31 de janeiro de 2011

“Agora é o inverso” — A revolução da imoralidade está agora à vista de todos

“Agora é o inverso” — A revolução da imoralidade está agora à vista de todos

26 de janeiro de 2011 (AlbertMohler.com/Notícias Pró-Família) — O ritmo estonteante da revolução da imoralidade que está agora transformando as culturas ocidentais está nos deixando estupefatos. No curso de uma única geração, a moralidade sexual que sobreviveu milhares de anos está cedendo a uma compreensão moral radicalmente diferente. Apenas considere o casal do Reino Unido que recentemente foi condenado por discriminação porque permitia que apenas casais casados dormissem na mesma cama em sua pequena pensão.
Peter e Hazelmary Bull são donos de uma pensão em Cornwall. Em setembro de 2008, uma dupla homossexual solicitou um quarto de solteiro, mas os Bulls recusaram essa acomodação. A dupla entrou com processo, e na semana passada o juiz condenou os Bulls por discriminação sob a Lei de Igualdade de 2007 da Inglaterra.
O que torna esse caso particularmente preocupante é a natureza da decisão do juiz.
O juiz Andrew Rutherford deu a decisão de que os Bulls teriam de sacrificar suas convicções cristãs se tivessem a intenção de serem donos de sua pensão e administrá-la. A sra. Bull disse para o tribunal: “Aceitamos a Bíblia como a santa Palavra viva de Deus e nos esforçamos por segui-la até onde podemos”. Nesse caso específico, significava que os Bulls restringiriam quartos com cama dupla aos casais casados. Eles impunham essa política independente da orientação sexual — um ponto que o juiz reconheceu.
Apesar disso, o juiz Rutherford declarou: “É inevitável que tais leis de tempos em tempos afetem convicções profundas das pessoas e setores da sociedade, pois elas refletem as atitudes sociais e valores morais que predominavam na época que fizeram”.
Defendendo a rápida reversão da moralidade pública na questão da homossexualidade, o juiz comentou: “Essas leis vieram a existir por causa das mudanças nas atitudes sociais. Os padrões e princípios que governavam nossa conduta que eram inquestionavelmente aceitos numa geração não podem ser aceitos da mesma forma na próxima geração”.
Além disso, “É um exemplo muito claro de como as atitudes sociais mudaram durante os anos, pois não muito tempo atrás essas convicções dos acusados teriam sido aceitas como normais pela sociedade em geral. Agora é o inverso”.
O juiz, que é um influente membro da Igreja da Inglaterra, aceitou que a posição dos Bulls com relação ao casamento era “uma convicção cristã perfeitamente ortodoxa de que o casamento é sagrado e a homossexualidade é pecado”.
Mas essas convicções terão de ceder à nova obrigação cultural da não discriminação. Essa é a lógica legal que está expulsando as entidades cristãs de assistência do setor de adoção de crianças nos Estados Unidos e Inglaterra. Agora, os Bulls provavelmente fecharão sua pensão ou sairão desse ramo de negócio.
O jornal Telegraph [de Londres] avisou: “O direito de se ter convicções religiosas e de se conduzir de acordo com a própria fé está sendo pesado contra o direito de não ser ofendido — e está perdendo. Essa é uma tendência desanimadora numa sociedade livre”, Andrew Brown, colunista no jornal The Guardian [de Londres], avisou os cristãos conservadores que o mundo mudou, tanto legal quanto moralmente.
A real bomba embutida dentro da decisão do juiz Rutherford é essa sentença: “Qualquer que tenha sido a posição em séculos passados não é mais importante que nossas leis tenham de automaticamente refletir a posição judaico-cristã”.
Não dá para se duvidar que essa lógica esteja rapidamente dominando os círculos legais, apontando para um grave estrangulamento dos direitos dos cristãos de viverem de acordo com suas próprias convicções. Ao mesmo tempo, essa decisão serve como mais outro sinal de como a revolução imoral está acontecendo rapidamente em todas as partes ao nosso redor. Quando o juiz Rutherford disse que o consenso moral é agora “inverso”, sua decisão escrita introduziu na lei essa revolução.
O falecido Maurice Cowling, um dos mais importantes intelectuais da Inglaterra do século XX, argumentava que quando a influencia pública do Cristianismo desaparecesse, o espaço vazio não seria preenchido por algo realmente secular. Pelo contrário, alguma nova religião tomará o lugar do Cristianismo. Nesse caso, a nova religião é a religião da anarquia sexual.
O juiz explicitamente reconheceu o fato de que os Bulls seriam forçados a agir contra a consciência a fim de obedecerem à decisão, e que as convicções dos Bulls eram a norma na sociedade inglesa, até em tempos recentes. Estimulada por essa decisão, a revolução da imoralidade avança sua marcha.
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Traduzido por Julio Severo: www.juliosevero.com
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5 comentários :

Anônimo disse...

É o tapete vermelho do Anti-Cristo.

Universidade Estadual do Piauí disse...

Essa Lei de Igualdade é o PLC-122 dos ingleses.

Acordem, brasileiros! Acordem!

paulo silveira disse...

gostaria que publicasse este noticia sobre aborto:
http://www.wnd.com/index.php?fa=PAGE.view&pageId=257577

Santa do Inferno disse...

Agora me diga: O que é moral? Existe verdadeiro moralismo? A moral já não é algo concebido pela sociedade se tornando assim totalitária e falsa por si só? Não consigo imaginar uma 'moral verdadeira', alguém consegue?
Na verdade, o que é moral ou imoral muda de acordo com a cultura, a região e os costumes de cada povo. Para um judeu a moral está na Mitzvá, para um muçulmano a moral está no Corão, para um hinduísta a moral está nos Vedas.
Afinal, qual é a moral correta e universal? Por que um gay seria imoral?

Herberti disse...

Santa do Inferno disse:
"A moral já não é algo concebido pela sociedade se tornando assim totalitária e falsa por si só?"
Este episódio demonstra exatamente o oposto: uma certa prática moral aceita coletivamente (fato reconhecido pelo próprio juiz) está sendo, de modo arbitrário e totalitário, anulada para favorecer interesses particulares. Logo, o problema não está com o casal Bulls, mas com aqueles que acham ter mais direitos que eles.

"Não consigo imaginar uma 'moral verdadeira', alguém consegue?"
Sim, Santa do Inferno, muita gente consegue. E se esforça por viver em função dela. É a tal da moral que nos permite, entre outras coisas, estar aqui neste blog discutindo civilizadamente atitudes imorais ou amorais de outras pessoas.

"Para um judeu a moral está na Mitzvá, para um muçulmano a moral está no Corão, para um hinduísta a moral está nos Vedas."
Exatamente! A História mostra e prova que a Moral é algo inerente no ser humano. Aliás é o que permite a vida em sociedade. Mas o que estamos testemunhando não são costumes coletivos e antigos se tornando direitos legais mediante um consenso, mas sim caprichos individuais sendo tratados como direito. Imagino que o casal Bulls, coerente com sua visão, já fez a mesma negativa a casais héteros, que nem por isso os processaram: ou dormiram em quartos separados ou foram buscar outra pousada. A atitude hostil e conflitante do "casal" homossexual demonstra que a intenção não era apenas a de passar uma noite, mas sim a de produzir um fato que pudesse ser usado midiaticamente em favor da causa gay. E isto, eu acredito, responde em parte ao seu questionamento de porque um gay seria imoral.