10 de janeiro de 2011

Ex-atriz pornô dá uma mensagem para os homens: parem de ver pornografia ou vocês destruirão suas vidas

Ex-atriz pornô dá uma mensagem para os homens: parem de ver pornografia ou vocês destruirão suas vidas

HOLLYWOOD, EUA, 7 de janeiro de 2011 (Notícias Pró-Família) — Jennifer Case deixou a indústria do sexo três anos atrás pela graça de Deus, diz ela, e a mensagem dela para os homens é muito clara: “Há uma pessoa real do outro lado das imagens que você está vendo, e você está destruindo a vida dela e a vida dos filhos dela”.
Jennifer Case
Numa entrevista para “The Porn Effect” (O Efeito Pornô), Case testifica de sua própria experiência pessoal acerca dos malefícios que a indústria pornográfica provoca nas mulheres envolvidas. Ela diz que ficou traumatizada, oprimida e abusada, e ficou viciada em drogas e precisava de dinheiro da pornografia para continuar tendo condições de comprá-las. Fisicamente ela tinha de lidar com doenças sexualmente transmissíveis: “Tive tantas infecções diferentes o tempo inteiro. Deixei Hollywood porque fiquei muito doente de clamídia. Meu abdome doía tanto que tive de voltar para casa”, disse ela.
A indústria pornográfica é alimentada pelos seus consumidores — eles e seu dinheiro impulsionam o destrutivo negócio — e daí dá para se atribuir os danos feitos a essas mulheres aos consumidores bem como produtores. Contudo, a ex-atriz pornô não guarda amargura contra os homens pela vida passada dela. Ela possui um discernimento profundo da natureza viciadora da pornografia e diz que compreende que só com a ajuda de Deus os homens conseguem sair do vício, assim como foi com a ajuda de Deus que ela deixou essa indústria.
“Homens, Deus ama vocês! Eu amo vocês também e sempre orarei por todos vocês, para que as cadeias sejam quebradas”, diz ela. “Você é escravo da pornografia tanto quanto qualquer atriz pornô. Se você está vendo pornografia ou está viciado à pornografia, você está tentando encher um vazio dentro de você que só Deus pode preencher. Toda vez que você olha pornografia, você está aumentando o vazio, e você destruirá sua vida”.
Ela diz que a pornografia é “maligna” e “é uma droga, veneno e mentira”.
“Se você pensa que poderá guardá-la no escuro, Deus a tirará para fora, para a luz, para deter você e curar você”.
Num apelo muito franco, Case concluiu a entrevista dizendo: “Essas mulheres são preciosas e merecem ser amadas exatamente como vocês merecem. Há uma pessoa real do outro lado das imagens que você está vendo, e você está destruindo a vida dela e a vida dos filhos dela. Em toda pornografia existe a filha de alguém. E se fosse a sua filhinha? Você pode realmente estar ajudando na morte de alguém! Atores e atrizes pornôs morrem o tempo todo de AIDS, overdoses de drogas, suicídios, etc. Por favor, parem de olhar pornografia”.
Veja a entrevista completa aqui.
Traduzido por Julio Severo: www.juliosevero.com
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6 comentários :

Anônimo disse...

Fico contente que ela tenha encontrado os caminhos do Senhor e largado essa porcaria, mas ela só vê um lado quando pede para que os homens (e porque não tbm as mulheres) parem de assistir a esses filmes. "Há uma pessoa real do outro lado das imagens que você está vendo, e você está destruindo a vida dela e a vida dos filhos dela", diz Jennifer. Por que ela não investe contra as gravadoras e produtores dessas porcarias tbm?
Será que é mais fácil atacar as pessoas físicas do que as pessoas jurídicas?
Jennifer, mãos à obra! Invista suas centenas ou milhares de dólares que ganhou na pornografia e abra uma ONG de combate a isso ao menos.

Anônimo disse...

Concordo com o anônimo acima.

E acrescento que ela deveria também fazer alguma forma de penitência pelos seus pecados passados, como jejuar, ou rezar.

Seria também uma forma de reparar o mal que ela fez ela se casar e ter filhos.

Anônimo disse...

Concordo que as igrejas devam dar júbilos de alegria quando uma pessoa assim se converte, mas chega a ser ridículo o destaque e a notoriedade que dão à essas novas ovelhas. A maioria delas ficam tão orgulhosas, que nem trilham pelo caminho da mordomia cristã.
Que Deus tenha misericódia das igrejas desses últimos dias.

Anônimo disse...

Ela se pinta como um anginho de quem tivessem tirado a inocência. Isso é um absurdo! Pelo que pude perceber, ninguém a obrigou a ser atriz pornô. Ela foi porque quis, porque era uma depravada, suja. E se arrependeu porque ficou gravemente doente. Pelo menos isso serviu para ela se converter. Agora ficar se fazendo de santa é demais.

Alex disse...

Julio, gostaria de pedir ao senhor que divulgasse um texto que escrevi sobro o sentido cristão do sexo.

Sexo como prazer hedonista, tormento imposto ou expressão de amor conjugal

Eu estava lendo sobre a Pastoral da Mulher Marginalizada de Belo Horizonte (PMM-BH) e o meretrício (prostituição) e isso me fez lembrar de dois casos bastante curiosos e diferentes de prostituição.
Um deles é o da cientista britânica Brooke Magnanti, que ficou conhecida como a blogueira Belle de Jour, personagem fictícia que escolheu para narrar seus programas e preservar a sua identidade. Ela tinha se tornado uma prostituta de luxo para pagar o seu doutorado, mas acabou revelando sua identidade para se livrar do peso que esse segredo lhe impunha. Segundo ela, “nunca diga não ao prazer por medo do que as outras pessoas possam dizer”. É uma ética hedonista, ou seja em que os valores estão ordenados pelo prazer.
O outro caso é de uma ex-prostituta anônima. Uma jovem russa, com formação universitária, não conseguia arranjar trabalho ao seu nível de estudo; ela trabalhava de servente numa pizzaria. Numa tentativa de encontrar uma vida melhor, aceita uma proposta de emprego como tradutora na Europa Ocidental. Na verdade, ela estava sendo vítima de uma organização internacional que a iria escravizar como prostituta quando chegasse à Europa Ocidental. Ela sofreria, então, vários maus-tratos físicos até conseguir escapar dessa escravidão, que lhe acarretou várias seqüelas psíquicas! (Cf. o artigo “Uma visão do inferno”, Revista Pergunte e Responderemos, novembro de 2006). O sexo se tornou para ela uma forma de violência.

CONTINUA

Alex disse...

CONTINUAÇÃO

Agora, a partir desses exemplos pitorescos, gostaria de convidar os amigos leitores a uma reflexão sobre o sentido cristão do sexo. Como vimos o sexo pode ser um prazer hedonista ou uma forma de violência. Mas qual será o sentido cristão do sexo?
O ato sexual tem duas dimensões essenciais que não devem ser separadas: a unitiva e a procriativa. Esses dois aspectos do ato sexual se tornam presentes no contexto da união matrimonial entre homem e mulher. Por isso a união sexual serve para exprimir a união entre os cônjuges e transmitir a vida humana (Cf. Catecismo da Igreja Católica, n. 2369-2370; e “A anticoncepção em perguntas e respostas”, artigo do Pe. Luiz Carlos Lodi da Cruz).
É importante notarmos que também através de uma vida matrimonial podemos nos tornar santos. Deus deseja que todos nos tornemos santos, não apenas os sacerdotes e religiosos e religiosas. “[Deus] nos escolheu nele [em Cristo] antes da criação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis, diante de seus olhos” (Efésios 1,4).
Podemos citar como exemplo de casais santos os pais de Santa Teresinha, Luís e Zélia Martin (os dois forma beatificados por Bento XVI a 19 de outubro de 2008), Pietro Molla e Gianna Berretta Molla (ela canonizada), Luigi e Maria Beltrame Quattrocchi (casal de italianos canonizados); além é claro de todos pais, mães e avós que, mesmo no anonimato, levaram uma vida santa e mostraram aos seus filhos e netos o caminho da santidade ensinado por Nosso Senhor Jesus Cristo.
Enfim, não esqueçamos a castidade, valor cristão tão pouco lembrado, compreendido e cultivado!
A castidade é “o domínio do dinamismo sexual, disciplina da vida sexual, retidão em tudo que toca o instinto sexual, domínio e utilização do instinto sexual na vida de todo ser humano, sã regularização da sexualidade, domínio libertador dos impulsos sexuais” (Laurent Boisvert, O celibato religioso, Ed. Paulus, 1994)
“Todo batizado é chamado à castidade. O cristão “se vestiu de Cristo” (Gl 3,27), modelo de toda castidade. Todos o fiéis de Cristo são chamados a levar uma vida casta segundo seu específico estado de vida. No momento do Batismo, o cristão se comprometeu a viver sua afetividade na castidade.
“Existem três formas da virtude da castidade: a primeira, dos esposos; a segunda, da viuzez, a terceira, da virgindade. Nós não louvamos uma delas excluindo as outras. Nisso a disciplina da Igreja é rica” (Santo Ambrósio) (Catecismo da Igreja Católica, n.2348-2349).
E, para encerrar, nada melhor que as palavras do Mestre: “Bem aventurados os puros de coração, porque verão a Deus” (Mt 5,8).

Escrito por Alex Antunes Borges

Publicado em

http://recantodasletras.uol.com.br/artigos/2399988