4 de outubro de 2010

Convicções religiosas de médicos afetam suas decisões para com doentes terminais

Convicções religiosas de médicos afetam suas decisões para com doentes terminais

Thaddeus M. Baklinski
LONDRES, 30 de agosto de 2010 (Notícias Pró-Família) — As convicções religiosas dos médicos fortemente influenciam as decisões que eles fazem quando estão cuidando de pacientes com doença terminal, de acordo com uma pesquisa publicada na Revista de Ética Médica.
O Dr. Clive Seale, professor do Centro de Ciências de Saúde, Barts e na Faculdade Londrina de Medicina e Odontologia, conduziu uma pesquisa através do correio de 3.733 médicos, dos quais 2.923 fizeram relatos sobre o cuidado de seus últimos pacientes que morreram.
O Dr. Seale revelou que “os médicos que se descreviam como não religiosos tinham mais probabilidade de relatarem haver sedado de forma contínua e profunda seus pacientes até morrerem, tendo tomado decisões que esperavam ou em parte tinham a intenção de terminar a vida”.
Muitos dos médicos pesquisados são especialistas em geriatria ou assistência paliativa, embora médicos de outras especialidades também tivessem sido incluídos no estudo.
O que é significativo é que o relatório declarou que “médicos de ‘outras especialidades hospitalares’” tinham “uma probabilidade quase 10 vezes mais elevada de relatar isso (decisões feitas com alguma intenção de acabar com a vida) quando comparados com especialistas de medicina paliativa, independente de fé religiosa”.
Uma reportagem da BBC veiculada no ano passado dizia que o uso de contínua e profunda sedação, também conhecida como “sedação terminal”, está se tornando mais comum na Inglaterra e pode ser o modo como os médicos estão contornando a lei que proíbe a eutanásia direta.
Adam Brimelow, correspondente de saúde da BBC News, disse que 16.5 por cento de todas as mortes na Inglaterra estão associadas à contínua e profunda sedação, um número duas vezes maior do que o da Bélgica e da Holanda, países que legalizaram a eutanásia direta.
Alex Schadenberg, diretor da Coalizão de Prevenção à Eutanásia no Canadá, disse que uma contínua e profunda sedação pode ser usada de forma ética em casos de pacientes que estão morrendo para aliviar dores persistentes, tais como dores neuropáticas que não reagem à morfina. Contudo, a ética depende da situação e da intenção, ele disse.
“É importante fazer a diferença entre o que fazemos com alguém que está se aproximando da morte e com alguém que está sofrendo dores, mas não morrendo”. Em alguns casos, ele disse, os pacientes que não estão morrendo mas podem estar sofrendo dores são colocados em profunda sedação, e então são desidratados até morrer — um uso que é sempre não ético.
“A [sedação profunda] pode ser uma via furtiva para a aplicação da eutanásia se for usada de forma não ética”, disse ele. “A questão é a intenção. A intenção deve ser o alívio da dor e do sofrimento. Até mesmo uma sedação de longo prazo pode ser ética enquanto a pessoa não está sendo desidratada até a morte. Um bom médico de assistência paliativa não usará a técnica de forma frequente”.
Um resumo da pesquisa do Dr. Seale está disponível em inglês aqui.
Veja os artigos relacionados de LSN:
British Doctors Practising "Slow" Euthanasia through Deep Sedation: BBC Report
http://www.lifesitenews.com/ldn/2009/aug/09081803.html
Britain Already Has a "Government Policy of Silent Euthanasia": Anti-Euthanasia Activists
http://www.lifesitenews.com/ldn/2009/sep/09092501.html
Britain's Pathway to Euthanasia - NHS Protocols for Dehydrating Disabled Patients to Death
http://www.lifesitenews.com/ldn/2008/jul/08070303.html
Traduzido por Julio Severo: www.juliosevero.com
Veja também este artigo original em inglês: http://www.lifesitenews.com/ldn/2010/aug/10083004.html
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