30 de abril de 2011

Organização católica da França perde caso contra obra de arte blasfema

Organização católica da França perde caso contra obra de arte blasfema

27 de abril de 2011 (Notícias Pró-Família) — Uma organização católica de defesa de direitos na França recebeu ordem na semana passada de pagar um total de 8.000 euros (mais de 11.600 dólares) em prejuízos e despesas legais aos organizadores de uma exibição de arte contemporânea em Avinhão (sul da França). A organização havia pedido a um tribunal local que ordenasse a remoção de imagens da peça de “arte” anticristã “Mijem no Cristo”, do site da exibição e da propaganda pública através de pôsteres na cidade.
A fotografia polêmica de um crucifixo imerso num jarro cheio da urina do artista virou manchete internacional recentemente depois que foi vandalizada no Domingo de Ramos. De acordo com as reportagens, o vandalismo foi feito por quatro rapazes.
A Aliança contra o Racismo e pelo Respeito da Identidade Francesa e Cristã (ARRIFC) é uma organização “antirracista” oficialmente reconhecida que ganhou o direito legal de representar os interesses cristãos nos tribunais franceses. A ARRIFC decidiu lidar com a “Coleção Lambert” em Avinhão depois que milhares de católicos expressaram sua indignação com a exibição polêmica de “Mijem no Cristo” feita durante a Semana Santa por Andres Serrano, um artista contemporâneo de Nova Iorque.
Centenas de manifestantes se uniram a uma marcha e rezas públicas organizadas pela organização cristã de pressão política Civitas no começo deste mês em Avinhão. Civitas obteve mais de 80.000 assinaturas para sua petição de internet contra a “obra de arte”.
Entretanto, os juízes do tribunal civil de Avinhão disseram que o processo da ARRIFC constituía uma “ação legal maliciosa”, e conferiu à Associação Coleção Lambert o direito de cobrar os prejuízos. Os juízes abriram mão de acrescentar uma “multa civil”: a ARRIFC havia “erroneamente” julgado os méritos de “Mijem no Cristo”, disseram eles, mas esse erro não constituiu uma “culpa”.
Monsenhor Jean-Pierre Cattenoz, bispo de Avinhão, havia anteriormente pedido que a obra “odiosa” fosse removida. “Se alguém cospe ou faz xixi em mim, ele está zombando de mim. Se alguém faz xixi no crucifixo, ele está zombando dele. Será que o artista tem permissão de fazer qualquer coisa que quiser? Será que a arte é compatível com os instintos mais baixos do homem? Não acredito nisso”, disse ele.
O cardeal Philippe Barbarin, primaz da França, também pediu a remoção do “Mijem no Cristo” numa declaração enviada à agência noticiosa AFP, chamando a obra de “um insulto que nos ofende profundamente, principalmente nesta Semana Santa, pois afeta Aquele que ‘nos amou até o fim’”.  
Contudo, numa virada bizarra, a assessoria jurídica da Coleção Lambert pôde apresentar um livro escrito em 2001 por Albert Rouet, ex-bispo de Poitiers, e com o prefácio de Gilbert Louis, outro bispo francês, intitulado “A Igreja e a Arte da Vanguarda”. O livro continha muitas fotos de peças pornográficas e provocadoras, e fazia comentários favoráveis ao “Mijem no Cristo”.
Bernad Antony, presidente da ARRIFC, indicou que a Aliança recorrerá da decisão de Avinhão. “Mais do que nunca, a ARRIFC continuará a lutar pela defesa da fé dos cristãos e pelo respeito à dignidade humana”.
Traduzido por Julio Severo: www.juliosevero.com
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3 comentários :

Fides disse...

Se eu aparecer enfiando a bandeirinha do arco-íris dos boiolas & bolachas num balde de urina e os invertidos reclamarem será que algum juiz obrigaria os invertidos a pagarem uma grana por terem reclamado do meu ato ?

Sergio disse...

sergio.Parece que os valores morais foram totamente invertidos.Fim dos tempos.

Anônimo disse...

Isso é uma grande covardia, porque não fazem isso com o profeta maomé? Porque com os muçulmanos ninguém mexe.