8 de novembro de 2010

Enem cria desconforto com pergunta ideológica sobre “homofobia”

Enem cria desconforto com pergunta ideológica sobre “homofobia”

Exame do MEC vira instrumento de pressão sobre jovens estudantes

Julio Severo
Na prova do Enem do sábado passado, a questão da “homofobia” entrou como pergunta, que definiu “homofobia” como “a rejeição e menosprezo à orientação sexual do outro”.
Lendo a pergunta, o jovem é induzido a fazer um autoexame para ver se ele sente ou não “rejeição e menosprezo” por sexo anal e outras práticas de homens que se relacionam com outros homens na cama e em imundos banheiros públicos. Uma resposta politicamente incorreta recebe uma classificação reduzida no Enem.
Vejamos pois a pergunta que o MEC elaborou — da forma mais tendenciosa possível — e impôs no último Enem:
“Pecado nefando” era expressão correntemente utilizada pelos inquisidores para a sodomia. Nefandus: o que não pode ser dito. A Assembleia de clérigos reunida em Salvador, em 1707, considerou a sodomia “tão péssimo e horrendo crime”, tão contrário à lei da natureza, que “era indigno de ser nomeado” e, por isso mesmo, nefando.
O número de homossexuais assassinados no Brasil bateu o recorde histórico em 2009. De acordo com o Relatório Anual de Assassinato de Homossexuais (LGBT – Lésbicas, Gays, Bissexuais e Travestis), nesse ano foram registrados 195 mortos por motivação homofóbica no País.
A homofobia é a rejeição e menosprezo à orientação sexual do outro e, muitas vezes, expressa-se sob a forma de comportamentos violentos. Os textos indicam que as condenações públicas, perseguições e assassinatos de homossexuais no país estão associadas
A)    à baixa representatividade política de grupos organizados que defendem os direitos de cidadania dos homossexuais.
B)     à falência da democracia no país, que torna impeditiva a divulgação de estatísticas relacionadas à violência contra homossexuais.
C)     à Constituição de 1988, que exclui do tecido social os homossexuais, além de impedi-los de exercer seus direitos políticos.
D)    a um passado histórico marcado pela demonização do corpo e por formas recorrentes de tabus e intolerância.
E)     a uma política eugênica desenvolvida pelo Estado, justificada a partir dos posicionamentos de correntes filosófico-científicas.
No autoexame induzido, se você escolher “não” à sodomia, você automaticamente se junta à Inquisição e aos assassinos de homossexuais. Você é um homofóbico! Se você responde “sim”, seu Enem está ok, e você está pronto para entrar para o Imbecil Coletivo — termo corretíssimo que o filósofo Olavo de Carvalho aplica às universidades do Brasil, que nada mais são do que laboratórios de doutrinação marxista.
O Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) é uma prova criada pelo Ministério da Educação do Brasil para avaliar a qualidade do ensino médio. Muitas faculdades e universidades usam as notas do ENEM em seus processos seletivos.
Se você mostrar que o sistema escolar público adestrou você suficientemente para latir e miar quando o MEC lhe fizer perguntas imbecis, você poderá subir os degraus acadêmicos da imbecilidade.
Pergunta sobre “homofobia” no Enem? Mie ou lata, e você ganha um osso.

23 comentários :

Anônimo disse...

É simplesmente patética e totalmente desnecessária essa questão!

Mais do que tendenciosa, é uma questão mentirosa.

Doutrinação ideológica das mais escancaradas que já vi.

Anônimo disse...

Esse tipo de coisa não pode continuar passando em branco, não é só o ENEM, mas até em concursos públicos como o da ABIN há uma série de questões que estão lá apenas para ver o quanto o candidato se encaixa na engrenagem esquerdista e não para aferir o conhecimento do mesmo.

Essa questão já está viciada em sua origem naquilo que eles definem como homofobia na novilingua esquerdista. Alguma organização evangélica tem que impugnar essa questão e outras do gênero. A guerra ideológica está cada vez mais acirrada, e para que os que vem depois de nós não herdem um verdadeiro pesadelo não podemos nos omitir.

Kaio Siqueira, via Facebook disse...

jULIO, TUDO NA PAZ?

Estive fazendo o ENEM e o mesmo não passou de uma jogada pra se implantar o comunismo na cabeça dos jovens.

O ENEM deixou claro o ódio contra o povo do Paraná em uma questão, incitando o ódio de negros contra brancos, de indígenas contra empresários, de mulheres contra homem e até mesmo uma questão condenando a IGREJA por ser contra a sodomia.

Não passou de uma armação.
Não sei se tem a prova em mãos, mas recomendo que leia a mesma e tire suas conclusões a respeito.

Abraços

Defensoria Pública vai recomendar ao MEC a anulação do Enem disse...

Por Rafael Moraes Moura, no Estadão Online:

A Defensoria Pública da União (DPU) vai recomendar nesta segunda-feira (8) ao Ministério da Educação que seja anulada a prova de sábado do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Caso o governo não atenda à recomendação em um prazo de 10 dias, a DPU deve entrar com uma ação civil coletiva na Justiça Federal contra a União, fazendo a mesma solicitação.

Para o defensor público federal Ricardo Emílio Salviano, a solução encontrada pelo MEC - de aplicar outra prova para os candidatos prejudicados pelos erros no caderno amarelo - não é satisfatória. “Se você vai aplicar uma prova com questões distintas para os demais candidatos, você poderia estar distorcendo o grau de exigência, vai aferir um grupo com uma medida e outro grupo com outra prova, que pode não ter o mesmo grau de dificuldade”, comentou.

Correção invertida. O presidente do Inep, Joaquim José Soares Neto, anunciou que o órgão vai disponibilizar a partir da próxima quarta-feira a página online para os estudantes pedirem a correção invertida das provas do sábado por causa da troca do cabeçalho do cartão-resposta. O prazo para o preenchimento do requerimento vai até o dia 16 de novembro, segundo ele.

Para Salviano, a medida é insuficiente. “A simples inversão da correção da prova de uma por outra não é suficiente para sanar as irregularidades, tendo em vista que foi quebrado o princípio da isonomia dos candidatos”, disse. “Não vejo outra alternativa a não ser a anulação das provas de sábado.”

Na opinião do defensor público federal, a falha na prova de domingo foi “pontual”, o que não justificaria a sua anulação. “(Sobre) A prova do domingo, não tivemos conhecimento, relatos na defensoria, mas conhecimento pela imprensa, de que houve candidatos divulgando o tema da redação, mas entendemos que essa falha foi pontual, e não deve ser atribuída ao Inep”, disse.

Apesar de todos os problemas verificados nesta edição do Enem, e na do ano passado, o exame não perdeu a credibilidade, avalia Salviano. “O Enem é um projeto que está sendo implantado, que passa por ajustes. É uma medida eficaz, que auxilia os candidatos no ingresso ao ensino superior e que deve ser mantida pelo MEC.”

Os alunos que se sentiram prejudicados com as falhas do Enem 2010 podem entrar em contato com a DPU pelo email enem2010@dpu.gov.br. As informações podem ajudar a defensoria, caso o órgão entre com uma ação coletiva na Justiça Federal.

Por Reinaldo Azevedo

Gilson disse...

Pelo que vi, ao aluno é vedado o direito de argumentar, raciocinar e escolher. Tem que ser do jeitinho deles. Parece ser um metodo moderno de programa mental que segue a uma mente maior distorcida da verdade e realidade. Domesticar um cachorro e treina-lo é facil, o dificil é o jovem mediano pensar de modo autonomo em meio a varios pontos de vista diferentes sem formatos previamente estabelecido como sendo contra o sistema. So nos resta saber a quem essa meleca de sistema serve.

Edinelson Lopes disse...

Notem, caros leitores, que algumas observações sobre três respostas:

Ao citar, na opção "D", o "passado histórico marcado pela demonização do corpo e formas recorrentes de tabus", o texto está claramente se referindo a visões contrárias ao homossexualismo, como a fé cristã, que declara abertamente ser a prática homossexual, algo, por assim dizer, PECADO. Semelhante ocorre na opção "E", neste caso lançando a "culpa" sobre correntes filosóficas e científicas.

Agora, o máximo, a resposta "C" apresenta a CONSTITUIÇÃO BRASILEIRA como opção a ser considerada responsável, isso mesmo, o suposto aumento do número de assassinatos de homossexuais teria como culpada a Constituição brasileira.

Não demora muito e a sugestão para resolver o problema será uma mudança na Constituição. Nós, cristãos, temos publicamente nos baseado na Constituição como defesa, legal e correta, para que possamos viver normalmente como vivemos até hoje, concordando ou não com o governo, insituições ou líderes, sem incitar qualquer tipo de violência.
O desejo, não de serem aceitos, mas aceitos à qualquer preço, dos homossexuais, liderados por um certo movimento homossexual, colocá-os totalmente como vítimas em qualquer que seja a situação, desta forma, lançam números e estatísticas de caráter duvidoso como argumento para crimes que, em sua complexidade natural, deveriam sofrer investigação, para comprovar seu caráter preconceituoso. Esta estatística é facilmente derrubada quando apontamos dois dados reais, um deles o número de assassinatos de heteros no mesmo período dos apontamentos apresentados pelo movimento homossexual e outro, ainda mais forte, é a o fato de relacionamentos homossexuais serem os maiores causadores de violência doméstica, de homossexuais contra homossexuais, fato este reconhecido pelo próprio movimento homossexual.

Assim sendo, eu acrescentaria uma sexta opção nesta lista de respostas absurdas para uma pergunta idiota (desprovida de inteligência):

F) os homossexuais!


...

Paulo Silveira disse...

O haddad é realmente um democrata que defende causa alheia ou é invertido puxando braza itself?

Anônimo disse...

‎"Com homem não te deitarás, como se fosse mulher; abominação é". Levitico 18:22.
Fobia é doença (a pressão é tanta que o conselho de psicologia e psiquiatria estão calados e acataram a ordem dos "punidores"). Então pergunto: se eu sigo o m...andamento do Criador, sou "acusado" de homofóbico - Devo eu então ser "preso" ou "tratado em um hospital psiquiátrico"?
Por que ninguém discute a etimologia do termo?
Conclusão: Eu fico com esta passagem, radicalmente: "Mais importa obedecer a D'us do que aos homens". Atos 5:29 ACF

"Nem tudo que é legal é moral"

Anônimo disse...

Os países do mundo,só mudam os caes de plantão,pois a coleira é a mesma,
Na antiga URSS era internado em hos
pitais psiquiátricos aquêles que discordavam das orientações de então,hoje a¨coleira¨ é a chamada homofobia,pois aquêles que discor dam são reputados e tratados como anormais,possuidores de algum desvio
Não esta longe o dia que os mesmos
possam ser internados como na URSS.

Facundo disse...

Sem, literalmente, entrar no mérito (ou demérito) da questão, a prova como um todo foi muito ruim...

Credibilidade zero...

Chamelly disse...

Estão querendo nos enfiar goela abaixo o comportamento homossexual.

Um absurdo total essa questão.

Catiano F. Lima disse...

http://kakalimalg.blogspot.com/2010/11/enem-condena-liberdade-de-consciencia.html

Catiano F. Lima disse...

Irmão Júlio! Se vc quiser postar meu artigo em seu blog fique a vontade. E aproveito pra pedir a autorização para postar em meu blog suas postagens. Caso queira pode usar abertamente meu nome como o autor da postagem, sem problemas. Eu criei a postagem após fazer a leitura da sua. Confesso que não me toquei na hora de responder a questão do enem.

Julio Severo disse...

Caro Catiano

Sinta-se à vontade para republicar em seu blog meus artigo. Apenas coloque o nome do autor de cada artigo e este link: www.juliosevero.com

Anônimo disse...

Se a Igreja no Brasil fosse melhor identificada e organizada faria prontidão jurídica contra esse tipo de violação. A pergunta acompanhada da resposta são um flagrante de discriminação e de inexatidão histórica contra a fé católica e a liberdade religiosa. Veja que a Inquisição não chegou ao Brasil. Historiadores atuais já derrubaram o mito da Inquisição. Sabe-se hoje que houve quase irresistível pressão das Coroas e dos povos pela Inquisição e que a Igreja também foi vítima. Em sentido cada vez mais certo, a Inquisição quase foi imposta à Igreja. Associar a defesa da castidade (um valor infinito para a nossa fé) à Inquisição é um artifício absurdo que visa implantar o ódio ao catolicismo. A fobia ao catolicismo é que ficou patenteada com a propaganda explícita na questão formulada. Além disso, a questão tem sua resposta impossibilitada por inexatidão histórica. De outro lado, o homossexualismo não pode deixar de ser anti-natural e, portanto, asqueroso para toda a naturalidade ou proposta de vida ou de moral natural. Notem que eles invertem os valores e forçam a homossexualidade como algo natural. Como a fé católica defende a castidade como mandamento ou fundamento para a salvação, propugnando ainda o atendimento à naturalidade que cabe ao homem enquanto dotado de alma, a defesa da prática homossexual, para isentá-la de condenação, é que é agressão à nossa fé, a ponto de procurar solapá-la num de seus fundamentos ou alicerces. Não tenho receio de usar a expressão “fundamento”. O fundamentalismo é o deles, dos inimigos da nossa fé, porque sua agressão é que fere o respeito mais mínimo a uma fé, a uma cultura e a uma moral que ainda são cultuadas pela maioria da população e as quais formaram nossa nação. Eles é que violam nossa liberdade e que ajuntam ódio e discriminação contra nós, invadindo o terreno circundado ou defendido pela liberdade religiosa. É um absurdo que a CNBB deixe seu departamento jurídico à parte ou inerme nesses conflitos. A questão formulada visa colocar nossa juventude preparada para violar o livre exercício da nossa fé e para negar um dos nossos mandamentos ou fundamentos para a salvação de nossas almas que é a observância da castidade. A Igreja local é alienada e despreparada demais e está deixando o Brasil abrir mão da catolicidade. Verão suas contas com Deus.

Edinelson Lopes disse...

Contemplem a complexidade desta rede:

Temos a questão tendenciosa na prova do ENEM, as jogadas dos grupos pró-homossexualismo, as progamações televisivas, a forma como são noticiadas por meios seculares já usando termos como "homofóbico" e "preconceito".

Há verdadeiramente uma estratégia para ver a famíliar ser destruída e, creio, nem mesmo as pessoas que hoje promovem tal propaganda, nem mesmo eles sabem o tamanho do estrago que estão fazendo.

Incrível, mas novamente somos a "pedra no sapato". Novamente somos nós os maiores afetados por leis e decretos contrários ao SENHOR.

Novamente dirão que os cristãos são a razão pelas discórdias. Inquietos e indignados porque não concordamos como todo mundo, porque insistimos em descordar, porque insistimos em respeitar as Leis de Deus.

O que faremos nós diante destas coisas? Nada! Não devemos fazer nada, devemos ser. Devemos ser cristãos, pequenos cristos capazes de amar e com amor provar que há um Deus que os ama. Não devemos e nem podemos nos calar, aceitar ou recuar, mas não podemos esquecer que Deus está no controle e nos importa, depois de tudo, permanecer de pé, não diante dos homens, mas Naquele dia, diante Dele.

Herberti disse...

A questão mostra de maneira clara a armação que está por detrás do sistema "educacional" a ser montado pelo regime petista: é tendencioso, mentiroso e ignorante. Quando lí a questão reproduzida no post tive um acesso de riso. Estou com pena da atual geração de estudantes, que tem que se submeter a esta humilhação intelectual para se candidatar a uma bolsa em alguma universidade estatal.
E triste mesmo é ver mais esta demonstração do poder midiático da esquerda gayzista-heterofóbica.
Que tenha misericórdia do Brasil.

_ganst disse...

Além de ser uma questão maliciosa é uma questão onde não existe opção correta! Suponho que no gabarito a opção correta seja a letra opção "D". Mas a igreja jamais demonizou o corpo como diz a opção, pelo contrário, a igreja sempre tratou o corpo humano como uma obra divina! A igreja demoniza o pecado da sodomia, mas na cabeça desses esquerdistas o homossexualismo já é parte do corpo e o estudante é obrigado a assinalar uma resposta tida como correta que não condiz nem um pouco com a realidade. Muito triste esse ENEM.

Anônimo disse...

Se me permitirem, continuo: eu, porque não tenho condição, mas contrataria um advogado para requerer uma indenização pelo MEC. Sinto-me agredido e violado pelo governo na minha fé. Se estamos num Estado laico, então, o Estado não pode discriminar nenhuma religião, sob pena de agredir direitos individuais e de violar a garantia constitucional da liberdade religiosa. O MEC formulou uma questão de interpretação subjetiva adequada a uma visão ideológica que nada tem de histórica e nem é possível de verificação objetiva. Ou seja, para acertar a questão, o aluno tem de se alinhar à ideologia praticada pelo MEC. Isto não é educação e nem formação que busca a verdade. O MEC nunca dará conceitos da historicidade a respeito conforme os estudos de ponta, vai manter seu material ideológico. Eu pediria uma indenização por dano moral. Era isso que a CNBB tinha de fazer. E a Igreja no mundo inteiro. Os judeus fazem assim. Veja que se o governo dissesse que há corrente entre os católicos que assume a mesma visão esposada pela questão do ENEM, a Igreja diria que para a fé católica, só vale a doutrina guardada e defendida por Roma e que, assim, os católicos têm de ser preservados na observância da sua fé, pois, se o Estado é laico, que ele trate de evitar questões religiosas, de invadir o terreno religioso e de castrar a manifestação religiosa dos cidadãos. Porque o Estado está querendo susbstituir as religiões pela ideologia estatista que quer tornar o Estado absoluto. Se o Judiciário local, até o subserviente STF (que teima em dizer que é livre e blindado, mas não é) não desse ganho de causa à Igreja ou à CNBB, eu, se fosse uma delas, iria até à Corte de Haia e faria uma quiprocó daqueles para que as nações definissem que o respeito à liberdade religiosa deve incluir a abstenção de invasão do Estado em questões religiosas e muito menos para a defesa de sua ideologia ou da sua inclinação absolutista. Mas, aí, a luta seria grande, porque isso tudo visa abrir caminho para um governo mundial com sua própria religião estatal.

Anônimo disse...

Meu comentário postado lá na noticia. by Emespiri Primeiro texto: A coisa toda já começa mal: demonização da religião, assunto preferido por alguns nesses dias de eleição. Não foi só em Salvador e nem no Brasil que a homossexualidade era considera crime por ser considerada pecado. O mundo vivia uma outra época, com um estado fortemente influenciado pela igreja. Igreja essa que cometeu outros erros muito mais graves do que nomear a sodomia de « pecados nefando ». Não sei se vale a pena questionar a veracidade da informação pois é o tipo de asneira que o catolicismo poderia ter feito (e eu disse poderia...), mas devo criticar a fonte da informação: num exame cientifico citar a origem de um texto é um requisito fundamental, senão todo mundo pode dizer o que quiser e está tudo bem... e do jeito que está a frase acima parece até que saiu de um romance.

Segundo texto: Incrível que, num país onde só 1 a cada 100 homicídios são punidos, os que foram cometidos por « motivações homofóbicas » foram todos elucidados. Alguém já se perguntou como é que se faz para estabelecer que um assassinato foi por « motivações homofóbicas » ? O texto em si é cheio de falácias dialéticas difíceis de engolir quando se pensa sobre o assunto, por exemplo:
...O número de homossexuais assassinados no Brasil bateu o recorde histórico em 2009 = Quando se começou a contar os homossexuais mortos pela razão que seja ? Nunca pensei que no IML o pessoal fizesse uma pré-classificação pela orientação sexual de quem morreu.
...De acordo com o Relatório Anual de Assassinato de Homossexuais.... Quem é que faz esse relatório ?
... nesse ano foram registrados 195 mortos por motivação homofóbica no País. = Como é que se chega a uma conclusão dessas ? A policia encerra as investigações com esse tipo de conclusão :« crime por motivação homofóbica »?
Eu acho que o pessoal que fica dizendo « os homossexuais são vitimas da violência porque vivem na marginalidade » como fez o grandíssimo Olavo de Carvalho, não ajudam em nada na questão. É o tipo de comentário que lida com os pré-conceitos.
Eu não estou questionando a morte de homossexuais, ou a existencia da homofobia: eu estou questionando é a má fé de quem pôs esse texto falacioso no contexto do ENEM.

E a grande pergunta ? Começa por uma definição muito tendenciosa, com um « muitas vezes » escrito no meio da sentença entre duas virgulas.

A frase seria mais neutra (e séria ) o suficiente se fosse escrita assim: A homofobia é a rejeição e menosprezo à orientação sexual do outro. E ainda assim ela seria falsa, pois uma fobia é um medo irracional em relação à algo: não gostar de espaços apertados não te faz um claustrofobo, ter medo de altura não significa que você sofre de acrofobia, ter medo de voar não significa que você é um aerodromofobo, e não achar a homossexualidade a oitava maravilha do mundo não te transforma automaticamente em homofobo (que daqui à pouco vai virar homofóbico, só pra ressaltar a diferença - ou a ignorância).

A segunda parte da pergunta é a mais pretensiosa: ela faz uma simplificação de algo que é socialmente muito mais complicado, ao mesmo tempo que força o candidato a escolher a alternativa que está mais em voga na mídia: o debate entre grupos de ideologia homossexual e grupos religiosos extremistas (e médiaticos). E ele faz isso colocando na mesma frase as palavras « condenações », « perseguições » e « assassinatos », precedidos de uma afirmação: Os textos INDICAM...
O que está sendo indicado aqui é a forma de se pensar, excluindo assim toda possibilidade de opinião ou de discordância. A frase seria bem melhor se fosse algo como: « Os textos SUGEREM que.. », mas aí a sugestão da pergunta ficaria explicita e com certeza incomodaria alguém que já tem mais do que o 2° grau..

MARIA disse...

Gente!!! Isso é o cúmulo do absurdo!!! Como nem afirmou o colega acima, é muitíssimo necessário e urgente que se faça um um embate jurídico ferrenho contra isso. Onde já se viu? Não dá mais pra ficarmos inertes. Os cristãos praticantes devem está organizados para combater essas coisas!! No caso deste lixo de ENEM, ainda bem que, a cada ano apresenta tantos problemas, que provavelmente não resistirá ao tempo.
Que horror!

Autor disse...

É um absurdo mesmo, fico pensando se a remoção do vestibular, que era altamente técnico, como porta de entrada nas faculdades não faz parte de um plano maquiavélico de tirar o contexto histórico das coisas e massificar mais facilmente informações esquerdistas, será?

Luciano ayan disse...

Eu tenho postado em meu blog: já passou da hora de nós, cristãos, entendermos que estamos diante de uma GUERRA INTELECTUAL.

De um lado estão humanistas, esquerdistas, gayzistas e todo esse tipo de gente.

Eles não vêm a hora de conseguirem criminalizar o cristianismo.

A única forma de reagir a questões como essa é com PROCESSO.

Nesse texto falo um pouco da guerra em rede:

http://lucianoayan.wordpress.com/2010/11/07/como-o-tea-party-descobriu-o-grande-segredo-da-esquerda-e-usou-o-a-seu-favor/

É hora de começarmos a lutar.

Abs,

LH