17 de agosto de 2010

Partido Verde é veneno disfarçado na Austrália

Partido Verde é veneno disfarçado na Austrália

Reengenharia das religiões: a ética verde é destinada a substituir a ética judaico-cristã

Por Juan C. Sanahuja
Austrália: No período pré-eleitoral que vive a Austrália, o que é de destacar é o esclarecimento corajoso do Cardeal George Pell, Arcebispo de Sydney, sobre a ideologia do Partido Verde.
Em 21 de agosto, o país terá eleições antecipadas convocadas pela primeira-ministra Julia Gillard, após três semanas de ascensão ao cargo. Os temas dominantes no processo eleitoral são as alterações climáticas, a reforma da saúde e da educação. Os verdes são apresentados ao eleitorado como uma alternativa aos partidos tradicionais.
Olhando para as eleições, o líder dos Verdes, Robert Brown, mentiu sobre a posição do partido, e disse que estava em contato com a Igreja Católica e as convicções cristãs do cardeal.
Em resposta, o Cardeal Pell, em sua coluna do Sydney Morning Herald em 08 de agosto, salientou a incompatibilidade da fé católica com a ideologia verde e declarou que a ética “verde foi projetado para substituir a ética judaico-cristã”.
Entre outras coisas, o cardeal Pell recordou que, em 1996, Robert Brown foi co-autor, com Peter Singer, de um livro que não reconhece a dignidade humana, e fez a defesa do infanticídio, aborto e eutanásia. Lembre-se de que Singer apoia o Projeto Grande Macaco, que tem o intuito de estender direitos humanos aos chimpanzés, gorilas e orangotangos (vide boletim 781).
Pell disse que alguns membros do Partido Verde são como melancias, “verde por fora e vermelho por dentro”, porque não encontrou refúgio no velho estalinismo, partidário do regime soviético. O cardeal destacou que a pretensão do partido Verde é retirar do debate público os elos que eles consideram os argumentos religiosos, e lembrou que há alguns anos, o mesmo grupo tentou silenciar os ministros das religiões cristãs (católicos, evangélicos, rabinos) a não falar publicamente sobre questões que afetam o direito natural como parte da agenda política.

Os Verdes são hostis à noção de família

O cardeal acrescentou que “os Verdes são naturalmente hostis à noção de família”, que consiste de um homem e uma mulher gerando seus filhos… Os Verdes permitem o casamento entre pessoas do mesmo sexo.
“Todos reconhecem a necessidade de um ambiente saudável, disse o Cardeal, mas as políticas verdes são impraticáveis e muito caras, o que não ajuda os pobres”.
Pell concluiu que aqueles que valorizam o estilo de vida atual da Australia “precisam considerar o projeto do Partido Verde como um veneno disfarçado como doces”.

Reengenharia das religiões

Robert Brown respondeu ao cardeal Pell afirmando que o ensino da Igreja Católica sobre a homossexualidade era “discriminatório e parcial” e que “a maioria dos católicos apoia o casamento igualitário (o casamento entre pessoas do mesmo sexo), assim como a maioria dos cristãos, na Austrália”.
Katrina Lee, diretora de comunicação da Arquidiocese, fez um comunicado dizendo: “Parece que Brown quer salvar não apenas o meio ambiente, mas também redefinir as crenças católicas”.
Por outro lado, o Partido Verde não respondeu 18 das 24 perguntas, a maioria sobre questões de bioética. O questionário foi enviado pelas entidades cristãs que acompanham a atuação dos partidos políticos e candidatos, para que os eleitores cristãos possam votar com consciência e segundo e segundo os seus princípios. FIN, 1916/08/10
Observação do Blog Zenóbio Fonseca: O Partido Verde surgiu a partir de 1972, após a conferência mundial sobre o meio ambiente na cidade de de Estocolmo, com agendas e objetivos bem definidos. Será que o Partido Verde no Brasil possui uma agenda diferente do resto da Europa? Será que uma liderança partidária, por mais bem intencionada que seja, poderá mudar uma agenda mundial contra os valores cristãos?
Traduzido e adaptado por Zenóbio Fonseca
Divulgação: www.juliosevero.com
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