
O STF já se tornou lendário em colecionar outras pérolas. Foi por intermédio dessa corja suprema é que se permitiu a permanência do assassino foragido da justiça italiana Cesare Batistti. Se o STF destrói a soberania e rasga a Constituição para defender a agendinha gay, por outro lado, permite a criação de atritos diplomáticos com outros países, tal como a democracia da Itália. No geral, o STF colabora, junto com o PT, na transformação do Brasil num covil de terroristas e bandidos de outros países. É, no mínimo, paradoxal. O STF julga o caso e permite a extradição do delinquente. No entanto, criando um precedente incomum, recusa-se a direcionar o caso e passa o direito de decisão ao ex-presidente Lula, criatura interessada no imbróglio, já que o próprio era um adulador desse tipinho terrorista de esquerda. Lembremos da ficha suja de Tarso Genro, o ex-ministro da justiça que usou da força arbitrária da Polícia Federal para expulsar atletas cubanos que fugiam da tirania de Fidel Castro ou para expulsar os arrozeiros de Raposa Serra do Sol, em Roraima. Pois bem: o ex-ministro e atual governador do Rio Grande do Sul deu status de asilo político ao bandido italiano, criando uma situação constrangedora para o STF. E renegando sua decisão anterior, o Supremo simplesmente voltou atrás, soltando Batistti e agindo como uma espécie de lacaio dos petistas.
Estranha desproporção: o governo que dá asilo político a criminosos e expulsa homens de bem de suas terras é o mesmo que deporta inocentes, a pedido de uma ditadura assassina. Tudo sob a vista grossa dos ministros do STF, supostamente a "guardiã" da Constituição. E ainda tem gente que afirma que o Brasil agiu "soberanamente" ao defender um meliante de extrema-esquerda. O Brasil só consegue ser "soberano" para defender picaretas e criminosos. Claro que isso não conta quando a relação é o cidadão comum. Estes podem ser humilhados por ONG's, por republiquetas latino-americanas e até pelo próprio governo federal, cúmplice desses cretinos.
E a última trapalhada do Supremo: permitir a tal "Marcha da Maconha". Apologia ao crime tem irrestrito apoio dos ministros. Tudo em nome da "liberdade de expressão". A legislação penal, naturalmente, não vale. Pode-se fazer apologia das drogas à vontade, difundi-las, apregoar seu consumo desenfreado, para a destruição da juventude e da família brasileira. A recíproca não é verdadeira com os cristãos desta nação, que agora, através da legislação "anti-homofobia", podem ir pra cadeia. Falar mal de homossexuais ou defender a religião também não vale. O que vale mesmo é pregar todo tipo de perversão, antinomia, inversão de valores, com a obrigação dos homens sérios de ficarem calados. Tal é o estado de suprema paranóia da magistratura!
Ayres Britto, dublê de poeta e juiz do STF, acha que é injusto "crucificar o Supremo". O arauto do "plus sexual" não tem senso das proporções e do ridículo. Quem está sendo crucificada com essa turminha magistrada de suprema imbecilidade é a Constituição, a legislação, a segurança jurídica, a democracia e a dignidade do país!
Pobre desta nação. Se um senador conservador acha que podemos apelar ao Supremo, pela falta de confiabilidade do resto, nem o Supremo nos salva! É, talvez, o pior dos poderes a quem confiar, já que é uma instituição visivelmente aparelhada e que atualmente se coloca acima da Constituição. A não ser que o Sr. Demóstenes confie no escritório de advocacia do PT, transmutado em toga! Na verdade, o STF está próximo de um tribunal de exceção, de um comitê revolucionário, sendo governado sob as ordens de um partido comunista. Neste ponto, a Constituição é apenas um papel sem valor, dentro da ideologia do Partido-Estado e das agendinhas de ONG's e "movimentos sociais" controlados pelo petismo. Só no resta mesmo Deus e a boa ação dos homens de boa vontade para confiar. E estes são cada vez mais escassos!
Divulgação: www.juliosevero.com
Deuses insolentes

7 comentários :

Jose Guilherme Schossland disse...

O articulista só esqueceu de dizer que tudo isso se faz sob a égide da Mãe da Impunidade(sociedades secretas) e de sua co irmã a Meretriz do Apocalipse(denominações religiosas), as quais infiltradas serão deixadas pouco a pouco, desoladas e nuas. Sendo um projeto "estatutário" universal, o que podem fazer seus arregimentados membros senão "alçados e cegamente" obedecer?

assuero disse...

julio,vc traz uma abordagem muito preocupante da atual conjuntura nacional. não podemos ficar apenas no observatorio, nós cidadões de bem precisamos fezer algo.setores da imprensa está na mesma linha de comprometimento.paresse que só temos do nosso lado as redes socias, salvo engano.

Anônimo disse...

É necessário organizar e fomentar grupos de luta anti-ditadura.Formemos esses grupos, organizemos estratégias e atuemos.Esses grupos devem ser divulgados e angariar mais gente para participar deles.

Talvez seja hora de usar estratégias do povo ""políticamente correto"", e confundí-los e desarticulá-los antes que eles nos confunda e desarticulem-nos.

Se uma comunidade ou blog fala a favor do homossexualismo e (implicitamente) contra religiões, aponte os momentos em que homossexuais( e não o homossexualismo) tenham sido ajudados pela religião

Aponte que nem todos os homossexuais concordam com o movimento gayzista.

Criemos ongs que sejam de ajuda as famílias e pelas famílias

confundamo-os antes que nos confunda.

Deixo pra voces um texto de inspiração:

http://criticacomportamental.blogspot.com/2010/09/arte-comportamental.html

Anônimo disse...

Irmão julio eu já tinha dito em um comentario numa rede social e vou repetir aqui o que eu disse.aqui no Brasil e outras nações tem que haver os mosqueteiros da ficção cinemataográfica,quero dizer uma agencia Policial ou guardiões secretos da constituição Federal apolítica,imparcial,sem partidos,sem esquerdistas e nem direitistas,incorruptiveis para proteger a constituição Federal de abusos do poder executivo e do judiciario e se for possível até do legislativo.

cometeu abusos contra a constituição Federal estas policias apoliticas,sem partidos,sem esquerda e nem direita poderia prende-los e colocar ordem na pátria a hora que quissessem,mas como não existem defensores imparciais e incorruptiveis da constituição, os poderes constituidos montam em cima da carta magna em vez da carta governa-los. ja que o judiciario se transviou,e a policia federal não está nem aí para que acontece aos que desobedecem a constituição. triste mas não podemos fazer nada a não ser denunciar as falcatruas inconstitucionais legalizadas ,estamos vendo de longe a ditadura em ascensão no Brasil.

sou a favor de uma policia a serviço da constituição federal,sem ser submissas aos poderes constituidos da pátria,como é o poder judiciario onde seus Juizes são indicados pelo presidente da republica, e a policia Federal controlado pelo ministerio da Justiça que por sua vez o ministro do ministerio é indicado pelo presidente,talvez do mesmo partido do presidente da república. se for do mesmo partido do presidente da república terá prevílégios e abafas,porque Juizes que querem permanecer no poder continuarão passando mão na cabeça do presidente que está e estará no poder e do partido eleito,em vez de lealdade a pátria é leal a quem se está no poder,sem enxergar os abusos por parte deles. triste mas nosso país está caminhando em sentido contrario.

Laudemar

Anônimo disse...

O artigo de Leonardo Bruno é de uma clareza ímpar. Não somente a grande maioria dos congressistas como da população, não sabem nada do que está sendo arquitetado pelo Politburo PTralha. A ideologia desse partido político, defendida há décadas, está sendo implantada à sorrelfa e em outras ocasiões às claras no país.
Fosse até mesmo numa Somália, já teria tido grandes reações políticas e de populares.
A grande maioria dos brasileiros estão mostrando que heroísmo e moral são apenas letras no hino nacional.
O Brasil é o lixo ocidental!

Jose Guilherme Schossland disse...

Caro Julio, que justiça poderá advir ou poderemos esperar de tão notória obscuridade?
a) ftp://ftp.stj.gov.br/fotos/Fotos%20do%20dia/Junho%202011/13-06-11%20Posse/LAR_9454.JPG
b) http://www.youtube.com/watch?v=z8cUQivMuOw
c) http://www.youtube.com/watch?v=D6G-TW7JjLQ
d) http://www.espada.eti.br/n2293.asp e) http://www.espada.eti.br/n1898.asp

PS. No mais, é ler e ver tudo e reter o que é bom.

"LABAREDAS DE FOGO" disse...

Esses “projetos mirabolantes” tem uma fonte comum, e já não são mais secretos, nem silenciosos; esse “polvo” com seus tentáculos tem mostrado sua cara. Penetra em toda a ordem mundial à subvertendo e transformando-a aos seus modos. A muito pouco de liberdade na prática cotidiana para ser destruído.

O PT já tem o poder absoluto e ilimitado. O totalitarismo já é praticado a muitos anos e já tomou a América Latina. O que se está sendo implementado é a perpetuação dessa nova ordem. A trajetória do PT é uma repetição do que vem sendo implantado em diversas nações à quase um século (em outra perspectiva: milhares de anos. Veja Ninrode.) Não estou falando somente da Rússia e seus satélites, falo de outras, até do próprio EUA. Muitos dirão que isso é um paradoxo! De certa forma, é mesmo um paradoxo essa realidade!

É claro que esse país se nega a ver. E falo dos que têm alguma condição de enxergar a verdade verdadeira. Me desculpem o acidente na escrita, não tenho como evitá-lo; assim fica mais fácil e economiza muitos parágrafos.

Quando, na década passada, nos EUA o Superior Tribunal legislou em algumas ocasiões, atropelando o Congresso americano, ficou apontado qual o caminho mais curto a ser seguido pelas “democracias” semelhantes. Coincidência? Deus não é uma opção que nos resta. Jesus Cristo nosso Deus, conforme profetizado na Bíblia, (veja na Bíblia como esse quadro do Mundo ficará mil vezes pior), virá “julgar as nações”; Ele é a única opção! Não só para o Brasil, mas para todo o Mundo.