30 de maio de 2011

EXCLUSIVO: Mãe do bebê abortado de Steve Tyler rompe silencio de três décadas. Ela é agora pró-vida

EXCLUSIVO: Mãe do bebê abortado de Steve Tyler rompe silencio de três décadas. Ela é agora pró-vida

21 de maio de 2011 (Notícias Pró-Família) — Quando Julia Holcomb tinha 16 anos de idade, uma amiga arquitetou um encontro dela com Steve Tyler, o vocalista da banda de vendagem multi-platina Aerosmith, e agora co-apresentador do programa de TV American Idol.
Julia Holcomb e Steve Tyler
A artimanha de Julia funcionou muito melhor do que ela poderia imaginar. Ela e Tyler se encontraram nos bastidores depois de um show da Aerosmith, e o que ocorreu em seguida foi um relacionamento apaixonado e alimentado por drogas que durou três anos e quase culminou em casamento, muito embora Julia fosse dez anos mais jovem do que a estrela do rock. Mas o caso sexual acabou saindo do controle e terminou de forma explosiva depois que Julia foi pressionada a abortar o filho em gestação de Tyler.
Até hoje os poucos detalhes conhecidos do relacionamento vieram de Tyler e seus colegas da banda, conforme constam nas memórias da banda, Walk This Way (Ande por Este Caminho), ou a recente autobiografia de Tyler, Does the Noise in my Head Bother You? (O Barulho em Minha Cabeça Incomoda Você?).
Por sua parte, Julia sistematicamente manteve um silêncio que durou várias décadas, deixando muitos ficarem pensando no que é que havia sido dela. A última menção pública sobre o destino dela parece ter vindo das subsequentes namoradas de Tyler, que falaram de “telefonemas suicidas” de Julia para Tyler enquanto ele estava em turnê. Mas agora ela rompeu seu silêncio, numa breve memória de 5 mil palavras publicada por LifeSiteNews.com em cooperação com os Ministérios Vinha de Raquel, um ministério de cura pós-aborto.
A história de Julia ora é estupenda ora é inquietante — mas, para ela pelo menos, teve um final feliz. Inacreditavelmente, desde a adolescente confusa que em outros tempos passou três anos vivendo com uma estrela do rock, Julia desde então se tornou católica e mãe feliz de sete filhos — e é intensamente pró-vida.
Mas a jornada dos anos escuros do fim de sua adolescência ao presente é uma jornada da qual ela diz que quase não sobreviveu.
“Perdi-me na cultura do rock and roll”, narra ela. “No mundo de Steven era sexo, drogas e rock and roll… Eu não conhecia isso então, mas quase não saí viva disso”.
Julia, que está publicando sua memória sob seu nome de solteira para proteger a privacidade de sua família, explica que escolheu contar sua história depois que seu relacionamento com Tyler recebeu renovada atenção por meio de um artigo no National Review de autoria de Kevin Burke discutindo seu aborto, bem como a autobiografia recentemente publicada de Tyler.
“Decidi que era hora de contar minha história com honestidade, conforme eu pudesse melhor me lembrar, esperando trazer um ponto final e paz para esse período da minha vida”, escreve ela. Ela diz que está procurando não somente corrigir o que ela chama de “exageros grosseiros” nos relatos de Tyler acerca de suas escapadas sexuais, mas também espera que seu relato sobre seu aborto, e o sofrimento que veio mais tarde, ajude as mulheres que fizeram aborto a encontrarem cura e paz.
(Clique aqui para ler a memória completa de Julia Holcomb, The Light of the World)

Jovem e confusa

O assunto do aborto surge mais de uma vez na história de Julia: ela mesma quase que foi abortada.
Sua mãe descobriu que estava grávida de Julia no meio de um volátil casamento com um homem instável, mulherengo e viciado em jogatina, o qual abandonou seus filhos quando eram bebês. Os membros da família a incentivaram a realizar um aborto — que naquela época era ilegal.
“Felizmente, ela deu a luz a mim e mais tarde a meu irmão mais novo, e foi uma mãe amorosa”, diz Julia.
Um padrasto alcoólatra seguiu o pai viciado em jogatina. E então sobreveio uma tragédia quando um acidente de carro matou o irmão mais novo de Julia e seu avô, e feriu Julia, sua irmã e sua avó — um acontecimento que acabou deixando seu padrasto por um período numa instituição mental, e precipitou um divórcio.
Enquanto que antes do divórcio a mãe de Julia levava os filhos regularmente à igreja e orava com eles, depois do divórcio ela parecia “ferida e desiludida com a vida”, diz Julia. Ela se amigou com outro homem, o segundo padrasto de Julia, com quem ela inicialmente não se dava bem.
Sentindo-se sem ambiente em casa, a adolescente Julia, com 15 anos, se afastou de sua família, fazendo novos amigos.

Conhecendo Steve Tyler, e engravidando

Um desses novos amigos era uma mulher de 24 anos que tinha livre acesso aos bastidores dos concertos de rock. Julia descreveu essa amizade como “fundamental” e “uma das amizades mais perigosas que já tive”.
Essa nova amiga “rapidamente me ensinou a me vestir com roupas que expunham meu corpo a fim de que eu fosse notada e usar o sexo como isca para apanhar uma estrela de rock”. Evidentemente Julia aprendeu muito bem, pois ela apanhou Tyler — que engoliu isca, anzol e vara.
“Caí duro. Caí pesado. E me apaixonei muito”. É desse jeito que Tyler descreve o que ocorreu depois que ele conheceu Julia, em sua autobiografia.
Tyler ficou tão impressionado com sua beldade de 16 anos que começou a considerar se casar com ela, e até convenceu a mãe de Julia a lhe conceder direito de tutela sobre ela, de modo que ele pudesse levá-la com ele a outros estados.
Depois de alguns meses juntos, Tyler confidenciou para Julia que ele queria um filho. “Fiquei tão tocada com sua sinceridade que eu disse sim”, escreve ela. “Eu queria filhos, e comecei a acreditar que ele deveria realmente estar me amando já que ele havia se tornado meu guardião e estava me pedindo para ter filhos comigo”.
Tyler jogou as pílulas anticoncepcionais de Julia da sacada de seu quarto de hotel, e dentro de um ano ela estava grávida.

O incêndio e o aborto

Mas as coisas começaram a se deteriorar depois que Tyler anunciou para os pais sua intenção de casar com Julia. Depois que os pais e a avó dele expressaram reservas, devido ao fato de que Julia era muito nova, o casal teve uma discussão feroz, e Tyler mudou de ideia.
Dentro de semanas ele estava de novo fazendo turnê, enquanto ela ficava no apartamento dele “sozinha e grávida… sem nenhum dinheiro, sem diploma, sem assistência pré-natal, sem carteira de motorista e pouca comida”. Foi mais ou menos nessa época que, de acordo com as reportagens, Tyler se amigou com Bebe Buell, modelo da revista Playboy.
Então ocorreu o incêndio.
Certo dia, diz Julia, enquanto estava de turnê Tyler enviou um velho amigo de colégio e ex-colega de banda para seu apartamento para levar Julia para fazer compras. Ela diz que tudo o que se lembra é de acordar em meio a uma densa nuvem de fumaça. O apartamento estava pegando fogo.
Julia quase que não escapou viva, em circunstâncias quase que miraculosas. Depois de ver que não dava para passar por nenhuma das saídas, Julia de repente recordou um conselho de segurança contra incêndio de um comercial de Bill Cosby, e se arrastou no chão até uma lareira que não estava em uso, e entrou nela. É nessa lareira que ela mantinha pendurado um quadro de Jesus herdado de sua avó. Tyler mais tarde devolveu esse quadro para Julia, dizendo-lhe que era a única coisa no apartamento que havia sobrevivido ao fogo.
Julia foi resgatada do apartamento em chamas por bombeiros, e acabou no hospital com um problema grave de inalação de fumaça. Tyler disse que ela quase não sobreviveu. Mas ela se recuperou, e seu bebê em gestação também.
É nesse ponto que começaram as pressões.
De acordo com Julia, Tyler entrou no quarto de hospital dela e lhe disse que ela precisava de um aborto “por causa dos danos da fumaça em meus pulmões e a falta de oxigênio que eu havia sofrido”. Mas Julia disse ‘não’, repetidamente. Ela queria o bebê. Além disso, ela já estava com cinco meses de gravidez.
Nesse ponto, Tyler abrandou e lhe disse que ela podia voltar para sua mãe e ter o bebê. Mas Julia diz que estava preocupada que sua família não quereria que ela tivesse o bebê também. Sem dinheiro e sem expectativa de que Tyler a ajudaria a cuidar dela e do bebê, ela cedeu aos desejos dele.
Julia descreve o aborto como “um horrível pesadelo que nunca esquecerei”. Tyler estava com ela durante todo o procedimento do aborto, mas estava usando cocaína o tempo inteiro, e portanto parecia “emocionalmente longe”, diz ela.
Contudo, ela ficaria sabendo que Tyler não estava tão longe quanto podia estar parecendo.
No livro Walk this Way, ele se lembrou do evento traumático: “Fomos ao médico, onde enfiaram uma agulha na barriga dela, e injetaram o conteúdo na barriga dela, enquanto eu estava lá assistindo. E o bebê saiu morto. Senti-me devastado. Na minha mente, eu estava dizendo: ‘Jesus, o que foi que eu fiz?’” Contudo, Julia escreve que Tyler lhe disse depois do aborto que, em vez de sair morto, o bebê realmente nasceu vivo, e então o deixaram morrer.
“Meu bebê tinha apenas uma pessoa na vida para defendê-lo: eu. E eu cedi às pressões por temor de rejeição e do futuro desconhecido”, diz Julia. “Eu queria poder voltar e ter de novo a chance de dizer ‘não’ ao aborto uma última vez. Eu queria com todo o coração poder ter assistido a esse bebê viver sua vida crescendo e se tornando um homem”.

Uma nova vida

Depois do aborto, “nada foi o mesmo” entre Julia e Tyler. Ela acabou se mudando para viver de novo com sua mãe, porém com depressão. Ela diz que não conseguia dormir sem ter pesadelos do aborto e do incêndio.
Mas ela logo veio a compreender que seu segundo padrasto, de quem ela não gostava, estava tentando ser um bom marido e pai, e veio a respeitá-lo. Julia começou a ir à igreja com eles — a Igreja Metodista Unida da localidade — e começou a participar dos eventos de jovens na igreja.
Ela logo entrou na faculdade, e foi ali que ela conheceu seu futuro marido, Joseph.
“Hoje”, escreve ela, “sou católica pró-vida, mãe de sete filhos, e neste ano meu marido e eu celebraremos nosso aniversário de 30 anos de casamento. Joseph e eu temos seis filhos nossos, e dou graças por cada um deles, pois eles são verdadeiramente presentes de Deus”. O casal é também guardião legal de uma menininha, que nasceu de uma difícil gravidez, mas cuja mãe decidiu escolher vida.
Julia descreve seu marido como “meu verdadeiro herói”. “Ele tem sido um marido amoroso, um pai generoso e um homem que trabalha muito para prover as necessidades de nossa família. Meu marido me ama e me perdoou do coração e não deixou que meu passado definisse o modo como ele compreende quem sou como pessoa”.
Julia e seu marido se converteram à fé católica em 1992.

O aborto nunca é a resposta

Julia diz que não guarda rancor de Tyler. “Oro por sua sincera conversão de coração e espero que ele venha a conhecer a graça de Deus”.
Na maior parte, porém, ela diz que só quer que as pessoas saibam que o aborto nunca é a resposta.
“Alguém poderá dizer que o aborto que fiz foi justificado por causa da minha idade, as drogas e o incêndio”, diz ela. “Não creio que nada possa justificar tirar a vida do meu bebê. O ato é errado. Oro para que nossa nação mude suas leis de modo que a vida dos inocentes bebês em gestação seja protegida”.
Ela conclui com essas poderosas palavras: “As jovens da nossa nação, especialmente as que são como eu, que passaram pela experiência do trauma e abuso, e são vulneráveis ao oportunismo, não deveriam ser usadas como brinquedos sexuais, marcadas por cicatrizes de abortos para livrar seus parceiros de responsabilidades financeiras, e então como seus filhos em gestação, descartadas como objetos indesejados. O casamento e a família são o elemento fundamental de todas as sociedades virtuosas. Aprendi essa lição num teste de fogo que me ensinou a confiar no plano de Deus não importa o que ocorra. Oro para que nossa nação consiga voltar para Deus respeitando a vida das crianças em gestação e fortalecendo a santidade do casamento”.
(Clique aqui para ler a memória completa de Julia Holcomb, The Light of the World)
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Traduzido por Julio Severo: www.juliosevero.com
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5 comentários :

MARIA disse...

Lendo histórias como essas, as quais podem ser lidas aos montes por aí a fora, percebe-se claramente a importância que tem uma família estruturada e submissa à Palavra de Deus, e principalmente o desastre que é a ausência disso na vida de um ser humano. Crianças criadas em meio a irresponsabilidade e a falta de amor de seus pais são presas fáceis de Satanás! Graças a Deus que a história de July Holcomb teve um final feliz, por causa de sua busca por Jesus, mas quantos e quantos terminam nas mãos de Satanás. O próprio Steve Tyler permanece nas garras terríveis do Diabo, sendo usado, ainda, para levar tantos à perdição eterna! É triste ver que as investidas de Satanás contra a família aqui no Brasil não dão tregua. Enquanto se cogita uma lei que proibe os pais de darem palmadas nos filhos para educá-los, discipliná-los e ensinar-lhe o valor da autoridade amorosa, as novelas da santânica Rede Globo ensinam como os filhos devem esbofetear, literalmente, os pais e como os pais devem agir como idiotas. Só Jesus! Deus abençoe o Brasil e nos livre do caos social!

Anônimo disse...

Fato é, que as diversas sociedades ocidentais e principalmente a dos EUA estão doentes e em estado terminal. "A artimanha de Júlia funcionou muito melhor do que ela poderia imaginar", disse ela. Ora, ela ñ estava alí procurando uma relação de respeito com Tyler, mas uma loucura sexual visando outros interesses. Não dá irmão! essa gente comete suas estrepolias conscientemente e depois posa de vítima de oportunismo e ñ querem pagar o preço. Não dá! é a fama e o prazer a qualquer preço.
Agora vai vender livros e acumular algum fio-metal.
Tenha "santa paciência"!!!!

Anônimo disse...

E outra: Vai ficar ainda mais famosa em sua nova fase Pro-vida, à custa de Tyler.
Que crente pobre, morando em alguma favela terceiro-mundista, seria recebida como Julia na comunidade Pro-Vida?
O que importa para essa gente é não sair dos olofotes.
Queria mesmo é ela fazer 1/100 do que fez Madre Teresa de Calcutá.

MARIA disse...

Ao anônimo dos posts anteriores;

"Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus.
Não vem das obras, para que ninguém se glorie."

TODAS as obras que a Madre fez EM TODA sua vida, juntas, multiplicadas mil vezes, não seriam suficientes para que ela adquirisse a salvação, que só vem mediante a fé em Jesus. Portanto, com obras ou sem obras, a Madre só estará com Jesus se em seu coração realmente cria nEle. Daí que sua comparação é totalmente impertinente. Se July Holcomb, embora tendo errado, encontrou o caminho do arrependimento e da fé em Jesus, diante de Deus July tem o mesmo valor que a Madre, porque Deus não faz acepção de pessoas e as nossas obras não nos justificam diante de Deus.
Em Isaías 64:6 está escrito:
"Pois todos nós somos como o imundo, e todas as nossas justiças como trapo da imundícia; e todos nós murchamos como a folha, e as nossas iniqüidades, como o vento, nos arrebatam."
Sugiro que leia a Bíblia para conhecer a verdade e ser liberto.

MARIA disse...

Complementando: O versículo
"Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus.
Não vem das obras, para que ninguém se glorie." está na carta de Paulo aos Efésios 2:8-9. Porque, com certeza, o Anônimo desconhece a Bíblia.