30 de maio de 2011

Mãe inglesa com gravidez de risco de vida recusa conselho médico para fazer aborto

Mãe inglesa com gravidez de risco de vida recusa conselho médico para fazer aborto

Inglaterra, 4 de maio de 2011 (Notícias Pró-Família) — Quando Donna Hewetson descobriu que estava grávida em 2008, ela ficou muito emocionada.
Donna Hewetson, filha e marido
Donna e seu companheiro, que hoje é seu marido, vinham tentando durante meses ter uma gravidez, e haviam sofrido um difícil caso de aborto espontâneo apenas dois meses antes.
Mas as coisas começaram a sair errado quando ela estava com 12 semanas de gravidez. “Fui internada num hospital com dores insuportáveis do meu lado esquerdo”, narra Donna, de acordo com o jornal Lichfield Mercury. “Os médicos não conseguiam entender o que era, mas sabiam que não tinha relação com a gravidez”.
Depois de alguns exames os médicos descobriram que Donna tinha um rim rompido, e foram forçados a realizar uma cirurgia de emergência para remover o órgão afetado.
“Acordei no dia seguinte na unidade de tratamento intensivo e não sabia o que havia ocorrido”, disse Donna.
“Era muito assustador, mas eu só queria saber se meu bebê estava bem e o motivo por que eu estava com uma cicatriz tão grande em meu estômago”.
Mas mesmo isso foi apenas o começo das aflições de Donna. Logo depois da operação um de seus pulmões falhou, e então, depois que esse pulmão foi tratado, o outro falhou também.
No final, a jovem mãe foi diagnosticada com duas doenças extremamente raras: Limfangioleiomiomatose (LAM), uma enfermidade que afeta os pulmões, e esclerose tuberosa, que leva ao crescimento de tumores nos órgãos vitais do paciente.
De acordo com o jornal The Mirror, os médicos disseram para Donna que sem uma operação de aborto, ela poderia morrer como consequência da gravidez — mas Donna não queria ouvir nada disso.
“Sempre sonhei em me tornar mãe e quando finalmente engravidei, de forma alguma eu iria desistir do meu bebê. Foram dias realmente horripilantes”, recorda ela. “Ambos sabíamos que quanto mais avançava a gravidez, mais tumores estavam crescendo dentro de mim — mas meu instinto de mãe era forte demais até mesmo para cogitar acabar com minha gravidez”.
Enquanto a gravidez ia progredindo, Donna estava sob cuidadosa supervisão, devido aos crescentes tumores em seu rim remanescente que poderiam levar esse órgão a sofrer hemorragia também. No fim, com 28 semanas de gravidez, os médicos decidiram realizar parto por operação cesariana.
Nasceu a saudável menina Lily, pesando apenas 1k e 130g. Lily tem hoje quase dois anos, e está indo bem.
Quando a Donna, ela está recebendo um tratamento experimental para LAM, mas o prognóstico de longo prazo é incerto.
“O que é mais preocupante é que não sabemos o que o futuro reserva”, diz Donna.
“Pode ser que eu esteja bem hoje, mas temo chegar ao ponto em que precisarei de um transplante de pulmões”.
Contudo, Donna elogiou seu marido e sua família por ajudarem-na a atravessar período tão difícil da vida dela.
“Minha família e Matt em particular têm sido incríveis em toda essa situação. Eu não poderia ter um companheiro que desse mais carinho e apoio”.
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Traduzido por Julio Severo: www.juliosevero.com
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