3 de maio de 2011

A Lei sem moral é vã

A Lei sem moral é vã

Mais uma manobra da ditadura sexual que se está implantando no país. É preciso orar e agir

José Bernardo
Amanhã, como tem sido noticiado, o Supremo Tribunal Federal deve decidir, na sessão plenária, se é ou não constitucional o reconhecimento da união homoafetiva como entidade familiar. Em discussão, o parágrafo 3º do artigo 226 da Constituição, segundo o qual, “para efeito de proteção do Estado, é reconhecida a união estável entre o homem e a mulher como entidade familiar".
Na sua manifestação nos autos da ADPF 132 – proposta pelo governador Sérgio Cabral ­– o então chefe da Advocacia-Geral da União, o hoje ministro Dias Toffoli, destacou que o tratamento diferenciado entre "as entidades familiares e as uniões homossexuais não apresenta justificativa plausível sob a ótica do princípio da igualdade". Para ele, a relação homoafetiva “funda-se nos mesmos pressupostos de liberdade e de afeto das outras uniões”.
Levar o assunto ao STF, instituição que parece estar cada vez mais submissa ao partidarismo governista, é uma forma de contornar a pressão da sociedade que continua rejeitando essa ilusória igualdade. Entidades que fazem o lobby homossexual já antecipam uma vitória e as vantagens que obterão no executivo e no legislativo.
O ministro Toffoli, quando representou o pensamento homossexual, equivocou-se e omitiu dizendo que as relações homossexuais fundamentam-se em idênticos pressupostos de liberdade e de afeto. A família, relação permanente e heterossexual , precede a Constituição, precede o Estado, foi determinada pela fé e, portanto, tem prerrogativa. Constitui-se uma união heterosexual permanente porque se crê que essa é a vontade de Deus não porque o STF tenha imposto isso. A mesma fé em que se baseia a família diz que o relacionamento homossexual é pecado. Imposto à sociedade por uma mentalidade desconstruidora, financiado por um lobby impiedoso, o homossexualismo não tem o mesmo pressuposto de liberdade. Tampouco tem o mesmo pressuposto de afeto, já que tal afeto não é da mesma natureza e nem tem o mesmo propósito.
Se isso não bastasse, a família, heterossexual pela vontade divina, por natureza e por fé, não se fundamenta apenas na liberdade de fazer o que é correto e desejável. Quando julga parcialmente, a justiça é verdadeiramente cega. Cega e incapaz. Ao atacar a família, ignorando a amplitude de sua essência, desconstruindo seu significado, o Supremo Tribunal Federal, coopera com a desertificação moral de nossa nação e a prepara para ser irremediavelmente dominada pelo mal.
Precisamos assumir, como Igreja, uma posição crítica do sistema de indicação e aprovação dos ministros do Supremo, que atualmente permite um iníquo alinhamento com a política hegemonista do governo. Sem dúvida, esse sistema é mais uma fraqueza em nossa fragilizada democracia. Também, oremos para que um senso de justiça divina surpreenda nossos ministros do Supremo e os leve a julgar pelo que é justo e não apenas pelo que lhes pareça ser legal. Leges sine moribus vanae.
Divulgação: www.juliosevero.com
Maioria dos católicos que frequenta missa semanalmente apoia união civil ou “casamento” gay, de acordo com pesquisa de opinião pública

4 comentários :

MARIA disse...

Bernado,
Claro que você está totalmente correto em seus argumentos. O problema é que esses argumentos são inócuos no âmbito desse debate porque a maioria desse pessoal insiste em percebe o campo juridico justamente na contramão do que você afirma no final do texto, ou seja o direito despido de moral. Eles acreditam que o direito sem moral é que é o Direito. Daí que argumentos com fundamentos morais e principalmente argumentos com respaldo na fé crista são logo relegados ao lixo por eles e tidos por inválidos. Estamos em uma situação bastante dificil. É preciso combater essas idéias considerando essa perpectiva da maioria dos "juristas", estudando as falácias para vence-los em sua propria incoerencia.

Anônimo disse...

Os tribunais do país e principalmente o STF já não são o resguardo de princípios e valores morais que ostentou no passado. Todo o conteúdo hermenêutico, que se propala nesses órgãos, não passa de lero-lero para enganar a eles próprios e ao resto do país.

Sao verdadeiras parolagens nodorrentas.

Tenho nojo, elevado ao cubo, dos tribunais do país.

Tania Cassiano disse...

Júlio,
"Por unanimidade o STF aprova legalização de união homoafetiva".
Vc. vai "ver" os argumentos de Suas Excelências. Tão simplórios.Parece aquela velha história de vitimização.
As Escrituras estão aí,pessoas têm alertado... sempre foi assim na história da humanidade.
Que o Senhor nos ajude e guarde.
Abr. da irmã em cristo,
Tânia

Anônimo disse...

A relação homoafetiva “funda-se nos mesmos pressupostos de liberdade e de afeto das outras uniões”.
Vejo que precisamos com urgência de mudanças em nossas leis.....