26 de janeiro de 2011

Em suas próprias palavras: um presidente radicalmente pró-aborto

Em suas próprias palavras: um presidente radicalmente pró-aborto

25 de janeiro de 2011 (AlbertMohler.com/Notícias Pró-Família) — Quando Barack Obama estava concorrendo à presidência, alguns observadores o descreviam como um dos candidatos mais radicais da história dos EUA em termos de apoio ao aborto. Já no cargo, o presidente Obama pouco fez para dissipar essa opinião. Embora o presidente esteja tentando alcançar uma posição centrista em muitas questões, esse não é o caso no que se refere ao aborto.
Albert Mohler
No sábado passado, quando a decisão Roe versus Wade* fez aniversário de 38 anos, o presidente fez uma declaração que é assombrosa, até mesmo para presidentes que apoiam abortos legalizados. A declaração do presidente não incluiu uma única palavra que indicasse algum reconhecimento de que o aborto é legal em qualquer circunstância ou em algum sentido uma tragédia. Não houve nem mesmo uma referência passageira ao bebê em gestação. O presidente Obama nem mesmo usou a linguagem utilizada dissimuladamente pelo presidente Bill Clinton — a promessa de que o aborto deveria ser “seguro, legal e raro”.
“A data de hoje marca o aniversário de 38 anos de Roe versus Wade, a decisão do Supremo Tribunal que protege a saúde e liberdade reprodutiva das mulheres, e defende um princípio fundamental: que o governo não deve interferir em assuntos particulares das famílias”, o presidente declarou. Esse “princípio fundamental” não foi realmente o princípio pretextado pelo Supremo Tribunal, que encontrou o “direito” ao aborto na mulher, não na família.
O presidente continuou: “Tenho o compromisso de proteger esse direito constitucional. Permaneço também fiel às políticas, iniciativas e programas que ajudem gravidezes não intencionais, apoiem mulheres e mães grávidas, incentivem relacionamentos saudáveis e promovam a adoção”. Então, o presidente dos Estados Unidos usa seu elevado cargo para escorar sua esperança de “incentivar relacionamentos saudáveis”, mas não apoiar iniciativa alguma para tão somente reduzir o número de abortos nos EUA. Atualmente, de cada cinco gravidezes nos EUA, uma termina em aborto.
Ao concluir sua breve declaração, o presidente disse: “E neste aniversário, espero que façamos um novo e mais amplo compromisso de garantir que nossas filhas tenham os mesmos direitos, as mesmas liberdades e as mesmas oportunidades que nossos filhos de realizarem seus sonhos”.
Esse parágrafo é apenas uma recitação do argumento feminista que foi consagrado em Roe versus Wade — que assim como os homens não sofrem impedimentos por uma gravidez que impõe limitações profissionais e pessoais, as mulheres têm o mesmo direito. Esse raciocínio está consagrado como uma verdadeira doutrina religiosa dentro do Partido Democrático**, e o presidente Obama é um de seus mais ardentes defensores.
Desde que Barack Obama apareceu no cenário político nacional, ele tem sido promovido e protegido por um batalhão especial de pregadores e líderes religiosos que estão fazendo tudo o que podem para explicar que ele não é tão pró-aborto quanto parece. Apesar disso, o histórico dele é muitíssimo claro — assim como é essa declaração recentíssima. Não houve nenhuma palavra expressando o aborto como uma tragédia nacional, no próprio momento em que um recente relatório indicou que quase 60 por cento de todas as gravidezes entre mulheres afro-americanas da cidade de Nova Iorque terminam em aborto.
Como é que algum presidente dos Estados Unidos pode cometer a negligência de não falar dessa tragédia indescritível? Não houve nenhuma palavra de esperança expressando que o aborto seria raro, apenas a expressão de que ele permaneceria “fiel ao compromisso de proteger esse direito constitucional”. As únicas palavras que chegam a insinuar alguma redução hipotética do aborto foram usadas com relação à redução de “gravidezes não intencionais” e à promoção da adoção. Mas não se declarou, nem mesmo se sugeriu indiretamente, nenhuma meta de reduzir o aborto. Não se fez absolutamente nenhuma referência acerca do bebê em gestação. Não houve nenhum lamento — nem mesmo uma linha de diálogo que lhe custaria em termos do apoio que ele recebe de grandes organizações de aborto.
Essas palavras não foram impostas no presidente. Essa declaração é pessoalmente dele. É uma das declarações mais reveladoras — e trágicas — feitas por alguma figura política de nossos dias.
Este artigo foi reproduzido com a permissão de AlbertMohler.com
Nota do tradutor:
* Roe versus Wade foi uma decisão histórica do Supremo Tribunal dos EUA, em 1973, que inventou um “direito” ao aborto por todo e qualquer motivo, dando para médicos e mulheres o direito de matar bebês em gestação desde a concepção até o momento do parto, como ocorre hoje legalmente nos EUA.
** Partido Democrático: um dos maiores partidos políticos dos EUA, de linha esquerdista.
Traduzido por Julio Severo: www.juliosevero.com
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3 comentários :

Anônimo disse...

Vale a pena ler este artigo (hoje) Estadão a igreja Católica já começou a se manifestar :

http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,lider-de-movimento-contra-aborto-volta-a-atacar-dilma,665703,0.htm

Sávio Antunes disse...

Este agitador comunista pretende vir ao Brasil em março desse ano, em visita à sua camarada.

Ambos são figuras ingratas.

Sávio Antunes disse...

Sobre a "reportagem" indicada acima pelo anônimo, a malandragem do jornal esquerdista 'O Estado de São Paulo' fica muito clara. O safado que escreve o artigo chama o Movimento Pró-Vida de Anápolis de "um dos movimentos católicos mais radicais do País".

Ora, expressões como "ultraconservador", "extrema-direita", "direita conservadora", "radicais de direita" e tantos outros epítetos, são usados abusivamente pela imprensa esquerdista com o único propósito de denegrir qualquer movimento ou indivíduo que não pense, escreva ou se comporte segundo os ditames politicamente corretos.