11 de novembro de 2010

Federação de Planejamento Familiar quer nos abortar a fim de trazer prosperidade

Federação de Planejamento Familiar quer nos abortar a fim de trazer prosperidade

Steven W. Mosher e Colin Mason
8 de novembro de 2010 (pop.org/Notícias Pró-Família) — Não será surpresa para ninguém saber que Cecile Richards, a presidenta da Federação de Planejamento Familiar, acredita que a assistência de saúde financiada pelo governo tem de pagar todos os métodos de controle da natalidade, inclusive aborto. Afinal, considerando que boa parte desse financiamento escoaria para a Federação de Planejamento Família (FPF), essa que é o maior fornecedor de aborto dos EUA se beneficiaria imensamente de tal política.
É claro que Richards é esperta o suficiente para não dizer que a FPF quer devorar nosso dinheiro bem como nossos filhos. Em vez disso, ela apresenta repetidas vezes o argumento aleijado de que eliminar pessoas de certo modo economizará todo o dinheiro para nós.
Participando do programa televisivo de entrevista “Bill Press Show”, a chefona da Federação de Planejamento Familiar afirmou que “o controle da natalidade é uma daquelas questões que realmente economiza o dinheiro do governo”. Ela também disse que “nós realmente sentimos que o governo pagando o controle da natalidade não é só a coisa certa a se fazer pelas mulheres, é bom para as mulheres, é bom para a assistência de saúde delas, mas é também francamente uma boa política pública. Um investimento na cobertura de controle da natalidade a longo prazo é realmente uma economia imensa nos gastos porque as mulheres não têm filhos que elas não estavam planejando ter e todos os tipos de gastos consequentes de uma gravidez não planejada”.
Nós do Instituto de Pesquisas Populacionais consideramos as opiniões de Richards não só egoístas, mas também míopes. De fato, custa dinheiro criar crianças — como todos os pais e mães sabem —, mas elas crescem e se tornam cidadãos produtivos que produzem riquezas, pagam impostos e, de modo geral, tornam os EUA um lugar melhor do que o encontraram.
Se você faz as contas, como nós mesmos fizemos, você verá que em média os bebês americanos que nascem hoje contribuirão vários milhões de dólares para a economia durante a fase reprodutiva de suas vidas. Contraponha isso com as centenas de milhões de dólares que custará para criar a criança até se tornar adulta, e você vê como esses pequenos seres humanos são um recurso realmente valioso.
A Federação de Planejamento Familiar é uma organização infame porque não só defende e promove a destruição em grande escala de seres humanos indefesos, mas também realmente realiza centenas de milhares de tais atos letais a cada ano em suas centenas de abortuários. Agora quer que a subsidiemos, por meio do Obamacare [programa de saúde do governo de Obama], esses atos imorais, nos dizendo que estão economizando dinheiro para nós ao cometê-los.
Ninguém nega que custa dinheiro criar filhos, é claro, mas aqueles que criam filhos estão fazendo um investimento fundamental no futuro. As crianças crescem e se tornam adultas, que não só contribuem para o PIB ao entrarem na força de trabalho, mas também contribuem, usando seus próprios talentos específicos, para criar famílias, comunidades e sociedades. Ver bebês exclusivamente como pesos econômicos, como Richards vê, não é só cruel; não faz absolutamente nenhum sentido econômico.
Agora Cecile Richards provavelmente responderia que ela não quer eliminar todas as crianças, só aquelas que “não foram planejadas”. Como é que dá para se definir “não planejado”? Se seus pais não estavam planejando conceber uma criança num ciclo específico, isso torna você um filho não planejado? Richards não sabe que um elemento de acaso forma parte de qualquer concepção, significando que leva até doze meses um casal com fertilidade média conceber um filho? Ou será que o foco dela é abortar os bebês de todas as mães solteiras, como se faz na China? Não sei sobre Richards, mas eu não fui planejado e, portanto, mediante os cálculos simplistas dela, deveria ser eliminado como uma despesa desnecessária.
A posição da Federação de Planejamento Familiar é ainda mais absurda porque o sistema de saúde estatal que Richards promove com tanto fervor só dá para ser pago pelo dinheiro que vem do contribuinte do imposto de renda. E cada um dos contribuintes do imposto inicia sua vida no útero de uma mãe.
Na primavera passada, Nancy Pelosi tentou adicionar centenas de milhões de dólares em financiamentos de controle da natalidade ao tão chamado “pacote de estímulo econômico” usando esses mesmos argumentos. Fizemos oposição a essa medida em entrevistas na TV FOX e em outros meios de comunicação. No final das contas, a emenda dela demonstrou ser demais até mesmo para muitos políticos do Partido Democrático tragarem, e foi rejeitada.
Pessoas não são simplesmente pesos econômicos; elas são recursos. Aliás, elas são os recursos máximos. E elas começam completamente como bebês.
Steven W. Mosher é presidente do Instituto de Pesquisa Populacional. Colin Mason é diretor de produção de mídia no Instituto de Pesquisa Populacional
Este artigo foi publicado com a permissão do Population Research Institute (Instituto de Pesquisa Populacional).
Traduzido por Julio Severo: www.juliosevero.com
Veja também este artigo original em inglês: http://www.lifesite.net/ldn/viewonsite.html?articleid=10110902
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