31 de dezembro de 2010

Irlanda registra 64 casos de “reações adversas” da vacina contra o HPV

Irlanda registra 64 casos de “reações adversas” da vacina contra o HPV

DUBLIN, Irlanda, 7 de dezembro de 2010 (Notícias Pró-Família) — Um relatório do Conselho de Medicina da Irlanda (CMI) revelou que uma campanha de vacinação que usou Gardasil, uma droga criada para combater o Vírus do Papiloma Humano, uma doença sexualmente transmissível, resultou em 64 casos de “reações adversas”, inclusive reações cardíacas e alérgicas e convulsões.
As estatísticas estão levando alguns na Irlanda a acusar o CMI de não mostrar consideração devida pela saúde das meninas que estão sendo vacinadas com a droga.
De acordo com o relatório do CMI, começando em maio deste ano aproximadamente 45.000 doses de Gardasil foram administradas para adolescentes irlandesas por meio de suas escolas. Até o fim de outubro, o CMI diz que 55 relatórios dessas reações médicas adversas foram recebidos desde o começo da Campanha de Imunização Escolar. As queixas restantes foram recebidas antes do início dessa campanha.
Os casos incluíam incidentes de “mal-estar, dores de cabeça, tontura, desmaios, fadiga, e sintomas gastrointestinais”. Dois casos de convulsões foram registrados, um ocorrendo numa paciente com histórico de epilepsia. Os sintomas gastrointestinais incluíam náuseas, vômitos, mal-estar abdominal e os sintomas cardíacos foram cianose, taquicardia e “mal-estar no peito”.
O registro mais comum foi de casos de desmaios, “às vezes em combinação com movimentos semelhantes a convulsões, junto com registros de tonturas e hiperventilação”, o relatório diz. Além disso, reações alérgicas foram também registradas em duas pacientes que experimentaram reações tipo anafiláticas. Esses sintomas incluíam erupções de pele, urticária e vermelhidão.
“A maioria dos registros está de acordo com o padrão esperado de efeitos colaterais da vacina, conforme estão estipulados nas informações do produto”, disse o relatório.
A Aliança das Mães da Irlanda (AMI) escreveu para o CMI pedindo uma maior prestação de contas das reações. Nora Bennis, porta-voz da AMI, descreveu o “assombro” e indignação da organização com o fato de que o CMI não tivesse alertado as escolas ou o público geral acerca das possíveis “implicações dessas reações adversas”.
A AMI condenou publicamente o “modo frívolo” com que a Dra. Joan Gilvarry, porta-voz do CMI, “não quis saber do sofrimento das meninas vacinadas que experimentaram essas reações”.
A Dra. Gilvarry disse para o jornal Irish Times em 15 de novembro: “Não estamos nem um pouco preocupados com o que vimos”.
Bennis disse: “O CMI não está nem um pouco preocupado com casos de choque anafilático e todas as outras reações adversas registradas? O CMI não tem nenhuma compaixão de todas as jovens e suas famílias que sofreram e que ainda estão sofrendo? Essa exibição pública de falta de preocupação é incrível demais para ser verdade”.
A AMI fez contato repetidas vezes com o CMI com informações sobre os possíveis perigos da Gardasil, Bennis disse. “As jovens estão sendo colocadas em perigo de danos permanentes em sua saúde e bem-estar com a negligência do CMI e outros em posição de autoridade de fornecerem os fatos completos acerca dessa vacina insegura, desnecessária, ineficaz e cara”.
Embora as campanhas nacionais de vacinação, que estão sendo executadas na Inglaterra e na Irlanda, farão com que o fabricante da droga, a Merck, lucre bilhões, a Vigilância Sanitária dos EUA (US Food and Drug Administration, cuja sigla é FDA) alertou que a Gardasil pode ser responsável por um número desconhecido de mortes.
Em 2008, Judicial Watch (Vigilância Judicial), uma organização de interesse público que investiga e processa casos de corrupção governamental, relatou sobre registros do FDA documentando 28 mortes em 2008 que podem estar ligadas a Gardasil, um número que se elevou em comparação com as 19 mortes em 2007. 
O número total de mortes relacionadas a Gardasil é 47 desde que a vacina foi aprovada em 2006. No total, o FDA documentou 6.723 “casos adversos” relacionados a Gardasil em 2008, dos quais 1.061 foram considerados “graves” e 142 “colocaram em risco” [a vida das meninas vacinadas].
Das 47 mortes registradas, 41 ocorreram dentro de um mês depois da vacinação e dessas mortes, 17 ocorreram duas semanas depois da vacinação. Na maior parte das mortes não se sabe ainda a causa.
A Dra. Diane Harper, diretora do Grupo de Pesquisa de Prevenção ao Câncer Ginecológico da Universidade de Missouri, e principal pesquisadora no desenvolvimento da Gardasil, disse na 4ª Conferência Pública Internacional sobre Vacinação em Reston, Virginia em 2009 que a droga está sendo “comercializada de forma exagerada” e as pesquisas sobre seus potenciais efeitos colaterais não estão sendo realizadas como deveriam.
A Dra. Harper disse para o noticiário da TV CBS no ano passado: “As menininhas e seus pais deveriam receber avisos mais completos antes de receberem a vacina”. Ela disse que uma menina tem mais probabilidade de morrer de uma reação adversa da Gardasil do que de câncer do colo do útero.
O Centro Nacional de Informações de Vacinas indicou que “embora aproximadamente 70 por cento de todos os registros das reações da Gardasil tenham sido feitos pela Merck, um número alto de 89 por cento dos relatórios que a Merck fez estava tão incompleto que não havia informações suficientes para que as autoridades sanitárias fizessem um acompanhamento e avaliação adequados”.
De acordo com a Revista Americana de Saúde Pública, em média menos de 10 por cento dos casos sérios de reações adversas das vacinas chegam a ser registrados em relatórios.
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Traduzido por Julio Severo: www.juliosevero.com
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