14 de fevereiro de 2011

“Conservador gay” é uma contradição

“Conservador gay” é uma contradição

Star Parker
CPAC, a Conferência da Ação Política Conservadora há muito tempo é uma acontecimento anual para mim. Mas este ano eu concluí que ela não era meu lugar e declinei de participar nos vários locais do evento para o qual fui convidada.
Sim, a razão pela qual eu declinei foi a inclusão do GOProud, um grupo que se identifica como representante dos "conservadores gays e seus aliados", como patrocinador do evento.
E é a razão pela qual algumas das mais importantes organizações conservadoras do país — a Heritage Foundation, o Family Research Council, o Media Research Center e a National Organization for Marriage — não participaram.
O fundador e presidente do GOProud acabou com qualquer dúvida de minha parte de que não participar era a decisão correta ao desmerecer estes grupos como sendo "perdedores", "palhaços" e "não-relevantes."
Eu, é claro, tenho sido acusada de ser pior do que uma palhaça. O bombardeio normalmente vem da esquerda. Mas esta é a primeira vez que ouço este tipo de coisa vindo de um grupo que posa de "conservador."
Eu me tornei conservadora na igreja. Eu achava que estava muito bem em minha antiga vida — enganando o sistema previdenciário, indo à praia, relaxando em minha banheira morna subsidiada pela previdência, tratando o sexo como um hobby e o aborto como controle de natalidade.
Em nossa cultura de hoje, que vê a prosperidade material como o barômetro máximo do sucesso, a verdade infelizmente está se perdendo. Se não há nada além do que está diante de nossos olhos neste mundo, o que isto importa?
Quando eu entendi como a cultura de materialismo do Estado previdenciário estava destruindo não só minha vida, mas todos os negros dos EUA, acabou-se a linha divisória em minha mente entre "questões sociais" e "questões econômicas." A única linha divisória que eu vi foi entre o certo e o errado, o bem e o mal.
O conceito de "conservador gay" é uma contradição.
"Gay" é tudo o que "conservador" não é.
Os fundamentos da visão de mundo que os assim chamados "conservadores gays" endossam têm muito mais em comum com o liberalismo/esquerdismo do que com o conservadorismo.
É uma visão de mundo antropocêntria ao invés de teocêntrica. É uma visão de mundo que rejeita verdades eternas passadas adiante desde o começo dos tempos. Embora a visão de mundo que os "conservadores gays" inventam possa divergir da visão de mundo dos esquerdistas, sua base comum é que eles inventam ambas.
E é aqui que os "conservadores gays" e os "liberais/esquerdistas" se distinguem dos conservadores.
Os conservadores acreditam que há verdades eternas e objetivas, produtos, não de alguma mente humana, mas transmitidos através das gerações. Cultura não é como TVs de alta definição ou iPhones, em que o modelo mais novo é o melhor.
Essas verdades eternas dão a luz em meio à neblina que impede que nos choquemos contra as praias rochosas aonde nossos baixos instintos nos conduzem.
"Gay" é liberal/esquerdista e não conservador, independente de qual possa ser a posição deles a respeito dos gastos do governo ou dos impostos.
Isso porque, como todos os liberais/esquerdistas, eles usam a língua para criar a realidade ao invés de considerarem que as palavras têm um significado que reflete a realidade.
Assim, eles reinventaram a palavra "gay," reinventaram a palavra "casamento" e agora querem reinventar a palavra "conservador."
Por fim, reinventaremos a palavra "liberdade" e poremos o selo final de aprovação na idéia de que uma sociedade livre, ao invés de ser o caminho para a verdade, é o caminho para a ausência de sentido.
O que os indivíduos escolhem em privado e pelo qual eles possuem responsabilidade pessoal é diferente do que sancionamos publicamente, pelo qual todos nós devemos nos responsabilizar.
Um governo neutro em relação a valores é impossível. A batalha central de nosso século se refere a valores e como entendemos a liberdade. É uma batalha por nosso próprio espírito. E, como pudemos ver pela CPAC, não é uma luta só entre democratas e republicanos.
Tradução: Dextra
Divulgação: www.juliosevero.com

2 comentários :

Garcia Rothbard disse...

Eu acho que faltou um dado para esclarecer melhor a posição de Star Parker. "Gay", como ela usa a palavra, não é a pessoa que pratica sexo homossexual (e eu não quero dizer aqui que não há problema em praticar sexo homossexual), mas sim o militante do movimento homossexual moderno. Homossexuais que não praticam nenhum tipo de militância não seriam "gays".

Herberti disse...

Um parágrado em especial me chamou a atenção:
"Em nossa cultura de hoje, que vê a prosperidade material como o barômetro máximo do sucesso, a verdade infelizmente está se perdendo. Se não há nada além do que está diante de nossos olhos neste mundo, o que isto importa?"
Isto está de acordo com o que o profeta Ezequiel recebeu de Deus:
"Eis que esta foi a maldade de Sodoma, tua irmã: soberba, fartura de pão, e abundância de ociosidade teve ela e suas filhas; mas nunca esforçou a mão do pobre e do necessitado." Ez.16:49.
Toda esta movimentação rumo a destruição completa dos valores morais e éticos da cultura ocidental e apenas uma consequencia "natural" do padrão de vida materialmente abundante no qual nos acomodamos. Não temos mais que lutar para garantir o pão do dia seguinte, se ficamos doentes há toda uma série de recursos sociais a disposição, há cartões de crédito, aposentadorias, auxílio-maternidade, afastamento remunerado, etc, etc, etc. Deus está praticamente sobrando nesta história toda. E tendo tudo isto à mão vamos ocupar nossa mente, intoxicada com terabites de informação, com o que? Logicamente vamos imaginar meios de termos ainda mais: mais facilidades, mais informação, mais liberdade, mais , mais, mais...
O movimento homossexualista nada mais faz do que ocupar, atrevidamente, os espaços vazios produzidos pela ausência de Deus. Não que Ele tenha saido, mas fomos nós, como cultura, que O colocamos para fora. O que sobra é isto mesmo: caos. Não mais límites, nem referenciais. Qualquer um pode ser qualquer coisa a qualquer tempo. Conservador é uma palavra que em pouco tempo, e como dúzias de outras antes dela, não vai significar mais nada.