17 de dezembro de 2010

Por que os suecos complicam coisas tão simples?

Por que os suecos complicam coisas tão simples?

Marianna Trzeciak
14 de dezembro de 2010 (Notícias Pró-Família) — A pobre Suécia está nos noticiários e parecendo ridícula — de novo. Não está nem mesmo conseguindo seguir seu próprio lema, que diz que a Suécia anda sempre no ritmo dos tempos, pois se a Suécia estivesse se adaptando aos tempos, saberia que a educação escolar em casa é o que há de mais moderno, recente e importante. Aliás, a população de crianças que recebem educação escolar em casa nos EUA ultrapassará a população étnica sueca na próxima geração. (Mas, pensando bem, até mesmo a minoria muçulmana na Suécia poderá ultrapassar a população étnica sueca da Suécia na próxima geração também.)
Em contraste, a Suécia tem por tanto tempo cometido tragédias contra as famílias que dão educação escolar em casa a seus filhos que nos vem à mente um ditado de Woody Allen: “A soma da tragédia com o tempo dá em comédia”. O que está muito claro é que a Suécia se aprofundou nas próprias entranhas do ridículo ao sequestrar Domenic Johansson de seus pais, Christer e Annie, e ao manter o menino Domenic em cativeiro desde junho de 2009.

Por que os suecos complicam coisas tão simples?

Então, falando em termos de comédia, quantos suecos são necessários para resolver um problema muito simples? A resposta é cem: um para resolver o problema, e os outros 99 suecos para garantir que o primeiro sueco tenha sido vacinado.
Sim, os suecos complicam as coisas. No exato momento em que a família Johansson, que educava seu menino em casa, embarcou num avião para o país natal de Annie, a Índia, um monte de policiais suecos caiu em cima deles e os agarrou, arrastando-os para longe da liberdade e integridade de sua família, e basearam toda essa ação no motivo de que Domenic não havia recebido algumas vacinas e não tinha tido enchimento de uma ou duas cavidades dentárias. O que impera na Suécia é a ideia de que os pais não podem ousar achar que têm autoridade sobre os próprios filhos e de que os suecos têm de se orgulhar de um governo que intervém de modo supremo nas famílias.
Enquanto estava na delegacia, a mãe Annie desmaiou de choque ao ver seu único filho sendo-lhe tomado, mas ninguém na delegacia fez nada pela mulher angustiada enquanto ela estava desmaiada no chão. Domenic foi colocado num orfanato e só vê seus pais uma hora a cada cinco semanas. (Apenas dê uma olhada nas fotos de antes e depois [do sequestro estatal] de Domenic para julgar se o governo da Suécia tem alguma possibilidade de cuidar de Domenic tão bem quanto seus pais cuidavam.) E agora, o pai, Christer, foi preso sob novas e ridículas acusações depois que ele levou seu filho para visitar seus avós e para passar uma noite com a família sem a permissão do governo.

Dá para rir do que está acontecendo?

E agora ficamos sabendo que um casal sueco, cuja identidade não foi revelada, foi sentenciado a 9 meses de prisão cada um e a uma multa de 10 mil dólares por disciplinarem fisicamente seus filhos! Essa minúscula monarquia constitucional parece ter decidido que crianças se saem pior com seus próprios pais do que sob a tutela do rei.
Ôpa! Talvez os suecos queiram reconsiderar isso. Afinal, a pobre Suécia está cambaleando com as denúncias reveladoras de que Carl Gustaf, seu monarca aparentemente enfadonho, vem realmente tendo casos com mulheres de strip-tease e criminosos da máfia há anos. (Talvez o bondoso e velho rei Carl esteja apenas levando o menino Domenic para uma festinha de aniversário para ele! Essa experiência fará dele um homem!… Você acha que o menino Domenic é jovem demais para essas coisas? Que nada! Esta é a Suécia, [onde meninos fazem coisas de adulto]!) e que seu sogro era um nazista vigoroso que, de acordo com as alegações, fez sua fortuna fabricando armas numa fábrica que ele havia roubado de judeus durante a Segunda Guerra Mundial.
Mas não satisfeito em manter uma fortuna roubada ou em ter um monte de encontros sexuais em banheiras de hidromassagem, o rei Carl Gustaf também exige todos os filhos de seus súditos. Mas, para nosso grande alívio, o governo da Suécia exibe um pouco de respeito à moralidade! Parece que, no caso do ciber-terrorista Julian Assange, a Suécia decidiu o que é aceitável ou não. Aliás, a Suécia exigiu que os ingleses extraditassem Assange para a Suécia de modo que esse estupendo país que “anda ao ritmo dos tempos” possa processar Assange por ter tido sexo sem uma camisinha que funcionasse. Pergunta: na Suécia, se for feito com camisinha, não é estupro?

Se tão somente pudéssemos boicotá-los!

Se tão somente pudéssemos organizar um boicote contra a Suécia, talvez pudéssemos pressioná-los a soltar e devolver o menino à sua família! Se tão somente fosse fácil. Contudo, a Suécia mal consegue sair de sua obscuridade após o sucesso da banda sueca ABBA [da década de 1970] para provocar indignação na América do Norte (ou mesmo na América do Sul). Olha, os franceses aparentemente deram certa vez um minuto de sua atenção à Suécia. A palavra suede* é uma referência à Suécia.
Vamos imaginar um boicote à Suécia. Poderíamos nos abster de nossos sofás de suede, microsuede e faux-suede, jogar fora todas as nossas bolachas de centeio e mandar os arenques para o porto mais próximo, e parar de comprar automóveis da marca sueca Volvo — os quais, de qualquer forma, são caros demais para comprarmos! Ou será que a melhor manifestação seria realmente ficarmos sentados em nossos sofás de suede, microsuede e faux-suede num gesto de resistência insultante? Qual tal a música “Waterloo” do ABBA tocando em pano de fundo?

O enigma ridículo pode conter sua própria solução

A Suécia está numa catástrofe de relações públicas de proporções gigantescas (a partir da perspectiva dela, não nossa). Mas os ataques crescentes do governo contra a família Johannson poderão apontar para a solução da Suécia. O governo sueco poderia seguir uma variação do modo como a Alemanha escapou de uma investigação detalhada depois que o governo alemão assumiu a tutela de uma menina que recebia educação escolar em casa; no final, a Alemanha “deixou” a menina fugir do orfanato e voltar para seus pais. E esse foi o fim do grande boicote contra a Alemanha. (Caramba! Então você nunca ficou sabendo que o governo da Alemanha deixou a menina escapar devido à pressão do boicote?)
O cenário sueco poderia se desenrolar desta forma: O governo da Suécia mantendo Christer na prisão por mais uma semana. Enquanto isso, as autoridades suecas fazendo a determinação de que foi tudo culpa de Christer que Domenic não havia recebido suas vacinações e tratamento dentário. Sem nenhuma demora, as autoridades suecas levando Annie e Domenic para o próximo voo para a Índia. Na semana seguinte, a polícia soltando Christer alegando como motivo falta de provas e fazendo-o partir rapidamente também para a Índia.
Permitir que esse fiasco seja levado para o ano novo alertará todos aqueles que se consideram civilizados de que “a Suécia não é um de nós”.
* Nota do tradutor: Suede tem referência a sueco e, de acordo com o dicionário Aurélio, é uma palavra que vem do francês e significa “Couro fino e acamurçado, destinado ao fabrico de artigos indumentários”.
Marianna Trzeciak é uma mãe que dá educação escolar em casa para seus três filhos. Ela contribuiu com ações legais para derrubar as decisões judiciais Roe versus Wade e Doe versus Bolton, as quais legalizaram o aborto nos EUA. Ela iniciou a campanha antiaborto 40 Dias pela Vida em Burlington, Vermont. Agora residindo no Texas, a Sra. Trzeciak fala com relação ao feminismo pró-vida em universidades, faculdades de direito e outros fóruns.
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Traduzido por Julio Severo: www.juliosevero.com
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2 comentários :

Bill disse...

Eu realmente não fiquei sabendo que o governo alemão "deixou" a menina fugir. Bom saber disso.

Anônimo disse...

A suécia é um país que bem tipifica o processo de inversão de valores nos dias de hoje, onde o sexo normal entre homem e mulher é vilanizado e criminalizado, enquanto isso o homossexualismo e outras aberrações são elevados no mais alto conceito e ainda recebem proteção legal. È de fato o fim da picada, e dos tempos.

Roque Bruno