15 de fevereiro de 2011

Adultério Inc. — a indústria da infidelidade

Adultério Inc. — a indústria da infidelidade

14 de fevereiro de 2011 (AlbertMohler.com/Notícias Pró-Família) — “Monogamia, em minha opinião, é um experimento fracassado”. Essa é a declaração de Noel Biderman, um empresário de Toronto que quer lhe vender um caso de adultério. Conforme revela a atual matéria de capa da revista Bloomberg Businessweek, o sr. Biderman está fazendo muitos negócios.
A revista descreve AshleyMadison.com como “o principal site de ‘namoros’ para adúlteros aspirantes”. Biderman diz que teve a ideia depois de trabalhar como agente empresarial para atletas profissionais. Esse emprego exigia que ele saísse negociando os casos adúlteros de seus clientes. Biderman chegou à conclusão de que dava para fazer do adultério um grande negócio.
Agora, Ashley Madison lucra por ano 60 milhões de dólares e produz 20 milhões de dólares em rendimentos anuais. O próprio Biderman está lucrando milhões de dólares por ano, e o adultério parece ser uma indústria em crescimento.
A ideia por trás de Ashley Madison é muito fácil de compreender. O plano de Biderman era criar um site que pareceria satisfazer às mulheres que buscam um parceiro de adultério, enquanto de fato ao mesmo tempo atrai homens que buscam mulheres para um caso de adultério. Os clientes do site estabelecem um perfil pessoal, selecionam sua “condição de disponibilidade” e marcam suas preferências pessoais. O real dinheiro flui para o site quando os homens se conectam online com as mulheres e então têm de fazer pagamentos consideravelmente exorbitantes pelo privilégio de continuar a conversa. Se tudo vai de acordo com o plano, o adultério logo acontece.
Sheelah Kolhatkar, jornalista da Businessweek, descreve Noel Biderman como “um gênio solitário — possivelmente maligno e certamente empresarial”. Ele trabalha como diretor geral de Avid Life Media, a empresa mãe da Ashley Madison. Ele é também casado e pai de duas crianças novas. Em seu escritório o monitor do computador traz de repente a mensagem promocional de sua empresa: “A vida é curta. Tenha um caso”.
Amanda, a esposa de Biderman, parece despreocupada com o negócio de seu marido e o papel escolhido dele como o capitão da indústria do adultério. Numa declaração de evasão moral quase completa, ela diz: “A verdade é que o negócio em si não corresponde a quem ele é como pessoa — não é nosso estilo de vida ou sistema de valores ou qualquer coisa disso”. Olha, eis uma dica: se você concebe, estabelece e administra o negócio, é o seu sistema de valores. Quando o seu lema é “A vida é curta. Tenha um caso”, o adultério é “quem você é como pessoa”, ainda que você jamais tenha tido um caso real de adultério.
Ela continuou: “O que quero dizer é, sim, eu adoraria se ele estivesse trabalhando num emprego de procurar uma cura para o câncer. Mas é só negócio, e é desse jeito que o vemos”.
Dava para se dizer a mesma coisa de uma casa de prostituição, é claro, e pelo menos alguns observadores sugerem que a prostituição é basicamente a essência de Ashley Madison. Afinal de contas, embora quase todos os homens que se registraram no site sejam casados, cerca de 20 por cento das mulheres não são.
O que é interessante é que desde que o adultério se transformou agora num grande negócio, certos indicadores se tornaram disponíveis. A jornalista Sheelah Kolhatkar explica que entre 20 e 40 por cento dos homens heterossexuais casados e 20 e 25 por cento das mulheres heterossexuais casadas terão um caso durante sua vida. Ela cita Bruce Elmslie, economista da Universidade de New Hampshire, que afirma que os homens e mulheres cometem adultério praticamente nos mesmos índices até as idades de 35 ou 40. Depois disso, as mulheres são mais relutantes de ter um caso, e os casos dos homens sobem repentinamente.
Biderman explica que as mulheres têm a maior probabilidade de ter um caso no lugar de trabalho com um homem casado que trabalha ou com o marido de uma amiga. Os homens cometem adultério sob uma variedade muito mais ampla de circunstâncias. Ashley Madison está “mergulhando em maridos”, relata Biderman.
Biderman lançou o site em 2010, mas fundou a empresa anos atrás, em 2002. Ele a chamou Ashley Madison combinando os dois nomes mais populares de bebês do sexo feminino daquele ano. Ele afirma só estar satisfazendo uma necessidade e rejeita a ideia de que ele esteja realmente aumentando os números de casos. Apesar disso, a antropóloga Helen Fisher acusa Biderman de “agir como predador contra uma fragilidade humana”.
Pelo menos em termos econômicos, a ideia de Biderman está dando amplos lucros. Ashley Madison já o tornou milionário mais que várias vezes. David Evans, editor de Online Dating Insider, comentou que Biderman e sua empresa “certamente possuem o mercado dos traidores”. Ele acrescentou: “É muito lucrativo e bem-sucedido”.
O que é de surpreender é que Biderman realmente se queixa de que seu negócio é alvo de discriminação. Afinal, a rede de televisão Fox rejeitou sua proposta de comercial para o Super Bowl, o campeonato de futebol americano. Na realidade, Biderman parece se queixar um pouco constantemente da oposição que sua empresa causa. Por outro lado, alguns suspeitam que ele esteja também inflamando a oposição, incitando sua própria publicidade.
Sheelah Kolhatkar descreve a empresa nestes termos:
O que a Ashley Madison faz é legal. É também ilícito, em que ajuda os usuários a violar seus votos de casamento e se engajarem em farsa e sigilo. Isso apresenta enormes desafios de estigmatização e desafios financeiros: Quantos gerentes de investimentos querem ir para casa para anunciar para suas esposas: “Querida, achei a perfeita oportunidade de investimento!”
É difícil imaginar como essa empresa e seu fundador não enfrentariam “enormes desafios de estigmatização”. Com uma declaração amenizada, Kolhatkar expressa o óbvio: “Ele está administrando um florescente império construído numa atividade que a maioria das pessoas diria que é errada”.
Essa última declaração é reveladora em mais do que um sentido. Parece realmente que a maioria das pessoas acredita que o adultério é errado. Mesmo assim, está desenfreado. Parece que muitos seres humanos abandonarão seus princípios morais ao se depararem com a oportunidade de cometer adultério. Ashley Madison existe para criar ainda mais dessas oportunidades.
Não há dúvida alguma de que é revelador o fato de que a Bloomberg Businessweek tenha escolhido esse tópico para sua matéria de capa bem no Dia dos Namorados nos EUA. Por que eles fazem uma matéria de capa sobre um homem que declara “Monogamia, em minha opinião, é um experimento fracassado”? Isso mostra que a revista está de acordo com a sra. Biderman quando ela diz “…é só negócio, e é desse jeito que o vemos”?
Traduzido por Julio Severo: www.juliosevero.com
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