8 de maio de 2011

O STF, a Constituição e a sodomia

O STF, a Constituição e a sodomia

Julio Severo
Na recente decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que decretou a equiparação das uniões homossexuais às uniões sexuais homem/mulher, dando aos pederastas e outros anormais acesso às crianças por meio de adoção, ficou patente a falta de princípios éticos e morais.
Se semelhante caso fosse levado ao STF décadas atrás, o resultado viria em sintonia com a dignidade, valor e importância da família natural. Mas quando a sodomia é elevada ao pedestal da idolatria, tudo é sacrificado.
Tenho certeza de que ao descobrirem o Brasil, os portugueses não estavam pensando na dignidade da sodomia. Com todas as suas falhas, entre uma dignidade fajuta para a sodomia e uma dignidade legítima para a família, a maioria dos portugueses, mesmo os mais depravados, escolheria a família.
Tenho certeza também de que a maioria dos que elaboraram as constituições do Brasil não tinha em mente colocar acima da família a valorização da sodomia, conferindo-lhe uma dignidade politicamente correta que desvaloriza a importância do verdadeiro casamento e família.
O Brasil tem uma Constituição que explicitamente reconhece a relação entre homem e mulher. Nada ali, nem de longe, indica que a sodomia ou outras orientações sexuais devam ser reconhecidas no mesmo nível da sexualidade homem/mulher.
Contudo, como disse John Adams, segundo presidente dos Estados Unidos: “Nossa Constituição foi feita para um povo cristão e com valores morais. Ela é totalmente inútil para o governo de um povo sem esses princípios”.
Adams deixou claro que até mesmo a Constituição dos EUA, que é um símbolo internacional de excelência, pode ser totalmente distorcida em sua interpretação por um povo sem valores cristãos e morais.
E quando um povo tem autoridades, juízes e legisladores que têm princípios cristãos e morais distorcidos? Nada escapará do toque distorcido deles: Constituição, leis, normas, etc.
E quando um povo tem autoridades, juízes e legisladores que não têm princípios cristãos e morais? Nada escapará da influência imoral corrosiva deles: Constituição, leis, normas, etc.
E a Bíblia deixa claro que quando homens destituídos de moral governam um país, a influência da decadência moral reverbera até mesmo entre os que têm princípios morais.
“Quando os ímpios governam sobre os justos por muito tempo, até os justos começam a praticar a injustiça” (cf. Salmo 125:3).

6 comentários :

Herberti disse...

Interessante como esta postagem faz contraste com a postagem anterior, sobre a nova constituição da Hungria. Lá, as autoridades escolheram não se dobrar à pressão de uma minoria barulhenta e aprovaram uma lei "polêmica", se é que proteger a vida humana desde o seu início se tornou polêmico. Aqui, as autoridades judiciais máximas da nação, se rendendo a uma minoria também barulhenta e escandalosa, preferiram passar por cima da Constituição e inventar, não só um novo tipo de união civil, mas também e na realidade um novo tipo de gênero humano: os homoafetivos, para os quais o que conta e o que é normal é a sexualidade que o individuo escolheu, ainda que em completo conflito com orientação sexual escrita em seu dna e manifesta pela sua anatomia. Na Hungria, ao que parece, a dignidade da pessoa humana ainda se sobrepõe a interesses obscuros de grupos, enquanto que por aqui mesmo os fetos estão em constante risco de perderem a vida para agradar ao aborteiros de plantão. Na Hungria, a minoria teve que se retirar para não assistir sua própria derrota. Aqui, os que defendem as crianças e a família estão sempre na iminência de serem denunciados e processados por uma tal legislação anti-homofóbica que nem sequer existe oficialmente. Parabens aos parlamentares húngaros pela coragem de fazer o que é certo: proteger a vida e a dignidade humanas; pêsames para a nossa suprema corte, que em um único dia conseguiu acabar com toda uma cultura cristã de família. A Hungria com certeza colhera futuramente os frutos de sua decisão, como o Brasil também irá colher os seus próprios frutos. Que O Eterno tenha misericórdia de nossa nação.

Anônimo disse...

Concordo plenamente com o Herberti, não dá para não comparar o que tem acontecido na Hungria com o que tem acontecido no Brasil.

São duas posicões totalmente diferentes e antagônicas, pelo lado hungaro houve uma atitude nobr,justa,boa, no lado brasileiro uma atitude fútil,injusta e perversa.

Podemos acompanhar o bom exemplo hungáro e eles(Hungaros) podem acompanhar o mal exemplo brasileiro.

A verdade está clara demais. MUITO IMPORTANTE. Os evangélicos brasileiros agora não podem dar a resposta simplist: """" de que o MUNDO está cada vez mais corrupido corrumpido e depravado". Pois temos um exemplo bom vindo de outro lado deste mesmo mundo corrupto. Não ponhão a culpa no Mundo, mas em nós mesmo evangélicos e cristãos brasileiros por nossa omissão,covardia,indôlencia,indiferença,fraqueza. Pela igreja corrumpida que não enfrenta o ESQUERDISMO,a ideologia socialista.

Jorge Victor disse...

O próximo passo agora é aprovar a lei anti-homofobia. Apesar de ela ser vista como inconstitucional, o STF irá considera-lá constitucional e iniciar a perseguição contra os não-simpatizantes do homossexualismo.

Guilherme disse...

Na minha infância, se minha mãe ou meu pais me desse uma ordem e eu desobedecesse, eu seria castigado (seja fisicamente, ou castigo punitivo). Acredito que isso aconteceu com todos nós que temos mais de 25 anos.

Pois bem, passada essa pequena história, eu vejo acontecer uma grande distorção: o pai/a mãe (o Congresso) não aprova uma atitude/uma lei que a maioria não quer que é pedida insistentemente pelos "amiguinhos" dos filhos (STF). Pois bem, os "amiguinhos" dos filhos, não sendo atendidos pelos pais (Congresso) então pedem aos filhos (STF) que aprovem tal coisa, em detrimento da ordem do pai/da mãe (Congresso), que contraria tudo que o pai/a mãe ensinou (Constituição) e fica por isso mesmo...

Enfim, como o Júlio disse, esse é o governo do PT, e não do povo.

André A. disse...

A Graça e Paz, Julio.
Há algum tempo eu venho lendo seu blog, e admiro a sua coragem em colocar os temas de maneira nua e crua, á luz da Palavras.
Algumas vezes eu imaginei que você estava exagerando quando dizia sobre o movimento homo.
Mas comecei a pesquisar em alguns sites batistas, presbiterianos entre outros, sobre a opinião dos pastores a esse respeito. Confesso que fiquei assustado, mas lembrei na hora de alguns posts que você colocou no site.
Vou te dar um só exemplo, de alguem que, sendo pastor e cristão, defende o direito civil do casamento de pessoas com mesmo sexo sob o "brilhante" argumento de que "até os pecadores tem direito".

http://reformaecarisma.blogspot.com/2011/05/o-direito-de-salomao-e-uniao.html

Eu não tinha imaginado que essa questão homossexual teria o impacto que tem. No entanto, nós, cristãos comprometidos em guardar a palavra e a honra familiar, devemos estar alertas e atuantes na proclamação do evangelho e vigilantes contra essa disseminação maligna.

Um grande abraço, que o Senhor o guarde e o capacite.

André A.

Casal 20 disse...

Amado irmão Julio, passo aqui para desejar a sua esposa um feliz dia das mães!

Abraços sempre muito afetuosos.