14 de junho de 2011

Nenhuma rendição na defesa do casamento verdadeiro

Nenhuma rendição na defesa do casamento verdadeiro

13 de junho de 2011 (Breakpoint.org/Notícias Pró-Família) — Os promotores do tão chamado “casamento” de mesmo sexo muitas vezes argumentam que o casamento de mesmo sexo é inevitável e que legalizar essas uniões, não importa por qual meio, representa a colocação em lei da opinião popular.
Digo “não importa por qual meio” por causa da verdade inconveniente de que toda vez que a questão foi colocada para votação, o tão chamado “casamento” de mesmo sexo perdeu. Até agora 31 estados dos Estados Unidos votaram em favor do casamento tradicional. O argumento da inevitabilidade tem a real pretensão de dar aos juízes, inclusive o Supremo Tribunal, a desculpa de impor por decreto o que os eleitores rejeitaram explicitamente.
Com essa finalidade, podemos esperar que os promotores do “casamento” gay façam propaganda exagerada de qualquer evidência, por mais fajuta que seja, de que as pessoas se resignaram ao “inevitável”.
Pelo jeito, aconteceu exatamente isso algumas semanas atrás com meu bom amigo Jim Daly da organização evangélica Focus on the Family. Ele foi entrevistado pela revista World, e em determinado momento perguntaram para Daly acerca do “casamento” e a igreja. Ele contrastou o sucesso do movimento pró-vida entre os jovens com a falta de sucesso que os defensores do casamento tradicional têm tido com os jovens. Ele disse: “Provavelmente, perdemos nisso”.
A resposta dos promotores do “casamento” de mesmo sexo foi rápida: a revista [esquerdista] Salon proclamou “Presidente de Focus on the Family basicamente desiste da luta contra o casamento gay”. O site de notícias [esquerdista] Daily Kos anunciou que “a organização promotora de ódio Focus on the Family confessa derrota na luta contra o casamento gay”. A interpretação da revista [feminista] Mother Jones foi que Daly “parece ter levantado a bandeira branca”.
Ele não fez nada disso. Ele estava simplesmente reconhecendo que seria muito difícil mudar a mente dos americanos mais jovens nessa questão. Mas a última vez que vi, os jovens na faixa etária dos 20 anos — que estão longe de serem monolíticos nessa questão — não eram a maioria dos americanos.
Essa atitude de superioridade e invencibilidade também ignorou o que Daly disse em seguida: Ele reconheceu que os cristãos fizeram uma manutenção tão medíocre do casamento que atrapalhou nossos esforços para defendê-lo. E ele disse: “Temos de olhar para os nossos próprios lares, nos certificar de que nossos casamentos sejam saudáveis, de que estamos dando um bom testemunho ao mundo. Então poderemos continuar o trabalho de defender o casamento do melhor modo que pudermos”.
Exatamente. Não dá para negligenciarmos nossos casamentos e defendermos o casamento na sociedade. Temos de defendê-lo entre nós e na sociedade.
O mesmo artigo da revista Mother Jones que invocou a linguagem de “bandeira branca” comentou que os eleitores expulsaram três juízes que impuseram o casamento de mesmo sexo em Iowa e que essa questão aparecerá como plebiscito na eleição de 2012. Portanto, ninguém está capitulando nessa questão. Aliás, as únicas “bandeiras brancas” estão na imaginação daqueles que querem convencer o Supremo Tribunal a legalizar o “casamento” de mesmo sexo.
Por isso, precisamos deixar bem claro, com vozes altas — tão altas que até o Supremo Tribunal posso ouvir —, que todos nós não estamos levantando nenhuma bandeira branca na questão do casamento. Aliás, não podemos fazer isso! Não podemos trair a verdade do pacto da criação em Gênesis 2, onde Deus uniu homem e mulher como uma só carne.
O que é igualmente importante, conforme disse Daly, é que aqueles que estão lutando pela defesa da família tradicional precisam dar um bom exemplo. Se não honramos a santidade do casamento, nossos vizinhos descrentes também não o honrarão.
Então, o que é que podemos fazer? Primeiro, assine a Declaração de Manhattan em defesa do casamento. Segundo, envolva-se no fortalecimento dos casamentos em sua própria igreja. Terceiro, escreva uma carta ao editor do seu jornal local. Quando escrever, comunique-se comigo. Quarto, apoie organizações que defendem o casamento.
Lembre-se: no que se refere à preservação do casamento entre um homem e uma mulher, eu, por exemplo, que já fui fuzileiro naval, espero que você nunca levante a bandeira branca.
Publicado com a permissão de Breakpoint.org
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Traduzido por Julio Severo: www.juliosevero.com
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Um comentário :

Anônimo disse...

Julio, veja a decisão que o senador Malta poderá tomar e que em nada ajuda no combate ao gayzismo:

http://www.magnomalta.com/site/index.php?option=com_content&task=view&id=2152&Itemid=1

Cristo sabia de sua missão na terra e a levou até o fim.
Esse tipo de luta não tem fim nem trégua, a não ser que exista outros interesses na aprovação dessa lei, que nós pobres mortais não sabemos.