5 de maio de 2011

Zoológicos humanos

Zoológicos humanos

Bichos de estimação da antropologia estatal ou almas eternas?

Julio Severo
No final do século XIX, a moda em alguns lugares da Europa era ter, nos zoológicos, um espaço para a amostragem de uma exótica espécie: os índios.
Com o progresso da antropologia, os espaços indígenas dos zoológicos foram abolidos, para dar lugar aos zoológicos humanos em seu próprio habitat. Esqueça a antropologia guiada pelos princípios racistas e eugênicos do nazismo. A antropologia moderna avançou muito mais, distanciando-se de alguns elementos do extremismo estatal nazista (que significa nacional socialista), mas abraçando o extremismo estatal socialista, tão anticristão quanto o nazista.
O que muitos chamam hoje de cultura indígena é nada mais do que cultura estatista, ou cultura tutelada pelo Estado, onde os índios, por determinação dos governantes e dos caprichos de suas leis, enfrentam grandes dificuldades para ter acesso ao Evangelho de Jesus Cristo, mas têm enorme facilidade de acesso aos métodos de controle da natalidade e vacinações, imponentes símbolos modernos da intrusão estatal na vida das pessoas.
A cultura indígena, que o Estado e os antropólogos usam convenientemente para criar entraves para a pregação do Evangelho, se desmorona diante da imposição da ideologia do controle da natalidade e vacinas. Através de uma engenhosa intervenção estatal, as empresas farmacêuticas e sua ideologia de ganancia têm uma liberdade de penetração em tribos indígenas que nenhum missionário cristão ousaria sonhar.
A lógica ilógica do Estado e antropólogos que usam a cultura indígena como cortina de ferro burocrática para proteger os índios da “cultura” do Evangelho é: não se pode contaminar os costumes indígenas, mesmo suas práticas de feitiçaria e paganismo recheadas de assassinatos de bebês e crianças.
Contudo, a invasão farmacêutica nas tribos não é considerada contaminação. O Cristianismo é visto como prejudicial, enquanto a vacina da gripe suína é considerada questão crucial de saúde. Onde fica agora todo aquele falatório de que os medicamentos da natureza são suficientes para os índios? Mesmo que isso fosse verdade, é preciso reconhecer que injeções anticoncepcionais não curam doenças. Impedem um órgão saudável de funcionar normalmente. Isso é atentado contra a natureza, especialmente considerando que em grande parte as vacinas contraceptivas provocam microaborto.
A indústria farmacêutica, com proteção e favorecimento estatal, tem caminho livre para invadir tribos com seus produtos que provocam microaborto, que provocam morte.
Os “missionários” estatais — os médicos e agentes de saúde encarregados de levar as santas vacinas farmacêuticas e os sagrados métodos farmacêuticos de controle da natalidade — têm liberdade de entrar nas tribos para “cuidar” dos índios.
Entretanto, os missionários cristãos não têm a mesma liberdade quando querem levar aos índios o maior produto do Reino de Deus: o Evangelho, que salva vidas. Salva literalmente. Tribos indígenas sacrificam, a mando dos feiticeiros, crianças deficientes ou consideradas objetos de azar. O governo não intervém, e obstrui toda tentativa de intervenção, com o pretexto de preservar a “cultura indígena”, combatendo por todos os meios as pessoas — que em grande parte são cristãs preocupadas e amantes da vida — que tentam denunciar a eugenia indígena apoiada pelo Estado e seu exército de antropólogos.
Um vídeo divulgado por mim, “Crianças indígenas enterradas vivas”, foi sem nenhuma explicação removido do YouTube depois de alcançar 180.295 visualizações! Eu já vinha recebendo mensagens de fãs da antropologia politicamente correta, insatisfeitos com minha divulgação do filme “Hakani” e se queixando de que a “cultura” indígena (assassinato de crianças indígenas) não deveria ser violada.
Para o governo e seu exército de antropólogos, a “cultura indígena” é mais importante do que um vídeo denunciando inocentes crianças indígenas assassinadas, mas não é mais importante do que as drogas farmacêuticas que o governo introduz nas tribos. Não é também mais importante do que a malfadada vacina contra a gripe suína. As empresas farmacêuticas, não tendo conseguido convencer a população dos Estados Unidos, Inglaterra e outros países desenvolvidos a engolir a epidemia fantasma de gripe suína, conseguem convencer o governo brasileiro a impor a vacinação não só na população brasileira, mas também nas tribos, que não podem ser “violadas” pelo Evangelho.
As tribos, tratadas como zoológicos humanos por antropólogos atrelados ao Estado, se parecem cada vez mais com laboratórios humanos, onde o Estado administra a vida dos índios expondo-os a perigosas drogas farmacêuticas como se eles fossem meros animais.
A antropologia moderna, ao permitir o assassinato de crianças indígenas e a introdução de tecnologia de perigosas vacinas e drogas farmacêuticas nas tribos, não age muito diferente da antropologia nazista ou soviética, que abominava princípios éticos ou cristãos.
A antropologia nazista desculpava os assassinatos de judeus e outros pelos nazistas. A antropologia soviética justificava o assassinato de qualquer um pelo bem do Estado soviético. E a moderna antropologia politicamente correta a serviço do Estado justifica antigas tradições indígenas do Brasil de sacrificar a vida de seus bebês e crianças. Agora responda: qual dessas três eugenias protegidas pelo Estado e pela antropologia é pior?
Enquanto o governo brasileiro cobra impostos de nós para estuprar a nós e as tribos com produtos farmacêuticos desnecessários e suspeitos, missionários cristãos, sem cobrar nada, procuram ajudar. Arriscando o próprio pescoço, eles estão salvando algumas crianças condenadas à morte pela “cultura” indígena. E, contrariando as ordens dos feiticeiros das tribos, alguns índios também salvam suas crianças e deixam a tribo, apesar das imensas dificuldades impostas pelo governo.
O Evangelho não salva apenas vidas físicas de crianças indefesas. O Evangelho tem o poder de salvar as almas eternas dos índios. Essa é uma prerrogativa que o Estado não tem. Essa é uma preocupação que os antropólogos — e os nazistas e os comunistas soviéticos — não têm.
Não há nenhuma comprovação de que os índios precisam da imposição de vacinas e drogas da cultura farmacêutica favorecida pelo Estado.
Entretanto, do ponto de vista cristão, se a salvação de Jesus Cristo deve ser anunciada para resgatar almas eternas do inferno eterno, por que deixar os índios de fora?
Como seres humanos com alma eterna, eles precisam do Evangelho tanto quanto nós.
Se o governo consegue fazer tantas concessões para a intrusão dos interesses das indústrias farmacêuticas nas tribos, por que não deixar o Evangelho entrar livremente?

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