29 de maio de 2011

O mito do bebê sem sexo

O mito do bebê sem sexo

25 de maio de 2011 (AlbertMohler.com/Notícias Pró-Família) — No século XIX, o povo britânico ficou conhecendo um conto de fadas sobre “bebês d’água” por meio de um conto escrito pelo Rev. Charles Kingsley. Os bebês d’água entraram para o folclore, e gerações de crianças britânicas imaginavam os bebês d’água e seu conto.
Agora, diretamente do Canadá vem outra estranha história, mas esta não é um conto de fadas. Um pai e uma mãe do Canadá provocaram uma polêmica incontrolável por causa de sua determinação de criar seu terceiro filho como um bebê “sem sexo”.
Conforme diz em sua reportagem o jornalista Jayme Poisson: “Os vizinhos sabem que [Kathy] Witterick e seu marido, David Stocker, estão criando um bebê sem sexo. Mas eles não fingem entender isso”.
Veja bem, os vizinhos poderiam interpretar literalmente as palavras desse pai e mãe, mas a própria ideia de um bebê sem sexo é ridícula. Esse não é um bebê com um órgão sexual ambíguo, um defeito que ocorre numa percentagem muito pequena dos nascimentos. Os pais admitem que esse bebê tem um sexo biológico claro, mas não querem que o sexo biológico se torne a identidade da criança. Eles querem que a criança faça essa determinação numa data mais tarde.
O que não surpreende ninguém é que esses próprios pais se classificam como esquerdistas políticos e ideológicos. Seus dois filhos mais velhos são ambos meninos, mas os pais incentivam os meninos a se comportar e se vestir sem seguir normas. Tanto assim que o jornalista nos informa que muitos que os veem presumem que sejam meninas.
O novo bebê, chamado Storm (que em inglês significa Tempestade Violenta), é vestido e apresentado de um modo que não deixa claro seu sexo. Só os pais, os dois meninos mais velhos e um amigo íntimo da família sabem a verdade sobre o sexo biológico da criança.
Conforme diz Poisson em sua reportagem:
“Quando o bebê nasce, até mesmo as pessoas que amam mais você e conhecem você intimamente, as primeira pergunta que fazem é ‘É menina ou menino?’” diz Witterick, ajudando Storm a pular, vestido numa roupa de paraquedista de lã vermelha, em seu colo na mesa da cozinha.
“Se você realmente quer conhecer alguém, você não pergunta o que há entre suas pernas”, diz Stocker.
Pois bem, o que você realmente pergunta — não no modo curto e grosso que o sr. Stoker usou, mas no modo virtualmente universal que as pessoas perguntam acerca de um bebê: É menino ou menina?
A polêmica envolvendo Storm é um sinal dos nossos tempos. Nossa rebelião contra o Criador chegou agora ao ponto em que negaremos o fato de que nossa identidade não é só nosso próprio projeto pessoal, mas é acima de tudo estabelecida na intenção do Criador — e parte dessa intenção é o fato de que somos macho ou fêmea.
Os pais de Storm claramente creem que nossa identidade pessoal é nosso próprio projeto pessoal. Eles lamentam até o fato de que os pais fazem tantas decisões para seus filhos. “É repulsivo”, diz Stoker.
Veja bem, a decisão sobre sexo não é algo que os pais fazem. É algo que Deus faz. Nesse ponto, a cosmovisão cristã e a cosmovisão secular se chocam. Apesar disso, a realidade objetiva do sexo da criança acabará se tornando uma questão pública, independente das intenções dos pais. Como até eles reconhecem, em algum momento no futuro, decisões sobre coisas tais como qual banheiro a criança usará forçarão a pergunta.
A questão importante em jogo nesta controvérsia é a realidade objetiva do sexo. Aliás, somos o que nossos órgãos sexuais nos dizem que somos. Não porque sejamos genitalmente determinados, mas porque fomos criados por um Deus santo, cujos planos e propósitos para nós são, inescapavelmente, ligados ao nosso sexo.
O sexo não é meramente uma realidade que a sociedade inventou. Quando a Convenção Batista do Sul modificou sua confissão de fé, A Fé e a Mensagem Batista, em 2000, acrescentou uma linguagem que definiu sexo como “parte da bondade da criação de Deus”.
Alguns observadores ficaram pensando no motivo por que essa linguagem é importante. Agora você já sabe.
Publicado com a permissão de AlbertMohler.com
Traduzido por Julio Severo: www.juliosevero.com
Veja também este artigo original em inglês: http://www.lifesitenews.com/news/the-myth-of-the-genderless-baby
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4 comentários :

Anônimo disse...

Eu vi rapidamente a reportagem na TV sobre esse casal de excêntricos ridículos. Esse tipo de idiotice só podia mesmo ser coisa de esquerdista.

Anônimo disse...

é ridículo ! Eles não podem fazer a criança deles viver numa bolha, então se eles buscam não influenciar(que na prática é impossível, sempre há alguma influência) quero ver eles controlarem influências no ambiente escolar, com os colegas,com outras pessoas.

MARIA disse...

É inacreditável até onde pode chegar a loucura da mente humana sem Deus! Absurdo! Assutadoramente absurdo!

Eduardo Araújo disse...

Antes de ridículos, esses pais são uns tremendos hipócritas, como aliás sóe em se tratando de esquerdistas.

Eles alegam deixar a "escolha da identidade sexual" para os filhos fazerem mais tarde, sem pressões externas. Mas e quanto à PRESSÃO INTERNA deles, pais, determinando uma identidade, sim, no caso ambígua, das crianças? No frigir dos ovos, essas crianças não já estariam sendo criadas como homossexuais?