19 de abril de 2011

Terroristas islâmicos aliciam brasileiros pobres

Terroristas islâmicos aliciam brasileiros pobres

Reinaldo Azevedo
Há duas semanas, em reportagem de capa, VEJA demonstrou que o terrorismo islâmico fincou raízes no Brasil. A coisa está mais avançada do que parece. Pior: o Brasil não tem uma lei que puna o terrorismo. E vocês verão, agora, uma das razões a indicar a sua urgência. Leiam trecho de reportagem de Rodrigo Rangel na VEJA:
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O homem acima, de barba branca, coberto pela veste marrom e com a cabeça envolta num turbante, é o iraniano Mohsen Rabbani. Entre as dezessete pessoas que o cercam, há oito brasileiros [publico a foto com corte; há 11 pessoas  na imagem acima, quatro brasileiros, marcados em vermelho]. Rabbani é considerado por essas pessoas um professor. A sala de aula fica em Qom, cidade do Irã que é sagrada para os muçulmanos xiitas. Convertidos ao islamismo, os jovens brasileiros viajaram com todas as despesas pagas com o objetivo oficial de aprofundar seus conhecimentos sobre a religião. O proselitismo e o arrebanhamento de adeptos são comuns a todas as crenças. Nesse caso, porém, existem distorções preocupantes. Rabbani não é um professor qualquer.
VEJA revelou há duas semanas que, além de ostentar a condição de um dos terroristas mais procurados do mundo, ele também é responsável pelo recrutamento de jovens brasileiros para cursos de “formação religiosa”. O que esse terrorista apontado como executor de um dos mais sangrentos atentados da história e responsável pela morte de mais de uma centena de pessoas pode estar ensinando aos brasileiros é, no momento, uma das principais preocupações das autoridades. As pistas descobertas até agora para desvendar esse mistério não são nada alentadoras.
O “professor” Rabbani é procurado por sua participação em atos de terrorismo desde 9 de novembro de 2006. Sua captura é considerada tão vital que a Interpol o incluiu na chamada “difusão vermelha”, a seleta lista dos homens mais procurados do mundo. A ordem internacional de prisão contra Rabbani foi expedida pela Justiça argentina. Ele é apontado como um dos mentores dos dois atentados contra alvos judeus em Buenos Aires, que mataram nada menos que 114 pessoas em 1992 e 1994. Rabbani era funcionário da Embaixada do Irã na capital argentina e teria atuado não só na elaboração como também na execução dos atos terroristas. Com status de diplomata, hoje ele é protegido do regime do presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad - e o responsável pela arregimentação de seguidores em toda a América Latina, que se dá mediante promessa de influência religiosa e também de dinheiro. Chama atenção o esforço de Rabbani em amealhar seguidores em regiões pobres do Brasil sem nenhuma tradição ligada ao Islã.
“Rabbani representa um grave risco para a segurança, inclusive do Brasil. Na Argentina ele difundiu sua visão do Islã radical, extremista e violento, que resultou em dezenas de vítimas nos ataques terroristas em Buenos Aires. Agora, baseado no Irã, ele continua a desempenhar um papel significativo na propagação do extremismo na América Latina”, disse a VEJA o promotor Alberto Nisman, chefe da unidade especial do Ministério Público argentino encarregada de investigar os atentados.
O aliciamento de brasileiros para os cursos de Rabbani no exterior vem sendo acompanhado há quatro anos pela Polícia Federal e pela Abin, o serviço secreto do governo. É o próprio Rabbani, com a ajuda de pessoas de sua confiança, quem escolhe os que devem embarcar. De 2007 até hoje, três grupos de brasileiros já visitaram o Irã. Há razões de sobra para tamanha vigilância.
Voltei
Leiam a integra da reportagem na revista. Tudo isso acontece sob as barbas do governo brasileiro - e, convenham, na gestão Lula ao menos, com claro estímulo moral. As pessoas recrutadas moram em áreas pobres do Brasil. Em 2007, dos oito brasileiros que foram fazer o “curso”, quatro eram de Belo Jardim, cidade do agreste pernambucano, a 180 quilômetros de Recife.
Se o Brasil tivesse uma lei antiterror, seria mais fácil coibir esse tipo de recrutamento. Afinal, Rabbani é um meliante internacionalmente procurado. Sem a lei, o que temos são apenas brasileiros convertidos ao Islã que decidiram dar uma chegadinha ali no Irã para estudar. Naquele país, os rapazes foram levados para conhecer, por exemplo, os campos de treino que o Hezbollah - grupo terrorista financiado pelo Irã que domina parte do Líbano.
O Brasil vai realizar a Copa do Mundo em 2014 e a Olimpíada em 2016. Os terroristas estão por aqui, aliciando brasileiros. Alô, Congresso! O que falta para que os senhores deputados e senadores acordem? Precisarão de um atentado terrorista em solo pátrio para que, então, tenham a decência de apresentar e aprovar uma lei de combate ao terror?
Divulgação: www.juliosevero.com
A miséria causada pelos árabes

3 comentários :

Anônimo disse...

Julio, a gravidade deste fato merecia uma atenção especial por parte do governo brasileiro.

Entendo que se as autoridades brasileiras fizerem corpo mole nessa questão, e homens-bombas começarem a explodir por aqui, causando carnificina aos montes, como a de Realengo, os EUA deverão agir com pulso firme em relação ao Brasil, pois encontrando terreno fértil em nossas terras, os terroristas islâmicos certamente atuarão a todo vapor, visando atacar alvos americanos e ocidentais na América Latina, além de, através do terror, desestabilizar as democracias nesta parte do continente.

Como a segurança na Europa e nos EUA estão mais rigorosas, devido os ataques em metrôs e outros alvos, o foco agora deve ser montar bases em países da AL cuja segurança é frágil, dentre os quais, o Brasil.

Vem aí a Copa de 2014 e as Olimpíadas de 2016 e certamente esses grupos intensificarão suas instruções, formando mais terroristas, como o 'Bin Laden" de Realengo.

A realidade do terror islâmico chegou até nós, infelizmente.

Nenhum parlamentar de direita ou de centro, seja senador ou deputado federal, preocupa-se em apresentar Projeto de Leis ou para punir esses crimes. Estão ainda dormindo em berços esplêndidos. Afinal, nenhum de seus filhos, sobrinhos e netos foram vitimados pelo terrorista de Realengo.

Guilherme disse...

Anônimo, infelizmente o governo que está aí não vai fazer nada, pois ele tem compromisso total com o Foro de São Paulo, que estipula que o PT deve dar apoio incondicional a grupos de luta armada, como as Farc's. Obviamente pode ser (e já deve estar sendo) estendido aos terroristas islâmicos (que a imprensa adestrada nunca fala, só de terroristas...). Daí, a falta desse ultra importante assunto nos noticiários e total falta de vontade do governo em apurar os fatos.

Rafik Responde ao Isla disse...

No seu comentario abaixo:
"Em 2007, dos oito brasileiros que foram fazer o “curso”, quatro eram de Belo Jardim, cidade do agreste pernambucano, a 180 quilômetros de Recife"

Foi exatamente um dos moradores de BELO Jardim PE chamado GLEITSON LIMA que me ameacou de MORTE.
Eu entrei em contato com a Prefeitura de Belo Jardim e aparentemente eles nao estao fazendo nada para investigar o caso.

Veja aqui o conteudo dos emails que o Gleitson me mandava:
http://rafik-rafikresponde.blogspot.com/2010/02/blog-post.html

Rafik