18 de agosto de 2010

O Confisco dos Filhos pelo Estado

O Confisco dos Filhos pelo Estado

Marcos Luiz Garcia
O neném, de um ano, gatinha pela sala desbravando novos mundos que lhe vão ampliando o conhecimento, aproveitando o descuido dos adultos engajados em animada conversa. Após alguns metros de percurso, dois buraquinhos numa tomada lhe atiçam a curiosidade.
O que será isso? É a pergunta que lhe vem ao espírito, imersa, é verdade, na nebulosidade mental própria à sua muito tenra idade. Que tal enfiar ali o dedo para apalpar e compreender do que se trata?
Zeloso, por uma segunda natureza, o olhar materno detecta a situação que ameaça o juveníssimo e intui a iminência de um acidente. Célere, ainda sentada, a mãe procura evitar o perigo.
“Nãããooo. Não coloque o dedinho aí que você leva um choque”.
Estacando e voltando seus olhos para a mãe, sem compreender direito, mas intuindo as palavras de advertência, olha de novo os buraquinhos da tomada e volta a olhar a fisionomia vigilante da mãe.
Desagradado pela interrupção da sua exploração, sobretudo movido pela curiosidade que o domina, o neném resolve continuar sua investida. Volta-se para os buraquinhos decidido a introduzir num deles o dedinho. Nova advertência, nova parada, nova recusa, nova tentativa.
A curiosidade invencível não o abandona, e ele não cede. “Vou colocar meu dedinho no buraquinho.” Resolve e avança.
Percebendo que suas advertências foram insuficientes, a mãe opta por empregar um recurso que poupe ao filho querido um desastre e lhe grave eficazmente o ensinamento na memória. Dá-lhe uma ponderada, mas não fictícia, palmada.
O neném chora (um choro nem sempre isento de tática psicológica), porém mais por perceber o desagrado da mãe do que pela dor do golpe.
Durante ulterior incursão, vê-se de frente aos dois buraquinhos. Vem a curiosidade, vem o desejo de introduzir o dedinho, mas vem também a lembrança da palmada. Ele desiste e se resigna a não introduzir o dedinho. Continua o seu caminho, ileso.
Por que ele conseguiu não colocar o dedinho na tomada?
A atitude da mãe indicando reprovação e zelo, somada à palmada (punição pela desobediência), deram-lhe uma força de auto domínio que ele não tinha. Além de incutir um senso de justiça verdadeiro, embora muito elementar.
Bendita palmada que, sendo equilibrada e justa, ajudou o pequeno a dominar-se e a vencer-se a si próprio.
Bendita a mãe que soube formar o seu filho ensinando-o a dominar-se e a dizer não a si mesmo, pois sem isso é impossível viver bem e ser bom. Esta mãe amou o seu filho.
Ninguém tem condições mais privilegiadas para fazer isso do que a mãe e o pai, no âmbito do lar. O governo jamaisconseguirá proporcionar aos pequenos um ensinamento de tal qualidade, tão eficaz.
A lei contra as palmadas introduz dentro de casa um “olhar soturno do governo” que ficará perpetuamente entre os pais e a criança como um protetor dela contra eles. Criará a impressão de que, no fundo, os pais são maus e o Estado é bom. Salta aos olhos que o verdadeiro dono dos filhos será o Estado.
Pasmo ao imaginar que o Estado, favorável ao aborto, vira protetor dos filhos contra os pais!
Aliás, já existem leis preconizando a permanência dos filhos doze horas na escola logo a partir dos 3 ou 4 anos de idade. É a formação estatal, comunitária, igualitária, que torna a família desnecessária e a transforma em mera “chocadeira” para novos cidadãos.
Assim, o ditatorial PNDH 3 vai sendo executado sub-repticiamente visando jogar o Brasil no comunismo mais radical. Não nos iludamos, estamos na rampa para o abismo.
É preciso ser herói e não deixar-se arrastar.
Divulgação: www.juliosevero.com

Um comentário :

Almir disse...

Olá,

É um belo artigo, corajoso e sensato.

Vou destacar um trecho:

"Bendita palmada que, sendo equilibrada e justa... Bendita a mãe que soube formar o seu filho..."


Olha, minha mãe muito me amou, mesmo quando precisou me bater.

Foi com abnegação que ela me sustentou e me educou em plena favela onde morávamos.

Além dos valores que transmitia verbalmente, ela também utilizou cintas e chinelos para me corrigir, para afastar este filho da criminalidade e do tráfico.


Sim, eu apanhei! E não foi palmadinha não.

Só que funcionou muito bem: estudei, tenho trabalho honesto, formei familia... progredí na vida.

Hoje, dou graças a Deus pelas surras e não vou admitir que chamem minha mãe de criminosa.


Cada caso é um caso, é claro, mas é por isso mesmo que pergunto àqueles que condenam a mãe zelosa que bate:

- Vocês estão na pêle dela? Ou do filho dela?
- Como sabem o que é melhor no caso deles?
- Quem lhes concedeu a autoridade de julgar uma mãe?


Deixem cada mãe decidir, isto é o mais sensato a se fazer.

E já há lei suficiente para coibir abusos, não precisamos deste projeto "antipalmada" que está no congresso.

Aliás, Atenção:
===============

Foi criado um abaixo-assinado contra este projeto de lei que criminaliza as mães que disciplinam:

http://www.abaixoassinado.org/abaixoassinados/6564

Lembrem-se de assinar, é importante.

Abraço.