9 de junho de 2010

A relação mortal da pílula anticoncepcional com o HIV/AIDS

A relação mortal da pílula anticoncepcional com o HIV/AIDS

Joan Claire Robinson
21 de abril de 2010 (Notícias Pró-Família/pop.org) — A doença mais mortal do mundo, o HIV/AIDS, e a pílula anticoncepcional estão tendo há décadas um “romance” secreto e letal. Embora as mulheres engulam sua “liberdade” com o suco de laranja da manhã, estudos que deveriam ter virado manchetes internacionais amarelaram em revistas médicas que são desconhecidas para o público geral. Só médicos ficaram sabendo acerca do romance mortal da pílula com o HIV/AIDS, e eles estavam ocupados demais escrevendo prescrições para anticoncepcionais hormonais para terem tempo de conversar.
Mais de 50 estudos médicos, até agora, investigaram a ligação do uso dos anticoncepcionais hormonais e a infecção do HIV/AIDS. Os estudos mostram que os anticoncepcionais hormonais — a pílula oral e o Depo-Provera — aumentam quase todos os fatores de risco conhecidos para o HIV, de elevar o risco de uma mulher se infectar, de aumentar a reprodução do vírus HIV, de acelerar a progressão debilitadora e mortal da doença (1).
Um teste médico publicado na revista AIDS em 2009 — monitorando a progressão do HIV pela necessidade de drogas anti-retrovirais (ART) — viu que “o risco de se tornar qualificado para receber ART era quase 70% mais elevado em mulheres que tomavam as pílulas e mais do que 50% mais elevado em mulheres que usavam DMPA [Depo-Provera] do que em mulheres que usavam os DIUs”. (2)
Deixando de fora os estudos, sabe-se bem que o HIV/AIDS atinge mais mulheres do que homens. Alguns argumentariam que esse é um resultado do desejo de homens por parceiras sexuais jovens — e presumivelmente não infectadas. Poucos estão dispostos a discutir uma explicação mais óbvia, isto é, que a pílula e os injetáveis deixam as mulheres particularmente vulneráveis ao HIV/AIDS.
Qual é a gravidade do problema? Os anticoncepcionais orais e o Depo-Provera estão entre os métodos contraceptivos mais populares e usados do mundo. De acordo com um estudo, “Mais de 100 milhões de mulheres no mundo inteiro usam a contracepção hormonal”. (3) Nos EUA, os índices de contracepção hormonal estão acima dos 52% em mulheres solteiras — aquelas que enfrentam o risco mais elevado do HIV/AIDS. Além disso, no interesse de abaixar o índice de natalidade, o FNUAP e a USAID continuam despejando, através de seus navios cargueiros, anticoncepcionais hormonais na África, Haiti e outras nações em desenvolvimento devastadas pela AIDS.
A melhor meta-análise feita até hoje, feita pela Dra. Chia Wang e seus colegas, avaliou os resultados de consenso dos 28 melhores estudos publicados desde 1985. Eles descobriram que a “ligação significativa entre uso de contraceptivos orais e a seroprevalência ou a seroincidência do HVI-1… aumentava à medida que a qualidade do estudo aumentava”. Aliás, “dos melhores estudos, 6 dos 8 detectaram um risco maior de infecção do HVI ligado ao uso dos contraceptivos orais”. (4)

Em Escala Nacional

Além disso, os resultados de Wang mostraram ainda mais ligação entre a pílula e o HIV quando limitaram os estudos àqueles conduzidos em populações africanas. Isso é importante por dois motivos:
Primeiro, a África abaixo do Sahara é o local original da primeira e maior epidemia heterossexual do HIV/AIDS, que até agora infectou um número estimado de 22,4 milhões de pessoas. (5) Esse número representa dois terços do número total de infecções no mundo inteiro. 
Segundo, a África abaixo do Sahara tem aguentado décadas de programas de controle populacionais focalizados na contracepção e inúmeros experimentos de contracepção hormonal. “Entre os seis países mais duramente atingidos pela epidemia do HIV/AIDS… dois em três usuários nos seis países usam CO (contraceptivos orais) ou injetáveis”, (6) disse Iqbal Shah da Organização Mundial de Saúde.
De forma semelhante, a Tailândia, louvada por uma predominância contraceptiva de 79.2% em 2000 e mais de 70% hoje, é uma terra em que, “Mais de um de cada 100 adultos neste país de 65 milhões de pessoas está infectado com o HIV”. (7) Entre as mulheres tailandesas, “A contracepção oral é o método mais popular”. (8,9)
Por outro lado, o índice de HIV no Japão está em 0.01%, um dos mais baixos do mundo. (10) Nesse contexto, é importante observar que a pílula de controle de natalidade era ilegal no Japão até 1999, e mesmo hoje só 1% das mulheres japonesas usam a contracepção. Semelhantemente, as Filipinas, que são predominantemente católicas, com uma resistência popular de longa data à contracepção, se gaba de uma “prevalência de HIV de apenas 0.02%.” (11)

Mudanças Hormonais Elevam o Risco do HIV

Os estudos que demonstram uma conexão entre contraceptivos hormonais e infecção do HIV/AIDS admitem alguns mecanismos em ação.
Primeiro, vamos rever os conceitos básicos. O Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV) é carregado em sangue quente ou fluídos sexuais. Infecta por meio de tecidos frágeis, inflamados, sangrando ou picado por agulha, ataca específicas células-T do sistema imunológico, e provoca a doença incurável e debilitadora conhecida como AIDS (Síndrome da Imunodeficiência Adquirida).
Os contraceptivos hormonais aumentam quase todos os fatores de risco conhecidos da infecção do HIV.
Estudos têm revelado que os contraceptivos hormonais “alteram o microambiente da mulher” (12) e aumentam a contagem celular daquelas células específicas que o HIV usa para infectar e se propagar (os co-receptores do HIV CCR5 nos linfócitos T CD4+ no colo do útero).
Além disso, um efeito colateral da progesterona conhecido para as mulheres americanas como “sangramento entre uma menstruação e outra” é provocado quando contraceptivos hormonais engrossam excessivamente a camada uterina. A grande superfície sangrante do útero cria um local ideal para a infecção do HIV.
A progesterona também tem como efeito a supressão imunológica, o que significa que as mulheres que usam contraceptivos hormonais têm muito menos defesas naturais contra o HIV e outras DSTs, tais como a infecção de clamídia ou herpes genital (HSV-2). (13,14) Num estudo, “a própria infecção do HSV-2 mais do que triplicou o risco da infecção do HIV”. (15)
Na vagina, o aumento de sangue e os efeitos hormonais independentes da pílula eliminam a proteção natural do ácido pH contra infecções. Além do mais, um famoso estudo de macacos resos revelou que os contraceptivos hormonais engrossam as paredes da vagina e de forma acentuada aumentam a infecção do SIV (o equivalente entre maçados do HIV). (16) A secura vaginal, outro efeito colateral dos contraceptivos hormonais, não só é dolorosa, mas também deixa a mulher suscetível a escoriações e abrasões — locais férteis para infecção.
Um estudo indica: “A nível celular, os contraceptivos hormonais têm sido associados a inflamações na vagina e no colo do útero”. (17)
Além disso, o controle da natalidade hormonal faz com que o frágil tecido do colo do útero cresça além de seus limites naturais e substitua o que normalmente seria a grossa membrana protetora. Essa “ectopia do colo do útero” é perigosa porque a superfície fina do colo do útero é o principal local para a infecção do HIV. (18)
Considerando todos esses diferentes modos com que a contracepção hormonal promove a infecção do HIV/AIDS, não é de surpreender que vários estudos mostrem que as mulheres que usam a pílula, Depo-Provera, etc., têm mais probabilidade de serem infectadas não só com uma, mas com muitas variedades do HIV. Isso “por sua vez leva a níveis mais elevados de reprodução viral e progressão mais rápida da doença HIV-1”. (19, 20, 21)
Mulheres que usam contraceptivos hormonais não só têm mais probabilidade de contrair o HIV/AIDS, mas também têm mais probabilidade de passá-lo para seus parceiros sexuais. Os três estudos que focalizaram no “impacto da contracepção hormonal no corrimento do colo do útero do vírus ligado às células” (22) revelaram que as mulheres portadoras do HIV e usuárias de contraceptivos hormonais têm uma probabilidade muito maior de vazar o HIV em seus fluídos do corpo. As usuárias da pílula de dosagem elevada tinham uma probabilidade 12 vezes maior de vazar o vírus HIV do que as mulheres que não usavam a contracepção; usuárias da dosagem baixa tinham uma probabilidade 4 vezes maior, e as usuárias de Depo-Provera tinham uma probabilidade 3 vezes maior. (23)

Os promotores da pílula recuam

Alguns rechaçam completamente o impressionante volume de pesquisas científicas que demonstram uma ligação entre a pílula e o HIV. Eles fazem citações de um punhado de estudos e testes altamente seletivos que afirmam não terem encontrado “nenhum aumento no risco do HIV entre usuárias de contraceptivos orais e Depo-Provera”. (24)
O problema com muitos desses estudos, tais como Mati et al. 1995, Kapiga et al. 1998, e Sinei et al. 1996 é que eles foram conduzidos com e mediante “clínicas de planejamento familiar”. Já que o principal negócio dessas clínicas é a promoção, venda e distribuição de contraceptivos, a possibilidade de tendenciosidade é inegável. Quem entregaria nas mãos da empresa Marlboro a tarefa de monitorar um estudo sobre a ligação entre os cigarros e o câncer?
Além disso, um punhado de estudos que nega uma ligação entre a contracepção hormonal e maior risco de contrair o HIV são insignificantes diante dos mais de 50 estudos que não só revelaram tal ligação, mas também explicaram de forma convincente e precisa o que é que contribui para a propagação da doença em tal contracepção.
Entretanto, as organizações de controle populacional continuam a fazer pressões políticas, legais e sociais para que haja mais contracepção, não menos. Veja, por exemplo, o Dr. Willard Cates, presidente do Instituto de Saúde da Família de Family Health International (FHI), um dos maiores fornecedores de contracepção hormonal para o mundo em desenvolvimento. Cates escreveu para a Revista da Associação Médica Americana: “Impedir gravidezes não-intencionais entre mulheres infectadas pelo HIV que atualmente não desejam engravidar é um modo importante e econômico de impedir novas infecções de HIV entre bebês… Deve-se fazer mais para garantir o acesso à contracepção segura e eficaz para as mulheres infectadas pelo HIV”. (25)
Obviamente, a preocupação de FHI aí é menos impedir a infecção de bebês em gestação do que continuar a tirar a fertilidade de tantas mulheres quanto for possível por meio da contracepção, com o dinheiro de nossos impostos. O que essa organização se recusa a admitir, porém, é que ao fazer isso está contribuindo para a propagação do vírus HIV.
Quantas vidas estão sendo perdidas porque continuamos a enviar navios carregados de contraceptivos hormonais para um continente e para países que estão sofrendo sob uma epidemia generalizada de HIV/AIDS? Já não é hora de pararmos?
Veja o relatório na íntegra na edição de maio/junho do PRI Review.

Notas finais

1  Baeten et al. 2003, “Hormonal Influences on HIV Disease and Co-Morbidites.” J Acquir Immune Def Syndr. 2005, Vol 38, Suppl 1: S19
http://www.iasociety.org/Article.aspx?elementId=11977; Stringer et al, AIDS. 2009, 23:1377-1382
3  Baeten et al. 2003 J Acquir Immune Def Syndr, 2005, S18
4  Wang et al., 1999, JAIDS
http://www.avert.org/hiv-aids-africa.htm
6  Shah, I. 2003, J Acquir Immune Def Syndr, 2005
http://www.avert.org/thailand-aids-hiv.htm
http://www.prb.org/Countries/Thailand.aspx
http://www.searo.who.int/LinkFiles/Family_Planning_Fact_Sheets_thailand.pdf
10 
http://apps.who.int/globalatlas/predefinedReports/EFS2006/EFS_PDFs/EFS2006_JP.pdf. (Homosexual men account for just over half of Japan's domestic HIV cases.)
11 
http://www.wpro.who.int/countries/2009/phl/
12  Prakash et al. 2004; Prakash et al. 2002; Furth et al., 1990
13  Baeten et al. 2001; Cottingham et al. 1992; Avonts et al. 1990; Louv et al. 1989
14  Hunt et al. 1998; Zang et al. 2002; Gillgrass et al; 2003
15 
http://www.iasociety.org/Article.aspx?elementId=10470; Baeten et al. 2007
16  Marx et al. 1996; Abel et al. 2004; Veazey et al. 2005
17  Baeten et al. 2001; Ghanem et al. 2005
18  Baeten et al. 2007; Critchlow et al. 1995; Louv et al. 1989; Plourde et al. 1994
19  Beaten et al. 2003; Poss et al. 1995; Long et al. 2000
20  Furth et al. 1990
21  Baeten et al. 2007, Clinical and Infectious Diseases, 360-361
22  Stringer et al. 2008
23  Wang et al. 2004; Mostad et al. 1997; Clemetson et al. 1993
24  Mauck, C. 2005, S11; Studies noted: Mati et al. 1995; Kapiga et al. 1998
25  JAMA. 2006; 296:2802
Traduzido por Julio Severo: www.juliosevero.com
Veja também este artigo original em inglês: http://www.lifesitenews.com/ldn/2010/apr/10042109.html
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4 comentários :

Anônimo disse...

Embora o assunto do texto seja a relação entre os anticoncepcionais hormonais - como as pílulas, não pude deixar de notar a menção do DIU.

"Um teste médico publicado na revista AIDS em 2009 — monitorando a progressão do HIV pela necessidade de drogas anti-retrovirais (ART) — viu que “o risco de se tornar qualificado para receber ART era quase 70% mais elevado em mulheres que tomavam as pílulas e mais do que 50% mais elevado em mulheres que usavam DMPA [Depo-Provera] do que em mulheres que usavam os DIUs”."

ORA ISSO NÃO SIGNIFICA QUE O DIU NÃO SEJA TAMBÉM PREJUDICIAL À SAÚDE E PIOR - CAUSADOR DE ABORTO. O DIU É ABORTIVO.

Cf. Dez perguntas sobre o DIU

http://www.providaanapolis.org.br/index1.htm

Jaime disse...

Portanto, propões o uso do preservativo em vez da pílula. Certo? :-)

Anônimo disse...

Não, não proponho o uso de preservativo nem de nenhum meio que separa a união da procriação, pois todos são pecaminosos.

O ato sexual tem duas dimensões essenciais que não devem ser separadas: a unitiva e procriativa.

Esses dois aspectos do ato sexual, se tornam presentes no contexto do matrimônio entre um homem e um mulher.

A respeito cito alguns trechos do texto do Padre Lodi - "A anticoncepção em perguntas e respostas". Recomendo a leitura do texto todo que é muito explicativo e didático.

"1. Para que serve a união sexual?
Para exprimir o amor entre os cônjuges e para transmitir a vida humana.
2. Toda relação sexual tem que gerar filhos?
Não necessariamente. Mas ela deve estar sempre aberta à procriação. Senão ela deixa de ser um ato de amor para ser um ato de egoísmo a dois.
3. Uma mulher depois da menopausa não pode mais ter filhos. Ela pode continuar a ter relações sexuais com seu marido?
Pode. Pois não foi ela quem pôs obstáculos à procriação. Foi a própria natureza que a tornou infecunda.
4. Um homem que tenha o sêmen estéril não pode ter filhos. Mesmo assim ele pode ter relação sexual com sua esposa?
Pode. Pois não foi ele quem pôs obstáculos à procriação. Foi a própria natureza que o tornou infecundo.
5. E se o homem ou a mulher decidem por vontade própria impedir que a relação sexual produza filhos?
Neste caso eles estarão pecando contra a natureza. Pois é antinatural separar a união da procriação.
6. Quais são os meios usados para separar a união da procriação?
Há vários meios, todos eles pecaminosos:
a) o onanismo ou coito interrompido: consiste em interromper a relação sexual antes da ejaculação (ver Gn 38,6-10)
b) os métodos de barreira, como o preservativo masculino (condom ou “camisinha de vênus”), o diafragma e o preservativo feminino.
c) as pílulas e injeções anticoncepcionais, que são substâncias tomadas pela mulher para impedir a ovulação."

"21. Quantos métodos naturais existem para regulação da procriação?
Existem vários métodos usados para se identificar os dias férteis da mulher, a fim de que o casal possa praticar a continência periódica.
a) o método Ogino-Knauss, ou método da tabela. É o mais antigo de todos e tem pouca eficácia. Hoje seu uso está abandonado.
b) o método da temperatura. Baseia-se na observação da temperatura da mulher, que varia quando ocorre ovulação. O aparelho Mini-Sophia é uma versão eletrônica e computadorizada do uso deste método.
c) o método Billings, que se baseia na observação do muco cervical, que se torna fluido e úmido nos dias férteis, e seco nos dias inférteis. Não exige que o ciclo menstrual seja regular. Pode ser usado pelos casais mais pobres e mais incultos."

Fonte: http://www.providaanapolis.org.br/anticopr.htm

Anônimo disse...

Também todos os métodos anticoncepcionais que causam ou provocam aborto são pecaminosos pois eliminam a vida da criança concebida, não importa em que etapa do seu desenvolvimento esteja; pois desde a concepção já é um ser humano.