24 de agosto de 2010

Quando vamos proteger os americanos da AIDS?

Quando vamos proteger os americanos da AIDS?

Les Kinsolving
Para seu crédito, o presidente Obama disse à platéia do encontro de estratégia nacional de AIDS-HIV, no Salão Leste da Casa Branca, na terça, 13 de julho:  
“Mais de 1 milhão de americanos (estão) vivendo com HIV-AIDS e (há) quase 600 mil americanos que perderam a vida por causa da doença.” 
Ele também observou: 
“Homens gays e bissexuais constituem uma pequena porcentagem da população, mas mais de 50 por cento das novas infecções.”
É digna de nota também sua declaração:
“Para prolongar vidas e estancar as transmissões, nós precisamos garantir que todo americano HIV-positivo receba a assistência de que precisa.” 
PERGUNTA: Como é que o tratamento médico pode estancar a transmissão do HIV-AIDS, se os homens gays e bissexuais — que ele mencionou — continuam a espalhá-lo — a respeito do que a Casa Branca chegou a anunciar 56 mil novos casos por ano? 
PERGUNTA: Alguma coisa naquele discurso para uma platéia em grande parte composta por homossexuais aplaudidores incluiu um apelo para que a comunidade homossexual tomasse a liderança no fechamento das saunas gays, que espalham AIDS e sífilis? 
Não encontrei nada do tipo naquele discurso.
PERGUNTA: O presidente afirmou (ou chegou a sugerir) que aqueles homossexuais que sabem que têm AIDS ou sífilis e praticaram intercurso anal com outros homens são culpados de um crime que resultou em muitas daquelas 600 mil pessoas morrerem de AIDS?
Não encontrei nada do gênero naquele discurso.
O presidente também disse:
“Quando nós deixamos de oferecer a uma criança uma educação adequada, quando deixamos de dar a ela as informações médicas corretas e de dotá-la de um senso de responsabilidade, então, como podemos esperar que ela tome as precauções necessárias para proteger a si mesma e aos outros?”
A declaração arrancou aplausos — mas pense a respeito.
O presidente não especificou o que queria dizer ao falar das “precauções necessárias para proteger a si mesma e aos outros.”
PERGUNTA: Será que ele quis dizer que os homossexuais que praticam intercurso anal sempre deveriam usar preservativo?
Ou será que ele percebe que, já que não há preservativo perfeito, e o intercurso anal é tamanho transmissor de AIDS, que o intercurso anal deveria ser evitado como a peste — à qual ele condenou tantos daqueles 600 mil à morte?
Há algum registro de que o colega democrata do presidente Obama, o presidente Franklin D. Roosvelt, alguma vez tenha discordado, ou tomado alguma medida contra as autoridades de seu estado natal de Nova Iorque, pelos anos em que deixaram Mary Mallon de quarentena?
Em 1915, trabalhando sob um nome falso na Maternidade Sloane, de Nova Iorque (onde eu nasci, em 1927), ela espalhou febre tifoide para 25 médicos, enfermeiras e membros da equipe — dois dos quais morreram. Eles foram apenas alguns dos que ela infectou e matou.
Ela foi mandada para uma instituição penal, North Brother Island, fora do Bronx, onde foi mantida em quarentena até sua morte, em 1938.
Se “Mary tifo” Mallon foi tão isolada durante tanto tempo para proteger o público do tifo, quando Nova Iorque e os Estados Unidos começarão a proteger o público dos disseminadores da doença muito mais mortal que é a AIDS?
Les Kinsolving é apresentador de um programa diário de rádio na WCBM, em Baltimore. Suas apresentações são transmitidas nacionalmente. Ele é correspondente do site WorldNetDaily na Casa Branca. Seu programa pode ser ouvido pela internet das 9h às 11h da noite, semanalmente. Antes de entrar para o rádio, Kinsolving foi repórter e colunista de jornal — duas vezes indicado para o Prêmio Pulitzer por suas análises. O estilo jornalístico independente de Kinsolving é descrito em um novo livro escrito por sua filha, Kathleen Kinsolving, “Gadfly: The Life and Times of Les Kinsolving White House Watchdog.”
Tradução, por recomendação e pedido de Julio Severo, por blog DEXTRA
Divulgação: www.juliosevero.com
Leia também:
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