27 de dezembro de 2010

Um movimento conservador no Brasil?

Um movimento conservador no Brasil?

Heitor De Paola
“Um povo que aceita perder uma fatia de sua liberdade em troca de segurança, não merece ter nem liberdade, nem segurança”. — Benjamim Franklin
A imensa reação contra o aborto que certamente influenciou o resultado do primeiro turno das eleições brasileiras carreando votos de Dilma para Marina, somada à derrota acachapante de Obama nas eleições parlamentares americanas um mês depois, animaram setores conservadores em nosso País. A força imensa do Movimento Tea Party nos dois anos de desmandos de Obama contra a liberdade, as tradições e os princípios arraigados no American Way of Life despertou sonhos de que tal movimento pudesse se repetir no Brasil.
Mais animadora ainda foi a notícia da pesquisa realizada pelo Vox Populi em 05/12 mostrando que 82% da população é contra o aborto, 63% contra o casamento homossexual e 87% contra a legalização do consumo de drogas.
Certamente existem no Brasil vários movimentos conservadores, mas todos são de elite intelectual, os quais até o momento não conseguiram fazer contato político produtivo com esta imensa massa de cidadãos comuns apontada pelas pesquisas. Cabe então fazer uma comparação com o ocorrido recentemente nos EUA, bem assim como uma análise sucinta das diferenças históricas entre os dois povos. O movimento que virou a política americana do avesso em menos de dois anos tem raízes profundas no que há de mais expressivo historicamente naquele País, das raízes do movimento pela Independência, simbolizado pelo nome escolhido, Tea Party, em referência à reação revolucionária contra o aumento dos impostos cobrados pela Coroa Britânica após a aprovação do Stamp Act de 1765, que obrigava ao pagamento de um imposto mediante um selo aplicado a todos os documentos legais e jornais circulantes nas Colônias. Esta reação foi alimentada pelo brado de no taxation without representation (sem representação, nada de impostos) e ao boicote de mercadorias inglesas chegando à rebelião plena em 16 de dezembro de 1773 em Boston quando os carregamentos de chá foram jogados ao mar. A reação foi violenta, mas encontrou os colonos unidos em Comitês, seguindo o criado por Samuel Adams em Boston um ano antes. O parlamento inglês editou novas leis destinadas a punir os revoltosos, os Intolerable Acts, levando à convocação do Primeiro Congresso Continental em 1774. Em menos de dois anos e após uma guerra contra o domínio britânico, as Colônias se tornaram independentes.
No Brasil o único movimento de independência foi a Inconfidência Mineira, até mesmo inspirada nos acontecimentos nas Colônias do Norte. No entanto, o movimento não partiu do povo, mas sim de proprietários rurais, intelectuais, clérigos e militares, os mais prejudicados pela derrama, o imposto extra sobre os 'homens bons' para completar cem arrobas de ouro. Dois fatores estabelecem a diferença com os EUA: a falta total de apoio popular, tornando o movimento uma mera conspiração, enquanto lá os Comitês eram abertos. E a expressão meramente regional, pois ainda não havia uma consciência nacional. O País, ainda dividido em Capitanias não permitia que reverberasse uma identidade nacional. Assim, foi fácil a violenta repressão da Coroa Portuguesa.
Por outro lado, enquanto a Conquista do Oeste e a expansão da nacionalidade foi feita lá por homens livres em busca de território para se instalar e cuidar de suas vidas, quase sem atuação da União, aqui as Entradas era financiadas pela Metrópole e as Bandeiras eram expedições que, embora financiadas por particulares, tinham o único propósito de explorar e não colonizar permanentemente.
Finalmente, os brasileiros não têm experiência, e conseqüentemente noção, do verdadeiro significado de liberdade individual, vivendo desde sempre sob o tacão português e depois de governos autoritários, iludidos por uma falsa sensação de proteção.
Divulgação: www.juliosevero.com
Leia também:
Brasileiros rejeitam em maioria esmagadora agenda abortista e homossexualista do partido do governo

7 comentários :

Anônimo disse...

A fé e a cultura protestante trouxeram algo novo para a civilização ocidental que redundou no aparecimento de valores democráticos,o avanço e a revolução nas ciências e o respeito à individualidade das pessoas. Parabéns à CIVILIZAÇÃO PROTESTANTE que proporcionou às nações que quiseram, o avanço em todo o mundo.
Parabéns ao povo dos EUA, que verdadeiramente é uma potência, livre e soberana.
God Save America

Fusca disse...

Lamentavelmente não há mais políticos conservadores nem de centro no regime atual. Na ditalulla, todos - inclusive a oposição - são de esquerda.
Excelente blog, tem mais um seguidor: o Fusca das charges anti-chapa-branca.

Anônimo disse...

Anônimo, "a cultura protestante" (?!?!?) não trouxe "algo novo" para o ocidente. Você acha realmente que república é solução para os males que o ocidente hoje enfrenta?

Peço que você leia os comentários nesse mesmo endereço do midia sem máscara que o Júlio colocou http://www.midiasemmascara.org/artigos/conservadorismo/11706-um-movimento-conservador-no-brasil.html

as respostas de muitos que ali postaram, mostrando as imbecilidades dos sistemas republicano e ditos "democráticos".

Eu particulamente sou á favor da monarquia.

Marcos

Anônimo disse...

Cada um se apega ao engano que merece.
Ao último anônimo:se um dia,o que
eu duvido,for estabeleciada a monar
quia no Brasil,certamente você sera
convidado para ser o bobo da corte.

Anônimo disse...

"Cada um se apega ao engano que merece."

Anônimo, então você se apegando ao repúblicanismo você se apegou ao engano repúbliano.

Não foi o republicanismo que criou algo novo para o ocidente rapaz!

Essas idéias românticas de muitos ditos cristãos que me encomoda e do qual acho estranho.

Repare que duas das maiores aberrações do século XX surgiram e cresceram, e continuam existindo, em regimes repúblicanos e democráticos: COMUNISMO E NAZISMO.

Marcos

Anônimo disse...

Caro Marcos,



Em primeiro lugar,peço desculpas e
retiro o que disse,não quero lhe
ofender.

Em segundo lugar reafirmo a verda
de da palavra de DEUS e sua trans cendental superioridade ante a sabedoria humana.

Vejo que vc se apega aosrudimentos
do mundo,pois todasfilosofias,ideo
logias,partidos...etc.são frutos do humanismo,e não levam a nada.A história dá o seu testemunho de séculos de tirania,violência, mortes e horrores produzidos por todos os regimes,principalmente pelos monárquicos.Não se iluda!
Se vc conhece um pouco de história
veras que o mundo de então esteve
mergulho no morticínio das guerras promovidas por monarcas
que cheio de ambições promoveram
muitos conflitos.Bem até antes que
os orgulhosos faraós,os tzares
infames,ao rei de França quedizia que o Estado era ele etc., a lista
não tem fim...
Desde a queda de Adão que perdeu o
domínio desse mundo,Satanás tem
sido o seu governante mor.
Nemhuma forma de govêrno tem sido
justa,eficaz e que tenha promovido
a paz,na verdade os maus é quem
dominam,não importa que regime os
mesmos façam parte,o mau é a for
ma comum de govêrno e governados.
Sei que um dia o govêrno desse mundo passara a quem de direito,
vide Ap. 11:15.
Vide Em Dn. 7:18e27.

Só quando Jesus receber o reino
desse mundo é que havera justiça e paz,enquanto isso assistiremos
as lutas fraticidas,o mau a prosperar.

Por último:não me apeguei a ne nhuma filosofia,ideologia,regimes ...etc.
Apeguei-me ao Príncipe da vida
JESUS!
Vc faz algumas confusões,comunismo
e nazismo são formas totalitaria,
jamais democráticas,são iguais
aos regimes monárquicos do passado
Faça com o APOSTÓLO Paulo que disse:o viver é Cristo e o morrer
é lucro.

Anônimo disse...

Anônimo, sim, concordo com você quando diz que "rudimentos
do mundo,pois todasfilosofias,ideo
logias,partidos...etc.são frutos do humanismo".

Mas espera ai: O republicanismo defendido por você também não faz parte desses "frutos do humanismo"?

Antes de existir republicanismo, já existia monarquia. Então é de se supor que as idéias republicanas foram frutos de humanistas, por sinal bem utópicos. Eu particalamente tenho horror as utopias.

Realmente concordo com você que reis, imperadores, monarcas em geral, tenham cometido atos de tirania,violência, mortes e horrores, guerras,... muitas vezes promovidas por pura ganância de reis. Mas o problema, e parece que você não quer ver isso, é que se juntarmos todas esses "horrores" da monarquia, não chegará a 1/3 das mortes promovidos pelo comunismo ou pelo nazismo que são dois frutos, duas heranças, do movimento republicano.

Também concordo com você quando diz que satanás, depois da queda dos nossos primeiros pais, é quem domina o mundo. Afinal a bíblia diz que "o mundo jaz no maligno" 1 João 5:19. Mas acontece que existe claramente sistemas políticos que favorecem a ação do diabo. O republicanismo, ou para como muitos dizem, "Sistema democrático", é um deles.

Repare que até Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo em várias passagens parece favorecer o sistema Monárquico quando ele diz "O meu Reino não é desse mundo"; "Dai a Cesar o que é de Cesar, Dai a Deus o que é de Deus"; ... Até o Paraíso celeste é Monárquico! Afinal, Cristo Jesus é o Nosso Rei.

Pode ficar tranqüilo, não me senti ofendido com os seus dizeres.

Marcos