23 de outubro de 2010

Cientistas admitem que FIV elevou índice de anormalidades

Cientistas admitem que FIV elevou índice de anormalidades

Thaddeus M. Baklinski
BONN, Alemanha, 18 de outubro de 2010 (Notícias Pró-Família) — Cientistas anunciaram seu sucesso na obtenção de uma nova técnica de diagnóstico. Mas ao mesmo tempo eles confessaram que muitos dos dois terços dos embriões de FIV que não conseguem sobreviver enfrentam essa dificuldade por causa de anormalidades genéticas.
Luca Gianaroli, presidente da Sociedade Europeia de Reprodução Humana e Embriologia (SERHE), e Cristina Magli, embriologista de Bolonha, Itália, anunciaram seu sucesso num estudo de procedimento de testes genéticos chamado “hibridização genômica comparativa (HGC) por microarranjo”, depois que duas mulheres deram a luz dois filhos saudáveis após diagnóstico dos embriões com a utilização da técnica.
Entretanto, Gianaroli disse numa declaração que, “Ficamos sabendo, mediante dados de mais de 30 anos de FIV, que muitos dos embriões que transferimos (para o útero) têm anormalidades cromossômicas”, e continuou a explicar que de cada três embriões implantados no útero de uma mulher durante o procedimento de FIV, dois não conseguem se desenvolver numa gravidez, muitas vezes por causa de anormalidades genéticas.
“O mundo inteiro do FIV tem sido tentar encontrar um modo eficiente de diagnosticar essas anormalidades por mais de uma década”, Gianaroli disse. “Agora temos uma nova tecnologia… e nossas esperanças são que ela finalmente fornecerá um meio confiável de avaliar a condição cromossômica dos embriões que transferimos”.
A confissão dos cientistas de que há elevados índices de desordens genéticas inerentes no procedimento de FIV se alinha com o elevado índice de problemas gerais de saúde que sofrem as crianças de FIV em comparação com as crianças concebidas de forma natural.
Os índices de má formação congênita chegam até a 11%, tendo sido documentados por alguns estudos de crianças de FIV.
Um recente estudo francês revelou que mais de 4% das crianças que nasceram por meio de tecnologia de reprodução assistida tinham alguma forma de deformidade congênita, em comparação com o índice de entre 2% e 3% para crianças concebidas de forma natural.
Um estudo de grande escala feito pelo Centro Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento para a Riqueza e Saúde em Helsinque, Finlândia, revelou um aumento geral em saúde precária entre crianças de FIV, inclusive recorrentes anormalidades específicas tais como doenças do coração, paralisia cerebral e má formação do aparelho urogenital.
Um resumo da pesquisa publicado pela Sociedade Europeia de Reprodução Humana e Embriologia está disponível em inglês aqui.
Veja os artigos relacionados de LSN:
French Study: Assisted Reproductive Technology Doubles Risk of Deformity
http://www.lifesitenews.com/ldn/2010/jun/10061406.html
IVF Children Suffer More Over-All Health Problems Than Naturally-Conceived Children
http://www.lifesitenews.com/ldn/2006/dec/06120409.html
IVF Technique May Pass on Genetic Defects to Children
http://www.lifesitenews.com/ldn/2010/mar/10030107.html
Traduzido por Julio Severo: www.juliosevero.com
Veja também este artigo original em inglês: http://www.lifesite.net/ldn/viewonsite.html?articleid=10101803
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Um comentário :

Docil 43 disse...

O que os ativistas homossexuais precisam saber sobre a democracia:
Democracia é criticar e ser criticado.
Democracia é opinar e deixar os outros opinarem.
Democracia é aceitar uma opinião se concordar ou respeitar caso não concordar com ela.
Democracia é falar o que quer e ouvir o que não quer.
Democracia é tolerar as diferenças mesmo não concordando com elas.
Democracia é quando as diferenças são respeitadas sem precisar de concordar com elas.
Democracia tolera e respeita as diferenças sem concordar com todas elas.
Democracia é respeito e tolêrancia, mas não é concordancia!
Deus ti abencoe, Julio!