18 de abril de 2011

Socialismo de guerra

Socialismo de guerra

Ellis Washington
[Samantha] Power passou a generalizar, a partir de sua experiência nos Bálcãs, e tornou-se uma defensora da intervenção militar americana e da OTAN em crises humanitárias, uma posição que se tornou conhecida como sendo a de um "falcão humanitário." Ela começou a ver a guerra como um instrumento para realizar seus ideais esquerdistas e até radicais.
O que é o socialismo de guerra? O pensamento convencional diz que esquerdistas, ou socialistas democráticos, como os presidentes Wilson, FDR, JFK, LBJ, Clinton e Obama, odeiam a guerra, enquanto que semeadores de guerras, como Theodor Roosevelt, Eisenhower, Nixon, Reagan, Bush-41 e Bush-43 não conseguem esperar para começarem mais outra. Esta visão conformista sustenta que socialistas democráticos vão para a guerra quando obrigados — Wilson (Primeira Guerra Mundial), FDR, Truman (Segunda Guerra Mundial, Coréia), Clinton (Bósnia), Obama (Líbia), ou para limpar guerras impopulares começadas por seus chauvinistas predecessores republicanos — JFK, LBJ (Vietnã), Obama (Iraque, Afeganistão).
Entretanto, essa visão conflita com a história. Embora Wilson, FDR e Obama tenham concorrido a presidente prometendo não levar os Estados Unidos à guerra, esses homens e seus assessores e estrategistas entenderam a guerra como o método testado e aprovado para alcançar da forma mais rápida e abrangente possível a maioria de seus objetivos socialistas, como a Liga das Nações, a Organização das Nações Unidas, o Banco Central, o imposto federal sobre renda, a Previdência Social, os programas de assistência pública e o sistema de saúde pública.
"O socialismo de guerra do governo de Wilson foi um projeto inteiramente progressista," escreveu Jonah Goldberg em seu livro de 2007, "Fascismo esquerdista", e muito tempo depois da guerra ele continuou a ser o caminho rápido para impor políticas progressistas sem o consentimento do Congresso ou dos tribunais. Prossegue Goldberg: "Até hoje, os esquerdistas vêem instintiva e automaticamente a guerra como uma desculpa para expandir o controle governamental sobre vastas porções da economia. A crermos no fascismo clássico como sendo antes de mais nada a elevação de valores militares e a militarização do governo e da sociedade sob a bandeira do nacionalismo, é muito difícil entender por que a Era Progressista não foi também a Era Fascista."
A revolução progressista foi principalmente um movimento de classe média, uma contra-revolução exatamente tão oposta à revolução industrial e ao capitalismo laissez-faire de acima quanto era ao radicalismo marxista de abaixo. Os progressistas, em seu utopismo e idealismo arrogantes, acreditavam que poderiam forjar uma nova síntese, uma nova dualidade, o que os fascistas chamavam de "A Terceira Via" ou o que Richard Ely, um padrinho intelectual tanto de Wilson quanto de Roosevelt, chamaram de "o meio-termo de ouro" entre o individualismo laissez-faire e o socialismo marxista.
A obssessão dos progressistas era implementar um regime ético unificador e totalitário que retirasse do indivíduo a liberdade de buscar qualquer felicidade fora do Estado onipotente. A revolução progressista, juntamente com os fascistas e os nazistas, possuia uma ilusão fanática de transcender as diferenças de classe dentro da comunidade nacional e criar uma nova ordem. George Creel pôs a coisa de forma crua: "Nenhuma linha divisória entre os ricos e os pobres e nenhuma distinção de classe para alimentar invejas mesquinhas."
George Soros, um bilionário socialista radical, está na vanguarda da promoção do socialismo de guerra em escala global. Entre suas organizações multi-tentaculares, se inclui uma chamada Centro Global para a Responsabilidade de Proteger. Esse grupo é o principal defensor mundial da doutrina militar chamada Responsabilidade de Protejer, criada por dois membros do conselho desse grupo global, Ramesh Thakur e Gareth Evans. Na diretoria esteve também o Centro Carr para a Politica de Direitos Humanos, que foi fundado pela acessora da Casa Branca Samantha Power, que foi a esposa de Cass Sunstein, o supremo inspetor do governo de Obama.
Meu colega do WND Aaron Klein recentemente escreveu sobre essa trindade Soros-Obama-Power em "[Israel] é o próximo alvo de Obama depois da Líbia?"
Power foi diretora executiva e fundadora do Carr e dirigiu o instituto na época em que o instituto dava assessoria na fundação do Responsabilidade de Proteger. Ela é conselheira especial do Conselho de Segurança Nacional para Obama sobre direitos humanos. Consta que ela influenciou pesadamente Obama nas consultas que levaram à decisão de bombardear a Líbia…
Em seu pronunciamento à nação há duas semanas, Obama citou a doutrina como a principal justificativa para os ataques aéreos internacionais contra a Líbia. Na verdade, os bombardeios à Líbia foram amplamente considerados como um teste ao Responsabilidade de Proteger. Responsabilidade de Proteger ou Responsabilidade de Agir, conforme foi citado por Obama, é um conjunto de princípios, agora apoiados pela ONU, baseados na idéia de que a soberania não é um privilégio, mas uma responsabilidade que pode ser revogada se um país for acusado de "crimes de guerra", "genocídio", "crimes contra a humanidade" ou "limpeza étnica."
Esse impulso obssessivo e unificador rumo ao globalismo é uma das principais razões pelas quais eu não me refiro mais ao "movimento progressista", mas à revolução progressista. Movimentos vêm e vão e logo perdem o gás, como os direitos civis, os movimentos feminista, gay e sindicalista, enquanto revoluções voltam vezes vezes na sua cara. Soros, o supremo marionetista global, está continuando o que Trotsky chamou de uma "revolução perpétua" e existencial contra os Estados Unidos, Israel, o Cristianismo e o capitalismo que remonta ao Iluminismo francês e ao Jacobinismo (fascismo esquerdista revolucionário) do século XVIII. Em um nível intelectual, o socialismo democrático tem dívida com os três filósofos mais resistentes do século XIX — Marx, Darwin e Nietzsche — cujas idéias diabólicas, por sua vez, desencadearam a idade de ouro do fascismo esquerdista do século XX, sob Lênin, Stálin, Mussolini, Hitler, Franco, Mao e Pol Pot, inclusive a ascenção do socialismo democrático e o totalitarismo muçulmano (a lei xaria). 
Quanto mais as coisas mudam, mais elas continuam as mesmas. Olhe os cartazes de propaganda acima promovendo a "mudança" através do socialismo nacional, do socialismo democrático e do socialismo marxista. Lembre-se de que progressistas e socialistas democráticos como Obama sempre fazem campanha como pombas ou ovelhas, mas debaixo das penas da pomba está um falcão do humanitarismo e debaixo da roupa de ovelha está um lobo faminto e semeador de guerras, promovendo a guerra como um instrumento para realizar seus ideais progressistas e fascistas por quaisquer meios necessários.
Guerras quentes no Iraque, Afeganistão, Líbia; sindicalismo de guerra em Wisconsin, Illinois, Indiana, Ohio, Michigan, Pensilvânia, Califórnia, Nova Jersey; guerras econômicas na Grécia, Espanha, Portugal, Irlanda, Grã-Bretanha, França, Alemanha; anarquia no Oriente Médio e genocídio na África... Tudo isso é socialismo de guerra e tudo isto é planejado deliberadamente para destruir o Ocidente, o Cristianismo, Israel e o capitalismo — por meio da derrubada do sistema no caos totalitário e no ateísmo sistêmico — e das cinzas criar uma Nova Ordem Mundial Fascista.
Original: War socialism
Tradução (feita por recomendação e a pedido de Julio Severo): DEXTRA
Revisado por Julio Severo: www.juliosevero.com
Por que não sou socialista

Um comentário :

Henrique Lima disse...

Paz de Cristo Júlio.
Queria só levantar o assunto da legalização da maconha a nova investida do PT.

As ações do PT não são ilógicas levam a um fim desejado

http://henriquelimaa.blogspot.com/2011/04/as-acoes-do-pt-nao-sao-ilogicas-levam.html