31 de dezembro de 2010

Os mundos perigosos dos pais analógicos com filhos digitais

Os mundos perigosos dos pais analógicos com filhos digitais

15 de dezembro de 2010 (AlbertMohler.com/Notícias Pró-Família) — A edição de domingo do jornal The New York Times deu atenção de primeira página ao problema do bullying* entre adolescentes na internet. Não dá para se duvidar de que a internet e a explosão de mídias sociais estão facilitando a chegada de uma forma nova e profundamente sinistra de bullying, e as consequências para muitos adolescentes são graves. Para alguns, a vida se torna uma estória de horror de insultos, rumores, difamações e pior.
Enquanto isso, muitos pais estão desnorteados sem saber como ajudar — quando não, estão completamente indisponíveis no momento.
Conforme informa Jan Hoffman: “Já é difícil apoiar uma criança enquanto ela passa pela experiência de estar cercada pelo bullying no pátio da escola. Mas o território sem lei da internet, seu potencial para crueldade casual e surpreendente e sua capacidade de acobertar a identidade de quem comete o bullying apresentam incertas mudanças novas para essa geração de pais analógicos nesta época de transições”.
Esses “pais analógicos” são muitas vezes vastamente menos equipados, em termos de conhecimentos especializados das mídias sociais em comparação com seus filhos digitais e seus colegas adolescentes. Não é de surpreender a ninguém, pois, que os que cometem bullying estejam ganhando a guerra.
Certa advogada de Nova Jérsei perguntou para uma plateia de um salão cheio de alunos da sétima série se eles já haviam sofrido bullying na internet. Dos 150, 68 levantaram a mão. Ela então perguntou: “Quantos de seus pais sabem como ajudar você?” Só três ou quatro levantaram a mão.
Conforme o artigo revela, muitos pais nem mesmo parecem saber que os “smartphones”** que deram para seus filhos são realmente computadores móveis. Outros pais parecem estar cegos para o fato de que esses aparelhos tanto enviam como recebem mensagens. Ainda outros se apegam a uma noção perigosa e irresponsável de privacidade dos adolescentes.
Os pais precisam assumir o controle. Armar-se com o conhecimento é o primeiro passo, mas reunir coragem para estabelecer limites, regras e consequências claras é de igual importância.
Só duas semanas antes do caso de bullying na internet, o jornal publicou outro artigo de primeira página sobre a natureza distraída dos adolescentes digitais. O jornalista Matt Richtel disse dos adolescentes que estavam aparentemente sem condições de fazer seus deveres de casa e tarefas de leitura, simplesmente porque não conseguiam colocar de lado seus aparelhos digitais.
Para o jovem Vishal Singh, de 17 anos, o livro sempre parece perder para o computador. Representante de milhões de seus colegas, Vishal se sente muito mais à vontade no mundo virtual de sua vida digital do que no mundo real, onde os livros precisam ser lidos, provas precisam ser feitas e notas serão dadas.
Considere estes parágrafos:
[Vishal] também joga vídeo games 10 horas por semana. Ele regularmente envia atualizações de sua situação no Facebook às 2h da madrugada, mesmo em noites escolares, e tem uma reputação tão forte por distribuir links de vídeos que seus melhores amigos o chamam de um “abusador de YouTube”.
Vários professores chamam Vishal de um de seus estudantes mais brilhantes, e eles ficam tentando imaginar o motivo por que as coisas não estão fazendo sentido. No último semestre, sua média de notas foi 2,3 depois de um pouco mais que um D em inglês e um F em álgebra II. Ele tirou A em crítica cinematográfica.
“Ele é um garoto apanhado entre dois mundos”, disse o sr. Reilly [diretor da escolar dele] — um que é virtual e um que tem exigências de vida real.
Vishal e sua mãe concordam em que ele não tem domínio próprio para desligar o computador e abrir o livro. Ele não está só. Richtel conta de Allison Miller, de 14 anos, que “envia e recebe 27.000 textos por mês, seus dedos clicando num ritmo vertiginoso enquanto ela mantém sete conversações de texto de uma vez só”. Sean McMullen, um estudante do grau 12, joga vídeo games por quatro horas por dia em dias escolares e joga o dobro nos finais de semana. Esses adolescentes não são casos isolados — eles representam o que constitui um novo padrão entre adolescentes dos EUA.
Essa sentença do artigo é de forma particular inesquecível: “Ele [Sean] diz que às vezes desejava que seus pais o forçassem a parar de jogar e começar a estudar, porque ele acha difícil parar quando tem a escolha”. Serão que eles estão dando atenção?
Ambos os artigos merecem uma leitura profunda, mas a obrigação dos pais está suficientemente clara. Os pais de adolescentes e jovens não podem se dar ao luxo de ficar enfiados num mundo analógico com conhecimentos ultrapassados, ao mesmo tempo em que seus filhos nasceram na era digital e estão vivendo num mundo cada vez mais distraído e perigoso.
Os pais não podem ser espectadores na vida de seus filhos, mas deviam fixar regras, estabelecer expectativas, impor limitações e constantemente monitorar a vida digital de seus adolescentes. Qualquer coisa menos é uma forma de negligência dos pais.
Quando um adolescente diz a um jornalista de jornal que ele desejava que seus pais o forçassem a desligar seus aparelhos digitais e começar a fazer seus deveres de casa, só podemos ficar aqui imaginando se seus pais ingênuos chegarão um dia a compreender o que está acontecendo.
O jornal The New York Times merece crédito por suas reportagens verdadeiramente importantes sobre a vida digital dos adolescentes dos EUA. Esses dois jornalistas estão fazendo o trabalho que todos os pais e mães de adolescentes deveriam estar fazendo o tempo todo.
A última palavra pertence a Katherine Nevitt, uma adolescente de 16 anos, que escreveu uma carta ao editor em resposta ao artigo de Richtel. Ela havia decidido por si mesma limitar sua exposição digital e diminuir suas distrações. “Só posso exortar meus colegas adolescentes a fazerem o mesmo”, escreveu ela. “Isto é, os três de vocês que estão lendo isso”.
Este artigo foi reproduzido com a permissão de www.albertmohler.com
Notas do tradutor:
* Bullying é uma palavra em inglês que descreve atos de violência física ou psicológica, intencionais e repetidos, praticados por um indivíduo (bully, cuja tradução é valentão) ou grupo de indivíduos com o objetivo de intimidar ou agredir outro indivíduo (ou grupo de indivíduos) incapaz de se defender.
** Smartphone é um telefone celular com funcionalidades estendidas por meio de programas executados no seu Sistema Operacional.
Traduzido por Julio Severo: www.juliosevero.com
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3 comentários :

marcia disse...

A tecnologia, sem dúvida alguma, é a "droga" mais potente do momento!
O que era para facilitação do mundo moderno, torna muitas pessoas dependentes compulsivos!

Anônimo disse...

Gostaria de aproveitar esse espaço disponibilizado pelo blog do Julio Severo para dar os parabéns a todos os brasileiros que ajudaram o governo a dar asilo político a um assassino de quatro pessoas na Itália...
Gostaria de saber como vocês, eleitores do PT, se sentiriam se um ente querido seu fosse assassinado por um psicopata e um governo estrangeiro desse total auxilio para ele viver bem em outro país... Assim vocês vão saber como se sentem os parentes das vítimas desse monstro acolhido pelo atual governo como se fosse herói...
Cada um de vocês que votaram nesse atual presidente e em sua sucessora é co-responsável por esse e diversos outros absurdos que assolam o Brasil nos últimos oito anos e vai continuar atormentando no mínimo pelos próximos quatro...
Vocês não tem nenhum direito de reclamar de criminalidade ou violência, pois estão aclamando um dos piores bandidos que esse pais já teve o desprazer de ter entre seus membros... Esse vergonhoso presidente não passa de um criminoso e protótipo do que será o anticristo...
Parabéns a esse povo de gente desonesta, que não se importa com nada que não seja economia e que trata pessoas desprovidas de moralidade, que tem a consciência cauterizada como se fossem divindades...
Nunca na historia desse país eu tive tanta vergonha de ter nascido nessa nação... O Brasil não é nem um pouco melhor que Sodoma e Gomorra... Os verdadeiros Cristão deveriam agradecer ao Deus Todo Poderoso por não destruir esse penico do mundo como fez com as duas cidades no passado... Falta de merecimento com certeza não é...
Eleitores do PT, voces me dão vontade de vomitar...
Julio, peço perdão por usar seu blog para externar minha indignação e vou entender se voce não quiser postar esse comentário... Sou seu admirador e quero lhe desejar que continue o ótimo trabalho... Quem derá o Brasil tivesse mais pessoas corajosas como voce...
Um excelente ano de 2011...

Sandro

Anônimo disse...

Brazil, país da canalhice e da vagabundice. Nunca será nada. Nada!!!
Vídeo denúncia:
http://www.youtube.com/watch?v=nWCR33GW2GM

Desejo Feliz 2011 somente aos bravos e heróicos como o ilustre blogueiro.

Q Deus o proteja e o inspire cada dia mais.