27 de fevereiro de 2011

Ministros das Relações Exteriores da UE anunciam declaração fraca e tardia contra a violência anticristã

Ministros das Relações Exteriores da UE anunciam declaração fraca e tardia contra a violência anticristã

BRUXELAS, Bélgica, 24 de fevereiro de 2011 (Notícias Pró-Família) — Os ministros das Relações Exteriores da União Europeia foram fortemente criticados quando se recusaram no mês passado a mencionar cristãos ou Cristianismo numa versão preliminar de uma declaração que condena a violência anticristã no Oriente Médio e Ásia.
Nesta semana, o Conselho de Assuntos Exteriores da UE divulgou uma declaração que menciona cristãos uma única vez num texto de aproximadamente 500 palavras e inclui peregrinos muçulmanos e outras comunidades religiosas na mesma sentença.
A declaração “Conclusions on intolerance, discrimination and violence on the basis of religion or belief” (Conclusões sobre intolerância, discriminação e violência na base da religião ou convicção), disse o grupo Vigilância da Dignidade Europeia (VDE), falha ao não lidar com a natureza dos ataques violentos contra os cristãos que estão se tornando mais comuns em muitos países dominados pelo islamismo no mundo inteiro.
Criticando pesadamente a declaração “cuidadosamente redigida” e “politicamente correta”, o grupo da UE de defesa dos direitos civis disse que a “única referência às vítimas cristãs é mal o mínimo”.
“Uma mensagem mais corajosa por parte da União Europeia teria condenado de forma inequívoca as atrocidades cometidas exclusivamente contra os cristãos”, disse a VDE.
“Tal declaração teria sido muito bem recebida tanto pelos cidadãos europeus quanto pelas organizações que trabalham em favor de liberdades fundamentais, e teria sido abraçada pelas minorias cristãs vitimadas no Oriente Médio que precisam do contínuo apoio e solidariedade da UE”.
Os cinco ministros das Relações Exteriores e a Alta Representante da UE baronesa Catherine Ashton foram acusados de se prostrar diante dos modismos politicamente corretos. A acusação foi feita por membros do Parlamento da UE, inclusive Franco Frattini, ministro das Relações Exteriores da Itália, que disse que a versão preliminar da declaração mostrava “excesso de secularismo” e pediu, com o apoio do ministro francês, que fosse removida.
David Casa, parlamentar de Malta, disse: “Como é que é possível condenar de forma correta essas atrocidades sem fazer nenhuma menção dos alvos [dessas atrocidades]?”
“Se temos a intenção de gastar o dinheiro dos que pagam o imposto de renda para pagar pedaços de papel rascunhado declarando que as pessoas não deveriam ser mortas à bomba em geral, então deveríamos todos fazer as malas e ir para casa”.
A declaração desta semana dos ministros de Relações Exteriores vem depois de duas outras, que não hesitaram em mencionar os cristãos, feitas pelo Conselho da Europa e pelo Parlamento da UE em 20 de janeiro.
Nos últimos dois anos, violentos ataques contra os cristãos nos países dominados pelo islamismo no Oriente Médio se intensificaram, e populações cristãs que no passado estavam florescendo em países tais como Iraque estão em perigo de desaparecerem à medida que mais pessoas fogem. Ataques e discriminação sancionada muitas vezes pelo governo ocorrem regularmente no Iraque, Egito e Paquistão.
Na cidade de Belém, que no passado era uma das mais antigas populações cristãs do mundo, apenas uma fração do antigo número de cristãos permanece. Em 1947, 75 por cento da população de Belém eram cristãos, mas o número diminuiu para 23 por cento em 1998 devido à “emigração”, de acordo com o prefeito da cidade em 2005. Tanto muçulmanos quanto cristãos estão emigrando, disse Victor Batarseh, “mas é mais evidente entre os cristãos, pois eles já são uma minoria”.
Hoje, os cristãos compõem menos de 4 por cento da população da Margem Ocidental. Os especialistas predizem que a atual população de cerca de 12 milhões de cristãos no Oriente Médio poderá definhar para menos de 6 milhões em 2025.
O Departamento de Estado dos EUA divulgou um aviso de segurança para os cidadãos dos EUA que estão viajando para o Egito que menciona o ataque à bomba, feito em 1 de janeiro, contra uma igreja cristã copta que matou 23 pessoas e feriu mais de 100. No mês passado, um cristão foi morto a tiros e cinco mulheres foram feridas, e ataques à bomba na Nigéria ocorridos na véspera de Natal mataram pelo menos 32 pessoas.
No Paquistão, o governador do Punjab foi assassinado depois que pediu que uma mulher cristã, sentenciada à morte por blasfêmia contra o islamismo, fosse perdoada. O assassino de Salman Taseer, seu guarda-costas Malik Mumtaz Qadri, disse que foi a oposição de Taseer à lei anti-blasfêmia que incitou seu ato. De acordo com as reportagens, Qadri foi recebido pelos apoiadores com uma chuvarada de pétalas de rosas ao entrar no tribunal para seu julgamento.
Seis pereceram num ataque à bomba no dia de Natal numa igreja católica na ilha de Jolo nas Filipinas e uma série de ataques à bomba na véspera de Ano Novo no Iraque deixou dois mortos e pelo menos 13 feridos.
Os ministros da UE não são os únicos que estão sendo criticados por falta de ação. Nina Shea, diretora do Centro de Liberdade Religiosa do Instituto Hudson, disse para a FoxNews.com que as populações cristãs do mundo estão sofrendo em parte devido a uma falta de ação decisiva por parte do governo dos EUA.
Shea disse que quando o governo de Obama enviou uma mensagem de condolência depois de um ataque à bomba contra uma igreja no Iraque em 31 de outubro — o qual deixou 58 pessoas mortas e pelo menos 78 feridas — era uma mensagem que continha “uma condolência geral para os iraquianos que nem chegou a mencionar a palavra cristãos ou igrejas, muito embora tivesse sido um culto lotado de domingo para cristãos que foi explodido”.
Para mais informações sobre violência e discriminação anticristã, visite o site: www.vozdosmartires.com.br
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Traduzido por Julio Severo: www.juliosevero.com
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2 comentários :

Anônimo disse...

Entendo que nehuma medida diplomática ou simples declarações da UE ou EUA vão sequer amenizar a canalhice que muçulmanos fazem aos cristãos por aquelas paragens. É preciso mais que palavras, é preciso ações tais como a igreja católica fez na Idade Média (pois muçulmanos são medievais, não são?!?!) ou o Ocidente deveria dar tratamento recíproco a esses vagabundos maumetanos. Isso só não acontece devido a outros vagabundos que são os esquerdopatas que infestam os governos do Ocidente com suas ladainhas marxistas ordinárias.

anonimo.txt disse...

Peço que se possível publique estes vídeos na página de seu blog, valeu? Abraços:
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1º Parte
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http://www.youtube.com/watch?v=lCsBc0tm6lc
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2º Parte
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http://www.youtube.com/watch?v=unvErPwnmTM
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3º Parte
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http://www.youtube.com/watch?v=KDKpBfvkHWo
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