26 de outubro de 2010

Filósofos de grande influência se digladiam em conferência de aborto

Filósofos de grande influência se digladiam em conferência de aborto

Dr. Terrence McKeegan
PRINCETON, EUA, 22 de outubro de 2010 (C-FAM/Notícias Pró-Família) — O choro de um bebê, cortando o ambiente da parte de trás do salão acadêmico universitário, ofereceu um contraponto inquietante para um argumento assombroso em favor do direito de fazer aborto.
“Um bebê não tem importância moral porque ele não tem consciência de si mesmo” disse Peter Singer, professor de bioética.
Singer argumentou esse ponto específico numa conferência histórica da qual ele foi um dos organizadores na Universidade de Princeton no final de semana, buscando novo diálogo na acalorada questão do aborto. O que é surpreendente para uma conferência que estava analisando o aborto é que não houve praticamente nenhum debate sobre o ato do aborto em si.
“Temos de nos livrar da ideia do mal”, disse Frances Kissling, promotora do direito de fazer aborto que se tornou acadêmica bioética. Kissling foi também uma das organizadoras da conferência.
No painel que ficou nas manchetes se destacavam dois filósofos australianos de grande influência — Singer, professor de bioética na Universidade de Princeton, e John Finnis, professor emérito de filosofia na Universidade de Oxford. Os dois debateram a “Condição Moral do Feto”.
Finnis argumentou que a biologia e a metafísica determinavam a condição do feto, não a ética, conforme sugeriu Singer. Finnis objetou ao próprio uso do termo “feto”, dizendo que é um “palavrão”.
“Conforme foi usada no programa e site da conferência, os quais não são contextos médicos, é ofensiva, desumanizadora, prejudicial e manipuladora”, disse Finnis. “Um site que descreve ultrassom para mulheres grávidas não fala sobre feto da mãe, mas sobre bebê da mãe, e assim agem os médicos delas, a menos que eles sejam aborteiros ou achem que elas estão interessadas em abortar propositadamente”.
Finnis frisou o ponto de que direitos são reconhecidos, não conferidos, e rejeitou a abordagem de “importância moral” de Singer, a qual nega que as crianças em gestação são pessoas.
Singer defendeu seu apoio ao infanticídio, declarando que a consciência de si mesmo confere importância moral, mas nenhum direito de ser membro de uma espécie. Aborto é matar um ser humano, mas não é imoral, pois a criança não preenche os requisitos para passar o teste da autoconsciência, disse Singer.
Em sua perspectiva utilitarista, Singer crê que poderá haver até um dever moral de matar seres humanos que carecem de autoconsciência, inclusive os deficientes, no que ele tem sido criticado, pois no caso da mãe dele, ele não seguiu o que crê.
A conferência buscou uma nova abordagem para conversar e pensar sobre aborto. Com uma ou duas notáveis exceções, a conferência teve êxito em sua meta de conduzir um debate civil entre pessoas em lados opostos da questão.
Outra meta da conferência, achar pontos em comum entre os dois lados, comprovou ser mais difícil de alcançar. A sessão de abertura começou a tocar no tópico, e incluiu um assessor jurídico geral da Federação de Planejamento Familiar [a maior rede de abortos dos EUA], que se descreveu como professor evangélico progressista pró-vida, um especialista em bioética independente, e Kissling.
Muitos participantes pró-vida se queixaram da composição de alguns painéis, inclusive a sessão de abertura, e dois painéis sobre questões de gravidez, pois havia ausência de equilíbrio e de palestrantes que estavam em condições adequadas de articular uma forte posição pró-vida.
Kissling chocou a audiência na última sessão dizendo: “Não me importo de que modo vocês vão alcançar [o direito de fazer abortos], quer por meio de uma constituição, da ONU, de leis estaduais ou federais, ou por meio do Talibã”. A Universidade da Pensilvânia, onde Kissling é acadêmica bioética visitante, recebeu críticas por nomear a ativista pró-aborto de longa data que não têm nenhuma credencial acadêmica importante.
Charles Camosy, da Universidade Fordham, e Jennifer Miller, da organização Bioethics International, também organizou a conferência. Outros palestrantes notáveis incluíram Helen Alvare, Sunny Anand, Christian Brugger, Eleanor Drey, David Garrow, Richard Garnett, William Hurlbut, Dawn Johnsen, Eva Kattay e Robin West.
Traduzido por Julio Severo: www.juliosevero.com
Veja também este artigo original em inglês: http://www.lifesite.net/ldn/viewonsite.html?articleid=10102209
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Um comentário :

Anônimo disse...

"Um bebê não tem importância moral porque ele não tem consciência de si mesmo" . Poderíamos também dizer: Peter Singer não tem importância moral, porque ele não consciência de que bebês são importantes.

Assassino esse Peter Singer. Pessoas assim nunca deveriam ter nascido. Foi isso que Cristo disse sobre aqueles que fazem tropeçar os pequeninos. Seria melhor que esse assassino pendurasse uma pedra de mó ao pescoço e se jogasse ao mar.

Luiz Oliveira