31 de dezembro de 2010

Os mundos perigosos dos pais analógicos com filhos digitais

Os mundos perigosos dos pais analógicos com filhos digitais

15 de dezembro de 2010 (AlbertMohler.com/Notícias Pró-Família) — A edição de domingo do jornal The New York Times deu atenção de primeira página ao problema do bullying* entre adolescentes na internet. Não dá para se duvidar de que a internet e a explosão de mídias sociais estão facilitando a chegada de uma forma nova e profundamente sinistra de bullying, e as consequências para muitos adolescentes são graves. Para alguns, a vida se torna uma estória de horror de insultos, rumores, difamações e pior.
Enquanto isso, muitos pais estão desnorteados sem saber como ajudar — quando não, estão completamente indisponíveis no momento.
Conforme informa Jan Hoffman: “Já é difícil apoiar uma criança enquanto ela passa pela experiência de estar cercada pelo bullying no pátio da escola. Mas o território sem lei da internet, seu potencial para crueldade casual e surpreendente e sua capacidade de acobertar a identidade de quem comete o bullying apresentam incertas mudanças novas para essa geração de pais analógicos nesta época de transições”.
Esses “pais analógicos” são muitas vezes vastamente menos equipados, em termos de conhecimentos especializados das mídias sociais em comparação com seus filhos digitais e seus colegas adolescentes. Não é de surpreender a ninguém, pois, que os que cometem bullying estejam ganhando a guerra.
Certa advogada de Nova Jérsei perguntou para uma plateia de um salão cheio de alunos da sétima série se eles já haviam sofrido bullying na internet. Dos 150, 68 levantaram a mão. Ela então perguntou: “Quantos de seus pais sabem como ajudar você?” Só três ou quatro levantaram a mão.
Conforme o artigo revela, muitos pais nem mesmo parecem saber que os “smartphones”** que deram para seus filhos são realmente computadores móveis. Outros pais parecem estar cegos para o fato de que esses aparelhos tanto enviam como recebem mensagens. Ainda outros se apegam a uma noção perigosa e irresponsável de privacidade dos adolescentes.
Os pais precisam assumir o controle. Armar-se com o conhecimento é o primeiro passo, mas reunir coragem para estabelecer limites, regras e consequências claras é de igual importância.
Só duas semanas antes do caso de bullying na internet, o jornal publicou outro artigo de primeira página sobre a natureza distraída dos adolescentes digitais. O jornalista Matt Richtel disse dos adolescentes que estavam aparentemente sem condições de fazer seus deveres de casa e tarefas de leitura, simplesmente porque não conseguiam colocar de lado seus aparelhos digitais.
Para o jovem Vishal Singh, de 17 anos, o livro sempre parece perder para o computador. Representante de milhões de seus colegas, Vishal se sente muito mais à vontade no mundo virtual de sua vida digital do que no mundo real, onde os livros precisam ser lidos, provas precisam ser feitas e notas serão dadas.
Considere estes parágrafos:
[Vishal] também joga vídeo games 10 horas por semana. Ele regularmente envia atualizações de sua situação no Facebook às 2h da madrugada, mesmo em noites escolares, e tem uma reputação tão forte por distribuir links de vídeos que seus melhores amigos o chamam de um “abusador de YouTube”.
Vários professores chamam Vishal de um de seus estudantes mais brilhantes, e eles ficam tentando imaginar o motivo por que as coisas não estão fazendo sentido. No último semestre, sua média de notas foi 2,3 depois de um pouco mais que um D em inglês e um F em álgebra II. Ele tirou A em crítica cinematográfica.
“Ele é um garoto apanhado entre dois mundos”, disse o sr. Reilly [diretor da escolar dele] — um que é virtual e um que tem exigências de vida real.
Vishal e sua mãe concordam em que ele não tem domínio próprio para desligar o computador e abrir o livro. Ele não está só. Richtel conta de Allison Miller, de 14 anos, que “envia e recebe 27.000 textos por mês, seus dedos clicando num ritmo vertiginoso enquanto ela mantém sete conversações de texto de uma vez só”. Sean McMullen, um estudante do grau 12, joga vídeo games por quatro horas por dia em dias escolares e joga o dobro nos finais de semana. Esses adolescentes não são casos isolados — eles representam o que constitui um novo padrão entre adolescentes dos EUA.
Essa sentença do artigo é de forma particular inesquecível: “Ele [Sean] diz que às vezes desejava que seus pais o forçassem a parar de jogar e começar a estudar, porque ele acha difícil parar quando tem a escolha”. Serão que eles estão dando atenção?
Ambos os artigos merecem uma leitura profunda, mas a obrigação dos pais está suficientemente clara. Os pais de adolescentes e jovens não podem se dar ao luxo de ficar enfiados num mundo analógico com conhecimentos ultrapassados, ao mesmo tempo em que seus filhos nasceram na era digital e estão vivendo num mundo cada vez mais distraído e perigoso.
Os pais não podem ser espectadores na vida de seus filhos, mas deviam fixar regras, estabelecer expectativas, impor limitações e constantemente monitorar a vida digital de seus adolescentes. Qualquer coisa menos é uma forma de negligência dos pais.
Quando um adolescente diz a um jornalista de jornal que ele desejava que seus pais o forçassem a desligar seus aparelhos digitais e começar a fazer seus deveres de casa, só podemos ficar aqui imaginando se seus pais ingênuos chegarão um dia a compreender o que está acontecendo.
O jornal The New York Times merece crédito por suas reportagens verdadeiramente importantes sobre a vida digital dos adolescentes dos EUA. Esses dois jornalistas estão fazendo o trabalho que todos os pais e mães de adolescentes deveriam estar fazendo o tempo todo.
A última palavra pertence a Katherine Nevitt, uma adolescente de 16 anos, que escreveu uma carta ao editor em resposta ao artigo de Richtel. Ela havia decidido por si mesma limitar sua exposição digital e diminuir suas distrações. “Só posso exortar meus colegas adolescentes a fazerem o mesmo”, escreveu ela. “Isto é, os três de vocês que estão lendo isso”.
Este artigo foi reproduzido com a permissão de www.albertmohler.com
Notas do tradutor:
* Bullying é uma palavra em inglês que descreve atos de violência física ou psicológica, intencionais e repetidos, praticados por um indivíduo (bully, cuja tradução é valentão) ou grupo de indivíduos com o objetivo de intimidar ou agredir outro indivíduo (ou grupo de indivíduos) incapaz de se defender.
** Smartphone é um telefone celular com funcionalidades estendidas por meio de programas executados no seu Sistema Operacional.
Traduzido por Julio Severo: www.juliosevero.com
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Irlanda registra 64 casos de “reações adversas” da vacina contra o HPV

Irlanda registra 64 casos de “reações adversas” da vacina contra o HPV

DUBLIN, Irlanda, 7 de dezembro de 2010 (Notícias Pró-Família) — Um relatório do Conselho de Medicina da Irlanda (CMI) revelou que uma campanha de vacinação que usou Gardasil, uma droga criada para combater o Vírus do Papiloma Humano, uma doença sexualmente transmissível, resultou em 64 casos de “reações adversas”, inclusive reações cardíacas e alérgicas e convulsões.
As estatísticas estão levando alguns na Irlanda a acusar o CMI de não mostrar consideração devida pela saúde das meninas que estão sendo vacinadas com a droga.
De acordo com o relatório do CMI, começando em maio deste ano aproximadamente 45.000 doses de Gardasil foram administradas para adolescentes irlandesas por meio de suas escolas. Até o fim de outubro, o CMI diz que 55 relatórios dessas reações médicas adversas foram recebidos desde o começo da Campanha de Imunização Escolar. As queixas restantes foram recebidas antes do início dessa campanha.
Os casos incluíam incidentes de “mal-estar, dores de cabeça, tontura, desmaios, fadiga, e sintomas gastrointestinais”. Dois casos de convulsões foram registrados, um ocorrendo numa paciente com histórico de epilepsia. Os sintomas gastrointestinais incluíam náuseas, vômitos, mal-estar abdominal e os sintomas cardíacos foram cianose, taquicardia e “mal-estar no peito”.
O registro mais comum foi de casos de desmaios, “às vezes em combinação com movimentos semelhantes a convulsões, junto com registros de tonturas e hiperventilação”, o relatório diz. Além disso, reações alérgicas foram também registradas em duas pacientes que experimentaram reações tipo anafiláticas. Esses sintomas incluíam erupções de pele, urticária e vermelhidão.
“A maioria dos registros está de acordo com o padrão esperado de efeitos colaterais da vacina, conforme estão estipulados nas informações do produto”, disse o relatório.
A Aliança das Mães da Irlanda (AMI) escreveu para o CMI pedindo uma maior prestação de contas das reações. Nora Bennis, porta-voz da AMI, descreveu o “assombro” e indignação da organização com o fato de que o CMI não tivesse alertado as escolas ou o público geral acerca das possíveis “implicações dessas reações adversas”.
A AMI condenou publicamente o “modo frívolo” com que a Dra. Joan Gilvarry, porta-voz do CMI, “não quis saber do sofrimento das meninas vacinadas que experimentaram essas reações”.
A Dra. Gilvarry disse para o jornal Irish Times em 15 de novembro: “Não estamos nem um pouco preocupados com o que vimos”.
Bennis disse: “O CMI não está nem um pouco preocupado com casos de choque anafilático e todas as outras reações adversas registradas? O CMI não tem nenhuma compaixão de todas as jovens e suas famílias que sofreram e que ainda estão sofrendo? Essa exibição pública de falta de preocupação é incrível demais para ser verdade”.
A AMI fez contato repetidas vezes com o CMI com informações sobre os possíveis perigos da Gardasil, Bennis disse. “As jovens estão sendo colocadas em perigo de danos permanentes em sua saúde e bem-estar com a negligência do CMI e outros em posição de autoridade de fornecerem os fatos completos acerca dessa vacina insegura, desnecessária, ineficaz e cara”.
Embora as campanhas nacionais de vacinação, que estão sendo executadas na Inglaterra e na Irlanda, farão com que o fabricante da droga, a Merck, lucre bilhões, a Vigilância Sanitária dos EUA (US Food and Drug Administration, cuja sigla é FDA) alertou que a Gardasil pode ser responsável por um número desconhecido de mortes.
Em 2008, Judicial Watch (Vigilância Judicial), uma organização de interesse público que investiga e processa casos de corrupção governamental, relatou sobre registros do FDA documentando 28 mortes em 2008 que podem estar ligadas a Gardasil, um número que se elevou em comparação com as 19 mortes em 2007. 
O número total de mortes relacionadas a Gardasil é 47 desde que a vacina foi aprovada em 2006. No total, o FDA documentou 6.723 “casos adversos” relacionados a Gardasil em 2008, dos quais 1.061 foram considerados “graves” e 142 “colocaram em risco” [a vida das meninas vacinadas].
Das 47 mortes registradas, 41 ocorreram dentro de um mês depois da vacinação e dessas mortes, 17 ocorreram duas semanas depois da vacinação. Na maior parte das mortes não se sabe ainda a causa.
A Dra. Diane Harper, diretora do Grupo de Pesquisa de Prevenção ao Câncer Ginecológico da Universidade de Missouri, e principal pesquisadora no desenvolvimento da Gardasil, disse na 4ª Conferência Pública Internacional sobre Vacinação em Reston, Virginia em 2009 que a droga está sendo “comercializada de forma exagerada” e as pesquisas sobre seus potenciais efeitos colaterais não estão sendo realizadas como deveriam.
A Dra. Harper disse para o noticiário da TV CBS no ano passado: “As menininhas e seus pais deveriam receber avisos mais completos antes de receberem a vacina”. Ela disse que uma menina tem mais probabilidade de morrer de uma reação adversa da Gardasil do que de câncer do colo do útero.
O Centro Nacional de Informações de Vacinas indicou que “embora aproximadamente 70 por cento de todos os registros das reações da Gardasil tenham sido feitos pela Merck, um número alto de 89 por cento dos relatórios que a Merck fez estava tão incompleto que não havia informações suficientes para que as autoridades sanitárias fizessem um acompanhamento e avaliação adequados”.
De acordo com a Revista Americana de Saúde Pública, em média menos de 10 por cento dos casos sérios de reações adversas das vacinas chegam a ser registrados em relatórios.
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Traduzido por Julio Severo: www.juliosevero.com
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30 de dezembro de 2010

O casamento leva a bons homens e bons homens se casam

O casamento leva a bons homens e bons homens se casam

EAST LANSING, Michigan, 6 de dezembro de 2010 (Notícias Pró-Família) — Pesquisadores há muito tempo argumentam que o casamento geralmente reduz condutas ilegais e agressivas nos homens. O que ficava na dúvida, porém, era se essa ligação era função do próprio matrimônio ou se homens menos “antissociais” tinham simplesmente mais probabilidade de se casarem.
A resposta, de acordo com um novo estudo liderado por uma geneticista comportamental da Universidade Estadual de Michigan, parece ser ambos.
Na edição de dezembro da revista Archives of General Psychiatry (Arquivos de Psiquiatria Geral), online hoje, S. Alexandra Burt e colegas revelaram que homens menos antissociais tinham mais probabilidade de se casarem. Ao se casarem, porém, o próprio casamento parece inibir ainda mais condutas antissociais.
“Nossos resultados indicam que o índice reduzido de condutas antissociais em homens casados é mais complicado do que pensávamos anteriormente”, disse Burt, professor adjunto de psicologia. “O casamento é geralmente bom para os homens, pelo menos em termos de reduzir condutas antissociais, mas os dados também indicam que quem entra no estado de casamento não o faz acidentalmente”.
O estudo é o primeiro a investigar os efeitos do casamento em condutas antissociais usando uma amostra geneticamente informativa de gêmeos para excluir os efeitos dos genes nessas associações. Os pesquisadores examinaram os dados de 289 pares de gêmeos do sexo masculino. Os gêmeos foram avaliados quatro vezes, com as idades de 17, 20, 24 e 29 anos.
O estudo revelou que os homens com níveis mais baixos de conduta antissocial com as idades de 17 e 20 tinham mais probabilidade de se casarem com a idade de 29 anos (os pesquisadores se referem ao ato de entrar no casamento como processo de seleção). Isso é digno de nota, já que estudos anteriores revelaram pouco apoio ao fato de que esse processo de seleção influenciou índices reduzidos de conduta antissocial entre homens casados.
Burt disse que a descoberta dela poderá diferir de estudos passados porque índices conjugais diminuíram de modo significativo em anos recentes, ao passo que o casamento era mais a norma na década de 1950, significando que a seleção provavelmente não era um fator importante.
Quando os homens se casavam, os índices de conduta antissocial diminuíam mais ainda. Ao comparar gêmeos idênticos em que um gêmeo havia se casado enquanto o outro não, Burt disse, o gêmeo casado geralmente se envolvia em níveis mais baixos de conduta antissocial do que se envolvia o gêmeo solteiro.
Burt disse que é improvável que o casamento iniba a conduta antissocial dos homens diretamente, mas em vez disso que o casamento é um indicador para outros fatores tais como vínculos sociais ou menos tempo gasto com colegas delinquentes. Outro fator que parece ser importante é a qualidade do casamento; o efeito do casamento na conduta antissocial tende a ser mais forte em melhores casamentos.
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Pregador de rua é indenizado em mais de seis mil dólares por detenção injusta por comentários sobre homossexualismo

Pregador de rua é indenizado em mais de seis mil dólares por detenção injusta por comentários sobre homossexualismo

BIRMINGHAM, Inglaterra, 14 de dezembro de 2010 (Notícias Pró-Família) — A polícia de West Midlands recebeu ordem de um tribunal de pagar a um pregador evangélico de rua de Birmingham que pregou que a homossexualidade é imoral mais de seis mil dólares, mais despesas legais por detenção e prisão injusta. Anthony Rollins, um pregador cristão que sofre de autismo, foi preso enquanto estava pregando no centro da cidade de Birmingham. Rollins foi acusado de violação da Seção 5 da Lei de Ordem Pública, um estatuto que foi fortemente criticado por restringir a liberdade de expressão.
O tribunal ouviu que em 24 de junho Rollins estava pregando a partir da Bíblia versão do rei James e expressou sua convicção cristã de que a conduta homossexual é moralmente errada. O Instituto Cristão, que representou o sr. Rollins, informa que um membro do público, John Edwards, fez objeção à mensagem, gritando “fanático homofóbico” antes de discar 999 e pedir intervenção policial.
Rollins foi preso na mesma hora, sem que a polícia fizesse mais questionamentos. Ele ficou detido por três horas e nunca foi entrevistado para se saber a versão dele acerca do que havia acontecido. O tribunal também deu o veredicto de que o policial Adrian Bill cometeu agressões e violência contra o sr. Rollins quando o algemou sem necessidade alguma.
Lance Ashworth, o juiz encarregado do caso, criticou o policial que fez a detenção, dizendo que ele havia feito a prisão “como uma questão de rotina sem parar para pensar nos direitos do sr. Rollins [à liberdade de expressão e liberdade religiosa]”.
Outro pregador evangélico de rua que foi preso antes neste ano por comentários que fez acerca da atividade homossexual comentou que a Inglaterra está se tornando um lugar onde a liberdade de expressar opiniões religiosas sinceras está sendo pisada. Em abril, Dale Mcalpine da Cumbria foi preso e acusado de usar palavras “insultantes” contrárias à Seção 5 da Lei de Ordem Pública, um delito criminal.
Mcalpine está pedindo que os cidadãos preocupados façam contato com seus parlamentares e peçam que o termo “insultantes” seja removido da Lei, ou outros correrão o risco de serem presos por expressarem suas convicções religiosas em público.
Embora as acusações tivessem sido descontinuadas, Mcalpine está processando o policial que o prendeu e o delegado da Polícia da Cumbria por detenção ilegal, prisão ilegal e interferência ilegal no direito dele à liberdade de expressão e liberdade de religião.
“Fui acusado de um crime, e solto com a condição de que eu não pregue num lugar público, nem mesmo em minha igreja”, disse Mcalpine.
A tradição na Inglaterra de pregar na rua remonta ao século XVII, e até recentemente era vista com ampla tolerância pelas autoridades. No século XVIII, quando o movimento metodista foi banido das igrejas anglicanas convencionais, seus adeptos, inclusive o fundador John Wesley, foram para as ruas para promover suas ideias.
Mike Judge do Instituto Cristão disse: “Nem todos gostam dos pregadores de rua, mas a pregação de rua é parte de nossa herança cristã. A maioria das pessoas simplesmente passa e ignora. A polícia não tem direito algum de prender cristãos por citarem a Bíblia. Os cristãos estão cansados de serem levados aos tribunais por causa de suas convicções. Não há dúvida de que há problemas na Lei de Ordem Pública e precisam ser consertados”, acrescentou Judge.
A Comissão Mista de Direitos Humanos do Parlamento, a organização de direitos civis Justice (Justiça) e o Instituto Cristão pediram que a Seção 5 da Lei de Ordem Pública seja emendada de modo que não seja utilizada de modo abusivo para interferir com a liberdade de expressão.
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29 de dezembro de 2010

O “sonho” do funcionalismo público...

O “sonho” do funcionalismo público...

Leonardo Bruno
Certo dia eu me deparei com uma frase que me soou, no mínimo, estranha. Um juiz federal, que também é professor e escritor de livros para concurso público, chamado William Douglas, falou do"sonho de passar em concurso público". Se um grupo de pessoas supõe que ser funcionário público é um sonho, é porque as coisas vão de mal a pior. Assustadores são aqueles indivíduos presunçosos, que acham que o estreito mundinho da burocracia seja o mais elevado nível de reconhecimento social e garantia econômica. Esses aí olham a sociedade de cima para baixo, sabe-se lá por quê. Todavia, de uma coisa há de se concluir: quando uma parte não muito pequena da sociedade sonha com cargos públicos, tal fato revela a falta de opção, a pobreza econômica e a visão social turva de uma nação.
É perfeitamente compreensível entender por que uma boa parte estudiosa e universitária da população procura cargos públicos: a iniciativa privada paga maus salários e os empregos, em sua maioria, aparentam não ser promissores. Os salários de cargos públicos, à primeira vista, são atraentes. Todavia, pouca gente se pergunta o preço dessa mania e por que muitos empregos privados são tão ruins. A fórmula é relativamente simples: cerca de quase metade da renda nacional está nas mãos do Estado. Essa renda toda, decerto, não é produzida pelo funcionalismo, que no país, é um verdadeiro exército de gente empregada e cara. No entanto, mesmo que o cidadão comum pague uma carga tributária pesadíssima, eis o que se vê nos serviços públicos em geral: hospitais e escolas públicas caindo aos pedaços, papeladas e mais papeladas para resolver problemas burocráticos que poderiam ser simples e a corrupção, que em certos setores, se torna generalizada. E seus efeitos são sentidos também na iniciativa privada: pouca acumulação de capital e poupança, salários baixos, escassez de bons empregos e empobrecimento geral.
Se não bastasse o mercado ser exaurido por conta dessa estrutura estatizante, uma boa parte da sociedade guarda também um sólido ranço mercantilista. A empresa privada brasileira pode ser competitiva e muitos brasileiros são grandes empreendedores. Porém, eles enfrentam toda uma estrutura institucional que parece odiá-los e a hostilizá-los. A mentalidade vigente na política e na economia brasileira não parece gostar de livre concorrência. Empresa privada que se dá bem é aquela que presta salamaleques ao governo e vive numa bizarra espécie de capitalismo sem riscos. Ou melhor, onde os lucros são privados e os riscos são públicos. É possível entender por que muita gente foge do ofício de ser empresário. Há toda uma sorte de dores de cabeça para realizar tal atividade: impostos altíssimos, fiscais da receita ou do trabalho corruptos, direitos trabalhistas altos e impagáveis, contas pesadas a pagar, sem contar as dificuldades inúteis para regularizar uma empresa. Até fechar um negócio se torna dispendioso. A despeito de ser o elemento motivador que gera a riqueza econômica do país, o empresário é estigmatizado como uma criatura exploradora e parasita, cuja atividade é uma "concessão" que o Estado oferece, como um mal necessário. As restrições burocráticas ao livre mercado são assombrosas e desestimulantes. Cabe acrescentar outras dificuldades graves: as reservas de mercado nas práticas empresariais, profissões, ofícios. E também privilégios em relação aos empréstimos, subsídios e incentivos fiscais que o Estado proporciona para certos empresários amigos do rei. A concorrência, neste caso, se torna desleal.
É paradoxal que em nosso país, a iniciativa privada se sinta dependente ou refém do Estado. Contrariamente ao bom senso de todas as filosofias políticas, não é o Estado que se torna elemento subsidiário e marginal da sociedade e da iniciativa privada, mas é a própria sociedade e a iniciativa privada que são elementos subsidiários e marginais do Estado. É como se a iniciativa privada fosse parte do próprio Estado e não um elemento separado, dicotômico, tal como ocorre nas sadias democracias modernas. Daí a promiscuidade entre o público e privado, entre o empresário privilegiado e o político e burocrata vigarista e corrupto. Daí o patrimonialismo, que confunde a autoridade pública abstrata do cargo com a própria pessoa do cargo.
Um exemplo claro disso é quando o eleitorado vota inspirado no assistencialismo governamental. O retrato dessa anomalia é a bolsa-família e demais subsídios aos pobres. Na mentalidade da maioria dos eleitores ignorantes, o Estado, como um pai, um coronel, um senhor de engenho, foi caridoso, deu de comer aos famélicos coitados. O Estado não é uma figura burocrática e impessoal. Ele tem sentimentos e vontade própria. Sua ação não se faz por conta das leis, para retribuir à sociedade o que recolheu em impostos, mas porque realiza um "favor",uma generosidade, uma boa ação ao povo pobre. Assim pensaram os eleitores nordestinos que votaram em peso em Dilma Rousseff para presidente. Na mentalidade deles, o Estado não é uma entidade abstrata, porém uma figura personalizada, na pessoa do Sr. Lula. O mesmo se aplica ao chamado Prouni, ao subsídio que o governo federal dá aos estudantes pobres para ingressarem nas universidades.
Na propaganda do governo, uma atriz relata: - Antes, medicina era coisa pra rico! Tal como um lacaio de senzala ou um menino de recados do Brasil colonial, a criatura reproduz um pensamento secular de servilismo arraigado na população. Claro, o futuro ex-presidente demagogo captou perfeitamente a psicologia dos pobres para tratá-los como "filhos", tal como um senhor de engenho trataria seus lacaios da fazenda. O mesmo princípio se aplica aos empresários benevolentes e bajuladores do governo, que ganham privilégios com essa aliança subserviente e desigual. A empresa privada vive amarrada numa situação legal de chantagem tributária com o Estado, idêntica a uma relação entre um eterno devedor e um agiota. O governo cria leis tributárias impossíveis de serem cumpridas e o empresário médio se torna um eterno cativo dos fiscais da receita. Na prática, trocou-se o senhor de engenho e o burocrata português pela figura personalista do Estado soberano, do governo federal. A soberania estatal, por assim dizer, virou um grande senhor de engenho. E os seus cidadãos, verdadeiros escravos da senzala, fazem contrição, agradecidos, pela generosidade do ogro filantrópico governamental.
Mesmo a psicologia da criatura da propaganda do Prouni reflete um atraso civilizador: medicina, como funcionalismo público, não é uma atividade profissional como outra qualquer, dentro de uma nação capitalista e democrática. É uma outorga governamental, um status bacharelesco, que a distingue dos seres mortais, tal como os nobres do Antigo Regime. Por mais que o governo jorre dinheiro para universidades de péssima qualidade, inclusive, sendo que a maioria delas tenha as piores notas no ENADE (Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes), o importante não é ter cultura intelectual séria, mas sim distribuir diplomas a granel, inflar as estatísticas governamentais e formar centenas de milhares de bacharéis analfabetos funcionais.
Lima Barreto, no seu delicioso romance "Os Bruzundangas",dizia que a fama generalizada de "doutores" era um simulacro de título de nobreza de toga, tal como a nobiliarquia dos "Dons" da Espanha. O mesmo sentimento se aplica aos funcionários públicos. O "sonho" do concurso público, basicamente, é a mentalidade patrimonialista que se repete de geração por geração, de se achar distinto, por pertencer às esferas do poder estatal.
É mais compreensível ainda por que a inteligentsia brasileira busque na burocracia, um sinal de ascensão social. Mesmo os mais acérrimos intelectuais críticos do patrimonialismo estatal brasileiro, com sólido pensamento liberal, são ou foram funcionários públicos. Essa questão denuncia a carência ou pobreza, dentro da iniciativa privada, de atividade intelectual fora da influência do Estado. Mesmo a educação privada e universitária brasileira é uma extensão do Estado e segue todas as cartilhas impostas pela burocracia. Não há um reitor, um professor universitário, um livre pensador que questione a intervenção estatal sufocante em escolas e faculdades privadas. Na verdade, livre pensamento no Brasil é estatizado. Historiador, sociólogo, filósofo, professor, economista não é aquele que estuda história, sociologia, filosofia, letras, pedagogia ou economia e sim quem possui diploma desses conhecimentos. Ainda que o indivíduo seja um completo ignorante nessas matérias, o culto da papelada prevalece sobre o conteúdo real. O autodidata estudioso não existe na cultura intelectual brasileira, salvo, é claro, se tiver um papel timbrado. Quando a papelada bacharelesca não resolve ou quando simplesmente não a possui, vira naturalmente funcionário público.
Os empresários da educação não querem brigar contra o Estado; morrem de medo dos governantes. E professores e alunos parecem crer que seja "natural" que o Estado imponha projetos, políticas pedagógicas ou mesmo reles doutrinação ideológica através de burocracias aladas do MEC (Ministério da Educação), em Brasília. Algum professor do país conhece quem está ditando as cartas para educar os alunos? Algum pai de família questiona o que seus filhos estão aprendendo na escola? Os burocratas socialistas da educação já estão ditando para nós o que devemos ou não ler nas salas de aula: Monteiro Lobato, um clássico infantil de gerações de crianças brasileiras, foi ameaçado de ser banido pelo Conselho de Educação, por ser considerado "racista". E se não bastasse a perversão pedagógica desses doutos ursos sábios da engenharia social travestida de educação, já querem impor cartilhas homossexuais nas escolas, para menores e adolescentes! Todavia, uma boa parte dos brasileiros confia cegamente na sacrossanta autoridade dos "sonhadores" do concurso público, ainda que contraditoriamente critique seus serviços!
Embora o concurso público seja um avanço administrativo, pois ajudou a impessoalizar a burocracia estatal, tornando-a mais competitiva e meritocrática (ao menos na seleção dos quadros internos), no entanto, o corporativismo continua atuante e a mania do cargo público constitui uma anomalia social perigosa. Pouca gente percebe nessa onda a feroz concentração de poder estatal, o afunilamento do mercado de trabalho e demais opções de emprego na sociedade civil. A pergunta que fica no ar é: com um exército de funcionários públicos, quem pagará a conta? Quem pagará o déficit da previdência social, que explode a cada dia e endivida cada vez mais o Estado? Alguém já percebeu quem é o sujeito mais privilegiado no recolhimento de impostos? Com certeza não é o contribuinte. Uma parte considerável dos impostos é para pagar a folha de salários do funcionalismo público. Em alguns casos, essas folhas superam, de longe, todos os gastos necessários em serviços, em favor do cidadão comum.
É inteligível por que muitos indivíduos "sonhem" com o concurso público. O "sonho" do concurso público escamoteia uma realidade perversa da sociedade brasileira: uma nação pobre, dominada por um capitalismo cheio de cartéis, reservas de mercado e distorções governamentais, que encarece a vida econômica e escasseia os empregos. É uma economia rigidamente estratificada, que teme os riscos e cria empecilhos estúpidos para os mais competitivos. Chega a ser paradoxal que os mais competitivos procurem no Estado, aquilo que não acham no mercado. Claro que os "concurseiros" só são competitivos quando estudam para as provas. Depois se tornam parasitários em privilégios. Ciosos do seu bem estar, de sua estabilidade profissional e de suas regalias profissionais, uma parte significativa deles é abertamente hostil a quaisquer mudanças de ordem econômica, quando implicam a diminuição do Estado ou do orçamento.
Não há de surpreender porque o funcionalismo público, em sua grande parte, adota o socialismo como ideologia. Sob o disfarce de um discurso progressista, é uma classe reacionária por excelência, quando a questão é a defesa de seus privilégios. O ódio disseminado contra o patrão, o capitalista real ou o empreendedor privado, no âmago dessas doutrinas estatizantes, coaduna com o amor idolátrico pelo chefe abstrato que é o Estado. Esse chefe abstrato não tem olhos, não tem vida ou comando próprio para cobrar a conta deles. Nem mesmo o contribuinte médio, que supostamente é o seu chefe, tem olhos fiscalizadores para o dinheiro que é tirado de seu bolso. Na verdade, o próprio funcionário público é o chefe, o comando, o próprio Estado. E numa inversão de hierarquias, aquele que deveria ser servido, que é o cidadão comum, é o seu mais atribulado servidor. Ou melhor, o seu mais atribulado servo.

A segurança estatal ilusória da estabilidade é um dos atrativos da carreira pública. Parte-se do mecanismo psicológico de isenção de responsabilidade individual e da transferência de custos do funcionalismo público para o próprio Estado. Daí a crença fantasmagórica de que o socialismo, expandindo suas garras sobre a sociedade, expandirá também os confortos restritivos da burocracia. Contudo, esses confortos só existem porque há uma margem de mercado livre, com todos os empecilhos burocráticos existentes. São os empresários e trabalhadores privados que produzem os bens de consumos baratos e acessíveis para esse mesmo funcionalismo. Ou mais, é a livre empresa e o trabalhador assalariado da iniciativa privada que pagam os salários e os consumos dos servidores públicos. Sem este mero detalhe, os confortos do grosso da burocracia estatal simplesmente desaparecem. Ou na melhor das hipóteses, só uma nomenclatura bem diminuta se beneficiaria com essa concentração de poder governamental(como de fato, ocorreu em todos os países socialistas).
Na verdade, o funcionalismo público é, por natureza, um grupo cujos ganhos estão na ineficiência. Quanto mais o Estado gastar com eles, melhor. Não há uma relação direta entre os salários dos cargos públicos com produtividade. Pelo contrário, quanto menos trabalho e maior ganho, maior é a recompensa. Em suma, o funcionalismo público é uma classe que quanto mais se agiganta, mais se torna inútil, mais se torna incontrolável. O potencial de subversão do funcionalismo público é altamente destrutivo. E em nome disso, pode ameaçar tanto a economia, como as liberdades de um país democrático.

Não condeno quem busca a carreira pública. Sob muitos aspectos, as vantagens do funcionalismo são sedutoras e é uma atividade laboral e honesta como qualquer outra. Em muitos países ricos e democráticos, o funcionalismo público tem um significado bastante secundário, como de fato, deve ser. No entanto, é criticável a mitificação do cargo público como se fosse uma atividade superior, acima do bem e do mal, ou um "sonho", na visão do juiz William Douglas. Este "sonho" custa muito caro ao país. No Brasil, o cargo público ganha aura mística, sacerdotal, importância desproporcional e absurda. O inchaço do poder público e a expansão da burocracia estatal é uma tragédia para o país. Onera o contribuinte, arruína as contas do Estado e poda o desenvolvimento de uma nação.
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Por que não sou socialista

Advogado que defendeu teoria da evolução era defensor do comunismo

Advogado que defendeu teoria da evolução era defensor do comunismo

Nota: O Dr. Paul Kengor é professor de ciência política na Faculdade Grove City e diretor executivo do Centro de Visão e Valores (The Center for Vision & Values)
22 de dezembro de 2010 (Notícias Pró-Família) — Não, este artigo não vai tratar do “Anjo Clarence” do filme “It’s a Wonderful Life” (A felicidade não se compra). O Clarence mencionado neste artigo é muito menos inspirador — um verdadeiro embusteiro. Vou falar de Clarence Darrow, defensor dogmático dos ateus.
À medida que os cristãos nesta época do ano vão engolindo outra avalanche de ataques covardes contra o santo dia reverenciado (25 de dezembro) por eles, eles poderiam pausar para se lembrar de Darrow. Clarence Darrow (1857-1938) foi o advogado sarcástico e agressivo que enfrentou William Jennings Bryan no “Scopes Monkey Trials*” (Julgamentos sobre a Teoria do Macaco do Professor Scopes), uma batalha épica por causa da fé na esfera pública. Bryan havia sido, por três vezes, candidato presidencial pelo Partido Democrático. Ele era da velha escola, quando os políticos do Partido Democrata eram muito mais conservadores. A rechaçada que Darrow deu em Bryan no tribunal ficou imortalizada no filme nojento “Inherit the Wind” (O Vento Será Tua Herança), que retrata Bryan como um idiota e Darrow como um brilhante defensor das liberdades civis, “tolerância” e “razão”.
Esses são os motivos por que os esquerdistas seculares sustentam Clarence Darrow como seu herói vitorioso. Esses esquerdistas estão muito distantes dos primeiros cristãos progressistas como Bryan, Woodrow Wilson, Dorothy Day e Jane Addams, entre muitos outros. Os progressistas de hoje adoram Darrow.
Isso é fato consumado. O que é novo para mim, porém, foi descobrir que os elementos mais radicais da esquerda política — isto é, os comunistas americanos — adoravam Darrow da mesma forma. Isso foi um choque, uma surpresa absoluta, quando encontrei o nome de Darrow citado repetidas vezes nos Arquivos Soviéticos da Comintern sobre o Partido Comunista dos EUA (PCEUA).
Por que os comunistas adoram Darrow? Uma das possibilidades é que eles apreciavam muito o que ele havia feito nos Julgamentos sobre a Teoria da Evolução. Não havia inimigos mais furiosos do Cristianismo do que os comunistas. Darrow era o centro das atenções do movimento pelo trabalho independente dele em contestar as “superstições” idiotas de Bryan e seu bando alegre de evangélicos “sem cérebro” que criam totalmente nas Escrituras Sagradas.
Mas há mais revelações importantes. Outro motivo por que os comunistas reverenciavam Darrow é um fato que não é ensinado nas escolas: Antes de Darrow defender a teoria de que o homem veio dos macacos, ele havia defendido os comunistas e seu líder Ben Gitlow, começando com uma série de incidentes e casos dramáticos que ocorreram de 1919 até a década de 1920, quando eles estavam sendo perseguidos por advogarem a revolução armada e a derrubada do sistema dos EUA, o qual eles queriam substituir por uma “república americana soviética”. (Para ver alguns desses documentos, clique aqui.) Eles estavam sendo desafiados nos tribunais por Alexander Mitchell Palmer, ministro da Justiça do presidente Woodrow Wilson, por sua atividades descaradamente subversivas, antiamericanas e pró-bolchevistas.
O que é muito importante é que Darrow foi um dos primeiros membros da ACLU**, fundada em 1920 pelo colega ateu dele, Roger Baldwin, que, naquela época exata, era um comunista defensor da União Soviética. Conforme escrevi aqui anteriormente, uma parte imensa do trabalho inicial da ACLU era defender os comunistas dos EUA. Os membros da ACLU e os membros do Partido Comunista se agrupavam uns com os outros, e o elo comum entre eles era o ateísmo.
Quanto a Darrow, ele adotou inflexivelmente as normas políticas da ACLU e do Partido Comunista Americano, argumentando que os EUA estavam ficando obcecados com uma histeria anticomunista. Isso ocorreu décadas antes de Joe McCarthy.
Mas a defesa de Clarence Darrow aos comunistas americanos nos tribunais foi mais tosca do que isso. Darrow insistia em que os comunistas americanos não eram leais à URSS, apesar dos pôsteres fixados nos prédios do Partido Comunista (clique aqui). Ele também declarava que os comunistas americanos personificavam a Revolução Americana e os fundadores da República dos Estados Unidos. “Um homem ter medo de revolução nos EUA”, argumentou Darrow, “seria uma vergonha para sua própria mãe!”
“Revolução?”, debochou Darrow. O que era mais intrinsecamente americano? Esses marxistas-leninistas dos EUA eram a encarnação de Madison e Jefferson.
Se isso não fosse ofensivo o suficiente, o campeão dos ateus invocou o Deus todo-poderoso em favor dessa sublime revolução: “Devemos recordar algumas revoluções que ocorreram no passado e dar graças a Deus por aqueles que se revoltaram e venceram. Seria totalmente desonesto não fazer isso”.
De acordo com a descrição dele, os vilões não eram os comunistas; não, os vilões eram as pessoas que faziam cruzadas contra o comunismo.
Por defender fortemente tais absurdos, os comunistas dos EUA foram eternamente gratos a Clarence Darrow.
Em conclusão, é indispensável compreender que os comunistas adotaram Darrow porque Darrow se opunha a figuras do Partido Democrático como Woodrow Wilson e Franklin Delano Roosevelt, os quais os comunistas desprezavam. Aliás, foram as críticas de Darrow ao New Deal*** que o trouxeram à minha atenção — na verdade, à minha tela de microfichas — nos Arquivos do Comintern. A linha de raciocínio era que Roosevelt era um “fascista”, determinado a fazer uma “guerra mundial”, buscando impor “trabalhos forçados”. (Clique aqui para ver exemplos.) Darrow condenou fortemente o New Deal, o que encantou seus camaradas.
Naturalmente, nossas escolas não ensinam esses fatos. As referências das enciclopédias a Darrow ignoram as ligações dele com os comunistas. Uma busca no Google sobre Darrow em primeiro lugar traz a biografia dele na Wikipédia, que, na época da redação deste artigo, não continha uma só menção desses fatos, e a palavra “comunista” nunca aparece.
Ai, ai, Clarence Darrow, herói do Julgamento da Teoria da Evolução — e muito mais. Não espere aprender esses fatos nas aulas de ciências sociais das escolas. Aliás, nas escolas, em vez de ouvir as palavras de Darrow defendendo ardorosamente os comunistas, você só terá a chance de ouvir as palavras horrendas dele contra os que acreditam que Deus criou o mundo.
Uma versão mais longa deste artigo apareceu pela primeira vez na revista American Spectator.
Notas do tradutor:
* “Scopes Monkey Trials”: julgamento do professor John Scopes em 1925 por ensinar para crianças — que eram na vasta maioria cristãs — de uma escola pública que o homem veio do macaco, violando as leis do estado do Tennessee da época. Ele foi condenado e posteriormente absolvido com a ajuda do ateu e comunista enrustido Clarence Darrow.
** ACLU: sigla de “American Civil Liberties Union” (União das Liberdades Civis Americanas), organização esquerdista americana supostamente de defesa dos direitos do indivíduo, mas que nunca perde oportunidade de atacar os cristãos e seus valores.
*** New Deal: política econômica (de natureza socialista) implementada, em 1933, pelo presidente americano Franklin D. Roosevelt.
Traduzido por Julio Severo: www.juliosevero.com
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Leia também artigo de Julio Severo:

28 de dezembro de 2010

Revista Economist admite que baixa fertilidade está matando a economia do Japão

Revista Economist admite que baixa fertilidade está matando a economia do Japão

Matthew Cullinan Hoffman
12 de dezembro de 2010 (Notícias Pró-Família) — A revista socialmente esquerdista Economist está admitindo que a economia do Japão está passando por problemas profundos devido aos baixos índices de fertilidade e uma população que está envelhecendo, o que ameaça falir o sistema de seguridade social e levar à perpétua estagnação econômica.
Numa seção especial dedicada ao Japão que apareceu na edição de 20-27 de novembro, a Economist lamenta que o “Japão esteja entrando num turbilhão demográfico. É a sociedade que está envelhecendo mais rápido no planeta Terra e é o primeiro grande país da história a ter começado a decrescer rapidamente devido a causas naturais”.
No entanto, as causas que a Economist chama de “naturais” incluem controle da natalidade artificial e aborto, combinados com uma tendência de casar mais tarde ou simplesmente não casar. Como consequência de índices de natalidade cada vez menores e uma expectativa de vida mais longa, “a idade média (44 anos) e expectativa de vida (83 anos) do Japão estão entre as mais elevadas e seu índice de natalidade (1,4 por mulher) está entre os mais baixos do mundo. Nos próximos 40 anos sua população, atualmente em 127 milhões, está prevista para cair em 38 milhões. Em 2050, de cada dez japoneses, quatro terão mais de 65 anos”.
A população em idade de trabalho no Japão vem caindo há anos, a Economist diz. “Em 1995, logo antes que a economia começou a perder o vigor, a população em idade de trabalho atingiu seu ponto mais elevado, 87 milhões. Desde então, caiu de forma acentuada. Se as atuais tendências continuarem, em 20 anos cairá em 20 milhões, de acordo com o Instituto Nacional de Pesquisa de População e Seguridade Social. Em 2050 cairá abaixo de 50 milhões, formando um quadro demográfico quase perfeito de curva de sino em apenas um século. Entre as nações ricas, só a Alemanha sofrerá uma queda semelhante”.
A economia japonesa vem se estagnando há uma década e meia, mas se essas tendências demográficas continuarem, “As duas ‘décadas perdidas’ de estagnação econômica no Japão desde 1990 poderão se revelar não como uma irregularidade”, escreve a Economist. A economia, diz a revista, está agora “descendo escada rolante”.
Os efeitos da implosão populacional do Japão não estão sendo sentidos apenas na produtividade per capita, mas também no sistema de seguridade social, que está sendo ameaçado por um desequilíbrio crescente entre trabalhadores e aposentados.
“Quando as aposentadorias públicas foram introduzidas na década de 1960, havia 11 trabalhadores para cada aposentado”, diz a Economist. “Agora há 2,6, com uma média de OCDE de quatro. Num sinal de crescente desilusão com o sistema de aposentadoria, quase 40% dos trabalhadores autônomos não estão pagando suas contribuições previdenciárias”.
Os alicerces para o Japão adotar a contracepção e o aborto foram colocados por Margaret Sanger, a fundadora do movimento internacional de controle da natalidade, e a feminista socialista Shidzue Kato. As duas começaram a promover a contracepção no Japão na década de 1920, embora tais políticas tivessem sido reconhecidas e rejeitadas na época como uma ameaça à sociedade japonesa.
Depois que os Estados Unidos conquistaram o Japão, Kato e outros socialistas foram eleitos para o Parlamento do Japão, e o governo aprovou a Lei de Proteção Eugênica de 1948, a qual permitiu a contracepção e o aborto. O índice de aborto está atualmente estimado em aproximadamente 250.000 por ano.
Traduzido por Julio Severo: www.juliosevero.com
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EUA forçam votação sobre “orientação sexual” na Assembleia Geral da ONU

EUA forçam votação sobre “orientação sexual” na Assembleia Geral da ONU

Samantha Singson  (coautora: Lauren Funk)
NOVA IORQUE, EUA, 23 de dezembro de 2010 (C-FAM/Notícias Pró-Família) — Os Estados Unidos realmente cumpriram sua promessa de forçar uma votação sobre “orientação sexual” na Assembleia Geral da ONU nesta semana revoltando muitas delegações dos países menos desenvolvidos.
Com o apoio da União Europeia, dos países nórdicos e do Canadá, os EUA lançaram uma campanha em massa para reintroduzir o termo “orientação sexual” numa resolução da ONU antes da aprovação final na Assembleia Geral. De acordo com a imprensa, os EUA estavam trabalhando “nos níveis mais elevados” para pressionar os países a apoiar sua emenda.
A ação dos EUA ocorreu depois de uma votação num comitê de nível mais baixo no mês passado, quando os oponentes da linguagem de “orientação sexual” venceram em sua proposta de fazer com que a linguagem fosse removida. A remoção desse termo pegou seus apoiadores desprevenidos porque a “orientação sexual” havia sido incluída na resolução “Execuções Sumárias, Arbitrárias ou Extrajudiciais” durante os 10 anos passados.
A proposta foi vitoriosa e numa reversão de último minuto, os países membros da ONU votaram para reintroduzir a linguagem polêmica sobre “orientação sexual”. Uma análise da votação mostra que 23 países, consistindo principalmente de pequenos países ilhas e países da América Latina e Caribe, mudaram suas posições desde a votação de novembro que permitiu que a proposta dos EUA avançasse.
O fato de que os EUA se abstiveram de apoiar a resolução final apesar da aprovação de sua emenda fez com que alguns questionassem o motivo real da manobra dos EUA.
As delegações que originalmente votaram para remover a linguagem reafirmaram preocupações com o termo “indefinido e polêmico” de “orientação sexual”, citando a realidade de que “não há fundamento em nenhum instrumento legal internacional ou de direitos humanos que justifique sua inclusão” na resolução.
Os países islâmicos se comprometeram a “continuar rejeitando” a má interpretação da Declaração Universal dos Direitos Humanos e outros tratados de direitos humanos para incluir noções que “nunca foram aprovadas pelos membros gerais da ONU”.
Certa delegação criticou fortemente a tentativa liderada pelos EUA de reintroduzir o termo “orientação sexual” no texto como “aventureirismo legal internacional”.
A África do Sul, que reverteu sua posição original para apoiar a emenda dos EUA, usou a tribuna para declarar que propagar essa questão dessa forma não está fazendo nada para ajudar a avançar a causa da “orientação sexual”. A África do Sul pediu um processo intergovernamental para debater uma definição do termo.
Alguns observadores expressaram profunda preocupação que pelo menos três delegações citaram um recente discurso polêmico do secretário-geral da ONU Ban ki-Moon em apoio da emenda dos EUA. Ban havia afirmado que a “orientação sexual” é parte da Declaração Universal dos Direitos Humanos, embora esse documento não faça nenhuma referência ao termo.
O presidente Obama aplaudiu os países que apoiaram a emenda dos EUA. Numa declaração, Obama disse: “Embora seja importante que hoje uma resolução inclusiva tenha sido adotada, importantes também são as conversações que agora se iniciaram nas capitais do mundo inteiro sobre inclusão, igualdade e discriminação”.
As pressões políticas de níveis elevados usadas para avançar essa resolução coroam uma campanha agressiva de um ano inteiro feita pelo governo de Obama para empurrar as questões de “orientação sexual” na ONU e nos EUA. Na quarta-feira, o presidente Obama assinou lei que acaba com as normas que proíbem os homossexuais de se assumirem ao fazerem serviço militar nas forças armadas dos EUA.
Traduzido por Julio Severo: www.juliosevero.com
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Não me deixe te deixar

Não me deixe te deixar

Vídeo mostrando cristão cedendo em seus valores diante das tentações do mundo




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27 de dezembro de 2010

O caso Datena e o retrocesso das instituições jurídicas

O caso Datena e o retrocesso das instituições jurídicas

Dr. Belcorígenes de Souza Sampaio Júnior
Hoje li a seguinte manchete: Datena é condenado em processo por “discriminação homofóbica”. Será que estamos diante de mais uma burrice judicial? De acordo com matéria do jornal Folha de S. Paulo:
“O apresentador José Luiz Datena foi condenado a uma advertência pela Secretaria da Justiça de SP, no processo administrativo que a Defensoria Pública move contra ele por “discriminação homofóbica”. O processo partiu de uma reportagem no programa “Brasil Urgente” durante a qual Datena usou expressões como “travecão butinudo do caramba” ao falar de um travesti. A informação é da coluna Mônica Bergamo, publicada na Folha desta segunda-feira (27). “Não houve discriminação. Falei sobre a agressão [depois da briga, o travesti empurrou o cinegrafista] e não sobre a opção sexual da pessoa”, diz Datena. A Defensoria vai recorrer pedindo que Datena seja multado em R$ 246 mil.” (1)
Não conheço a íntegra do processo que envolve o apresentador, mas gostaria de começar pela própria inconsistência conotativa da palavra “homofobia”, que é interpretada como “medo de homossexual”. Alguém em sã consciência acredita que Datena tenha medo de homossexuais?
Se o fundamento da condenação foi a frase “travecão butinudo do caramba”, conforme reportagem, o que seria então se afirmasse “travecão feio pra burro”? Ora, só mesmo qualificando como imbecil esse tipo de patrulhamento que se aproveita de qualquer gesto ou atitude minimamente suspeita com relação aos homossexuais para transformar o caso em uma apoteose pró-sodomia. Quando isso vai encontrar bom termo? Viva o bom senso, por favor.
Lembro-me de outro apresentador de televisão que foi “demitido por telefone” sob alegação similar e depois saiu da TV brasileira, mudando-se para Portugal. Há algum tempo em entrevista televisiva ele afirmou que dentre as “ajudantes de palco” no seu programa no Brasil existiam dois transexuais, coisa que ninguém sabia. Olha o paradoxo: o rapaz empregava legalmente dois homossexuais e era acusado de homofóbico. Vai entender…
Contudo, é possível sim entender: trata-se de um tipo orquestrado de histeria coletiva das chamadas “minorias pseudo-perseguidas”. Se isso vai ser a regra a partir de agora neste Brasil de pão e circo, que tal incluir dentre as tais minorias os judeus ortodoxos, os cristãos conservadores, os índios pataxos, os negros albinos, os orientais pintados com trejeitos de imbecis nas paródias no cinema e na televisão.
Ronald Dworkin disse:
“O Estado poderia então proibir a expressão vívida, visceral ou emotiva de qualquer opinião ou convicção que tivesse uma possibilidade razoável de ofender um grupo menos privilegiado. Poderia por na ilegalidade a apresentação da peça o mercador de Veneza, os filmes sobre mulheres que trabalham fora e não cuidam direito dos filhos e as caricaturas ou paródias de homossexuais nos shows de comediantes. Os tribunais teriam de pesar o valor dessas formas de expressão, enquanto contribuições culturais ou políticas, contra os danos que poderiam causar ao status ou à sensibilidade dos grupos atingidos”. (2)
O Grupo Gay da Bahia pode afirmar que Jesus Cristo era gay, porém quando os cristãos afirmam exatamente o inverso é discriminatório? Que justiça de dois pesos e duas medidas é esta? O que há é uma justiça oficial e vendida aos holofotes da mídia chique, que distribui Medalhas Oficiais para quem defende um circo de horrores em avenida pública, uma verdadeira defenestração da imagem humana, chamada “passeata gay”. Medalhas para quem defende a família e a monogamia não existem. Só cadeia e multa.  Não é a toa que a nossa balança de exportação de aberrações sexuais seja superavitária, além de sermos um destino preferido para o turismo sexual, pedofílico principalmente.  Aliás, desde a colonização, nada mudou neste sul do equador.
A questão é a seguinte: cada um tem o direito de defender a ideologia que quiser, seja ela pró ou contra qualquer coisa (desde que lícita). Mas o Estado não pode violentar a liberdade de pensamento e de expressão dos seus cidadãos, pois isso equivale a estabelecer um ilegítimo tribunal cultural. Conheço um líder cristão que está fora do Brasil, pois foi ameaçado por grupos homossexuais brasileiros que querem promover uma batalha de processos e violências contra ele. É o imperialismo gayizista que almeja CALAR toda voz discordante, enquanto tenta PURIFICAR com a Vara do Estado o mundo dos insuportáveis heterossexuais convictos. Aliás, quem ainda tem a coragem de possuir e defender convicções neste mundo de ambigüidades convenientes?
Sou contra qualquer incitação de violência ideológica ou física, porém cercear a livre manifestação do pensamento é um retorno à idade das trevas.
Deus nos livre destes radicais da mordaça. Viva a liberdade.
O Dr. Belcorígenes de Souza Sampaio Júnior é advogado, professor de Direito Constitucional e Hermenêutica Jurídica, Mestre em Direito Pela UFPE, Mestre em Direitos Fundamentais (D.E.A.) Pela UBU/Espanha, doutorando (em fase de depósito de Tese) em Liberdades Públicas pela UBU/ Espanha. E-mail do autor: bsampaiojr@bol.com.br
2- DWORKIN, Ronald. O direito da Liberdade: a leitura moral da Constituição norte-americana. Trad. M. Brandão Cipolla. São Paulo: Martins Fontes, 2006.
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