4 de novembro de 2010

Partido Republicano vence por ampla margem na Câmara dos Deputados dos EUA, e o Partido Democrático mantém controle do Senado

Partido Republicano vence por ampla margem na Câmara dos Deputados dos EUA, e o Partido Democrático mantém controle do Senado

Peter J. Smith
WASHINGTON, D.C., EUA, 3 de novembro de 2010 (Notícias Pró-Família) — Os republicanos obtiveram ganhos imensos na Câmara dos Deputados dos EUA na terça-feira, estabelecendo uma forte maioria pró-vida na Câmara, enquanto os democratas obtiveram ganhos em suficientes corridas eleitorais do Senado para manter o controle.
Os republicanos obtiveram 60 assentos no Parlamento, dando-lhes uma maioria poderosa de 239 republicanos contra 187 democratas. Isso deixa aproximadamente 9 assentos que ainda estão vagos até o momento da publicação deste artigo.
Em todo caso, John Boehner, líder pró-vida do Partido Republicano (PR), está decidido a ser o próximo presidente da Câmara, derrubando Nancy Pelosi, do Partido Democrático. Tal ação permitirá que a liderança pró-vida do Partido Republicano assuma o controle das comissões e subcomissões onde as legislações são elaboradas.
Entretanto, o PR por margem muito pequena não conseguiu alcançar número suficiente para tomar o Senado. Embora os republicanos tivessem ganhado a maioria das corridas eleitorais ao Senado neste período, o partido estava defendendo a maioria deles. Até o momento, eles conseguiram obter seis assentos no Senado que estavam em poder dos democratas, colocando a balança de força no Senado em 52 (Partido Democrático) e 46 (Partido Republicano). 
Duas corridas eleitorais ao Senado ainda têm de ser decididas: Washington e Alaska. Os candidatos pró-vida estão se arrastando em ambas as corridas, mas não muito.
O Colorado parece ter sido ganho por Michael Bennet, candidato pró-aborto à reeleição, que lidera agora por 6.646 votos sobre Ken Buck, republicano pró-vida apoiado pelo Tea Party.
A perda de Buck será a terceira perda de peso do Tea Party nesta noite, depois que as candidatas Christine O’Donnell (R-Delaware) e Sharron Angle (R-Nevada), ambas apoiadas pelo Tea Party, não conseguiram alcançar vitórias. Os ativistas do Tea Party vinham salivando pela chance de remover de sua posição Harry Reid, Líder da Maioria Democrática no Senado, mas Reid repeliu o desafio, 50 por cento a 45 por cento.
No Alaska, o pró-vida Joe Miller (34 por cento) está se arrastando no segundo lugar atrás dos votos “write-in”* (41 por cento), indicando a forte possibilidade de uma vitória para a candidata “write-in” Lisa Murkowski. Murkowski tem um histórico misto na questão do aborto. Os votos “write-in”* estão agendados para serem contatos em 18 de novembro, mas todas as indicações são que esta data será mudada. Ambos os lados estão se preparando mediante seus advogados para batalhas legais com relação à contagem.
Uma perda de Miller aí poderia levantar questões sobre a situação da ex-governadora do Alaska Sarah Palin como política conservadora de grande influência. Palin e Murkowski são amargas inimigas políticas, desde o tempo em que Palin derrotou Frank, o pai de Murkowski, na eleição a governador de 2006.
Um fator adicional a favor de Murkowski foi uma decisão no Supremo Tribunal do Alaska de 4 a 3 que dizia que as autoridades eleitorais estaduais poderiam manter uma lista impressa de candidatos “write-in” que a solicitassem. Tanto os republicanos quanto os democratas protestaram que tal lista violava o próprio conceito da votação impressa, que tem como objetivo limitar o número de escolhas de candidatos.
De um modo ou de outro, a corrida eleitoral terminará em vitória republicana.
Em Washington, o republicano pró-vida Dino Rossi está se arrastando 24.834 votos atrás de Patty Murray, candidata democrata pró-aborto à reeleição. Mais votos ainda têm de ser contados e os partidários de Rossi estão ainda esperando por uma vitória.
Os habitantes do Estado de Washington enviam seus votos pelo correio, e 69% das zonas eleitorais informaram seus resultados finais até agora.
*De acordo com o dicionário eletrônico Michaelis, “write-in”, no linguajar dos EUA, é “1. Voto em que se escreve o nome de candidato que não consta da cédula de votação. 2. Nome assim incluído”.
Traduzido por Julio Severo: www.juliosevero.com
Veja também este artigo original em inglês: http://www.lifesitenews.com/ldn/2010/nov/10110303.html
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