17 de novembro de 2010

Médica cristã removida à força de comissão de adoção de crianças

Médica cristã removida à força de comissão de adoção de crianças

Hilary White
LONDRES, Inglaterra, 16 de novembro de 2010 (Notícias Pró-Família) — Uma pediatra cristã está recorrendo ao Tribunal Europeu de Justiça depois que ela foi removida à força de sua posição na Comissão de Adoção da Municipalidade de Northamptonshire por causa da convicção dela de que crianças adotivas estão em melhor situação com uma mãe e um pai. Sheila Matthews, médica com 18 anos de experiência, está sendo representada em seu desafio legal pelo advogado de direitos humanos Paul Diamond e o Centro Legal Cristão.
Sheila montou o desafio legal para apurar se a agenda de “direitos homossexuais está neutralizando” o conselho médico profissional com relação aos “melhores interesses” das crianças. O caso dela passou por uma audiência diante do Tribunal de Emprego em Leicester ontem.
A médica de 50 anos foi removida da comissão depois de pedir permissão de se abster de votações quando crianças estavam sendo entregues em adoção para parceiros homossexuais. Ela recebeu permissão de fornecer conselhos médicos para a municipalidade, mas não de participar plenamente no processo da comissão. Ela disse para o Tribunal que depois de sua demissão, a contribuição dela para o trabalho de adoção da municipalidade foi “cada vez mais reduzido e a experiência dela foi descartada”.
Março passado a Dra. Sheila demitiu-se de seu emprego como pediatra comunitária, dizendo que sentia que não mais poderia trabalhar em algum lugar onde lhe fosse “negada a oportunidade de plenamente usar seus talentos profissionais”, de acordo com uma declaração divulgada por Christian Concern for Our Nation, organização que faz campanhas em favor dos direitos religiosos.
Martin Pratt, ex-diretor de serviços sociais para crianças, jovens e famílias, falou representando a municipalidade no Tribunal, dizendo: “Perguntei a Sheila se ela poderia considerar candidatos [para adotar crianças] com base nos méritos deles… e ela disse que não poderia. Ela crê que não está nos melhores interesses das crianças serem adotadas por duplas de mesmo sexo. Ela sente que não poderia votar ou participar na comissão”.
Sheila disse para o Tribunal, porém, que ela havia sido efetivamente “excluída de desempenhar sua profissão devido às perspectivas cristãs dela, e sua opinião profissional”.
A lei permite que parceiros homossexuais se candidatem para adotar crianças e órgãos municipais não têm permissão de lhes negar na base da “orientação sexual” deles, sob as Normas de Orientação Sexual do governo trabalhista.
Mas Sheila disse que embora a lei permita a adoção para duplas gays, ela tem “preocupações profissionais, baseadas em evidência educacional e psicológica, das influências em crianças crescendo em domicílios homossexuais”.
A evidência, disse ela, a leva crer que a adoção feita por homossexuais não é “a melhor opção possível para uma criança”.
“Creio que poderia ter sido possível que a municipalidade tivesse me permitido continuar trabalhando como consultora médica e trazer meu compromisso e experiência para o emprego, mas também me permitir discretamente me abster de votar em menos do que 1 em 20 casos”.
Sheila fez um requerimento para que o caso seja encaminhando ao Tribunal Europeu de Justiça, dizendo que é vital para a liberdade religiosa e profissional, e seu resultado poderia afetar as carreiras de muitos cristãos e outros profissionais médicos e o futuro de muitas crianças em necessidade de adoção.
Traduzido por Julio Severo: www.juliosevero.com
Veja também este artigo original em inglês: http://www.lifesitenews.com/ldn/2010/nov/10111603.html
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2 comentários :

Silvio Ricardo disse...

O mal da Inglaterra é esse governo trabalhista.

Clodoaldo Brunet disse...

O mundo está sendo envolvido pela hipocrisia gay que prega a intolerancia disfarçada de tolerância. Quem mais usa a palavra tolerância é quem a menos pratica.
É muita hipocrisia dessa gente!